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Vista lança projeto social para fomentar a arte urbana através da realidade aumentada

A arte urbana, que respira pelas esferas públicas, teve que se reinventar durante o isolamento de combate à pandemia. Com o desafio de mantê-la viva mesmo dentro de casa, a Vista, que tem o lifestyle urbano para desenvolver mídia, eventos e ativações para o público jovem, mergulhou em inovação para promover essa ação solidária.
Conhecendo o perfil disruptivo do Instagrafite, formado pela dupla Marcelo Pimentel e Marina Bortoluzzi, reconhecidos pela habilidade em unir arte e mídia nos ambientes reais e virtuais em formatos extraordinários, a Vista lançou o desafio para contextualizar a arte para uma ação social.
O resultado dessa simbiose criativa é uma ação inédita, que utiliza a imersão tecnológica como ferramenta de expansão. Colocando a inovação a favor das ações sociais, o projeto “Juntando Peças”, insere a arte ao universo da realidade virtual reunindo dois artistas brasileiros: Criola, diretamente de Minas Gerais, e Sliks, em São Paulo. “Juntos, mas separados” interagiram à distância, no mesmo mural de uma esfera digital do aplicativo Kingspray Graffiti Simulator VR, um simulador de grafite para realidade virtual de tecnologia 360º.
Os artistas escolhidos para o projeto, Sliks e Criola
Sabendo da importância da solidariedade em momentos como esse, todo o projeto ganhou força para beneficiar não somente a cena artística urbana e seus admiradores, mas pessoas em vulnerabilidade social. Dessa forma, Criola e Sliks levaram suas cores e propósitos para desenvolver uma arte que ganha o formato virtual através de uma Fine Art dividida em 2 mil peças em formato A5, disponíveis para compra. Em cada peça adquirida, 50% do valor é destinado para instituições de ação social que combatem os impactos da COVID-19 em diferentes comunidades do Brasil.
Obra final de Sliks e Criola para o projeto social Juntando Peças
“O Juntando Peças traduz muito bem o espírito que sempre levamos para nossos projetos. Focamos em criatividade e inovação, trazendo pessoas e marcas para agregarem no objetivo de entregar algo especial para a sociedade” diz Tobias Sklar, diretor de criação da Vista.
O resultado final do trabalho produzido por duas mãos à distância é uma arte que também fala sobre resistência. Na obra, a mineira Criola trouxe suas cores e influências afro-brasileiras na figura da mulher negra com traços marcantes e imponentes, e Sliks, uma grande influência no graffiti e skate, imprime sua técnica no abstracionismo como senha, com ritmo contínuo e olhar essencial.
“Cada vez mais queremos disseminar a ligação entre a tecnologia e a arte, seja com realidade aumentada, aplicativos, projeção, tudo que permeia esse universo. Fazia tempo que queríamos juntar o vídeo game com arte. Tornar a tecnologia mais humana com esse propósito social, nos deixa ainda mais felizes que esse projeto nos possibilitou realizar algo totalmente inovador”, divide Marcelo Pimentel do Instagrafite.
Como ajudar
Para adquirir as peças e colaborar com esse projeto que movimenta o cenário artístico e leva renda para ações sociais, basta acessar o site do “Juntando Peças”. As artes são enviadas para todo o Brasil, incluindo também envios internacionais e é possível fazer a compra de mais de uma peça, criando um verdadeiro “quebra-cabeça”, onde as peças se completam.
Projeto Juntando as Peças
Site: https://juntandopecas.com.br/
Valor das peças: R$299,00 cada
Instituto Dharma e Social Skate
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Banco Mercantil escala o ex-jogador Roberto Carlos para campanha nacional durante o período do Mundial

O Banco Mercantil, instituição financeira de destaque e pioneira na especialização do público com mais de 50 anos, acaba de colocar no ar sua nova campanha nacional intitulada “Achou que era o outro?”. Desenvolvida pela agência mineira Kind Branding, a iniciativa aproveita o período do Mundial de futebol para apresentar o ex-lateral e ídolo da Seleção Brasileira, Roberto Carlos, como embaixador temporário da marca, reforçando os atributos de confiança, credibilidade e simplicidade junto aos clientes seniores.
A estreia da campanha ocorreu em horário nobre, durante o intervalo do Jornal Nacional, na TV Globo. O plano de mídia desenhado para o projeto é robusto e contempla veiculações em canais de TV aberta e por assinatura, emissoras de rádio, plataformas digitais e circuitos de mídia exterior (Out-of-Home / OOH) em todo o país. A ação sustentará a presença da marca até o apito final da competição da FIFA, momento em que o banco retomará a comunicação oficial comandada pelo cantor Roberto Carlos, atual garoto-propaganda da empresa.
A escolha do ex-atleta é um movimento estratégico duplo de branding e humor: além do forte vínculo afetivo que sua trajetória vitoriosa possui com a geração 50+, o roteiro brinca com o fato de o ex-jogador ter sido batizado em homenagem direta ao “Rei” da música brasileira, gerando uma conexão memética imediata com o público.
“Fizemos uma pesquisa de tracking antes do lançamento dessa campanha e, recentemente, identificamos um aumento de 6 pontos percentuais na identificação do público com a nossa marca”, revela Brunna Lopes, superintendente de marketing do Banco Mercantil. Para a executiva, a entrada no território esportivo era indispensável: “Não havia como estarmos fora dessa conversa em um momento em que quase todas as marcas estão associadas a esse evento. É algo que chama a atenção de todos”.
Para dar suporte a essa expansão nacional e garantir relevância nos blocos publicitários, o Banco Mercantil aumentou em 50% o seu orçamento total de marketing para o ano de 2026 em comparação com o período anterior. O aporte financeiro visa consolidar a lembrança de marca da instituição em um segmento altamente competitivo, onde a tradição e a segurança digital ditam a escolha do consumidor.
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Bets trocam camisas pelo streaming e redefinem a estratégia de marketing esportivo na Copa de 2026

