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“Diversidade é mais do que palavra da moda. É realmente importante”, diz Gene Foca, CMO da iStock

O audiovisual e mercado de banco de imagens e vídeos vem crescendo cada vez mais. Mas sabemos também que a demanda por conteúdo visual mudou na última década. As empresas – grandes e pequenas – precisam de imagens, vídeos, vetores e ilustrações que sejam diversos e autênticos para envolver seu público e eliminar o ruído.
Para entender as mudanças no consumo imagético no país e no mundo, conversamos com um dos maiores nomes do mercado de banco de imagens. Gene Foca é CMO da iStock e tem mais de 20 anos na construção de marcas, tendências e melhoria dos modelos de negócios para consumidor, B2C e B2B.
Gene Foca comenta pela primeira vez os planos da iStock no Brasil e como a demanda por esse diferente conteúdo visual está sendo suprido pela empresa. Confira a entrevista exclusiva na íntegra:
ADNEWS – Segundo especialistas do portal Bancos de Imagens, as tendências para 2020 eram de fotos da realidade apresentada de forma artística, fotos cruas e ativismo social. Mas, enquanto a 2021, quais são as tendências das imagens em estoque para este ano?
Gene Foca: Como o vídeo agora é um componente central de quase todas as campanhas de marketing, espero que o uso de vídeo de estoque aumente. Ao contrário dos vídeos de produtos específicos, que geralmente exigem pelo menos algumas imagens originais da oferta de uma empresa, os vídeos de estoque podem servir como recursos visuais elevados que complementam as fotografias e demais imagens estáticas para contar uma história e atingir um público.
AD – Com a pandemia o consumo de imagens em estoque aumentou?
Foca: Com o crescimento global de Pequenas e Médias Empresas, a demanda continuou a aumentar. Além disso, o crescimento das plataformas móveis e das redes sociais durante a última década acelerou essa demanda. Todos os dias vemos milhares de fotos, vídeos e ilustrações em nossos telefones, computadores e no mundo ao nosso redor. Portanto, à medida que as empresas tentam envolver seu público durante toda a jornada do cliente, elas têm a tarefa de adentrar espaços já congestionados com um conteúdo visual que se destaque, ressoe e apoie sua história e proposição de valor.
No início da pandemia, os colaboradores da iStock agiram rapidamente para criar fotografias, vídeos, vetores e ilustrações que retratavam com precisão o estado atual do mundo. Os clientes da iStock, especialmente pequenas empresas, que enfrentaram desafios na criação de conteúdo com segurança, confiaram muito em nosso produto de vídeo para concluir projetos e campanhas de marketing.
AD – Durante a pandemia ouvimos muito sobre a importância de ajudar comércios, trabalhadores e artistas locais. A iStock está se preocupando com essa questão na escolha dos fotógrafos?
Foca: A equipe de Relações com Colaboradores da iStock tem pessoas localizadas ao redor do mundo, incluindo o Brasil, que trabalham com criadores de conteúdo local e fornecem orientação, dados focados no que os clientes estão procurando em nosso site e assistência no processo de criação de conteúdo.
Pequenos negócios no Brasil e no mundo precisam de conteúdo visual que seja culturalmente relevante e retrate com precisão a vida de seus clientes. A profundidade e a amplitude do conteúdo da iStock permitem que nossos clientes façam isso facilmente e a um preço acessível.
AD – Sabemos que por muito tempo – e até hoje – há a presença de estereótipos nas publicidades. Você acredita que hoje o mercado de banco de imagens está mais preocupado com inclusão de públicos diversos (incluindo causas LGBTQ+, raciais e culturais)? // Outro movimento que ascendeu recentemente, sobretudo nos Estados Unidos, é o Black Lives Matter. A não diversidade nas imagens de divulgações, propagandas e etc já não é mais aceitável. A iStock está se mobilizando enquanto a isso?
Foca: Nos últimos 10 anos, conforme as plataformas de mídia social como Facebook e Instagram cresceram em popularidade, vimos uma explosão no consumo de conteúdo visual. Portanto, à medida que as empresas tentam envolver seu público por meio de campanhas de marketing, elas têm a tarefa de adentrar espaços congestionados com um conteúdo visual que se destaque e ressoe.
