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Páscoa 2025: estratégias para competir com as gigantes do chocolate

A Páscoa é uma das datas mais lucrativas para o varejo, com projeção de 8% de crescimento nas vendas em relação a 2024 e produção estimada de mais de 45 milhões de ovos de chocolate no Brasil. Diante de um mercado altamente competitivo, dominado por grandes players como Nestlé, Mondelēz e Cacau Show, como pequenas e médias empresas podem se destacar? A Walks, agência de branding especializada em varejo e e-commerce, revela estratégias criativas e acessíveis para marcas de todos os portes aproveitarem o potencial emocional e comercial da data.
Enquanto as grandes marcas investem em massividade, empresas menores podem conquistar o público com personalização, interatividade e conexão emocional. “A Páscoa vai além do chocolate, é uma data afetiva que reúne famílias e amigos. Marcas que entendem isso e criam experiências memoráveis, mesmo com orçamentos enxutos, conseguem se destacar e fidelizar clientes”, afirma Igor Santos, cofundador e COO da Walks.
Estratégias que atraem o público:
Lojas físicas
A ambientação temática é um diferencial comprovado. Além de decoração com elementos como coelhinhos e ovos, investir em estímulos sensoriais – como o aroma de chocolate utilizado pela Americanas em campanhas passadas – aumenta em até 30% o tempo de permanência do cliente na loja, segundo estudo da Retail TouchPoints. Outra tendência são vitrines interativas, com telas touchscreen que permitem ao consumidor montar seu ovo de Páscoa virtual antes da compra.
E-commerce
A adaptação visual é apenas o primeiro passo. Dados da ConversionXL mostram que e-commerces com identidade visual temática têm 15% mais conversão durante datas sazonais. “A Páscoa é uma data visual e emocional e, por isso, deve existir um empenho em criar experiências para os clientes, mesmo que de forma on-line. A criação de ‘abas’ específicas para presentear pai, mãe, filho (a), amigo (a) é uma ideia que especifica a venda e desenvolve uma jornada memorável para o consumidor”, afirma Santos.
Promoção e gamificação
Além de cupons como “PASCOA2025”, estratégias como descontos progressivos (ex.: 10% em 1 ovo, 20% em 3) e kits surpresa (com produtos limitados) impulsionam o ticket médio. Outra estratégia que aumentam as vendas no meio digital é a gamificação. Ações como sorteios ou brindes temáticos geram engajamento orgânico.
Redes sociais
Todo mundo gosta de responder quizz personalizado que cria uma identificação pessoal e exclusiva. Ações como “qual ovo de Páscoa combina com você?” geram até 3x mais interações que posts convencionais, segundo a Socialbakers.
“Essas estratégias, quando bem executadas, permitem que empresas de qualquer porte compitam em um mercado tradicionalmente dominado por grandes players, criando não apenas vendas, mas relacionamento duradouro com o cliente”, finaliza o cofundador da agência.
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Sponsors Day 2026 debate amadurecimento do setor e a transição do patrocínio para ativo estratégico de negócios

