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Kantar lança novas soluções para testes de ideias, produtos e embalagens em sua plataforma online

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As marcas que inovarem em alta velocidade e com mais frequência se recuperarão mais rapidamente de crises como a da pandemia da COVID-19. A pesquisa Europanel da Kantar mostra que as marcas que se saíram melhor da recessão de 2008-2011 lançaram 60% mais inovações do que aquelas que perderam participação “na prateleira”. Além disso, os dados do BrandZ mostram que o preço das ações das 20 principais marcas mais inovadoras cresceu quase o dobro da taxa do S&P 500 após a crise econômica de 2008.

Por isso, a Kantar acaba de lançar ferramentas de teste para ideias e produtos em sua plataforma online e automatizada, o Marketplace. São elas:

• Idea eValuate: mostra como selecionar ideias com grande potencial e prepará-las para o desenvolvimento de conceitos de inovação, medindo respostas implícitas e explícitas para aproximar-se da realidade do comportamento de compra.

• Concept eValuate: identifica conceitos de inovação com maior potencial e mostra como otimizá-los para maximizar o crescimento. Com um extenso banco de dados de mais de 100.000 conceitos e medidas preditivas, aprimora as taxas de sucesso da inovação em 50% e oferece resultados em até 24 horas.

• Pack eValuate: ajuda a identificar protótipos vencedores e otimizar rotas de embalagem rapidamente.

• Product eValuate: utiliza a parceria com o Home Tester Club para testar produtos em um contexto da vida real no momento do uso. Oferece feedback de qualidade de consumidores engajados, suportado por experiências em vídeo e classificações de usuários.

A importância das inovações e testes na pandemia

A necessidade de inovação nunca foi tão relevante para um cenário de recuperação pós-pandemia. A onda mais recente do Barômetro COVID-19, a principal pesquisa da Kantar que explora os comportamentos, atitudes e crenças dos brasileiros, mostra que as pessoas estão apegadas aos hábitos recém-adquiridos durante a quarentena: 61% dos brasileiros acreditam que manterão comportamentos como maior higiene, alimentação mais saudável, maior convívio com a família e desenvolvimento pessoal. Portanto, novos lançamentos precisam antecipar e atender a essas necessidades em evolução e mudança de estilos de vida.

“Nesse novo contexto, é necessário acelerar os ciclos de inovação para lançar produtos mais rapidamente no mercado”, afirma Carlos Eduardo Chiba, diretor de pesquisas e líder de inovação da Kantar. “Isso significa usar tecnologia e pesquisa para saber exatamente o que os consumidores precisam.”

Em outras palavras, as empresas devem usar a seu favor uma grande quantidade de dados comparativos, testes com clientes em potencial e colocar no mercado as melhores soluções o mais rápido possível. “A velocidade de entrada no mercado com a proposta de valor certa, significativamente diferente, determinará o sucesso em tempos difíceis”, diz Chiba.

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UBRAFE celebra 40 anos com resgate histórico e reafirma o papel estratégico das feiras de negócios na economia brasileira

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Em uma noite que uniu a tradição da Sala São Paulo ao dinamismo do setor de eventos, a UBRAFE (União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios) celebrou quatro décadas de atuação como pilar de sustentação do mercado de reuniões corporativas no país. O encontro reuniu um quórum de alta relevância, incluindo o CEO global da NürnbergMesse, Peter Otmann, além de representantes da Embratur, Visite São Paulo e da Secretaria de Cultura do Município, consolidando a entidade como o grande elo de conexão da indústria.

O ponto alto da solenidade foi o lançamento do livro comemorativo de 40 anos da entidade. A obra, inédita no mercado editorial brasileiro, sistematiza décadas de entrevistas, pesquisas e relatos que documentam a evolução do setor. Mais do que um registro histórico, a publicação homenageia os pioneiros que estruturaram o segmento e propõe uma análise prospectiva sobre inovação e os desafios da cadeia produtiva para as próximas décadas.

Para Paulo Ventura, presidente do conselho da UBRAFE, a trajetória da instituição é um reflexo da maturidade do mercado nacional. “Os 40 anos da UBRAFE mostram a força de um setor que conecta pessoas, gera negócios e impulsiona a economia. As feiras são, hoje, uma das plataformas mais eficientes de desenvolvimento econômico”, destacou o executivo durante seu discurso.

