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Virada Sustentável 2020 propõe uma reflexão sobre o futuro que queremos criar e habitar

A Virada Sustentável é conhecida como o maior festival de Sustentabilidade do país. Envolve articulação e participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, coletivos de cultura, movimentos sociais, equipamentos culturais, empresas, escolas e universidades. Ao longo de 10 anos, já passaram pelas ativações do festival nomes como Kate Raworth, Andy Singer, Amyr Klink, Bela Gil, Lenine, Arnaldo Antunes, entre outros.
Orientada em um reposicionamento recente para se transformar em uma plataforma de conteúdo e network, somado ao contexto da pandemia, a Virada trouxe como desafio para sua Estratégia de Conteúdo e Campanha desenhar a evolução do festival do espaço físico para o ambiente digital e, com isso, todo o pensamento do que antes era ativação, para virar também conteúdo. O line up está dividido, propositalmente, num arco narrativo que abraça 5 frentes urgentes: Diversidade, Desigualdade, Meio Ambiente e Clima, Consumo e Economia Circular, e Bem Estar.
Sobre – A Virada Sustentável promove até 18 de outubro, uma série de atividades, painéis, lives e discussões integradas às instalações que estarão espalhadas pela cidade de São Paulo. A expansão das mensagens também acontece a partir do momento que não há apenas instalações físicas. A ação em parceria com o coletivo Projetemos, por exemplo, acontece com a projeção de mensagens reflexivas e provocativas em todas as principais capitais do país. As quase 80 mensagens foram co-criadas por mais de 200 pessoas (entre Ongs, marcas, sociedade e ativistas), reunidos durante 5 dias seguidos para discutir os 5 eixos temáticos do projeto, como forma de endereçar as questões urgentes e os debates por quem já está em campo atuando nessas frentes.
A ideia de mundo digital – onde o universo digital não existe sem o físico e vice-versa – e de um processo colaborativo para se chegar nos gatilhos de conversas que o festival poderia promover esse ano, foi o pontapé inicial da estratégia desenvolvida por Bárbara Bono, consultora de conteúdo e engajamento, junto com a agência Quintal, responsável pela campanha. Juntos e através do trabalho de mentoria realizado para a Virada por Daniel Conti – managing director da 1.2.3.5.8 marketing de valor compartilhado, o time montou um squad híbrido de trabalho articulando diversas frentes na construção de cada passo – do conceito à criação das mensagens. “Refuturo”, a tagline que assina os 10 anos de Virada, é uma provocação urgente sobre como podemos repensar, recriar e regenerar o lugar que queremos co-habitar. Uma pauta necessária que tem na Virada a grande articuladora entre as partes.”Entender o papel de articulação da Virada foi fundamental para traçar a estratégia de transição do evento físico para um modelo de plataforma. Mais que um festival, o evento promove uma articulação voltada ao diálogo. Ponte difícil de ver num momento onde tudo parece tão dividido. Foi pensando nessa força que desenhamos a evolução do Festival para uma Network, ou seja, além de provocar com as instalações, as atividades e a programação cultural, também endereçar pautas, desenvolver temas e caminhar para a solução de problemas reais e urgentes. Não é só sobre inspirar, mas sobre realizar. A pauta para o futuro precisa ser construída hoje e junto com as comunidades”, diz Bárbara Bono, consultora da Estratégia Criativa e de Conteúdo da Virada Sustentável, que também assina junto com Daniel Ferreira, da Quintal, a Criação da campanha.
Para André Palhano, idealizador do evento, esse novo momento chega para marcar os próximos 10 anos. “Sempre articulamos e reunimos uma rede poderosa de transformadores de maneira física, nos debates, encontros e intervenções pela cidade. Chegou a hora de fazermos isso também digitalmente”
Sobre a Programação
A programação, em formato inédito, vai durar 5 semanas e ocupa a cidade de São Paulo com intervenções artísticas, projeções e grafites, além de mais de 15 painéis online, compostos por mais de 60 palestrantes, entre eles nomes como Kate Raworth, criadora da “Economia Donut”, e o arquiteto William McDonough, referência mundial em economia circular – que em suas palestras somaram juntos mais de 20 mil pessoas assistindo a transmissão ao vivo – além de uma diversidade de encontros que vão de Elza Soares a Monja Coen.A abertura contou com projeções simultâneas em São Paulo, Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Manaus. O público pode esperar muitas provocações e reflexões como a parceria inédita entre o projeto Memorial Inumeráveis e VJ Suave, no dia 2 de outubro, em que fazem uma homenagem aos indígenas vitimados pela Covid-19; o coletivo Cem Minas na Rua, na Lapa, une 22 mulheres para grafitarem 150 metros de murais entre tantas outras atrações e a instalação Eggcident, do artista holandês Henk Hofstra, composta por ovos fritos gigantes instalados no asfalto buscam levar as pessoas a refletir sobre as mudanças climáticas.
O evento reuniu, no dia 21/09, Dia Internacional da Paz, mais de 200 porta-vozes de diferentes linhas de pensamento para o Amanhã da Paz, uma grande meditação global online com o intuito de ressoar a paz entre as pessoas e as nações, que reuniu 425 mil pessoas. A data foi criada há 39 anos pela ONU, e o movimento foi articulado no Brasil pela Virada Sustentável, em parceria com a Virada Zen, por meio de transmissão online.
Eventos
Oktoberfest Summit 2026 promete imersão inédita nos bastidores da maior festa alemã das Américas

