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Festival Verão Sem Censura acolhe manifestações culturais censuradas e oprimidas

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Entre os dias 17 e 31 de janeiro, a Prefeitura de São Paulo celebra a democracia e a liberdade de expressão com festival que promove mais de 45 atividades como shows, peças de teatro, exibições de cinema, exposições, debates, performances e carnaval

Programação inclui peças censuradas como “Caranguejo Overdrive” e “Res Publica 2023”, shows de Arnaldo Antunes e Pussy Riot com Linn da Quebrada; apresentação do espetáculo Roda Vida, do Teatro Oficina, no Theatro Municipal; exibição de “Bruna Surfistinha”, seguida de debate com a atriz Déborah Secco e a autora Raquel Pacheco, e sessão de “A Vida Invisível”; e bate-papo sobre a história de Carlos Marighella

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, celebra a democracia e a liberdade de expressão com o Festival Verão Sem Censura. O evento acolhe todas as manifestações culturais oprimidas em 15 dias de evento, realizado nas cinco regiões da cidade. São mais de 45 atividades abertas e gratuitas, como peças de teatro, filmes, debates, shows, exposições, performances e carnaval.

A iniciativa apoia e fortalece a resistência aos ataques à cultura e aos artistas no Brasil. Para o secretário Alexandre Youssef, o Verão Sem Censura não é um projeto de antagonismo ao Governo Federal. “É uma medida de valorização da nossa cultura”, explica. “Uma resistência que luta pelo bem mais valioso da nossa cultura, a liberdade de expressão”. Trata-se de combater a repressão, a censura e o preconceito produzindo e promovendo coisas “boas, bonitas e fortes”.

A abertura do evento, no dia 17, será realizada na Praça das Artes, com show de Arnaldo Antunes, que teve seu videoclipe censurado na TV recentemente. Logo após, acontece a apresentação do DJ Rennan da Penha, funkeiro idealizador do Baile da Gaiola preso em março e libertado em novembro.

No dia 18, a Praça das Artes promove também uma exibição de “Bruna Surfistinha”, de Marcus Baldini. O longa-metragem tem sessão seguida de debate com Raquel Pacheco, cuja autobiografia “O Doce Veneno do Escorpião” inspirou o filme, e a atriz Deborah Secco, que interpreta a ex-prostituta. Em julho, o presidente Jair Bolsonaro declarou que não poderia “admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha”. Na sequência, acontece desfile de moda da Daspu, grife do movimento de prostitutas do Brasil criada por Gabriela Leite, e a festa LGBT Desculpa Qualquer Coisa com performance das Maravilhosas Corpo de Baile.

No dia 30, o Pussy Riot, banda punk rock feminista que teve integrantes condenadas à prisão na Rússia, em 2012, faz show com participação de Linn da Quebrada, na Rua Vergueiro, altura do nº 1200, em frente ao Centro Cultural São Paulo (CCSP). No dia 29, a banda participa de debate no mesmo espaço, após exibição do documentário “Act and Punishment”, de Yevgeni Mitta.

A Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Theatro Municipal, é palco para festas no dia 31, começando com o Cortejo do bloco Espetacular Charanga do França, às 23h. Em seguida, a diversão continua com Tarado Ni Você, bloco de músicas de Caetano Veloso, e, por fim, a festa Minhoqueens.

O Theatro Municipal recebe o encerramento do Festival, com apresentação da peça “Roda Viva”, do Teatro Oficina, no dia 31. O espetáculo, escrito por Chico Buarque e com direção de José Celso Martinez, foi censurado durante a ditadura civil-militar brasileira. O espaço também é palco do show “Divinas Divas”, com mulheres trans que também sofreram atos de censura durante a carreira, no dia 29.