A noite também foi marcada por homenagens a figuras icônicas que moldaram o setor, como Armando Arruda Pereira, com mais de 30 anos de dedicação à entidade, além de lideranças como Toni Sando e Marcelo Freixo. Em sua fala, Freixo ressaltou o impacto direto do setor no fluxo internacional de visitantes. “No ano passado, o Brasil chegou a 9,3 milhões de turistas internacionais, sendo que a previsão era chegar em 8 milhões em 2028. O turismo é uma ferramenta da economia e não pode mais ser encarado apenas como lazer”, afirmou o presidente da Embratur.

O evento prestou ainda um reconhecimento formal aos ex-presidentes que pavimentaram o caminho da associação, reforçando a importância do networking e da união entre organizadores, centros de exposições e prestadores de serviços. A atmosfera de celebração foi coroada com uma apresentação da Orquestra Baccarelli, simbolizando a harmonia necessária para a execução de grandes projetos de negócios.

Encerrando as falas oficiais, Paulo Octávio Pereira de Almeida, o P.O., diretor executivo da UBRAFE, sintetizou o propósito da noite e da própria entidade. “As feiras de negócios conectam as pessoas e as marcas com as inovações. No evento dos 40 anos da UBRAFE conectamos os profissionais do setor com a memória afetiva da associação”, concluiu, sinalizando que o foco da organização agora se volta para os próximos 40 anos de inovação e representatividade.

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Setor de eventos projeta salto em segurança jurídica com a criação da inédita NR 39

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O mercado de eventos no Brasil caminha para obter um reconhecimento regulatório condizente com sua complexidade operacional. A elaboração da NR 39, norma especificamente voltada às particularidades do setor, surge como um divisor de águas para organizadores, prestadores de serviços e toda a cadeia produtiva, que até então operava sob lacunas legislativas ou vinculada a normativas de outros segmentos, como o turismo.

A proposta da NR 39 é estruturar diretrizes que reflitam a realidade multifacetada da área, englobando desde casamentos e congressos até grandes festivais e eventos esportivos. O texto, que ainda está em fase de desenvolvimento, pretende estabelecer regras claras para o dimensionamento técnico de profissionais de segurança, planos de atendimento a emergências, integração entre equipes e padrões para instalações elétricas e trabalhos em altura.

Atualmente, o setor de eventos não possui reconhecimento formal como segmento econômico autônomo no ordenamento institucional brasileiro. Para Ricardo Dias, presidente da Abrafesta (Associação Brasileira de Eventos), a discussão da norma enfrenta uma negligência histórica. “A discussão da NR 39 tem peso estratégico para o setor de eventos porque começa a enfrentar uma lacuna histórica. Estamos falando de uma atividade econômica complexa, com dinâmicas próprias, grande capacidade de geração de emprego e forte impacto em diferentes cadeias produtivas, mas que ainda não conta com um reconhecimento regulatório compatível com sua realidade”, analisa o executivo.

A construção do texto seguirá o modelo de validação tripartite, um processo que envolve representantes do poder público, dos trabalhadores e do setor empresarial. A Abrafesta terá papel central nesse diálogo, atuando como a voz das empresas para garantir que as exigências documentais e operacionais sejam aplicáveis ao cotidiano formal do mercado, sem inviabilizar a viabilidade econômica dos projetos.

A expectativa é que a implementação da NR 39 não apenas eleve os padrões de prevenção e saúde no trabalho, mas também funcione como um filtro de profissionalização. Ao estabelecer parâmetros rigorosos de compliance, a norma tende a fortalecer as empresas que já atuam em conformidade com as boas práticas, conferindo maior segurança jurídica para contratantes e fornecedores.

Para a Abrafesta, este é apenas o primeiro passo de um movimento maior de organização regulatória. A entidade avalia que a consolidação dessas bases sólidas abrirá caminho para futuras evoluções normativas, garantindo que a pujança econômica dos eventos seja, finalmente, acompanhada por um suporte institucional sólido e específico.

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