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Saiba como preparar seu estoque para a Black Friday

A Black Friday de 2021 está se aproximando e o varejo precisa retomar os preparos anuais para aproveitar bem a data. Ainda que muitas marcas façam promoções durante todo mês de novembro, é imprescindível ter alguns cuidados especiais para o dia em si, que neste ano cai em 26 de novembro. Uma das atenções deve ser voltada ao estoque, isso vale tanto para empresas que trabalham com lojas físicas, como para os e-commerces.
É o estoque que vai garantir o maior número possível de vendas, sem faltas ou atrasos. Também é o que define a experiência do cliente com a entrega, um ponto-chave nas compras promocionais. É o que diz Graziela Luloian, gerente de Marketing e Operações na agência digital full service Raccoon: “O consumidor sempre espera que sua compra chegue o mais rápido possível. Durante a Black Friday não é diferente, inclusive esse desejo pode se intensificar, uma vez que muitas pessoas esperam pela data por meses para poder fazer uma compra maior e mais cara. Dessa forma, o estoque deve não só estar alinhado com a expectativa de venda, como um pouco mais inflado para garantir disponibilidade”.
Logo, a preparação do estoque tem papel fundamental no sucesso da Black Friday e na imagem da marca em seguida. Michele aponta que o tempo ideal para fazer essa organização é de 90 dias antes da data, mas a importância está sempre aí independente do momento. Cada empresa conhece seus fornecedores e cadeia logística e pode definir com mais exatidão quando começar, mas alguma antecedência é sempre fundamental.
Para auxiliar empreendedores a resolver essa questão no próximo mês, Graziela listou algumas dicas.
– Descubra e organize informações sobre períodos sazonais
Segundo a especialista, uma das melhores formas de prever tendências é ter uma ideia de volume e isso o empreendedor consegue observando dados passados. Com o controle dessas informações, é possível compreender a variação das vendas em dias comuns e naqueles quando há maior procura por conta de datas comemorativas ou promocionais.
Os dados coletados devem então ser organizados em planilhas ou outra ferramenta de fácil visualização. “Lembre-se que os consumidores esperam os melhores produtos em oferta, não somente aqueles que estão parados. Então para atrair é importante que os carros-chefe estejam em promoção. Além disso, é possível que os principais produtos estejam alinhados com aqueles que se deseja liquidar, até mesmo uma promo de compre um e leve outro pode ajudar”, afirma Graziela.
– Varie nas estratégias de captação
Promoções são essenciais em qualquer Black Friday, mas não são a única maneira de participar do evento e atrair público. A profissional explica: “Pesquisas apontam que o preço pode até ser um pouco acima do concorrente, mas se houver um bom cashback, por exemplo, acaba sendo até mais atrativo. Frete grátis também possui a mesma linha de raciocínio, ou porcentagem crescente de desconto, etc”. Tudo isso ajuda a esvaziar o estoque.
– Una as estratégias online e offline
O estoque de um e-commerce e loja física podem ser compartilhados, desde que bem organizados. Nesse sentido, uma boa estratégia é a Buy Online and Pick Up in Store (compre online e busque na loja). Ela costuma aumentar o ticket médio da venda, uma vez que o consumidor vai buscar o que comprou e mais de 50% deles acabam aproveitando para levar mais produtos, de acordo com Graziela.
– Utilize ferramentas e programas de auxílio
Existem muitos softwares de gestão de estoque que fazem um ótimo trabalho na organização em períodos sazonais. Eles são úteis durante todo o ano, mas se mostram ainda mais relevantes em datas como a Black Friday.
A diretora traz alguns nomes como sugestão: “Para microempresas, existem softwares gratuitos como ABC Inventory, Canvus ou Delivrd. Para estoques maiores, as mais utilizadas são Conta Azul, SAP, Linx e Sage. Elas são essenciais, mas precisam estar alinhadas com uma boa plataforma de e-commerce, se estivermos falando de comércio eletrônico. Nesse âmbito, para pequenos comércios a Loja Integrada funciona bem e, para aqueles de maior porte, as melhores opções são VTEX e Shopify”.
O que esperar da Black Friday 2021
Este é um momento peculiar para os varejistas, visto que a retomada de lojas físicas é recente e gradual ao redor do Brasil. Ao mesmo tempo, muitos estavam focados somente no e-commerce desde 2020, quando a pandemia se agravou e fez com que o virtual fosse a única possibilidade para inúmeras empresas continuarem funcionando.
Portanto, a Black Friday de 2021 acontece em um cenário novo, diferente do ano passado — já que, agora, a vacinação está de fato ajudando a retomada — e dos anos anteriores, pois ainda existem particularidades em voga por conta do covid. Além disso, a situação econômica atual lança uma sombra de dúvidas sobre a data.