Na Biblioteca Mário de Andrade, a programação inclui as peças “O Caderno Rosa de Lori Lamby”, nos dias 18 e 19, e “Navalha na Carne Negra”, nos dias 24, 25 e 26; uma conversa sobre Marighella, com Mário Magalhães e Maria Marighella, no dia 29; o bate-papo “Uma Aula Sobre 1984”, com a historiadora Lilia Schwarcz, sobre o romance distópico de George Orwell, no dia 21; e o clube de leitura “Puñado lê Proibidas”, com trechos de autoras latino-americanas brancas e negras que foram censuradas.

Peças Censuradas

A programação inclui diversos espetáculos censurados em 2019. No Centro Cultural São Paulo (CCSP), “Caranguejo Overdrive”, de Aquela Cia de Teatro, é exibido após ter a sua reestreia vetada no Rio de Janeiro. A peça foi consagrada com o Prêmio Shell 2016 de Melhor Direção para Marco André Nunes, Melhor Autor para Pedro Kosovski e Melhor Atriz para Carolina Virgüez. As sessões acontecem nos dias 17, 18 e 19.

Censurada pela FUNARTE, a peça “RES PUBLICA 2023” já foi acolhida pela Prefeitura em outubro, quando estreou no CCSP. Agora, o espetáculo do grupo A Motosserra Perfumada chega ao Centro Cultural da Juventude (CCJ), nos dias 22 e 23. Também no CCJ, acontece a apresentação de “Domínio Público”, na qual os artistas Maikon K, Renata Carvalho e Wagner Schwartz, juntamente com Elisabete Finger, se juntam para uma reflexão a partir dos ataques sofridos em 2017.

A peça “Abrazo”, da companhia Clowns de Shakespeare, é apresentada nos dias 17, 18 e 19, no Centro Cultural Olido, após ter sido cancelada minutos antes de sua segunda sessão em Recife. O espetáculo infanto-juvenil é inspirado no “Livro dos Abraços”, de Eduardo Galeano, e conta a história de um local no qual abraços não são permitidos.

Também no Olido, o espetáculo “Gritos”, da companhia Dos à Deux, é apresentado nos dias 17, 18 e 19. O motivo da censura teria sido a temática LBGT do espetáculo, que conta a história de uma travesti.

Exposições

O CCSP apresenta, entre os dias 17 e 31, uma exposição com cartazes de filmes censurados, reconhecendo a importância dos cartazes para preservar a memória do cinema brasileiro – em dezembro, cartazes foram retirados das paredes da sede e do site da Ancine. Na Biblioteca Mário de Andrade, é possível conferir a exposição “Banidos”, com obras do acervo de livros raros censuradas na história literária. A abertura, no dia 17, conta com bate-papo com Ignácio de Loyola Brandão, romancista brasileiro autor de obras que foram censuradas na época da ditadura, e Laura Mattos, autora do recente Herói mutilado: Roque Santeiro e os bastidores da censura à TV na ditadura.

Sessões de Cinema

No CCSP, é exibido o premiado “A Vida Invisível”, representante do Brasil no Oscar. O longa-metragem de Karim Aïnouz seria exibido para os servidores da Ancine em dezembro, mas foi vetado pela direção do órgão, do qual o filme também teve os seus cartazes removidos das paredes. A sessão acontece dia 19, na Sala Lima Barreto.

O espaço também apresenta uma Sessão de curtas LGBT, no dia 18. No dia 19, são exibidos os filmes “Bixa Travesty” e “Corpo Elétrico”, além de uma sessão de médias-metragens.

Confira a programação completa:

Festival Verão Sem Censura – 2020

Praça das Artes

17/01

20h00 Arnaldo Antunes

22h30 DJ Renna da Penha

18/01

21h30 Conversa com a Déborah Secco e Raquel Pacheco

22h00 Exibição do filme “Bruna Surfistinha” – Classificação Indicativa: 16 anos

00h00 Daspu – Desfile de abertura

00h30 Desculpa Qualquer Coisa com performance das Maravilhosas Corpo de Baile

Centro Cultural São Paulo

17 a 31/01

Exposição “Corrompidas” de Felipe Cama – Piso Caio Gracco

17 a 31/01

Instituto Temporário de pesquisa sobre censura – Sala de ensaio II e sala de vidro.