Na iStock, entendemos que o panorama visual atual está lotado e nossa equipe de Creative Insights está constantemente avaliando tendências de mercado mais amplas e combinando-as com nossos próprios dados do Visual GPS para fornecer informações valiosas aos nossos clientes e colaboradores. Diversidade e autenticidade são mais do que palavras da moda – são realmente importantes para os consumidores. O nosso relatório Visual GPS, que entrevistou 10.000 pessoas em todo o mundo, incluindo o Brasil, descobriu que as pessoas querem ver a realidade nos visuais que as cercam, com 80% dizendo que as empresas precisam mostrar as pessoas com todas as formas e tipos de corpo. Além disso, 68% dos entrevistados disseram que é importante para eles que as empresas das quais compram celebrem a diversidade de todas as maneiras.
AD – Qual a importância de agências de comunicação e publicidade usarem banco de imagens?
Foca: Banco de fotos, vídeos, ilustrações e vetores permitem que empresas de todos os tamanhos, incluindo agências de comunicação e publicidade, concluam projetos e distribuam material de marketing com conteúdo visual acessível e de qualidade premium. A iStock também oferece a seus clientes pesquisas de consumo líderes do setor, que permitem que as empresas tomem decisões mais sólidas e baseadas em dados ao licenciar o conteúdo.
AD – Com mais de 20 anos no mercado, quais são os planos da iStock para esse ano no Brasil?
Foca: Em 2021, a iStock continuará a investir na criação de conteúdo local no Brasil com um foco cada vez maior em vídeo. O vídeo agora é um componente central para todas as campanhas de marketing e continuaremos a tornar mais fácil para nossos clientes encontrar, baixar e editar ativos desse setor.
Também continuaremos investindo na equipe de Relações com Colaboradores da iStock, com profissionais localizados em todo o mundo, incluindo a América Latina, que trabalham com criadores de conteúdo local. Mentoria, dados sobre o que os clientes estão procurando em nosso site e assistência no processo de criação de conteúdo são áreas de foco em nível local.
Pequenos negócios no Brasil e no mundo precisam de conteúdo visual que seja culturalmente relevante e retrate com precisão a vida de seus clientes. A profundidade e a amplitude do conteúdo da iStock permitem que nossos clientes façam isso facilmente e a um preço acessível.
Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/
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Banco Mercantil escala o ex-jogador Roberto Carlos para campanha nacional durante o período do Mundial

O Banco Mercantil, instituição financeira de destaque e pioneira na especialização do público com mais de 50 anos, acaba de colocar no ar sua nova campanha nacional intitulada “Achou que era o outro?”. Desenvolvida pela agência mineira Kind Branding, a iniciativa aproveita o período do Mundial de futebol para apresentar o ex-lateral e ídolo da Seleção Brasileira, Roberto Carlos, como embaixador temporário da marca, reforçando os atributos de confiança, credibilidade e simplicidade junto aos clientes seniores.
A estreia da campanha ocorreu em horário nobre, durante o intervalo do Jornal Nacional, na TV Globo. O plano de mídia desenhado para o projeto é robusto e contempla veiculações em canais de TV aberta e por assinatura, emissoras de rádio, plataformas digitais e circuitos de mídia exterior (Out-of-Home / OOH) em todo o país. A ação sustentará a presença da marca até o apito final da competição da FIFA, momento em que o banco retomará a comunicação oficial comandada pelo cantor Roberto Carlos, atual garoto-propaganda da empresa.
A escolha do ex-atleta é um movimento estratégico duplo de branding e humor: além do forte vínculo afetivo que sua trajetória vitoriosa possui com a geração 50+, o roteiro brinca com o fato de o ex-jogador ter sido batizado em homenagem direta ao “Rei” da música brasileira, gerando uma conexão memética imediata com o público.