O fato é que ela segue importante, ainda que diferente. “Estamos em um cenário com a maior inflação dos últimos 20 anos, alinhada com a maior taxa de desemprego. Por conta desses fatores, o poder de compra está reduzido, então o consumidor escolherá mais e deverá comprar menos, mas não deixará de aproveitar ofertas”, aponta a diretora.
Mesmo em um ano difícil, a Black Friday segue como um ponto alto nas vendas de milhões de lojas pelo País. Por isso, toda preparação é válida — talvez ainda mais justamente pela crise. Empreendedores devem aproveitar as datas de maior movimento para fechar o mês com mais alívio, e os cuidados prévios sempre ajudam a aumentar a margem de lucro.
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Netshoes cria circuito proprietário de bares em São Paulo para se conectar ao torcedor por meio do brand experience

Com o objetivo estratégico de estreitar os laços com os apaixonados por futebol durante o Mundial, a Netshoes decidiu tirar o time do ambiente estritamente digital e apostar em cheio na experiência presencial. A gigante do e-commerce esportivo estruturou um circuito proprietário de bares espalhados pela cidade de São Paulo. A operação foi desenhada e executada pela Macunaíma.ag, agência especializada em brand experience, em uma parceria com a agência Gira. Juntas, as empresas transformaram cinco tradicionais estabelecimentos da capital paulista em pontos oficiais de encontro para a torcida ao longo de todo o calendário da competição.
O projeto de live marketing contempla uma série de ativações simultâneas nos bares Orfeu, Seu Justino, Juarez, Posto 6 e Beleléu. A meta é criar uma jornada de consumo totalmente integrada, capaz de amarrar entretenimento de qualidade, forte engajamento de público e presença ostensiva de marca em um dos períodos de maior apelo emocional para os brasileiros.
A iniciativa foi arquitetada para inserir a Netshoes no coração do ritual coletivo de assistir aos jogos fora de casa, dividindo a mesa e os momentos de tensão com os amigos. Para materializar esse conceito, a Macunaíma.ag e a Gira desenvolveram dinâmicas interativas que transformam os balcões e salões desses estabelecimentos em verdadeiras extensões físicas da campanha de comunicação do anunciante. “A Copa do Mundo é um dos poucos momentos capazes de mobilizar milhões de pessoas em torno de uma mesma paixão. Nossa estratégia foi transformar essa energia em experiências memoráveis, criando pontos de contato relevantes entre marca e consumidor em ambientes onde as emoções acontecem de forma genuína”, pontua João Felipe Villanova, CEO da Macunaíma.ag.
Entre os pilares da ativação de trade marketing e relacionamento urbana, destaca-se a criação da Carteirinha do Torcedor Raiz. A mecânica promocional de fidelidade incentiva os clientes a realizarem uma espécie de pub crawl, visitando os diferentes bares integrantes do circuito para acumular selos e carimbos de experiência. Ao completar o desafio, o público pode trocar suas participações por brindes exclusivos produzidos pela Netshoes, incluindo cordões para celular, meias estilizadas, chaveiros, cartelas de adesivos e mini câmeras vintage com design inspirado no universo da bola.
A inteligência da campanha também preencheu as lacunas de tempo entre as transmissões com o Quiz da Seleção. A ativação gamificada testa o conhecimento da mesa com perguntas sobre estatísticas do campeonato, curiosidades históricas dos mundiais e a trajetória da Seleção Brasileira, estimulando a competitividade e a descontração durante os intervalos e no aquecimento pré-jogo.
Cuidando de cada detalhe da jornada do torcedor no ponto de venda, as agências também assinam toda a cenografia e a comunicação visual unificada do circuito. O minucioso projeto de ambientação inclui desde molduras personalizadas para os televisores e telões de transmissão até descansos de copo temáticos, copos americanos estilizados, baldes de gelo, porta-garrafas, windbanners na calçada, barris cenográficos e mesas bistrô totalmente customizadas. A tática garante que a marca esteja presente de maneira orgânica em todos os pontos de contato visual, gerando alto potencial de compartilhamento nas redes sociais e fixando a Netshoes como a grande anfitriã da torcida paulistana.
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Computação quântica promete redefinir a personalização e desafia o futuro da economia criativa no Brasil

Enquanto as agências e marcas ainda consolidam suas estratégias baseadas nos impactos da inteligência artificial generativa, os bastidores da tecnologia já movimentam uma nova fronteira que promete chacoalhar o mercado global. Trata-se da IA quântica. Embora ainda restrita a laboratórios de ponta e centros de pesquisa avançados, analistas do setor garantem que o advento dessa nova tecnologia representará um salto disruptivo tão profundo quanto o impacto provocado pelo surgimento do ChatGPT e das ferramentas generativas nos últimos anos.