A Casa 1 (casa de cultura e acolhimento LGBT) propõe um mergulho crítico sobre a trajetória da

censura com: aulas públicas, grupo de estudos aberto, gráfica e construção de acervo de livros e

pesquisas sobre o tema.

17/01

21h Caranguejo Overdrive – Aquela Cia de Teatro

18/01

21h Caranguejo Overdrive – Aquela Cia de Teatro

19/01

15h Vida Invisível – Sala Lima Barreto

17 a 31/01

Exposição com cartazes de filmes censurados

18/01 – Circuito Spcine

16h Sessão de curtas LGBT

Vando Vulgo Vendita

O Órfão

Preciso dizer que te amo

Reforma

Tea for two

Swinguerra

19/01 – Circuito Spcine

15h Corpo Elétrico

17h Sessão de médias

Verona

Nova Dubai

19h Bixa Travesty

19/01

20h Caranguejo Overdrive – Aquela Cia de Teatro

29/01

19h Exibição do longa metragem “Act and Punishment” de Yevgeni Mitta sobre a

trajetória do grupo Pussy Riot.

20h30 Debate com as integrantes da banda Pussy Riot – Sala Adoniran Barbosa (distribuição de

ingressos 2h antes)

21h Lançamento do livro “Riot Days” de Maria Alyokhna fundadora do grupo Pussy Riot. Tradução

de Marina Damaros.

30/01

18h Jup do Bairro convida Bixarte – Sala Adoniran Barbosa

Em frente ao CCSP – Rua Vergueiro – Altura do nº 1200

30/01

20h Pussy Riot com participação de Linn da Quebrada

Biblioteca Mário de Andrade

17/01 a 31/01

19h – Banidos – Obras censuradas no decorrer de três séculos fazem parte dessa exposição do acervo de raridades da Biblioteca Mário de Andrade. Incluem-se desde títulos como Comedia Eufrosina, de Jorge Ferreira de Vasconcellos, peça de teatro do século 16 censurada pela Igreja e incluída no Index de livros proibidos; chegando a Capitães da Areia, de Jorge Amado, incinerado em praça pública pelo Estado Novo, em 1937.

No dia da abertura, 17 de janeiro, 19h, bate-papo vai reunir Ignácio de Loyola Brandão, romancista brasileiro autor de obras que foram censuradas na época da ditadura; e Laura Mattos, autora do recente Herói mutilado: Roque Santeiro e os bastidores da censura à TV na ditadura. Moderação: Maria Fernanda Rodrigues

18 e 19/01

19h – O Caderno Rosa de Lori Lamby – Uma menina de oito anos escreve um diário com peripécias sexuais. Peça baseada em obra homônima de Hilda Hilst, na fronteira onde se encontram a irrealidade, o tabu, o desejo e a inocência da imaginação infantil. Iara Jamra vive o papel, com direção geral de Bete Coelho e direção de arte de Cassio Brasil.

21/01

19h – Cabaré da Fossa – Entre o humor e o drama, essa leitura homoerótica inclui também canções e cenas de filmes e ficará a cargo de Caetano Romão, Ismar Tirelli Neto e Ricardo Domeneck, com a especialíssima participação de Horácio Costa.

19h – Uma aula sobre 1984– O romance distópico de George Orwell, um dos livros que mais nos fizeram discutir sociedades totalitárias, acaba de completar 70 anos e será apresentado pela historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, autora do recente Sobre o autoritarismo.

23/01

19h – Erotismo censurado – Uma história de autores e obras malditos, de Sade a Hilda Hilst, será apresentada nesta aula de Eliane Robert Moraes, filósofa e ensaísta, uma das mais destacadas especialistas em literatura erótica e proscrita. Trechos escolhidos serão lidos pela atriz Helena Ignez.

