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Dove reforça seu propósito de marca em campanha viral no TikTok

Há mais de 10 anos, Dove ajuda mulheres a desenvolverem uma relação positiva com sua aparência através de campanhas, ativações e projetos como “Dove Pela Autoestima” – o maior provedor de educação sobre o tema no mundo, que impacta a vida de mais de 70 milhões de jovens.
A marca que, recentemente, lançou, junto à UNICEF, a plataforma Topity – um espaço online que combina games e conversas em uma experiência segura, interativa e totalmente gratuita, onde adolescentes e jovens de todo o Brasil encontram suporte de especialistas para superar suas inseguranças – traz para o TikTok o desafio #PelaBelezaSemPadrões.
A novidade é inspirada em uma trend que viralizou nas redes sociais recentemente, em que os usuários recordam nomes e apelidos que recebiam de amigos e familiares na infância e adolescência, ao som de “That’s Not My Name’’ (ou “Esse Não é Meu Nome”, em português), faixa da dupla britânica The Ting Tings. Transformando a corrente em algo ainda maior, Dove reforça seu propósito de marca e destaca os malefícios que os diversos apelidos maldosos que recebemos trazem, impactando negativamente a percepção sobre nós mesmos ao longo da vida.
“Ao identificar a trend e agir de forma rápida, profunda e com propósito, fazemos com que Dove seja parte da conversa de maneira nativa e contextualizada. Assim, entregamos a mensagem nos conectando genuinamente com as pessoas, em um formato de conteúdo que elas já consomem e são interessadas em assistir.” comenta Paula Paiva, Gerente de Digital (Beauty e Personal Care) da Unilever.
Diversas influenciadoras estão fazendo parte da ação e ajudando a dar voz para causa. “Infelizmente, desde a infância, eu sempre tive que conviver com apelidos pejorativos relacionados a minha aparência. Hoje, consigo lidar com isso de uma forma bem melhor, mas nem sempre foi assim. Poder falar sobre e ajudar outras meninas que estão passando pelo mesmo que passei é extremamente gratificante e inspirador”, revela Pequena Lo.
E não são só os influenciadores que vivenciam isso. De acordo com pesquisa divulgada pelo Projeto Dove pela Autoestima, em 2021, 75% das jovens brasileiras gostariam que outras pessoas se importassem menos com a aparência. O dado reforça a importância de iniciativas que ajudem adolescentes e jovens a construir uma relação mais positiva com seu corpo, potencializando sua autoestima.
“Falar sobre autoestima e questionar padrões é uma missão de Dove há várias décadas. Sempre buscamos formas inovadoras e autênticas para colocar isso em prática, seja pelas campanhas ou através do projeto Dove Pela Autoestima. Dessa forma, abrimos um caminho para que as próximas gerações ultrapassem os estereótipos atuais e lidem de forma mais positiva com a autoimagem.” afirma Leandro Barreto, Vice-presidente global de Marketing para Dove Masterbrand.
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2a1 Cenografia une engenharia e inteligência cenográfica para estruturar a Casa Warner em Brasília

No mercado de live marketing e entretenimento, a transição de um conceito criativo para uma estrutura física de grande porte é frequentemente vista como um ato puramente intuitivo. No entanto, para a 2a1 Cenografia, empresa referência no setor com mais de 27 anos de experiência e responsável por grandes produções na América Latina e nos Estados Unidos, essa transformação é o resultado de um rigoroso processo de engenharia, estratégia de fluxo e viabilidade técnica.
A empresa defende que o sucesso de uma ativação não depende apenas da estética, mas de uma metodologia que garanta que a ideia original sobreviva à execução física sem perder sua essência. O exemplo mais recente desse rigor metodológico pode ser conferido pelo público na edição da Casa Warner em Brasília, onde universos icônicos do entretenimento ganham vida através de cenários detalhados e interativos.
Para a 2a1, transformar ideias em experiências físicas exige uma visão 360º que vai muito além do design. Envolve entender o comportamento do visitante, a durabilidade dos materiais e a logística de montagem em tempo recorde. Cada decisão, do posicionamento de uma luz à textura de uma parede, é baseada em dados e objetivos de marca. “Muitas pessoas acreditam que criar uma experiência como a Casa Warner é um processo puramente artístico, movido pela inspiração. Na realidade, é o oposto: é um processo altamente estruturado, composto por decisões estratégicas e técnicas. Para que uma ideia se torne uma experiência física de impacto, precisamos traduzir o lúdico para a engenharia. Se não houver estratégia por trás da criatividade, o projeto é apenas um cenário; conosco, ele se torna uma jornada emocional e funcional para o público”, afirma Danielle Paulino, CCO da 2a1.
A exposição, realizada em parceria com a Warner Bros. Discovery Global Experiences (WBDGE) e instalada no ParkShopping Brasília, serve como o laboratório perfeito para demonstrar essa filosofia de trabalho. Ao transpor franquias globais para o espaço físico, a 2a1 aplicou inteligência cenográfica para garantir que o fã se sinta, de fato, dentro de seus filmes e séries favoritos.
A precisão na execução garante que a escala, as cores e a interatividade funcionem de forma orgânica, suportando o alto fluxo de visitantes diários e consolidando o espaço como um case de sucesso em brand experience e engenharia de entretenimento.
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Descompasso estratégico limita o retorno sobre o investimento na Creator Economy brasileira

