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Instituto Center Norte apoia movimento #FamíliaApoiaFamília

Ação tem como propósito ajudar mais de 3.300 famílias em situação de vulnerabilidade social na zona norte de São Paulo
O Instituto Center Norte, organização sem fins lucrativos criada pela Cidade Center Norte, se uniu ao movimento #FamíliaApoiaFamília para ajudar cinco projetos sociais que prestam assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade social na zona norte da capital paulista. O objetivo da campanha é arrecadar cerca de R$ 1,3 milhão para beneficiar, de acordo com as ONGs, mais de 3.300 famílias.
As doações em dinheiro, feitas por empresas e pessoas físicas, por meio da plataforma #FamíliaApoiaFamília (https://benfeitoria.com/canal/familias), serão revertidas em alimentos, produtos de higiene e limpeza, vestuário e outros artigos essenciais para o dia a dia, com o propósito de proteger e amparar aqueles que mais necessitam durante a crise provocada pelo novo coronavírus. A ação deve, ainda, gerar renda aos fornecedores locais, uma vez que os itens serão comprados diretamente dos comerciantes da região.
De acordo com Daniela Pavan, gerente de sustentabilidade da Cidade Center Norte, foram selecionadas ONGs já atendidas pelo Instituto Center Norte. Segundo ela, cada organização apresentou seu projeto, considerando a necessidade de apoio pelo período de um a três meses. “Nosso intuito é unir empresários e pessoas que possam contribuir para apoiar as comunidades com maior vulnerabilidade que, em momentos como esse, têm acesso ainda mais restrito a itens básicos de alimentação e higiene, por exemplo. É o nosso papel atuar com responsabilidade social e agora, mais do que nunca, é hora de unir forças pelo bem comum no combate desta pandemia”, diz Daniela.
Os projetos apoiados são:
- Cresce – Instituto Espaço Vida: a missão da ONG é garantir atendimento aos moradores das comunidades Zaki Narchi e do Flamengo, além de abrigos da ZN de São Paulo. Ao todo serão 568 famílias, por meio do acesso à alimentação básica e itens de higiene;
- Instituto Edificando: a ONG necessita de auxílio para levar cestas de alimentos não perecíveis e kits com produtos de higiene e limpeza para 250 famílias vulneráveis que residem nas comunidades do distrito Tremembé;
- PAC – Projeto Amigo das Crianças: o projeto atua para manter as comunidades protegidas, especialmente durante a quarentena, além de garantir o mínimo necessário para o bem-estar das pessoas que moram nas comunidades do Cantagalo, Vila Zatt, Vila Mirante e Paquetá. A ONG atende mais de 1.000 famílias.
- Solid Rock Brasil: atende 550 famílias nos bairros Vila Maria e Parque Novo Mundo e conta com as seguintes frentes de atuação: um Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA), dois Centros para Crianças e Adolescentes (CCA) e um Centro de Desenvolvimento Social e Produtivo para Adolescentes, Jovens e Adultos (CEDESP). A ONG, que ajuda pessoas em situação de extrema pobreza, garante pelo menos duas refeições por dia a todos os atendidos;
§ Instituto Resgatando Vidas: ONG acelerada pelo Gerando Falcões, que tem o objetivo de atender, no mínimo, 1.000 famílias de comunidades carentes da Vila Nova Cachoeirinha e garantir que tenham acesso à alimentação e produtos de higiene.
O Instituto Center Norte tem atuado, também, em outras frentes para apoiar as comunidades da região neste período de isolamento. “Compramos mais de 300 cestas básicas para famílias do Cingapura Zaki Narchi e da comunidade da Vila Nova Cachoeirinha. Além disso, estamos arrecadando, há algumas semanas, doações de nossos colaboradores e lojistas. São roupas, alimentos não perecíveis e outros itens essenciais, que estão sendo destinados às pessoas de baixa renda”, comenta Daniela.
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Britânia lança campanha de Dia dos Pais com inteligência artificial e foco nos momentos do cotidiano