24, 25 e 26/01

19h – Navalha na Carne Negra – A peça de 1967 foi vetada pela ditadura, e seu autor, Plínio Marcos, chegou a ter a integralidade de sua obra banida dos palcos. Em cena, tudo começa com o dinheiro deixado pela prostituta Neusa Sueli para seu cafetão Vado. Com Lucélia Sérgio, Raphael Garcia e Rodrigo dos Santos, e direção de José Fernando Peixoto de Azevedo.

25/01

das 10h às 13h, das 14h às 17h – Oficina de poesia sem censura, com Angélica Freitas – Neste laboratório, comandado pela poeta Angélica Freitas (Rilke Shake, 2007; Um útero é do tamanho de um punho, prêmio APCA 2012) os participantes utilizam o caderno como espaço de experimentação para aguçar suas habilidades poéticas. 20 vagas, oficina sequencial, das 10h às 13h, das 14h às 17h.

28/01

19h – Proibidas – A revista literária “Puñado”, editada por um coletivo de mulheres, vai fazer um clube de leitura especial, com trechos de autoras latino-americanas brancas e negras que foram censuradas, proibidas ou sofreram resistência, seja pelo teor político, seja pelo teor moral. Com Laura Del Rey e Raquel Dommarco Pedrão, organizadoras da Puñado, e as convidadas Hailey Kaas, Jéssica Balbino, Luciana Bento e Vanessa Ferrari.

29/01

19h – Marighella – Personagem da história política brasileira que enfrentou censura tanto em vida quanto após sua morte é o tema desse diálogo que reúne o escritor e jornalista Mário Magalhães, autor de sua biografia, e Maria Marighella, sua neta, que está à frente do relançamento de volume de escritos, Chamamento ao povo brasileiro. Moderação: Rodrigo Casarin.

30/01

19h – Mulheres nos anos de chumbo – As romancistas Claudia Lage e Maria Valéria Rezende e a historiadora Maria Claudia Badan Ribeiro conversam sobre a escrita ficcional e historiográfica que reconstitui a atuação feminina e a repressão de 1964 à reabertura política. Participação especial de Adelaide Ivánova, que apresentará duas performances. Mediação: Robson Viturino

30 e 31/01

19h – Calabar, o elogio da traição – Por uma década ficou censurada esta peça de teatro musicada de Chico Buarque e Ruy Guerra que recupera a figura de Domingos Fernandes Calabar, que tomou partido dos holandeses, contra a coroa portuguesa, durante a Insurreição Pernambucana. Esta adaptação para leitura dramática, com onze atores e três músicos, é assinada por Renata Palottini e é um projeto do Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura, da ECA-USP. Direção de Roberto Ascar e direção musical de Jean Garfunkel.

