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Guaraná Antarctica entra no universo de Wandinha, série da Netflix, com jingle icônico e latas sombrias em edição limitada
Poucos jingles conseguiram o que “Pipoca & Guaraná” fez nos anos 90: sair do intervalo comercial e entrar, de forma definitiva, na memória afetiva dos brasileiros. “Pipoca na panela começa a arrebentar…” virou reflexo de um hábito coletivo, repetido em salas de estar, cozinhas e cinemas. A música atravessou décadas, foi regravada por diferentes artistas e segue sendo cantada pelo público brasileiro, como um hino popular que sobreviveu ao tempo e às mudanças de mídia. Trinta anos depois de estrear como trilha sonora dos momentos de lazer de uma geração inteira, o clássico publicitário ganha nova releitura, mais pop, sombria e bem atual – no streaming.
Ícone incontestável da propaganda nacional, Guaraná Antarctica atualiza sua trilha mais icônica para o lançamento da segunda temporada da série Wandinha — que estreia em 6 de agosto na Netflix —, em campanha que resgata a combinação original de pipoca e Guaraná, agora com uma estética alinhada ao universo da personagem. Com batida repaginada e um protagonista inusitado — o “Mãozinha”, da Família Addams —, o novo filme traz o jingle de volta às telas, veiculado na TV aberta e nas redes sociais a partir de 15 de julho. A estratégia aposta no poder da nostalgia como elemento capaz de atravessar gerações e inserir a marca em uma conversa global com DNA 100% brasileiro — afinal, Wandinha é uma das séries de língua inglesa mais populares da Netflix.
“O retorno do nosso jingle amado conecta muito por esse lado da nostalgia, mas também por ser peça central de uma narrativa que mistura memória coletiva, comportamento atual e linguagem de fandom. A gente atualizou a estética, mas manteve o que mais importa: o combo perfeito de pipoca com Guaraná, que segue como companhia imbatível na hora de assistir a uma boa história”, afirma Guilherme Poyares, diretor de marketing de Guaraná Antarctica.
Com a campanha, Guaraná quer ampliar a frequência de consumo com o hábito de maratonar séries — um território cada vez mais relevante para a marca, que atingiu, em 2024, 1 milhão de compradores, ou seja, os pontos de venda atendidos pela fabricante de bebidas.
Além do filme, a campanha conta com uma edição limitada de latinhas personalizadas de Guaraná Antarctica inspiradas no universo de Wandinha. Com design exclusivo e detalhes visuais que remetem à personagem e ao visual da série, os produtos estarão disponíveis nas principais capitais do Brasil, tanto em pontos físicos quanto no aplicativo Zé Delivery. A iniciativa, em parceria com a Netflix, reforça o caráter colecionável da edição e amplia o alcance da campanha para além da tela.
Outras ativações fruto da parceria entre a marca da Ambev e a plataforma de streaming estão previstas. Ao atualizar um símbolo da publicidade nacional com uma estética contemporânea e conectada aos novos hábitos de consumo de conteúdo, Guaraná Antarctica mostra que, com seus mais de 100 anos de história, sabe muito bem como continuar conquistando corações.
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TIM revoluciona creator economy com lançamento da TIM House e premiação de R$ 50 mil

A TIM acaba de anunciar a criação da TIM House, a primeira plataforma proprietária de uma operadora no Brasil dedicada exclusivamente à gestão e monetização de creators. O projeto, que nasce de uma joint venture estratégica entre as agências Mynd e Stage, marca um ponto de inflexão na creator economy, transformando o relacionamento entre marca e influenciadores em um ecossistema profissional, escalável e orientado a resultados.
Na campanha de estreia, a operadora aposta alto: os 30 conteúdos com melhor performance serão premiados. O grande vencedor levará para casa R$ 50 mil, um iPhone 17 e a oportunidade de uma collab exclusiva com a influenciadora Pequena Lô. O objetivo central é acelerar talentos emergentes, oferecendo capacitação e visibilidade em um ambiente que conecta briefings claros a recompensas financeiras e experiências exclusivas da marca.
“A TIM House é o nosso convite para que creators emergentes conquistem novos espaços. Construímos um hub para ampliar conversas, acelerar talentos e abrir possibilidades de monetização, sempre valorizando as vozes que tornam as redes mais plurais e autênticas”, explica Marcos Lacerda, vice-presidente de comunicação e marca da TIM. Segundo o executivo, a iniciativa aproxima a marca de narrativas diversas e relevantes, transformando tecnologia em liberdade de criação.
A mecânica da TIM House foi desenhada para ser intuitiva e dinâmica. O influenciador realiza o cadastro no portal oficial, acessa o briefing vigente, produz o conteúdo e o envia para aprovação via plataforma. Uma vez aprovado e publicado, o creator torna-se elegível para remunerações que variam entre valores em dinheiro, benefícios do ecossistema TIM ou acesso a ativações proprietárias.
O primeiro desafio convida a comunidade a criar conteúdos inovadores sobre o patrocínio da TIM no Big Brother Brasil 26 e o plano TIM Controle + Globoplay. Para participar, o criador deve ter mais de 18 anos e uma base mínima de mil seguidores no Instagram, reforçando o foco da operadora nos microinfluenciadores e na cauda longa da influência digital.
“A creator economy já se consolidou como uma das principais forças da comunicação contemporânea. Nosso papel foi ajudar a estruturar um ambiente em que creators tenham acesso a oportunidades reais de monetização e conexão direta com grandes marcas”, comenta Fátima Pissarra, CEO da Mynd. Fabrizio Galardi, sócio-diretor da Stage Digital, reforça que a intenção é transformar consumidores em porta-vozes engajados.
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Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.
De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.
Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.
Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.
“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.