A Britânia acaba de colocar no ar sua campanha nacional de Dia dos Pais 2026 sob o conceito institucional “Para os momentos que importam”. A estratégia de marketing foi desenhada para reforçar que o ato de presentear vai além do valor material do produto, posicionando a marca de eletroportáteis e eletrodomésticos como uma facilitadora de momentos de carinho, cuidado e conexão real nas pequenas rotinas familiares.
A peça central da campanha dá continuidade à narrativa emocional iniciada no Dia das Mães de 2026. Produzido pela GRID Content, o filme publicitário destaca-se pelo uso de inteligência artificial aplicada à pós-produção. Na campanha, a tecnologia foi adotada como um recurso estético e criativo para enriquecer a transição das cenas, mantendo a autenticidade e a sensibilidade das interações cotidianas reais entre pai e filho.
A nova campanha chega ao mercado respaldada pelo excelente desempenho comercial registrado pela Britânia no Dia dos Pais de 2025, período em que a marca alcançou um crescimento expressivo de no tíquete médio de vendas em comparação ao ano anterior. Os resultados financeiros comprovam uma tendência consolidada de consumo de presentes úteis, voltados para a casa e para o preparo de refeições compartilhadas.
A campanha de Dia dos Pais desdobra-se em uma estratégia de comunicação integrada 360 graus. A marca ativará pontos de contato estratégicos que incluem compra de mídia online e offline, forte presença de conteúdo nas redes sociais, ações táticas com influenciadores digitais e assessoria de imprensa corporativa.
Esse movimento integra-se a um plano de expansão institucional que, nos últimos anos, ampliou os investimentos da Britânia em patrocínios de eventos gastronômicos, inserções publicitárias em grandes emissoras de TV aberta e materiais personalizados de merchandising nos pontos de venda (PDV).
Ana Luiza Buffara, vice-presidente da Britânia, ressalta a importância da data para a conexão histórica da marca com a população. “Há 70 anos, a Britânia faz parte da rotina das famílias brasileiras. Nesta data, queremos lembrar que presentear é também uma forma de demonstrar cuidado, carinho e criar memórias. Afinal, são os pequenos momentos compartilhados no dia a dia que realmente fortalecem a relação entre pais e filhos.”
Com o lançamento, a Britânia reafirma sua proposta de valor e aproximação emocional com o consumidor, ofertando um portfólio completo que integra as categorias de cuidados pessoais, cozinha e eletrodomésticos, facilitando as tarefas do lar e liberando tempo para o que realmente importa: a convivência familiar.
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Viés racial em Inteligência Artificial e as falhas de representatividade e os limites éticos do mercado de US$ 617 bilhões

O mercado global de Inteligência Artificial caminha para atingir a marca de US$ 617 bilhões até o final do segundo semestre de 2026, mantendo uma taxa de expansão de ao ano, segundo dados da consultoria alemã Statista. No entanto, diante das mais de 47 mil ferramentas ativas mapeadas pela plataforma “There’s An AI For That” (TAAFT) em setores que vão do recrutamento empresarial à publicidade, desenvolvedores e especialistas acendem um alerta: os vieses raciais e algorítmicos podem comprometer a sustentabilidade e a confiabilidade desse crescimento tecnológico.
O debate ganhou contornos urgentes com a divulgação do documento “Lado Sombrio do Escalonamento de Conjuntos de Dados” no GitHub. O estudo revelou que, em 14 modelos multimodais baseados na arquitetura Vision Transformers (ViT-L) — sistemas que processam texto e imagem simultaneamente —, a probabilidade de uma imagem de um homem negro ou latino ser erroneamente associada ao termo “criminoso” aumentou em até .
Cáren Cruz, CEO da Pittaco Consultoria, especialista em imagem identitária e participante da 9ª temporada do programa Shark Tank Brasil, explica que a atual crise ética da inteligência artificial generativa herda falhas estruturais de tecnologias de análise facial desenvolvidas há quase uma década. “Ainda em 2017, a pesquisadora Joy Buolamwini, do MIT Media Lab, vinha denunciando falhas nos sistemas de visão computacional a partir da sua própria experiência como mulher negra. Em 2018, ao lado de Timnit Gebru, ela publicou o estudo Gender Shades, demonstrando que softwares comerciais de análise facial apresentavam índices de erro drasticamente maiores ao analisar mulheres de pele escura em comparação a homens de pele clara.”
Para Cáren Cruz, a raiz do problema reside na curadoria dos bancos de dados que alimentam os algoritmos de machine learning. Sem uma base de dados que represente a pluralidade humana, a inteligência artificial acaba por reproduzir e automatizar as desigualdades históricas do ambiente analógico. “A tecnologia não nasce neutra. Ela aprende a partir de bancos de dados, imagens, descrições e repertórios que também carregam desigualdades históricas. Se esses dados foram construídos com baixa diversidade racial, a ferramenta tende a reproduzir essas limitações. Quando o sistema altera características fundamentais de uma pessoa negra, está reproduzindo uma lógica histórica em que determinados traços são tratados como algo a ser corrigido ou neutralizado.”
Com mais de 18 anos de atuação no mercado de consultoria identitária corporativa, a CEO da Pittaco defende que a diversidade racial e a precisão técnica em colorimetria devem ser tratadas como prioridades de engenharia pelas big techs. A executiva relembra uma dinâmica de desenvolvimento de produto em que participou de um grupo focal nacional: a metodologia de uma instituição tentou categorizar a pele negra em apenas 6 tons. Trata-se de uma simplificação analítica ineficaz para o mercado de cosméticos, imagem e tecnologia, especialmente no Brasil. “Quem trabalha com imagem sabe que essa redução não abraça a complexidade das peles negras. Não estamos falando de uma única cor ou classificação, mas de um espectro muito amplo, que envolve variações de pigmentação, subtons, luminosidades, contrastes e profundidades cromáticas decorrentes de intensas miscigenações. A inovação verdadeira precisa reconhecer, preservar e respeitar a pluralidade das aparências negras sem apagar, suavizar ou padronizar aquilo que nos identifica.”