Centro Cultural Olido

17, 18 e 19/01 – Sala Paissandu

18h Abrazo – Grupo Clowns de Shakespeare

17, 18 e 19/01 – Sala Olido

21h Gritos – Cia Dos à Deux

Centro Cultural da Diversidade

18/01

21h A Mulher Monstro – S.E.M. Cia de Teatro

19/01

19h A Mulher Monstro – S.E.M. Cia de Teatro

25/01

21h Sombra – Teatro da Pomba Gira

26/01

19h Sombra – Teatro da Pomba Gira

Teatro Flávio Império

18/01

20h O Crime da Cabra – Cia do Sal

19/01

19h O Crime da Cabra- Cia do Sal

29/01

20h Lembro Todo dia de Você – Núcleo Experimental

30/01

20h Lembro Todo dia de Você – Núcleo Experimental

Vila Itororó

18 e 19/01

15h Blitz, o império que nunca dorme – Trupe Olho da Rua

25 e 26/01

20h Quando Quebra Queima – Coletiva Ocupação

Centro Cultural da Juventude

17 e 18/01

20h Domínio Público

22/01

20h Res Pvblica 2023 – Grupo A Motosserra Perfumada

23/01

20h Res Pvblica 2023 – Grupo A Motosserra Perfumada

Centro de Culturas Negras

25 e 26/01

16h Macacos – Cia do Sal

Praça Ramos de Azevedo

31/01

23h Cortejo com a Espetacular Charanga do França

00h Festa com Tarado Ni Você

01h Minhoqueens

Theatro Municipal

29/01

20h Divinas Divas

31/01

19h Roda Viva

22:30 Concentração da Espetacular Charanga do França (Na frente do Theatro)

23h Cortejo: Roda Viva e Espetacular Charanga do França

OBS.: Todas as apresentações de teatro serão seguidas de mediação.

PARCERIA

CASA 1

17 a 31/01

Projeto Instituto Temporário de pesquisa sobre censura – um mergulho crítico sobre a trajetória da censura

ENDEREÇOS

Biblioteca Mário de Andrade: Rua da Consolação, 94 – República

Centro Cultural da Diversidade: Rua Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi

CCJ- Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso – Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 – Vila dos Andrades

Centro Cultural Olido: Av. São João, 473 – Centro Histórico de São Paulo

Centro Cultural Santo Amaro: Av. João Dias, 822 – Santo Amaro

CCN- Centro de Culturas Negras – Mãe Sylvia de Oxalá: Rua Arsênio Tavolieri, 45 – Jabaquara

CCSP: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso

Praça das Artes: Av. São João, 281 – Centro Histórico de São Paulo

Teatro Décio de Almeida Prado: R. Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi

Teatro Flávio Império: Rua Prof. Alves Pedroso, 600 – Cangaíba

Tendal da Lapa: Rua Guaicurus, 1100 – Água Branca

Theatro Municipal: Praça Ramos De Azevedo, s/n – República

Vila Itororó – Rua Pedroso, 238 – Bela Vista

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Eventos

Apresentação para evento em painel de LED: como preparar os slides

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O arquivo 1920 por 1080 que funciona no notebook não cobre um painel de evento grande. O acerto de formato começa semanas antes, na conversa com o fornecedor do painel.

A Mindo, estúdio de apresentações e motion design de São Paulo, faz o acerto de formato do painel antes de desenhar a apresentação de evento: segundo a própria Mindo, painel com mais de dez metros não cabe num arquivo 1920 por 1080 padrão e exige dimensão sob medida, às vezes com duas apresentações para o mesmo evento. Entre os trabalhos do estúdio está a apresentação exibida na cerimônia do Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, pensada para um palco de grande escala.

O texto abaixo organiza o que pedir ao fornecedor do painel, o que muda no desenho dos slides e como se preparar quando o prazo é curto.

Por que o slide 16:9 quebra no painel de LED?

O slide 16:9 quebra no painel porque o painel de evento tem outra geometria: é largo, baixo e às vezes dividido em módulos. Um arquivo 16:9 esticado numa tela assim deforma o logo, corta o rodapé ou ganha barras pretas nas pontas, e o público vê um palco com parte do painel apagada.

A aritmética mostra o tamanho do problema. Num painel hipotético de 12 por 3 metros, a proporção é 4:1, enquanto o slide padrão tem 1,78:1. Para preencher o painel, o slide precisa ser desenhado em outro formato desde o primeiro rascunho. Mudar a dimensão depois de pronto obriga a refazer a diagramação, e o prazo de evento quase nunca comporta isso.