O mercado global de patrocínios atravessa uma profunda reestruturação estrutural. As marcas deixaram de priorizar a mera exposição de logotipos e a busca por visibilidade isolada para focar em projetos integrados, capazes de gerar relacionamento profundo, reputação corporativa, engajamento comunitário e resultados comerciais mensuráveis. O diagnóstico foi o principal destaque da nova edição do Sponsors Day, evento promovido pela Associação Patrocínio Brasil (APBR) em São Paulo, que reuniu diretores de agências, gestores de propriedades e especialistas em mídia.
Sob o tema “O Mundo do Patrocínio”, o encontro traçou um panorama sobre a evolução do setor no Brasil e no exterior. O cenário atual é impulsionado pela profissionalização das estratégias, pelo crescimento dos aportes financeiros e pelo fortalecimento das leis de incentivo fiscal. A análise histórica apresentada reforçou a mudança no papel dos anunciantes, que hoje utilizam o patrocínio como uma ferramenta central de posicionamento de longo prazo.
A apresentação de abertura foi liderada pelo presidente da APBR, Adauto Gudin, e pelo vice-presidente de Marketing da entidade, Roque A. Horta de F. Mendes. Os executivos apontaram que a curadoria dos projetos patrocinados está diretamente atrelada à cobrança interna por entregas de ROI (Retorno sobre o Investimento) mais consistentes.
Nesse contexto, o debate destacou a importância de as marcas mapearem de forma clara seus territórios estratégicos de atuação — divididos em pilares como esporte, cultura, impacto social (ESG) e negócios —, garantindo aderência à identidade corporativa.
Outro ponto focal do evento foi a eficiência das ativações. Os painelistas enfatizaram que o investimento em uma propriedade só gera valor real quando desdobrado em estratégias de live marketing, produção de conteúdo proprietário e experiências imersivas que capturem a atenção do público antes, durante e após a realização do evento.
A mensuração de resultados também ocupou espaço central nas discussões do Sponsors Day. O painel técnico detalhou a urgência de adotar indicadores que extrapolem os relatórios quantitativos tradicionais de equivalência de mídia. As marcas passam a auditar dados qualitativos baseados em pesquisas de saúde de marca (brand health), curvas de reputação, nível de influência digital, net promoter score (NPS) e geração de valor reputacional.
O encerramento do encontro abriu espaço para reflexões sobre temas regulatórios que devem pautar os orçamentos de marketing nos próximos anos, como governança, compliance, a aplicação de dados em conformidade com a LGPD e a integração real de metas de ESG às campanhas de marcas. Adauto Gudin resume o atual estágio de maturação do mercado nacional. “O patrocínio está passando por um processo de amadurecimento. As marcas estão cada vez mais atentas à capacidade de gerar conexão, reputação, resultado e valor de longo prazo, e isso exige uma atuação mais estratégica, profissional e integrada aos objetivos de negócio.”
Ao promover debates dessa magnitude, a APBR busca qualificar as relações comerciais entre marcas e propriedades esportivas ou culturais. A meta é garantir que o ecossistema brasileiro de publicidade continue evoluindo para se consolidar não apenas como um motor de comunicação e entretenimento, mas como um ativo gerador de desenvolvimento econômico sustentável para o país.
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Parque Bondinho e Bodytech lançam projeto de bem-estar com aulas exclusivas antes da abertura oficial

O Parque Bondinho Pão de Açúcar e a Bodytech Company anunciaram o lançamento do projeto Bem-estar no Parque Bondinho, uma iniciativa que une saúde, movimento e turismo sustentável em um dos cenários mais emblemáticos do Rio de Janeiro. A parceria conta ainda com o apoio do restaurante Embaixada Carioca, localizado no Morro da Urca, que ficará responsável por assinar um café da manhã exclusivo servido aos participantes após o encerramento das atividades físicas.
A ação de live marketing e wellness estreita os laços entre as marcas, que compartilham atributos institucionais ligados à alta qualidade de vida, promoção da saúde e à relação identitária do morador local com a paisagem fluminense.
As sessões têm investimento fixado em R$ 250 por participante e trazem um formato focado na exclusividade: os treinos acontecem nas primeiras horas da manhã, antes da abertura dos portões para o público geral. A programação ocupará os pontos turísticos mais disputados do complexo geológico, como o Jardim dos Discos, o Mirante EBG e o Heliponto, oferecendo uma grade rotativa de modalidades que inclui Funcional, Yoga, Wolffit e Dance Mix.
Gustavo Maciel, gerente geral do Parque Bondinho Pão de Açúcar, destaca o valor de conectar a marca ao ecossistema de saúde. “Essa parceria nasce da conexão entre duas marcas que fazem parte da rotina e da identidade do Rio de Janeiro. O Parque Bondinho já é, naturalmente, um espaço que convida à contemplação e ao contato com a natureza. Com a Bodytech, ampliamos essa proposta, criando uma experiência inesquecível que une movimento, bem-estar e paisagem em um ambiente único da cidade.”
Para a rede de academias, o projeto consolida mais um passo na diversificação de seus pontos de contato externos. Alexandre Accioly, presidente do conselho da Bodytech Company, analisa o impacto da ativação para os consumidores. “Há mais de duas décadas, a Bodytech tem como missão promover saúde e qualidade de vida por meio de experiências que motivem as pessoas a se movimentarem. Encontrar no Parque Bondinho Pão de Açúcar® um parceiro que compartilha esse olhar sobre bem-estar nos permite criar algo que vai além de uma aula: é uma oportunidade de viver o Rio de Janeiro de uma forma diferente, unindo atividade física e natureza em uma paisagem que inspira equilíbrio e conexão.”
Com o movimento, o Parque Bondinho fortalece seu posicionamento institucional de mercado como um verdadeiro hub de experiências integradas de entretenimento, cultura e bem-estar. A estratégia visa atrair tanto o fluxo de turistas de alta renda quanto fidelizar o público carioca nativo, associando um dos maiores cartões-postais do país a marcas premium que compartilham dos mesmos pilares de sustentabilidade e cuidado pessoal.