A consolidação do marketing de influência como uma das principais forças do branding contemporâneo é incontestável, mas a execução das campanhas ainda esbarra em dores estruturais. No Brasil, embora 94% das corporações reconheçam que parcerias contínuas e de longo prazo com criadores de conteúdo geram retornos mais consistentes, expressivos 70% do mercado ainda concentram suas verbas em ativações puramente táticas e pontuais. Os dados são da Pesquisa ROI & Influência, realizada pela YOUPIX em parceria com a Nielsen.
Este descompasso ganhou contornos mais urgentes após os debates do SXSW 2026. O festival global de inovação chancelou a Creator Economy como uma agenda estratégica de alta liderança e geração de novos negócios, pressionando as marcas a abandonarem os vícios de formatos analógicos de publicidade.
Para Thyago Iasino, diretor de estratégias digitais, canais e conteúdo da HouseCricket, a indústria precisa recalibrar sua visão operacional. “O influenciador deixou de ser mídia. Quem ainda trata creator como espaço publicitário está comprando alcance e abrindo mão do principal ativo dessa relação, que é a confiança construída com a audiência”, pontua o executivo.
Essa transformação é empurrada por uma mudança drástica no comportamento do consumidor. Atualmente, 65% dos internautas brasileiros já efetuaram compras motivados por recomendações nas redes sociais (Opinion Box), ao passo que, na esfera global, o índice de pessoas impactadas por criadores em suas decisões financeiras chega a 86%. O cenário prova que a métrica de sucesso migrou do alcance em massa para a profundidade da conexão.
Um dos grandes consensos do mercado corporativo em 2026 é a transição dos influenciadores de meros canais de distribuição para verdadeiras unidades de negócio independentes. O ecossistema caminha para um modelo onde os creators assumem papéis consultivos, atuando no planejamento de campanhas, na validação de portfólios em laboratórios de inovação e, frequentemente, como sócios e cocriadores de linhas de produtos em regime de joint venture.
Essa sofisticação eleva a régua da cobrança por eficiência. O investimento no setor deixou a gaveta de verbas experimentais de live marketing e passou a exigir um impacto nítido nos principais indicadores de performance (KPIs) das empresas, como custo de aquisição de clientes (CAC), conversão em vendas e ganho de market share.
Apesar do amadurecimento conceitual, a comprovação de dados continua sendo o calcanhar de Aquiles das agências e marcas. De acordo com o relatório Influencer Trends 2026, assinado pela Ogilvy, metade dos profissionais de marketing globais (50%) admite não ter ferramentas ou processos claros para provar o retorno financeiro (ROI) de suas ações com influenciadores. Mais grave ainda: 44% das campanhas rodam sem metas preestabelecidas.
Com o aumento expressivo dos aportes financeiros na Creator Economy, o mercado caminha a passos largos para um cenário de severa cobrança por maturidade profissional. As marcas que saírem na frente serão aquelas que entenderem que o marketing de influência não se resume a um post pago no feed, mas sim a uma construção de reputação a longo prazo, cujo ativo final é a confiança do consumidor.