O que pedir ao fornecedor do painel antes de desenhar

A montadora ou o fornecedor de LED tem as respostas, e metros dizem pouco para quem desenha slide. Peça, por escrito:

  • Resolução real em pixels, largura por altura, do painel inteiro e de cada região, se ele for dividido.
  • Proporção final do campo de imagem, depois de somados todos os módulos.
  • Área útil: o trecho que o público vê de todos os lugares da plateia, sem estrutura, cenário ou borda do palco na frente.
  • Se há mais de um painel (central, laterais, tela de apoio) e se cada um recebe um arquivo diferente.
  • Como o arquivo entra no sistema: PowerPoint aberto direto, vídeo exportado ou sequência de imagens. Isso muda o que o estúdio entrega e o que o operador consegue ajustar na hora.
  • Quais fontes e vídeos precisam ir embutidos, e em que formato o fornecedor aceita cada um.

Com a resolução em mãos, o estúdio configura o tamanho de slide personalizado antes de desenhar qualquer coisa.

Onde fica o palestrante em relação ao painel?

A posição do palestrante decide onde o conteúdo pode ficar. Se a pessoa fala no centro, em frente à tela, o corpo dela cobre justamente a área onde o título costuma ir. Se o púlpito está à esquerda, o conteúdo importante vai para a direita.

Peça à produção a planta do palco com púlpito, mesa, sofá de debate e escada. Sobreponha essa planta ao layout e marque as zonas cegas, aquelas atrás de pessoas, móveis e estrutura. Número, frase e nome de participante saem dessas zonas. Ali cabem só fundo, textura e elementos de ambientação.

Como preparar slides para um evento corporativo grande?

Para um evento grande, o desenho dos slides muda em quatro frentes, todas ligadas à distância entre o painel e a plateia.

Tipografia. O que parece enorme no monitor fica pequeno do fundo da sala. Projete o slide numa tela e olhe da outra ponta do ambiente. Bloco de texto com mais de duas linhas raramente funciona no painel: troque o parágrafo por uma frase ou por um número em destaque.

Margens. Deixe margem de segurança generosa em volta de tudo o que importa, maior que a de uma tela comum. Elemento colado na borda é o primeiro a ser cortado por moldura, ajuste de cor ou enquadramento de câmera.

Contraste e cor. Painel de LED emite luz, então teste no ensaio se o fundo branco ofusca numa sala escura e se degradês suaves aparecem em faixas. Fundo escuro ou de cor sólida, com texto claro, é o ponto de partida mais seguro. Mostre a paleta ao fornecedor do painel antes da versão final.

Imagens. Foto que ficava nítida num slide pequeno estoura em pixels quando ocupa metros de painel. Peça a imagem em alta resolução desde o briefing e use ilustração vetorial quando o tema permitir, porque ela escala sem perder a borda.

Preciso de uma apresentação para evento corporativo com prazo apertado: o que fazer primeiro?

Com prazo apertado, a primeira providência é mandar ao estúdio os dados de formato e de palco, antes de qualquer conteúdo. A resolução do painel, a planta do palco e o roteiro de quem fala são as três informações que o estúdio precisa ter em mãos para começar a desenhar. O material da Mindo registra o Prêmio Einstein como uma apresentação de evento feita com prazo apertado, pedida pela agência responsável pelo evento.

O processo do estúdio tem cinco etapas: briefing, roteiro e storytelling, identidade visual da apresentação (com uma prévia para aprovação), criação da apresentação completa e revisão com entrega. Num projeto curto, aprovar a prévia logo cedo protege a criação da apresentação completa de uma mudança de rumo.

Depois da entrega, o formato do arquivo conta. Segundo a própria Mindo, uma alteração numa apresentação 100% editável volta em cerca de cinco minutos, ao contrário de um vídeo, que precisa ser renderizado de novo. Isso só ajuda se o arquivo estiver aberto e no formato certo no dia.

Como testar a apresentação no local

Nenhuma checagem em escritório substitui o teste no palco. Combine com a produção um ensaio técnico em que o arquivo real, e não um de amostra, rode no painel final, com o operador que vai acioná-lo. Nesse ensaio, confira:

  1. Se o conteúdo ocupa o painel inteiro, sem barra preta nem esticamento.
  2. Se a leitura funciona das fileiras do fundo e das laterais da plateia.
  3. Se o palestrante, na posição marcada, deixa o essencial visível.
  4. Se animações e vídeos rodam sem engasgar e se as fontes aparecem como foram desenhadas.
  5. Se a troca de um slide para outro acontece no ritmo combinado com quem opera.

