Empresa
União Europeia quer tornar USB-C obrigatório, incluindo em iPhones

Padrão na maior parte dos celulares, notebooks e tablets, atuais, a entrada USB-C ainda é ausente nos dispositivos Iphones, da Apple
Na manhã desta quinta-feira (23), a Comissão Europeia, o anunciou planos para forçar os fabricantes de eletrônicos a instalar uma porta de carregamento USB-C em seus dispositivos. A proposta deve ter maior impacto sobre a Apple e seus iPhones, considerando que a empresa ainda utiliza o conector Lightning, invés do conector USB-C. De acordo com a UE, as regras têm como objetivo reduzir o lixo eletrônico, permitindo que as pessoas reutilizem carregadores e cabos.
Além de telefones, as regras se aplicam a outros dispositivos, como tablets, fones de ouvido, videogames e câmeras. Além disso, os fabricantes também serão forçados a tornar seus padrões de cobrança rápida interoperáveis e a fornecer informações aos clientes sobre quais padrões de cobrança seus dispositivos suportam. Segundo a proposta, os clientes poderão comprar novos dispositivos sem o carregador incluído.
Antes de mais nada, para se tornar lei, a proposta revisada da Diretiva de Equipamentos de Rádio precisará passar por uma votação no Parlamento Europeu. Se adotadas, os fabricantes acabarão tendo 24 meses para cumprir as novas regras.
Impacto nos iPhones
O maior impacto das novas regras deve ser sentido pela Apple, que ainda fornece iPhones com um conector Lightning, invés de uma porta USB-C. Lançada no iPhone 5, em 2012, o conector da Apple é exclusivo dos dispositivos da empresa, e muitas vezes, os usuários precisam comprar separadamente um adaptador. Confira abaixo o comunicado emitido pela Apple, para o Reuters, sobre a decisão da UE:
“Continuamos preocupados com o fato de que uma regulamentação rígida que exige apenas um tipo de conector sufoca a inovação em vez de encorajá-la, o que, por sua vez, prejudicará os consumidores na Europa e em todo o mundo”.
Apple e o lixo eletrônico
Embora continue usando o Lightning, a Apple fez seus próprios esforços para reduzir o lixo eletrônico nos carregadores. No ano passado, a empresa anunciou a decisão polêmica de parar de enviar fontes de energia ou fones de ouvido na caixa com novos iPhones, e passou a fornecê -los apenas com um cabo Lightning para USB-C.
Se os carregadores com fio não possuem um padrão no mercado, não é o caso dos carregadores sem fio. Atualmente, os dispositivos que suportam carregamento sem fio seguem o padrão Qi. Além disso, existem rumores de que a Apple pode lançar um iPhone sem uma porta Lightning, com carregamento exclusivamente sem fio.

Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/v
Empresa
IVC reformula auditoria de eventos e passa a oferecer certificação ‘ad hoc’ com desduplicação de dados presenciais e remotos

O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) anunciou uma reestruturação em seu serviço de auditoria para o setor de eventos. A partir da mudança, a verificação deixa de figurar como uma categoria fixa de filiação e passa a ser oferecida na modalidade ad hoc para veículos filiados e empresas organizadoras associadas como assinantes. A evolução metodológica abrange a aferição de públicos híbridos (presenciais e virtuais) com desduplicação total de dados.
O serviço atende a diferentes formatos do mercado, incluindo encontros B2B, B2C, feiras técnicas, congressos científicos, simpósios e webinars. A auditoria é estruturada em três eixos principais: controle e validação de acessos de visitantes únicos (cruzando credenciamento, catracas e bilheteria); inteligência de perfil demográfico e cargos decisórios; e certificação documental de expositores, palestras paralelas e ações promocionais. “A medida é parte de uma das principais metas do Instituto de trazer aos decisores de marketing e comunicação dados que possam integrar os pontos de contato da mídia com suas audiências, em uma estratégia de presença cada vez mais omnichannel. Neste sentido, o Instituto pode agregar dados de impresso, websites, newsletters, streaming, eventos e, ocasionalmente, redes sociais”, afirma Pedro Silva, presidente-executivo do IVC.
A contratação do serviço pode ser solicitada via canal oficial do instituto antes do início do evento, com custo fixo de R$ 782,60 por edição, além de despesas operacionais em caso de acompanhamento in loco.
O aperfeiçoamento da metodologia acompanha a expansão econômica do segmento. Dados do Observatório da Indústria/SENAI estimam que a cadeia de eventos no Brasil movimentará mais de R$ 1,5 bilhão até 2035, representando cerca de 5% do PIB nacional. “À medida que o segmento de eventos cresce, aumenta proporcionalmente a demanda de anunciantes e patrocinadores por transparência, com dados precisos de audiência. Desta forma, o IVC transforma números declarados em informações certificadas imprescindíveis para investimentos seguros, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do governo”, destaca Marco Aurélio Souza, gerente de auditoria e projetos de mídia do IVC.
Empresa
Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.
Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.
O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.
Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.