O Brasileirão Série A de 2026 estreou com uma ausência visível no peito das camisas. Apenas 12 dos 20 clubes da elite entraram na temporada com uma casa de apostas como patrocinadora máster, queda de 33% em relação a 2025, quando 18 equipes tinham acordos desse tipo. Vasco, Grêmio, Internacional, Bahia e Santos figuram entre os times que chegaram ao início do campeonato sem um novo contrato fechado no espaço de maior visibilidade do uniforme.
A retração nos gramados, porém, não traduziu recuo de investimento. Traduziu redirecionamento. O capital que saiu das camisas encontrou outro destino no futebol: as transmissões digitais da Copa do Mundo de 2026, com início previsto para 11 de junho no Estádio Azteca, na Cidade do México.
A CazéTV e o YouTube garantiram os direitos de transmissão de todas as 104 partidas do torneio e fecharam contratos de patrocínio que somam aproximadamente R$ 2 bilhões, com cada cota máster vendida por R$ 185 milhões. Ao todo, 11 marcas confirmaram presença nas transmissões, entre elas Ambev, Coca-Cola, iFood, Mercado Livre e Vivo.
Entre os patrocinadores confirmados está a KTO, que formalizou parceria com o canal de Casimiro Miguel para estar presente em todas as partidas do torneio no YouTube. Andreas Müller, diretor de Marca e Comunicação da KTO Brasil, definiu a lógica da aposta. Segundo ele, o patrocínio das transmissões da Copa abre uma janela para a plataforma interagir com quem acompanha o futebol e potencializar a emoção de uma competição que, em suas palavras, “promete ser a mais digital da história”.
O marketing digital se tornou essencial para o setor de apostas no Brasil, tema debatido por líderes do segmento no BiS SiGMA Américas em 2024.
O movimento não é casual: o futebol responde por 85,1% das bets registradas na plataforma da KTO, segundo pesquisa da própria operadora, o que torna o Mundial um ponto de convergência natural entre audiência e público apostador. Estar nas transmissões da Copa significa estar no maior evento do esporte que já domina o negócio.
A CazéTV construiu uma audiência sólida ao longo de eventos esportivos recentes. Durante o Mundial de Clubes FIFA 2025, o canal registrou bilhões de visualizações. O novo torneio, com 48 seleções e 104 partidas disputadas em três países, eleva a escala e a duração da janela publicitária a patamares sem precedente para uma plataforma de streaming.
Para o mercado de marketing esportivo, o movimento sinaliza uma revisão das métricas de alcance. Um uniforme garante presença em cada frame da cobertura televisiva de um clube durante o campeonato, mas segmenta a audiência por torcida. Uma cota de transmissão do Mundial posiciona a marca diante de qualquer torcedor, de qualquer time, durante 40 dias de competição ininterrupta.
O recuo nos uniformes também coincide com um momento de seleção mais criteriosa no setor. O maior contrato ativo da Série A continua sendo o do Flamengo com a Betano, estimado em R$ 268 milhões anuais com vínculo até 2028. Os acordos que permaneceram são robustos; os que não foram renovados apontam para marcas que preferiram avaliar outras rotas antes de comprometer orçamento em renovações de longa duração.
O formato da Copa de 2026 amplia o fenômeno. A abertura acontece em 11 de junho, no Estádio Azteca, com a decisão marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A cobertura gratuita no YouTube, acessível por celular, computador e smart TV, projeta um volume de visualizações que nenhum canal de TV aberta pode replicar sozinho na plataforma que consolidou uma nova geração de audiência esportiva no Brasil.
Para as marcas que apostaram nas transmissões digitais, a Copa de 2026 representa o primeiro teste em escala máxima desse modelo de patrocínio. O resultado devbe orientar os próximos ciclos de negociação no mercado esportivo brasileiro e, provavelmente, redefinir o peso relativo entre uniforme e streaming nas estratégias de quem precisa chegar ao torcedor onde ele está.









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