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Novos recursos do 5G exigirão preparo por parte das empresas

O 5G já é uma realidade e, apesar da previsão de chegada no Brasil ser apenas para meados de 2022, as empresas já devem começar a se preparar para este avanço tecnológico. Segundo Bruno Moreira, diretor da eKyte — plataforma de gestão de marketing digital — todo grande avanço na telecomunicação carrega consigo uma transformação cultural, que acarreta também novas formas de consumo.
A quinta geração de dados móveis trará novas possibilidades de estratégias para o marketing digital, uma vez que irá aumentar a velocidade e diminuir a latência da conexão de internet. “Quando o 4G chegou aqui, em 2008, foi possível a viabilização de aplicativos como Uber, WhatsApp e até mesmo de redes sociais como Facebook e Instagram”, explica. “Com o avanço desta tecnologia, será possível baixar vídeos e filmes em menos de três segundos, sem falar na revolução que vai acontecer com a internet das coisas e os gadgets vestíveis, como os smartwatches, por exemplo”, afirma Moreira, comentando como todo esse horizonte pode afetar o futuro do marketing digital.
Entretanto, o especialista acredita que o cenário do marketing digital nas empresas ainda é muito imaturo para receber as novidades do 5G. O investimento neste segmento é pequeno se comparado com outros mercados e ainda há muito caminho a percorrer para que as possibilidades trazidas pelo avanço tecnológico sejam de fato aproveitadas.
O momento é ideal para que empresas e profissionais se adequem e obtenham proveito máximo dos recursos que estarão disponíveis a partir de 2022. Para Moreira, a pandemia de Covid-19 no mundo trouxe ainda mais pessoas ao digital e, por isso, o investimento na área irá aumentar consideravelmente “Marcas irão se esforçar para estarem presentes a todo momento, aumentando ainda mais a concorrência por espaço, buscando aparecer em mais canais e com maior frequência”, diz.
O conteúdo exibido também deverá contar com maior planejamento, pois os meios serão ainda mais complexos e as possibilidades, inúmeras. Conteúdos de realidade aumentada e realidade virtual ganharão espaço, sendo ainda mais eficientes em um mundo que sofre as consequências de uma pandemia: estratégias online permitirão que clientes experimentem roupas virtualmente, além de explorarem lojas sem sair de casa.
Atualmente, já encontramos campanhas com realidade virtual, como é o exemplo do desfile que a C&A realizou dentro do Big Brother Brasil. Entretanto, com o 5G, a latência ficará abaixo de um milissegundo, o que fará com que a realidade aumentada e virtual processem imagens mais rapidamente do que o cérebro humano, tornando a experiência mais real. “Será possível criar uma experiência divertida e inovadora, colocando um cliente dentro de um jogo ou um ambiente. Será possível, por exemplo, participar de uma festa no BBB sem estar lá”, explica.
A nova ferramenta trará um grande impacto nas formas de comunicação, permitindo conexões instantâneas, o que mudará o relacionamento entre pessoas e marcas. Mas para que a experiência do usuário se torne, de fato, um sucesso, será necessária uma boa gestão de conteúdos. A quinta geração resolverá a questão da velocidade para captação de dados, permitindo aprimorar a experiência do cliente e a obtenção de resultados das empresas, mas dependerá das pessoas saber exatamente o que fazer com as informações colhidas.
A velocidade de coleta de dados irá permitir que as ferramentas de inteligência artificial fiquem mais sábias e rápidas por meio de um machine learning mais eficiente, o que faz com que as estratégias de marketing possam ser mais personalizadas e preditivas. “Será comum entrar numa loja e os vendedores estarem munidos de informações de consumo e de comportamento para poderem criar uma experiência de compra personalizada”, explica o especialista.
Desta forma, quanto mais possibilidades aparecerem no marketing digital, mais necessária será uma boa gestão de conteúdos. Planejar, medir, aproveitar o máximo o investimento para se fazer mais com menos. A empresa que entende a clientela de hoje e que conhece as ferramentas existentes atualmente estará mais preparada para este novo cenário, uma vez que muitas ainda estão em fase inicial no marketing digital. “Há companhias que ainda não fazem captação de dados, não aproveitam as informações geradas, não unificam os dados”, aponta Moreira. “Marcas e profissionais de marketing que já investem e estão em uma fase mais madura de estratégia irão, facilmente, assumir a liderança”, finaliza.
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Fanta, McDonald’s e Avon ativam Halloween de 2026