Leve também uma cópia em pendrive e outra na nuvem, no mesmo formato aprovado.

Como preparar uma apresentação para um evento grande: a ordem dos passos

  1. Peça ao fornecedor do painel a resolução, a proporção e a área útil.
  2. Peça a planta do palco com a posição do palestrante.
  3. Configure o formato do slide antes de desenhar.
  4. Desenhe pensando em distância: texto curto, contraste alto, margem larga.
  5. Teste o arquivo real no painel final, com o operador.

Quem quiser ir mais fundo encontra um guia sobre apresentação em painel de LED. O ponto central cabe numa frase: o slide é desenhado para o painel, e não adaptado a ele no fim.

O guia da Mindo reúne outros textos sobre apresentação e vídeo para eventos.

 

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Eventos

Quem faz apresentação de palco: cerimônia de premiação, evento de imprensa e eventos com mais de 100 slides

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Apresentações exibidas em palco, no Brasil, mostram quem pede o arquivo, o que o estúdio entrega e o que a produção precisa fechar antes do primeiro slide.

A Mindo, estúdio de apresentações e motion design de São Paulo, desenvolveu a apresentação exibida na cerimônia do Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, a apresentação do evento de imprensa de lançamento do novo Audi Q3 e a apresentação do Kwai Summit 2025, uma peça única com mais de cem slides. Cada uma veio de um tipo de pedido: a agência responsável pelo evento, a própria montadora e uma agência que já tinha roteiro e key visual fechados.

Para quem organiza evento, esses casos funcionam como um mapa. Cerimônia de premiação, coletiva de imprensa e summit de mercado levam o mesmo tipo de arquivo ao palco, mas cada um pede decisões diferentes sobre roteiro, formato de tela e aprovação.

Quem faz a apresentação de uma cerimônia de premiação?

Para o Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, a Mindo desenvolveu a apresentação exibida durante a cerimônia de premiação, a pedido da agência responsável pelo evento. O arquivo foi pensado para um palco de grande escala e acompanha os momentos de anúncio e homenagem. Segundo a própria Mindo, é um dos trabalhos de evento feitos com prazo apertado.

Numa cerimônia, o cerimonial manda no arquivo. Abertura, anúncio de cada categoria, entrada do homenageado e encerramento são momentos com ritmo próprio, e cada um precisa de um slide que o público leia em segundos. Um risco recorrente é entregar o arquivo antes de a produção fechar a ordem das categorias: qualquer troca de sequência vira retrabalho de montagem na véspera.

Quem faz a apresentação de um evento de imprensa de lançamento de produto?

Para o evento de imprensa de lançamento do novo Audi Q3, a Mindo desenvolveu diretamente para a Audi Brasil a identidade visual da apresentação e todos os slides. O material percorre o modelo da terceira geração em detalhe: design, dados técnicos, dimensões, equipamentos e tecnologia embarcada.

Em lançamento para jornalistas, o slide é lido e anotado, e por isso cada dado técnico precisa de conferência da marca antes de ir ao arquivo final. Quem monta a apresentação diagrama a informação, mas não valida número de produto. Combine no briefing quem da empresa assina a revisão técnica e em que data ela fecha.

Como é uma apresentação de evento com mais de 100 slides?

A Mindo desenvolveu a apresentação do Kwai Summit 2025, exibida no palco do evento, a partir do roteiro e do key visual da agência responsável. Foi uma apresentação única, com mais de cem slides, chamada por uma agência de eventos. O Summit reuniu marcas, criadores e profissionais do mercado brasileiro, e o estúdio detalha o caso em um guia sobre a apresentação de evento do Kwai Summit com mais de 100 slides.