O live marketing brasileiro ganha um reforço de peso em seu calendário de 2026. Após o êxito de sua estreia, que mobilizou cerca de 500 profissionais e entusiastas, o Oktoberfest Summit teve seu lançamento oficial realizado na última segunda-feira. Com o mote “Celebrar a tradição, construir o futuro”, o evento retorna com a promessa de elevar o nível das experiências imersivas entre os dias 20 e 22 de outubro, ocupando espaços icônicos como o Teatro Carlos Gomes e o Parque Vila Germânica, em Blumenau.
Nesta edição, o foco se volta para as engrenagens que fazem o espetáculo acontecer. A grande novidade reside na abertura dos bastidores da gastronomia e dos desfiles, pilares fundamentais da identidade do evento. Segundo Guilherme Benno Guenther, diretor geral da Oktoberfest Blumenau, o público terá em mãos um conteúdo sem precedentes. “Os participantes terão acesso a detalhes técnicos desses dois temas, que são grandes diferenciais e um dos maiores ativos culturais e comerciais da festa. Informações que nunca foram compartilhadas em mais de 40 anos de história”, destaca o executivo.
A organização, que projeta atrair 600 participantes este ano, aposta no conceito de “learning by doing” (aprender fazendo). Muito além de palestras convencionais, o Summit se posiciona como uma plataforma de networking e educação corporativa dentro do ecossistema de entretenimento. Para Gelson Walker, CEO da Tô Indo Viagens e Eventos e organizador oficial do encontro, a proposta é entregar uma visão 360 graus do evento. “O Summit é muito mais do que um congresso. Durante três dias, promovemos uma verdadeira imersão, com visita guiada pelos bastidores do Parque Vila Germânica e do Camarote Spaten, além da possibilidade de ter acesso a cases inspiradores, que fazem a Oktoberfest ser o sucesso que ela é. Educação, networking e entretenimento em um só lugar”, afirma Walker.
Para os profissionais do live marketing que buscam entender como escala e cultura se encontram em um projeto de alto impacto, as inscrições já estão abertas através do site oficial (www.oktoberfestsummit.com.br). O evento reforça seu compromisso com a capacitação técnica, garantindo certificação a todos os presentes.
Eventos
Super Bowl 2026 quebra recordes com comerciais de US$ 10 milhões e consolida a “Economia da Atenção”

O Super Bowl 2026 entrou para a história não apenas como a final mais aguardada da NFL, mas como o detentor do intervalo comercial mais caro da televisão mundial. Com data marcada para o próximo dia 8 de fevereiro, o preço de uma inserção de apenas 30 segundos alcançou a impressionante faixa entre US$ 9 milhões e US$ 10 milhões. O valor estabelece novos recordes globais e reforça o evento como o espaço publicitário mais disputado do planeta, evidenciando uma transformação estrutural no mercado: a revalorização extrema dos grandes eventos ao vivo.
Em um cenário de mídia cada vez mais pulverizado e orientado por métricas de performance automatizadas, o Super Bowl permanece como um dos raros momentos de atenção massiva e simultânea — um ativo que se tornou escasso em 2026. Para Bruno Almeida, CEO da US Media, o salto nos valores, que até pouco tempo giravam entre US$ 6 milhões e US$ 7 milhões, reflete uma mudança de prioridade das marcas. “O Super Bowl é um dos poucos ambientes em que as marcas não competem apenas por cliques ou conversões imediatas, mas pela atenção plena do público. Em um mundo de múltiplas telas e estímulos constantes, isso se tornou extremamente valioso”, analisa o executivo.
Este movimento não é isolado e sinaliza o retorno do conteúdo “ao vivo” ao centro das estratégias globais, abrangendo também a Copa do Mundo, Olimpíadas e Fórmula 1. A capacidade desses eventos de combinar alcance, contexto e emoção em tempo real permite um impacto de marca com menor dispersão. Segundo Almeida, o crescimento dos preços é um sinal claro de que a publicidade entrou definitivamente na era da economia da atenção. “Eventos ao vivo entregam algo que nenhum algoritmo, isoladamente, consegue garantir: relevância cultural e presença simultânea em larga escala”, afirma.
No entanto, em 2026, o sucesso de uma campanha de Super Bowl não termina quando o cronômetro para. O diferencial competitivo das marcas agora reside na estratégia de reverberação pós-jogo. Especialistas apontam que tratar o intervalo apenas como o ápice da estratégia é um erro estratégico comum; na prática, ele funciona como um gatilho para uma narrativa que deve se desdobrar em vídeos digitais, redes sociais, mídia programática e parcerias com criadores de conteúdo.
A diversificação de canais, incluindo aplicativos de segunda tela como o Onefootball, torna-se essencial para capturar a audiência que passa a reinterpretar as mensagens após o pico de exposição. Como define Bruno Almeida: “O retorno real vem da capacidade de sustentar a mensagem no pós-evento, adaptando a narrativa a diferentes plataformas, públicos e momentos de consumo”. Em um ano marcado por grandes competições esportivas, a lição do Super Bowl 2026 é clara: o impacto custa caro, mas a longevidade da mensagem é o que garante o ROI.








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