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Ranking global e inédito de publicidade revela que os consumidores preferem seus anúncios no TikTok

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A Kantar, empresa líder mundial em dados, insights e consultoria, divulga neste mês o primeiro ranking global de equity de publicidade. O ranking, que mede a percepção dos consumidores em relação à publicidade em diferentes ambientes, foi publicado em Media Reactions. O TikTok, plataforma social que ganhou ainda mais atenção durante a pandemia, lidera o ranking inédito global no quesito plataformas digitais.

O estudo Media Reactions, que entrevistou 4.000 consumidores e mais de 700 profissionais de marketing, incluindo o Brasil, fornece uma métrica global de “equity de publicidade”* para canais de mídia, assim como redes sociais, publishers e aplicativos mobile. Ele contém diagnósticos detalhados que também ajudam os anunciantes a entenderem o impacto que as diferentes plataformas terão em suas campanhas e suas marcas. Os aprendizados do estudo incluem:

Divisão online-offline:

Os consumidores preferem canais offline para receber publicidade e tendem a considerá-los como de melhor qualidade, mais confiáveis e menos intrusivos do que os canais online. Em geral, os canais de mídia em que os consumidores afirmam preferir consumir publicidade globalmente e no Brasil são:

Tabela 1: Canais de publicidade preferidos por consumidores:

Índice de Ad Equity
GlobalBrasil
Anúncios no cinema+33+50
Eventos patrocinados+31+58
Anúncios em revistas+26+40
Anúncios digitais fora de casa (OOH)+25+48
Anúncios em jornal+23+42
  • O cinema lidera a lista em 4 dos 7 países avaliados (Austrália, Alemanha, Reino Unido e EUA), enquanto eventos patrocinados lideram o ranking no Brasil e na China. Os meios de comunicação impressos e os anúncios digitais OOH também são bem avaliados entre os consumidores.
  • Embora os formatos online sejam geralmente menos aceitos do que os formatos offline, as percepções dos consumidores são mais favoráveis para conteúdos patrocinados por influenciadores, anúncios em podcasts e anúncios de TV por streaming.
  • Entre todos os formatos, a publicidade na TV e em vídeo online continua a dominar a exposição a anúncios. Enquanto nosso estudo explorou uma variedade de ambientes, os consumidores claramente têm visões entusiasmadas e um pouco polarizadas entre os formatos. O estudo revela que alguns são considerados divertidos, de boa qualidade, relevantes e confiáveis, enquanto outros não agradam pela excessiva saturação e repetição.
  • Apesar da preferência dos consumidores por receber publicidade offline, o foco da comunidade de marketing permanece no engajamento digital. As prioridades dos profissionais de marketing em relação a plataformas estão, portanto, em desacordo com as preferências dos consumidores. As plataformas de anúncios preferidas da indústria são (em ordem de preferência) anúncios em vídeo online, anúncios na TV, anúncios em redes sociais, anúncios na TV por streaming e stories em redes sociais.

Ranking global de plataformas digitais

Em uma seleção de plataformas digitais globais, a Kantar também mediu a opinião dos consumidores sobre publicidade nas plataformas sociais/de conteúdo que eles usam. Com base em 11 variáveis, o TikTok ficou no topo do ranking global em equity de publicidade. As marcas de mídia digital que ficaram nas cinco primeiras posições para publicidade são:

Tabela 2: Plataformas globais de anúncios digitais preferidas dos consumidores:

Plataforma
1TikTok
2Instagram
3Snapchat
4Google
5Twitter

Dentro do ambiente digital, consumidores e profissionais de marketing concordam em relação às plataformas digitais confiáveis, como Google, Instagram e Twitter. No entanto, os consumidores geralmente são mais positivos em relação à publicidade naquelas mais novas, como o TikTok, enquanto os profissionais de marketing preferem marcas mais estabelecidas, como o YouTube.

Em contraste com os rankings gerais de canais, o equity de publicidade é geralmente maior para as marcas globais de mídia digital do que para marcas de mídia locais (herança offline). Parece que as “falhas gerais” dos anúncios online são um problema menor para a maioria dos ambientes digitais premium incluídos em nosso estudo.

Perspectiva de investimento publicitário

Durante a pandemia da Covid-19, 60% das empresas relatam ter reduzido seus gastos com marketing, com 30% tendo reduzido muito**. A pandemia resultou em um maior foco em Propósito da Marca e Transformação Digital. Talvez como consequência, os profissionais de marketing agora avaliam a adequação da campanha e a receptividade publicitária antes do ROI e de considerações de custos ao tomar suas decisões de investimento de mídia.

As mudanças de investimento têm estado em grande parte alinhadas com a mudança de hábitos de mídia dos consumidores, que durante a pandemia se tornou mais digital do que antes. A alocação de investimento/recursos para canais digitais aumentou como resultado da Covid-19. O investimento em mídia offline em geral diminuiu em resposta ao isolamento entre a maioria das grandes sociedades.

Parece que as mudanças que aconteceram em 2020 vão acelerar ainda mais em 2021, especialmente para vídeos online. As plataformas globais mais propensas a se beneficiar são YouTube, Instagram, TikTok e Google. Espera-se que a TV se recupere junto com a OOH digital. Para a maioria das outras mídias offline, o ambiente de negócios desafiador de 2020 parece continuar até 2021.

