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Grupo Boticário inaugura hub de tecnologia e inovação em Portugal

De forma pioneira na indústria brasileira de HPPC (Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), o Grupo Boticário internacionaliza área de tecnologia e inovação e inaugura hub tech em Lisboa, Portugal — país reconhecido como polo de inovação e região onde a companhia está presente há 35 anos com uma sólida operação das marcas O Boticário, Quem Disse Berenice?, além do seu e-commerce.
A iniciativa tem como objetivo atrair um pool global de talentos já residentes em Portugal visando aumentar as oportunidades de contratação na área e potencializar o desenvolvimento de soluções digitais e tecnológicas para o negócio do Grupo, que tem a inovação em seu DNA e de forma transversal a todo o seu ecossistema.
“Olhamos constantemente para as tendências e movimentos do mercado digital e isso inclui incorporar novas iniciativas para atrair os melhores talentos para o Grupo. Somente entre 2020 e 2021, triplicamos as contratações em tech, resultando em um aumento de 206% do time. Hoje, contamos com mais de dois mil profissionais dedicados ao desenvolvimento de soluções e inovações digitais e tecnológicas, desenvolvedores, especialistas em dados, UX, CX data analytics e dentre outras tantas atribuições com atuação transversal ao nosso ecossistema”, diz Daniel Knopfholz, vice-presidente de digital e tecnologia do Grupo Boticário. “Lançar o hub tech em Portugal amplia as nossas possibilidades, já estamos olhando para profissionais em escala global em um dos maiores polos de tecnologia do mundo”, complementa o executivo.
Nesta etapa de lançamento e implantação do hub a companhia oferece vagas limitadas para profissionais de qualquer parte do mundo que residam em Portugal e com licença para trabalhar no país. Destinadas para desenvolvedores, UX e especialistas em produto digital, as oportunidades são para trabalho no formato remoto, mas com possibilidade de atuação no escritório do Grupo em Lisboa quando necessário. Embora alocados em Portugal, o hub responderá para a equipe tech da empresa do Brasil contribuindo ativamente com sua expertise e novos olhares para a implantação de serviços e soluções para as marcas e operação brasileira. A remuneração e benefícios, por sua vez, seguirão as determinações e legislações do país europeu.
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TIM revoluciona creator economy com lançamento da TIM House e premiação de R$ 50 mil

A TIM acaba de anunciar a criação da TIM House, a primeira plataforma proprietária de uma operadora no Brasil dedicada exclusivamente à gestão e monetização de creators. O projeto, que nasce de uma joint venture estratégica entre as agências Mynd e Stage, marca um ponto de inflexão na creator economy, transformando o relacionamento entre marca e influenciadores em um ecossistema profissional, escalável e orientado a resultados.
Na campanha de estreia, a operadora aposta alto: os 30 conteúdos com melhor performance serão premiados. O grande vencedor levará para casa R$ 50 mil, um iPhone 17 e a oportunidade de uma collab exclusiva com a influenciadora Pequena Lô. O objetivo central é acelerar talentos emergentes, oferecendo capacitação e visibilidade em um ambiente que conecta briefings claros a recompensas financeiras e experiências exclusivas da marca.
“A TIM House é o nosso convite para que creators emergentes conquistem novos espaços. Construímos um hub para ampliar conversas, acelerar talentos e abrir possibilidades de monetização, sempre valorizando as vozes que tornam as redes mais plurais e autênticas”, explica Marcos Lacerda, vice-presidente de comunicação e marca da TIM. Segundo o executivo, a iniciativa aproxima a marca de narrativas diversas e relevantes, transformando tecnologia em liberdade de criação.
A mecânica da TIM House foi desenhada para ser intuitiva e dinâmica. O influenciador realiza o cadastro no portal oficial, acessa o briefing vigente, produz o conteúdo e o envia para aprovação via plataforma. Uma vez aprovado e publicado, o creator torna-se elegível para remunerações que variam entre valores em dinheiro, benefícios do ecossistema TIM ou acesso a ativações proprietárias.
O primeiro desafio convida a comunidade a criar conteúdos inovadores sobre o patrocínio da TIM no Big Brother Brasil 26 e o plano TIM Controle + Globoplay. Para participar, o criador deve ter mais de 18 anos e uma base mínima de mil seguidores no Instagram, reforçando o foco da operadora nos microinfluenciadores e na cauda longa da influência digital.
“A creator economy já se consolidou como uma das principais forças da comunicação contemporânea. Nosso papel foi ajudar a estruturar um ambiente em que creators tenham acesso a oportunidades reais de monetização e conexão direta com grandes marcas”, comenta Fátima Pissarra, CEO da Mynd. Fabrizio Galardi, sócio-diretor da Stage Digital, reforça que a intenção é transformar consumidores em porta-vozes engajados.
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Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.
De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.
Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.
Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.
“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.








