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Alexis Pagliarini

Os efeitos da interferência humana

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Por Alexis Pagliarini

No início de março deste ano, a comunidade científica, depois de 15 anos de análise, votou contra uma proposta para declarar uma nova época geológica chamada Antropoceno, que refletiria o impacto profundo da atividade humana no planeta. A proposta foi rejeitada pelos membros da Subcomissão de Estratigrafia Quaternária, parte da União Internacional de Ciências Geológicas. Continuamos então na era do Holoceno, época geológica que se iniciou 11,5 mil anos atrás, após a era glacial.

Foi um período de aquecimento da Terra, gerando assim, uma estabilidade ecológica com grande parte das suas fauna e flora ainda presentes nos dias atuais. Mas já há prenúncios de uma entrada iminente na temida Era do Antropoceno. Antropoceno é a junção do termo grego Anthropus, que significa Humano (ou Relacionado ao homem) e Kainos, que significa Novo. Ou seja, é a interferência definitiva do homem na vida do planeta. A decisão científica de ainda não caracterizar uma nova era se deve ao perfil do grupo de avaliação, formado basicamente por cientistas ligados à geologia.

Mas, sob uma visão mais ampla da Antropologia, não há dúvida de que já estamos numa nova era. Após o início da revolução industrial, a interferência do homem na Terra se dá numa velocidade espantosa. Segunda a revista Nature, a massa construída pelo homem sobre a Terra já supera a de todos os humanos. A emissão de GEE (Gases de Efeito Estufa) provoca um aquecimento da Terra que pode superar o perigoso limite estabelecido no Acordo de Paris, assinado por aproximadamente 150 países, em 2015, de 1,5°C, em relação à era pré-industrial.

Na verdade, em diversas ocasiões, esse nível de aquecimento já foi superado. Se não conseguirmos reverter esse processo, poderemos atingir um ponto de não retorno, que pode ser catastrófico para as futuras gerações. Os fenômenos climáticos extremos já nos mostram com clareza os efeitos danosos dessa interferência humana.

Estamos todos impactados pela enchente no sul do Brasil, que causa mortes e destruição nunca vistas. Meses antes tivemos fenômenos semelhantes em outras regiões do Brasil, com muita destruição. Não dá mais para ficarmos indiferentes aos sinais de esgotamento da Terra. A catástrofe no sul do país deve, antes de mais nada, nos mobilizar para ajudar nossos irmãos gaúchos na superação de tanta desgraça, mas deve também servir como um sinal de alerta inequívoco para que todos nos conscientizemos da necessidade de uma revisão radical da forma com que lidamos com os recursos da Terra. A interferência humana pode inviabilizar a vida das gerações futuras ou provocar um renascimento virtuoso, com novos hábitos e atitudes que respeitem o ambiente em que vivemos. Depende de nós!

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Alexis Pagliarini

COP 30 em Belém: risco ou oportunidade?

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Por Alexis Pagliarini

Em novembro de 2025, o Brasil sediará a COP 30. Não há dúvida de que nosso país é um player de primeira grandeza no jogo das questões climáticas. Nada mais justo e natural, portanto, que tenhamos sido escolhidos para essa honrosa missão.

A cidade-sede, Belém, é emblemática, por estar na Amazônia, mas sua estrutura para sediar um evento dessa grandeza é questionável. Todos os 193 países e mais 5 territórios da ONU podem participar da COP. Para se ter uma ideia, só a delegação brasileira levou perto de 3.000 pessoas à última COP, realizada em Dubai. Uma COP reúne em média 80 mil pessoas por dia, com cerca de 140 mil inscritos. É muita gente para se transportar, acomodar e receber durante o evento! O governo federal formou uma secretaria especial para organizar o megaevento em Belém, ao lado do time local, contando com 30 servidores dedicados.

Estão previstas obras de infraestrutura, aterramento de fios, melhoria da estrutura viária e hoteleira, mas sabemos que nem sempre as coisas andam conforme o planejado. Lembremo-nos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Havia novas linhas de Metro projetadas para São Paulo que até hoje não foram acabadas. Boa parte da infraestrutura projetada ficou no papel e só não passamos vergonha porque os eventos, em si, foram bem organizados e a hospitalidade brasileira prevaleceu na mente dos visitantes.

Não é a primeira vez que o Brasil sedia um evento com essas características. Eu morava no Rio quando aconteceu a Rio 92 e tudo funcionou razoavelmente bem. Mas a cidade de Belém não se compara ao Rio de Janeiro em termos de estrutura turística. Daí o título deste artigo. Será que estamos diante de uma oportunidade de consolidar a imagem do Brasil como um dos principais players das questões ambientais ou corremos o risco de um fracasso estrutural que pode colocar a perder todo o esforço feito para sediar o evento?  Em termos de posicionamento, não podemos perder a oportunidade de mostrar ao mundo que estamos prontos para liderar a transição energética tão importante para neutralizar as mudanças climáticas e também nos fixarmos como um exemplo no estabelecimento de uma nova economia: a economia verde. Uma economia baseada em energia limpa e renovável e no uso de recursos sustentáveis, além de uma atitude regenerativa. Os últimos movimentos do governo, porém, se mostram erráticos, com a defesa da polêmica intensificação de prospecção de petróleo, por exemplo. Com uma matriz energética invejável e uma capacidade única de liderar a produção de hidrogênio verde, por exemplo, por que continuamos apegados à suja energia de origem fóssil?