Situação 1: Mudanças planejadas na alocação de investimento/recursos (alteração para aumento líquido planejado)

“O Media Reactions 2020 traz luz sobre o fato de que ter um publisher premium no mix pode sim garantir melhores resultados para a performance de uma campanha”, comenta Maura Coracini, diretora de Mídia&Digital da Kantar. “Saber as fortalezas que cada plataforma e canal de mídia podem “emprestar” para a sua marca facilita uma maior aceitação da publicidade e ajuda a ganhar maior relevância entre os consumidores. É natural que os investimentos de mídia se movam cada vez mais para o digital – principalmente com o aumento do uso dessas plataformas na pandemia – porém a saturação, a repetição e o excesso de segmentação em alguns ambientes podem jogar contra a marca no final do dia. As plataformas de mídia precisam gerenciar seu equity de publicidade tendo consumidores e profissionais de marketing em mente, garantindo que a experiência seja positiva para as duas pontas do ecossistema”.

Saiba mais aqui. A Kantar realizará um webinar para explorar ainda mais as descobertas – registre-se aqui.

Sobre o estudo:

Conversamos com consumidores e profissionais de marketing há muitos anos sobre suas experiências e percepções relacionadas à mídia. Esse ano, combinamos nossos estudos com consumidores e com profissionais de marketing para dar uma visão completa do cenário atual da mídia e como navegá-lo. Além dos materiais disponíveis publicamente, arquivos e relatórios de dados globais e locais estão disponíveis para compra incluindo muito mais detalhes.

Pesquisa com consumidores. Realizamos uma pesquisa online com 15 minutos de duração com pessoas de 16 a 65 anos, 500 entrevistas em cada um dos seguintes países: Austrália, Brasil, China, França, Alemanha e Reino Unido e 1.000 entrevistas nos EUA.

Pesquisa com profissionais de marketing. 733 profissionais de marketing sênior (Anunciantes, Agências e Empresas de Mídia) responderam a uma pesquisa online com duração de 15 minutos.

O Media Reactions complementa o abrangente portfólio de soluções de medição e eficácia de mídia da Kantar, incluindo abordagens que permitem o teste de anúncios em diferentes contextos e canais de mídia.

*A métrica global de Equity de Publicidade do Media Reactions combina as respostas dos consumidores com uma classificação global de receptividade publicitária, juntamente com dez métricas atitudinais diagnósticas de publicidade. Ele contrasta o número de pessoas que veem a publicidade de forma positiva em um canal de mídia ou marca de mídia com o número de pessoas que veem a publicidade de forma negativa, essencialmente criando uma pontuação “Net Promoter” para propriedades de mídia.

**Global Business Compass – um estudo de 4.500 clientes corporativos sobre o impacto da pandemia no cenário dos negócios.

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Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

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O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.

De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.

Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.

Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.

“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.

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BYD escolhe o Rio de Janeiro para instalar seu primeiro centro de testes e pesquisa fora da China

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A BYD consolidou mais um capítulo de sua expansão em solo brasileiro ao anunciar a criação de seu primeiro Centro de Testes e Avaliação Automotiva no país. Localizado no complexo do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, o projeto nasce com um investimento de R$ 300 milhões e funcionará como uma robusta plataforma de Experience e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O movimento reafirma o Brasil como o principal mercado da companhia fora da China e eleva o país ao status de polo global de inovação para mobilidade sustentável.

Com uma área total superior a 180 mil m², o espaço foi inspirado na unidade de Zhengzhou e terá infraestrutura completa para aferição de potência, resistência e durabilidade. Entre os diferenciais de live marketing e demonstração tecnológica, o centro contará com circuitos off-road e uma piscina gigante projetada para o teste de flutuação do modelo U8 — uma das vitrines de engenharia da marca.

A cerimônia de anúncio contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, evidenciando o peso institucional da iniciativa. “A chegada desse projeto de pesquisa e desenvolvimento mostra a confiança da BYD no potencial do país e no papel do Rio como centro de inovação”, afirmou Paes.

Para Stella Li, vice-presidente executiva global e CEO da BYD Américas e Europa, a unidade carioca será vital para a tropicalização das tecnologias da marca. “Além de ampliar nossa presença no país, o espaço vai nos permitir gerar dados em condições tropicais, o que é essencial para desenvolver e adaptar tecnologias com ainda mais precisão para os países em que atuamos”, explicou a executiva.

Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto, reforça que o centro materializa a confiança na engenharia local. “Estamos criando uma estrutura que vai aproximar ainda mais tecnologia, conhecimento e desenvolvimento local, permitindo que a empresa avance com mais consistência na adaptação de soluções ao nosso mercado”, pontuou.

O novo complexo também terá prioridade no desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma voltadas para o mercado latino-americano. As obras estão previstas para começar no fim de 2026, com inauguração projetada para 2028. Segundo Tyler Li, CEO da BYD no Brasil, o centro marca uma nova fase da atuação local, “com mais capacidade de desenvolver soluções conectadas à realidade da região e de apoiar o futuro da mobilidade elétrica na América Latina”.

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