Por mais um ano consecutivo, Fanta e McDonald’s fecharam uma aliança estratégica para transformar o Halloween em uma plataforma integrada de engajamento e vendas. A parceria contempla ativações presenciais, ambientação temática da unidade Méqui 1000 na Avenida Paulista, mecânicas de desconto no aplicativo da rede de fast-food e uma turnê com o “Caminhão Assombrado de Fanta”, que percorrerá oito cidades brasileiras com um jogo de escape room móvel.
No ambiente digital, a ação disponibiliza cupons de desconto no app do Méqui até 31 de outubro. Membros do programa de fidelidade Meu Méqui podem resgatar o “Código Assombrado” por 5 mil pontos para obter benefícios aleatórios no Peça e Retire e no McDelivery, além de combos promocionais exclusivos com Fanta. Presencialmente, o Méqui 1000 conta com cenografia especial e distribuição de copos colecionáveis aos finais de semana na compra de Mcofertas. “Essa colaboração reforça o nosso desejo de transformar o Halloween em uma data cada vez mais marcante para Fanta, com experiências e ofertas especiais que aproximam a marca dos consumidores. Ao unir a diversão de Fanta à força do McDonald’s, construímos uma celebração que combina deliciosidade, entretenimento e interação, convidando o público a entrar no clima do Halloween e a descobrir as novidades da parceria ao longo de outubro”, afirma Mariana Gibbins, diretora sênior de sabores da Coca-Cola Brasil. A experiência no Méqui 1000 culminará nos dias 29 e 30 de outubro com a presença do Caminhão Assombrado, acompanhado de atrações musicais e creators.
Avon, faz sua mágica
Paralelamente às ações no setor alimentício, a Avon aproveita a sazonalidade do Halloween 2026 para apresentar a campanha “Avon, faz sua mágica”. Criada pela agência VML, a iniciativa utiliza o arquétipo da bruxa para convidar os consumidores a explorar e criar visuais de maquiagem utilizando as linhas Avon Power Stay, Ultra Color e Color Trend. A estratégia digital foca em desafios no TikTok e no Instagram sob a hashtag #FazSuaMágica, impulsionada por uma trilha sonora autoral voltada para conteúdos de transformação. Os produtos do portfólio estão disponíveis nos canais diretos, e-commerce, perfumarias, Shopee e TikTok Shop.

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Levantamento do HypeAuditor revela que 1 em cada 21 influenciadores no Brasil possui mais de 50% de audiência suspeita

Um estudo inédito conduzido pela plataforma de inteligência HypeAuditor revelou que os nichos de “Roupas & Looks”, “Acessórios & Joias”, “Alimentação & Culinária”, “Moda” e “Viagem” concentram os maiores índices de audiência suspeita no Instagram. O levantamento analisou cerca de 5,4 milhões de contas públicas brasileiras não corporativas (com mais de mil seguidores) e apontou que 1 em cada 21 influenciadores no país possui pelo menos metade de sua base composta por perfis falsos, bots ou contas com comportamentos atípicos.
O problema atinge com mais força a categoria de microinfluenciadores (10 mil a 50 mil seguidores), na qual 6,4% das contas apresentam mais de 50% de seguidores suspeitos. Entre os nanoinfluenciadores (1 mil a 10 mil seguidores), a proporção é de 4,5%. Já nos perfis com mais de 1 milhão de seguidores, o índice cai para 0,6%.
Em média, a base total de seguidores dos influenciadores no Brasil é composta por 52% de pessoas reais, 26% de seguidores em massa (contas automáticas que seguem mais de 1,5 mil perfis), 16,8% de contas suspeitas e 5,2% de outros influenciadores. A classificação de audiência suspeita considera não apenas contas automatizadas, mas também perfis hackeados, comentários robóticos e participantes de grupos de engajamento combinado.
“A categoria do creator pode mudar bastante o nível de risco da audiência. Esses segmentos que acendem um alerta maior são justamente nichos mais próximos das decisões de compra do público e que costumam ter forte presença de campanhas, publis, sorteios e ações voltadas para o crescimento”, explica Maria Marques, gerente de marketing do HypeAuditor para a América Latina.
A executiva ressalta que as marcas têm migrado investimentos para criadores menores em busca de maior proximidade com o consumidor e custo de contratação reduzido, mas alerta para a necessidade de auditoria prévia. “As empresas acabam preferindo justamente creators menores, não só pelos valores mais baixos que cobram, mas também pela conexão mais próxima com o público, que pode resultar em taxas de engajamento mais altas do que as observadas entre influenciadores com mais de 1 milhão de seguidores. Entretanto, nosso relatório mostra que as marcas precisam ir além do número de seguidores: é necessário analisar cada perfil individualmente e compará-lo com outros semelhantes, da mesma faixa de seguidores e categoria, para entender a qualidade da audiência”, conclui Maria.