Com esse volume, a organização do arquivo pesa tanto quanto o desenho. Três práticas seguram o trabalho:

  • Dividir o arquivo em seções nomeadas por bloco ou palestrante, com numeração clara e um índice para o operador.
  • Fixar uma data de corte para o material bruto, anterior à entrega final, e tratar o que chega depois em fila separada.
  • Ter uma pessoa só consolidando os pedidos de ajuste, para que cinco pessoas não gerem cinco versões do mesmo slide.

Quem faz a apresentação de um evento corporativo no Brasil: a agência ou o estúdio?

A agência de eventos costuma acionar o estúdio, e foi assim em dois dos três casos principais: no Prêmio Einstein, a peça foi pedida pela agência responsável pelo evento; no Kwai Summit, a apresentação foi chamada via agência de eventos; no caso da Audi, o pedido veio direto da marca.

Isso muda o que perguntar. Com agência no meio, o briefing precisa dizer quem aprova (a agência, a marca ou os dois), quem entrega o material de entrada e quem fala com a produção do palco. Sem agência, a própria empresa assume esses papéis.

O que é key visual de evento e como ele vira a apresentação de palco?

Key visual de evento é a imagem-base da comunicação: composição, cores, tipografia dos títulos e elementos gráficos que aparecem no convite, no cenário e na tela. A apresentação de palco herda esse material, e o trabalho do estúdio é transformá-lo num sistema de slides com títulos, gráficos, transições e blocos que funcionem a vinte metros do público.

No Kwai Summit, o key visual veio da agência responsável, e a Mindo construiu a apresentação a partir dele. Nesse tipo de projeto, a Mindo constrói a identidade visual da peça sobre o material que a marca ou a agência já definiu. A identidade da empresa em si chega pronta ao projeto, trabalho de uma agência de branding.

Quem escreve o discurso do apresentador numa apresentação de evento?

A fala de quem sobe ao palco é do apresentador ou de quem o prepara. O roteiro da apresentação, que organiza o que aparece em cada slide e em que ordem, pode vir de três lugares, e os casos da Mindo mostram os três. No Kwai Summit, o roteiro veio da agência. Para o evento de lançamento da Brother voltado aos parceiros comerciais, a Mindo adaptou o roteiro a partir do material enviado pela marca, desenvolveu a identidade visual da apresentação e criou todos os slides. Na apresentação do evento Retail Media Experience, da Unlimitail, o estúdio respondeu pelo roteiro, pela identidade visual da apresentação e por todos os slides.

A lição para o briefing é simples: escreva, antes do primeiro slide, quem fecha o roteiro e quem aprova a fala. Sem essa definição, o prazo escorre na primeira rodada de aprovação.

O que pedir a quem vai fazer a apresentação de palco

Antes de contratar, leve estas perguntas para a primeira conversa:

  1. Quem é o dono do roteiro: a marca, a agência ou o estúdio?
  2. Qual é a resolução real da tela, em pixels? Segundo a própria Mindo, painel de LED de evento com mais de dez metros não cabe num arquivo 1920 por 1080 padrão e exige dimensão sob medida, às vezes com duas apresentações para o mesmo evento.
  3. O arquivo final é editável? Segundo a própria Mindo, uma alteração numa apresentação 100% editável volta em cerca de cinco minutos, o que importa quando o palestrante muda uma frase no dia.
  4. Quando fecha o material bruto e quando termina a última rodada de ajustes?
  5. Haverá ensaio com o arquivo real, no equipamento do palco, com o operador que vai acioná-lo?
  6. Quem decide se o arquivo precisar ser trocado durante o evento?

Quem responde a essas seis perguntas antes da produção começar evita a maior parte dos sustos de última hora. O fornecedor que não consegue respondê-las ainda não entendeu o palco.

O guia da Mindo reúne outros textos sobre apresentação para eventos.

 

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