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Instagram vs TikTok: entenda o motivo da rede social da Meta ter quase três vezes mais investimentos

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O TikTok é uma das redes sociais que mais tem se popularizado nos últimos tempos, apesar de ainda estar a alguns passos de alcançar o Instagram em termos de investimentos. De acordo com um novo relatório da Insider Intelligence, os anunciantes dos Estados Unidos investiram cerca de US$ 774,8 milhões no marketing de influência em ações na plataforma chinesa em 2022, enquanto no Instagram esse valor foi quase três vezes maior, em torno de US$ 2,23 bilhões.

Para vários especialistas de comunicação, um dos motivos dessa diferença está no tempo de atividade das plataformas. É o que afirma Ísis Vasques, diretora executiva da Agência Ecco, “O Instagram já está consolidado e é mais conhecido, em geral, pelo anunciante”, diz. “Já existe um vasto histórico de retorno e benchmarks de ações bem-sucedidas com influenciadores na ferramenta. Digamos que é um terreno mais ‘seguro’ na mente dos clientes”, completa.

Maurício Fernandes, diretor de operações da 270B no Brasil, complementa esse raciocínio ao ressaltar que a rede social da Meta também chama a atenção pelo histórico de dados maior, já que está há mais anos em vigor. “Não é falta de credibilidade [do TikTok], mas de uma novidade que precisa ser testada para encontrarmos os melhores resultados para os consumidores. Conforme os testes vão sendo realizados, ela vai ganhando mais espaço”, afirma.

Outro fator que dá vantagem ao Instagram pelo quesito temporal é o público já estabelecido, como aponta Ricardo Tarza, sócio e diretor de inovação e criatividade na DreamONE. “Os formatos e linguagens são mais amplos e já contam com uma fidelização dos usuários e certificação das marcas em relação aos resultados e confiança que o Instagram entrega”, explica. “O mesmo se aplica à clusterização, que tem uma horizontalidade para todas as idades, enquanto no TikTok, ainda não tem estas questões bem definidas que possam alcançar todos os públicos. Isso acaba direcionando os conteúdos para pessoas mais jovens, que hoje estão mais presentes na rede”, ressalta.

Tarza ainda reforça que o custo é mais um tópico que deixa os investidores reticentes quanto à rede social de vídeos curtos. “A metrificação dos resultados dentro de uma plataforma acabam sendo um fator decisivo para os grandes players investirem em ativações. No momento, o TikTok integra este serviço de maneira mais simples ou sob demanda, diferente do Meta e Google, que se conectam com inúmeras plataformas de gerenciamento. Portanto, a estratégia com influenciadores tende a ficar mais cara”, pontua. “Contudo, o cenário está mudando e as alterações na ferramenta devem trazer novidades que aos poucos vão atrair mais marcas”, reforça.

Crescimento do TikTok

O relatório da Insider Intelligence ainda estima que 74,5% dos anunciantes dos Estados Unidos farão grandes investimentos no marketing de influência em 2022; segundo a pesquisa, esse tipo de ação publicitária deve crescer cerca de 27,8% este ano, chegando a US$ 4,99 bilhões. Com isso, o Tik Tok deve ganhar ainda mais importância no futuro.

Segundo Silas Colombo, fundador e CCO da MOTIM, esse movimento é “quase que natural”, diz. “Nos últimos anos, o Instagram passou a colocar cada vez mais obstáculos para a entrega dos conteúdos postados para o crescimento das bases de seguidores dos influenciadores e preços de impulsionamento bastante elevados. Por outro lado, o Tiktok tem um algoritmo que entrega números melhores na divulgação dos conteúdos, o que dá mais segurança para as marcas, ajuda novos criadores a conquistarem seguidores e auxilia na variedade de nomes para parcerias”, completa.

Vasque também enfatiza a realidade dessa possível troca de posições entre as redes sociais por conta da mutabilidade do meio. “O ambiente de mídias digitais é altamente mutável. A todo momento vemos novidades, com novas plataformas e formatos”, destaca. “Conforme a geração Z cresce, o seu poder de consumo aumenta e, cada vez mais, as marcas irão buscar se comunicar com essas pessoas. Se, de fato, o TikTok se mostrar a plataforma mais eficiente para se comunicar com esse público, será certamente povoado por uma nova geração de influenciadores, o que fará as marcas voltarem seus olhares e investimentos para lá”, conclui.

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Engenharia de dados torna-se a “espinha dorsal” para combater ROIs ilusórios no marketing digital

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No ecossistema do marketing de performance, um cenário de “fantasia” tem se tornado comum nas apresentações de resultados: a Meta reivindica 50 conversões, o Google Ads exige crédito por outras 40 e o TikTok por mais 30. No entanto, o sistema de e-commerce revela a realidade fria do caixa com apenas 80 vendas efetivas. Esse fenômeno, causado pela sobreposição de atribuição onde diferentes plataformas clamam para si o mesmo cliente, é o desafio que a engenharia de dados busca resolver ao estabelecer uma Single Source of Truth (Fonte Única de Verdade).

Para Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em marketing orientado por dados, esse desalinhamento é um risco estrutural que pode levar empresas a tomarem decisões baseadas em custos de aquisição maquiados. “Operações que crescem rápido tendem a quebrar primeiro na mensuração. Quando a base de dados é inconsistente, qualquer tentativa de otimização vira um chute”, alerta o executivo.

