Empresa
Shutterstock anuncia aquisição da Amper Music

Shutterstock, Inc. (SSTK), uma empresa global em tecnologia que oferece uma plataforma criativa para conteúdo, ferramentas e serviços de alta qualidade, anunciou hoje a aquisição de determinados ativos da Amper Music. A Amper Music é uma plataforma de música líder em inteligência artificial que permite que os usuários criem e personalizem músicas inéditas, aproveitando mais de um milhão de amostras de áudio individuais gravadas por músicos em milhares de instrumentos exclusivos.
A aquisição da Amper pela Shutterstock fortalece suas capacidades de inteligência artificial, particularmente na busca de conteúdo e na descoberta de faixas compostas pela comunidade de artistas da Shutterstock, bem como ferramentas de edição para usuários de Shutterstock. Como parte da transação, os funcionários da Amper serão integrados à equipe da Shutterstock para reforçar o objetivo da Shutterstock em melhorar a experiência do cliente por meio de novas funcionalidades e ferramentas suportadas por IA.
“Será um prazer receber a equipe da Amper no Shutterstock. Estamos muito focados em encontrar novas formas de oferecer experiências diferenciadas aos clientes por meio da inovação em nossa oferta de produtos e serviços. A infusão da tecnologia e talento da Amper endossa nossos esforços nessa frente.”, disse Stan Pavlovsky, CEO da Shutterstock.
O diretor executivo da Amper, Drew Silverstein, acrescentou: “Estamos entusiasmados com a aquisição da Shutterstock, pois essa parceria trará a IA Criativa da Amper para a base global de clientes da Shutterstock e representa um grande avanço em permitir que qualquer pessoa expresse sua criatividade por meio da música, independentemente de seus recursos financeiros ou conhecimento técnico e artístico.”
A aquisição da Amper solidifica ainda mais a posição da Shutterstock como uma plataforma criativa que fornece soluções inovadoras para seus clientes. Junto com a comunidade global de compositores da Shutterstock, a tecnologia de IA da Amper fornecerá aos usuários da Shutterstock uma aceleração ao seu fluxo de trabalho de criação de conteúdo por meio de uma melhor experiência de descoberta de música e recursos aprimorados de edição. Além disso, a aquisição aumentará os esforços de P&D da Shutterstock para trazer inovações valiosas e mais simples que permitem uma produção de conteúdo mais rápida e eficiente para consumidores profissionais, empresas e criadores de conteúdo profissional.
Os termos da transação não foram divulgados.
Empresa
IVC reformula auditoria de eventos e passa a oferecer certificação ‘ad hoc’ com desduplicação de dados presenciais e remotos

O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) anunciou uma reestruturação em seu serviço de auditoria para o setor de eventos. A partir da mudança, a verificação deixa de figurar como uma categoria fixa de filiação e passa a ser oferecida na modalidade ad hoc para veículos filiados e empresas organizadoras associadas como assinantes. A evolução metodológica abrange a aferição de públicos híbridos (presenciais e virtuais) com desduplicação total de dados.
O serviço atende a diferentes formatos do mercado, incluindo encontros B2B, B2C, feiras técnicas, congressos científicos, simpósios e webinars. A auditoria é estruturada em três eixos principais: controle e validação de acessos de visitantes únicos (cruzando credenciamento, catracas e bilheteria); inteligência de perfil demográfico e cargos decisórios; e certificação documental de expositores, palestras paralelas e ações promocionais. “A medida é parte de uma das principais metas do Instituto de trazer aos decisores de marketing e comunicação dados que possam integrar os pontos de contato da mídia com suas audiências, em uma estratégia de presença cada vez mais omnichannel. Neste sentido, o Instituto pode agregar dados de impresso, websites, newsletters, streaming, eventos e, ocasionalmente, redes sociais”, afirma Pedro Silva, presidente-executivo do IVC.
A contratação do serviço pode ser solicitada via canal oficial do instituto antes do início do evento, com custo fixo de R$ 782,60 por edição, além de despesas operacionais em caso de acompanhamento in loco.
O aperfeiçoamento da metodologia acompanha a expansão econômica do segmento. Dados do Observatório da Indústria/SENAI estimam que a cadeia de eventos no Brasil movimentará mais de R$ 1,5 bilhão até 2035, representando cerca de 5% do PIB nacional. “À medida que o segmento de eventos cresce, aumenta proporcionalmente a demanda de anunciantes e patrocinadores por transparência, com dados precisos de audiência. Desta forma, o IVC transforma números declarados em informações certificadas imprescindíveis para investimentos seguros, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do governo”, destaca Marco Aurélio Souza, gerente de auditoria e projetos de mídia do IVC.
Empresa
Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.
Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.
O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.
Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.