Se a IA generativa transformou a criação de conteúdo e o modelo multimodal expandiu a interpretação de diferentes linguagens de forma simultânea, a IA quântica chega com a promessa de acelerar o processamento de dados a uma velocidade exponencial. Essa evolução apoia-se em uma arquitetura computacional radicalmente distinta da atual. Em vez dos bits tradicionais, a engrenagem opera por meio de qubits processados por QPUs (Quantum Processing Units), permitindo a análise matemática de múltiplos cenários e volumes massivos de dados ao mesmo tempo. Cálculos complexos que demandariam décadas nos computadores mais potentes de hoje poderão ser desatados em poucos minutos, abrindo horizontes inéditos para a logística, a ciência e, de forma muito particular, para o live marketing e a economia criativa.
Acompanhando de perto essa transição e os desdobramentos regulatórios do setor, Bia Ambrogi, presidente da APRO+SOM (Associação Brasileira de Produtoras de Som), analisa o panorama com o olhar de quem vivencia a intersecção entre negócios e comportamento humano. Atualmente cursando MBA em IA Aplicada a Negócios e pós-graduação em Neurociências e Comportamento na FAAP, a executiva monitora a tramitação do Projeto de Lei 2.338/2023, que visa estabelecer as diretrizes para o desenvolvimento e o uso da IA no Brasil, liderando discussões integradas ao movimento frente IA responsável, que hoje congrega mais de 50 entidades da economia criativa.
Na visão de Ambrogi, o avanço quântico dará às marcas e criadores uma capacidade sem precedentes de leitura de audiência e profundidade analítica. Ao cruzar instantaneamente variáveis culturais, preferências históricas e tendências comportamentais, o sistema conseguirá prever padrões de consumo com precisão cirúrgica. Na prática do entretenimento e das ativações de marca, isso significa que experiências sonoras e audiovisuais poderão se moldar em tempo real de acordo com as reações de cada usuário.
Diferente da IA generativa, que analisa o passado para criar combinações lógicas dentro de um repertório preexistente, a vertente quântica propõe ir além. O sistema terá robustez para processar simultaneamente o nível de atenção do espectador, seu estado emocional, o ambiente social ao redor e sinais comportamentais sutis que hoje operam dispersos. Um desdobramento prático seria o desenvolvimento de trilhas sonoras customizadas para um indivíduo que retorna de uma viagem sob o efeito da nostalgia. No ecossistema audiovisual, as plataformas superariam a simples recomendação de gêneros parecidos para sugerir narrativas conectadas intimamente ao momento de vida do consumidor, seja uma fase de transição, reflexão ou descoberta.
No entanto, essa hiperpersonalização também acende alertas importantes no mercado publicitário e cultural. A líder da APRO+SOM adverte para os riscos de uma cultura excessivamente moldada pela previsibilidade matemática e pela entrega de conteúdos baseados na média do conhecimento humano, o que poderia sufocar o verdadeiro motor da criatividade: o insight inesperado, as produções independentes e o olhar do outsider. O perigo reside em uma curadoria algorítmica engessada que privilegie apenas fórmulas consagradas, inibindo propostas experimentais e o surgimento de novos talentos que desafiem o consenso de mercado. “Os algoritmos quânticos continuarão com a análise do passado para prever o futuro. Por isso, tendem a apontar sempre para o que já funcionou. O risco é ficarmos presos em um ciclo de repetição, investindo cada vez mais no que é familiar e reduzindo espaço para aquilo que ainda não foi testado”, pondera Bia Ambrogi.
A executiva reforça que a quebra de padrões é essencial para a oxigenação do mercado criativo. “Os grandes avanços da arte, da música, do cinema e da comunicação muitas vezes vieram de projetos considerados apostas arriscadas. Se toda decisão passar a ser baseada em previsões de sucesso quase garantido, onde ficará o espaço para o inesperado?”, completa.
À medida que a computação quântica desenha seu caminho rumo à viabilidade comercial, o debate no universo do live marketing e da comunicação extrapola os limites técnicos. O desafio central que se desenha para os próximos anos reside em equilibrar a eficiência analítica com a preservação do espaço para a ousadia e o erro criativo. Para lideranças como Ambrogi, a evolução tecnológica precisa caminhar em simetria com a valorização do elemento estritamente humano que máquina nenhuma conseguiu replicar: a intuição, a sensibilidade artística e a capacidade de conceber o amanhã a partir do absoluto zero.