Bem, essa é uma discussão para outro fórum. O que quero destacar neste artigo é a importância da organização do evento, em si. Precisamos encantar os visitantes e aproveitar o evento para pavimentar o caminho do turismo sustentável e atrair muito mais eventos e visitantes para o nosso país. Temos menos de 1,5 ano para nos prepararmos. Conseguiremos?

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Alexis Pagliarini

Olimpíadas em Paris: um evento exemplar

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Os Jogos Olímpicos de Verão de 2024, a serem realizados em Paris, representam uma oportunidade única para transformar a maneira como eventos esportivos globais são organizados, com um enfoque robusto na sustentabilidade ambiental e social. O Comitê Olímpico da França, ciente das crescentes preocupações ambientais e sociais, implementou uma série de medidas inovadoras para garantir que os Jogos de Paris 2024 deixem um legado positivo para o futuro.

Compromisso com a sustentabilidade ambiental

Uma das principais iniciativas do Comitê Olímpico da França é a redução da pegada de carbono dos Jogos. A meta ambiciosa é organizar os primeiros Jogos Olímpicos neutros em carbono. Para alcançar essa meta, várias estratégias estão sendo implementadas:

1. Infraestrutura Sustentável: A construção e renovação dos locais de competição foram projetadas com base em princípios de sustentabilidade. A maioria das instalações já existia, reduzindo a necessidade de novas construções. As novas construções utilizam materiais sustentáveis e tecnologias de eficiência energética.

2. Energia Renovável: O Comitê garantiu que toda a energia utilizada durante os Jogos será proveniente de fontes renováveis. Isso inclui a instalação de painéis solares e a compra de energia verde para alimentar as instalações.

3. Transporte Verde: Para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, foi promovido o uso de transportes públicos e bicicletas. Veículos elétricos e híbridos também serão utilizados para transporte oficial durante os Jogos.

4. Gestão de Resíduos: Um rigoroso sistema de gestão de resíduos foi implementado, com a meta de reciclar ou reutilizar pelo menos 70% dos resíduos gerados durante os Jogos. Além disso, programas de compostagem serão incentivados.

5. Compensação de Carbono: Para as emissões que não puderem ser evitadas, o Comitê Olímpico investiu em projetos de compensação de carbono, como reflorestamento e preservação de ecossistemas.

Responsabilidade Social

Além das questões ambientais, o Comitê Olímpico da França também focou na responsabilidade social. Isso inclui:

1. Inclusão e Diversidade: Os Jogos de Paris 2024 foram planejados com uma forte ênfase na inclusão. Programas foram desenvolvidos para garantir que pessoas de todas as origens, incluindo aquelas com deficiência, tenham acesso e possam participar dos eventos.

2. Impacto Social Local: A organização dos Jogos tem trabalhado em estreita colaboração com as comunidades locais para garantir que os benefícios dos Jogos sejam sentidos diretamente pela população de Paris e arredores. Isso inclui a criação de empregos locais e o desenvolvimento de infraestrutura que beneficiará a comunidade a longo prazo.

3. Educação e Engajamento: Programas educativos foram lançados para conscientizar e engajar o público sobre os temas de sustentabilidade. As escolas locais participaram de iniciativas que destacam a importância da sustentabilidade ambiental e social.

4. Direitos Humanos: Em parceria com diversas ONGs, o Comitê Olímpico implementou políticas rigorosas para garantir que todos os direitos humanos sejam respeitados ao longo do processo de organização dos Jogos. Isso inclui a prevenção do trabalho forçado e o apoio a condições de trabalho justas.

Inovações Tecnológicas

A tecnologia também desempenha um papel crucial na estratégia de sustentabilidade dos Jogos de Paris 2024. Inovações tecnológicas estão sendo empregadas para monitorar e reduzir o consumo de energia, otimizar o gerenciamento de resíduos e melhorar a eficiência logística. A digitalização dos processos, incluindo a emissão de ingressos eletrônicos e a promoção de transmissões ao vivo, reduzirá o uso de papel e outros recursos físicos.

Legado duradouro

O Comitê Olímpico da França está comprometido em deixar um legado duradouro de sustentabilidade. As iniciativas implantadas durante os Jogos servirão como um modelo para futuros eventos esportivos globais, demonstrando que é possível organizar eventos de grande escala de maneira sustentável e responsável.

Em conclusão, os Jogos Olímpicos de Verão de 2024 em Paris estão posicionados para se tornar um marco em termos de sustentabilidade ambiental e social. As medidas adotadas pelo Comitê Olímpico da França não apenas atenderão às necessidades imediatas do evento, mas também estabelecerão novos padrões para o futuro, promovendo um mundo mais sustentável e inclusivo.

(Obs: artigo escrito com auxilio de recursos do Chat GPT)

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