A solução para evitar que o marketing opere em um vácuo de realidade está na construção de uma arquitetura de mensuração robusta. Isso envolve estruturar como os dados são coletados e organizados ao longo de toda a jornada do usuário, garantindo que o clique de terça-feira no Instagram e a busca no Google na quinta-feira sejam compreendidos como parte de um único caminho de conversão.

Um dos conceitos centrais apresentados por Bohn é o tracking, o rastreamento técnico das interações por meio de eventos padronizados. Quando ações como visitas, installs ou preenchimento de formulários são organizadas sob regras claras, a empresa ganha consistência na leitura de dados. A criação de uma single source of truth consolida essas informações em um ambiente confiável, eliminando as discrepâncias entre o que as ferramentas de anúncio dizem e o que a conta bancária da empresa mostra. “Esse processo costuma incluir verificações sistemáticas para garantir a qualidade e a integridade das informações coletadas”, aponta o sócio da Elementar Digital.

Além disso, a rastreabilidade ponta a ponta permite mapear as chamadas micro-conversões — etapas intermediárias como adicionar um produto ao carrinho ou assistir a um vídeo. Esse mapeamento detalhado identifica gargalos no funil de vendas com precisão cirúrgica, permitindo ajustes que realmente impactam o resultado final.

Em um mercado cada vez mais competitivo, a capacidade de confiar nos próprios números separa as operações perenes daquelas que colapsam sob o peso do próprio crescimento. Para o especialista, a engenharia de dados é o herói invisível por trás das campanhas de sucesso. “O que separa operações que escalam daquelas que colapsam não é o volume de investimento, mas a capacidade de confiar nos próprios dados. Sem isso, não existe decisão inteligente. A engenharia de dados não aparece no criativo nem na campanha, mas é ela que garante que cada real investido tenha uma direção clara. Sem essa base, crescimento não é escala, é instabilidade”, conclui Felix Bohn.

Com a consolidação dessas práticas, o setor de live marketing e publicidade digital caminha para uma maturidade onde a transparência dos dados sobrepõe-se às métricas de vaidade, garantindo que a estratégia de negócio esteja ancorada em fatos, e não em algoritmos de atribuição conflitantes.

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Gestão contextual de mídia torna-se pilar estratégico para marcas durante a Copa do Mundo 2026

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Com o início oficial da Copa do Mundo marcado para 11 de junho, nos Estados Unidos, Canadá e México, o mercado publicitário global se prepara para o que deve ser o maior pico de audiência digital da história. O torneio não apenas mobiliza torcidas, mas incendeia as redes sociais com bilhões de interações em tempo real, criando um dos ambientes mais valiosos — e desafiadores — para o brand experience. Segundo Edvaldo Silva, diretor regional na América Latina da Zefr, empresa de verificação e contextualização de mídia, o sucesso das marcas dependerá de uma gestão de campanhas significativamente mais sofisticada.

O volume de dados impressiona: o relatório Culture in Play, da We Are Social North America, já registrou mais de 767 milhões de conversas sobre o mundial desde janeiro, gerando bilhões de impressões. Esse cenário transforma plataformas como YouTube, TikTok e Meta em campos de batalha pela atenção do consumidor, onde jogos, memes e transmissões paralelas ditam o ritmo do engajamento. “Eventos globais como a Copa do Mundo criam uma avalanche de conteúdo nas redes sociais. Para as marcas, isso representa uma enorme oportunidade de alcance, mas também exige maior inteligência na gestão das campanhas para garantir que os anúncios apareçam ao lado de conteúdos alinhados aos seus valores e posicionamento”, afirma Silva.

Para o executivo, o conceito tradicional de brand safety (segurança da marca), que foca em evitar conteúdos estritamente negativos, já não é suficiente. A discussão evoluiu para o brand suitability (adequação da marca), que busca garantir o alinhamento contextual fino. Em um ambiente impulsionado por vídeos e recomendações algorítmicas, um anúncio pode ser exibido ao lado de conteúdos sensíveis, como debates políticos ou notícias de última hora, que, embora não sejam “proibidos”, podem estar desalinhados com a imagem da empresa.

Silva alerta que o risco aumenta durante o torneio, quando a conversa sobre uma partida pode rapidamente derivar para temas controversos ou desinformação. “Sem uma análise mais contextual e contínua, parte do investimento pode acabar sendo direcionada a conteúdos que não refletem os valores ou os objetivos de comunicação da marca”, explica o diretor.

Um dos principais obstáculos para as marcas é a rapidez com que as tendências ganham escala. Replays e conteúdos virais inesperados moldam o contexto em questão de segundos. Por isso, a análise não pode ser apenas textual, baseada em palavras-chave, mas deve considerar elementos visuais e narrativas complexas. “Evitar conteúdos inadequados é apenas o primeiro passo. O desafio hoje é ir além da análise textual e também avaliar elementos visuais e narrativas para equilibrar a visibilidade de alto impacto com contextos seguros e adequados durante um momento cultural relevante”, reforça o especialista da Zefr.

Apesar da complexidade operacional, a Copa do Mundo de 2026 permanece como a “vitrine de ouro” para a construção de marca no ambiente digital. A conclusão do setor é clara: em um ecossistema cada vez mais dinâmico, as marcas que conseguirem combinar a escala massiva do evento com um controle contextual rigoroso serão as que transformarão a alta atenção do público em resultados reais de negócio.

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