“Fizemos uma pesquisa de tracking antes do lançamento dessa campanha e, recentemente, identificamos um aumento de 6 pontos percentuais na identificação do público com a nossa marca”, revela Brunna Lopes, superintendente de marketing do Banco Mercantil. Para a executiva, a entrada no território esportivo era indispensável: “Não havia como estarmos fora dessa conversa em um momento em que quase todas as marcas estão associadas a esse evento. É algo que chama a atenção de todos”.
Para dar suporte a essa expansão nacional e garantir relevância nos blocos publicitários, o Banco Mercantil aumentou em 50% o seu orçamento total de marketing para o ano de 2026 em comparação com o período anterior. O aporte financeiro visa consolidar a lembrança de marca da instituição em um segmento altamente competitivo, onde a tradição e a segurança digital ditam a escolha do consumidor.
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Bets trocam camisas pelo streaming e redefinem a estratégia de marketing esportivo na Copa de 2026

O Brasileirão Série A de 2026 estreou com uma ausência visível no peito das camisas. Apenas 12 dos 20 clubes da elite entraram na temporada com uma casa de apostas como patrocinadora máster, queda de 33% em relação a 2025, quando 18 equipes tinham acordos desse tipo. Vasco, Grêmio, Internacional, Bahia e Santos figuram entre os times que chegaram ao início do campeonato sem um novo contrato fechado no espaço de maior visibilidade do uniforme.
A retração nos gramados, porém, não traduziu recuo de investimento. Traduziu redirecionamento. O capital que saiu das camisas encontrou outro destino no futebol: as transmissões digitais da Copa do Mundo de 2026, com início previsto para 11 de junho no Estádio Azteca, na Cidade do México.
A CazéTV e o YouTube garantiram os direitos de transmissão de todas as 104 partidas do torneio e fecharam contratos de patrocínio que somam aproximadamente R$ 2 bilhões, com cada cota máster vendida por R$ 185 milhões. Ao todo, 11 marcas confirmaram presença nas transmissões, entre elas Ambev, Coca-Cola, iFood, Mercado Livre e Vivo.
Entre os patrocinadores confirmados está a KTO, que formalizou parceria com o canal de Casimiro Miguel para estar presente em todas as partidas do torneio no YouTube. Andreas Müller, diretor de Marca e Comunicação da KTO Brasil, definiu a lógica da aposta. Segundo ele, o patrocínio das transmissões da Copa abre uma janela para a plataforma interagir com quem acompanha o futebol e potencializar a emoção de uma competição que, em suas palavras, “promete ser a mais digital da história”.
O marketing digital se tornou essencial para o setor de apostas no Brasil, tema debatido por líderes do segmento no BiS SiGMA Américas em 2024.
O movimento não é casual: o futebol responde por 85,1% das bets registradas na plataforma da KTO, segundo pesquisa da própria operadora, o que torna o Mundial um ponto de convergência natural entre audiência e público apostador. Estar nas transmissões da Copa significa estar no maior evento do esporte que já domina o negócio.
A CazéTV construiu uma audiência sólida ao longo de eventos esportivos recentes. Durante o Mundial de Clubes FIFA 2025, o canal registrou bilhões de visualizações. O novo torneio, com 48 seleções e 104 partidas disputadas em três países, eleva a escala e a duração da janela publicitária a patamares sem precedente para uma plataforma de streaming.
Para o mercado de marketing esportivo, o movimento sinaliza uma revisão das métricas de alcance. Um uniforme garante presença em cada frame da cobertura televisiva de um clube durante o campeonato, mas segmenta a audiência por torcida. Uma cota de transmissão do Mundial posiciona a marca diante de qualquer torcedor, de qualquer time, durante 40 dias de competição ininterrupta.
O recuo nos uniformes também coincide com um momento de seleção mais criteriosa no setor. O maior contrato ativo da Série A continua sendo o do Flamengo com a Betano, estimado em R$ 268 milhões anuais com vínculo até 2028. Os acordos que permaneceram são robustos; os que não foram renovados apontam para marcas que preferiram avaliar outras rotas antes de comprometer orçamento em renovações de longa duração.
O formato da Copa de 2026 amplia o fenômeno. A abertura acontece em 11 de junho, no Estádio Azteca, com a decisão marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A cobertura gratuita no YouTube, acessível por celular, computador e smart TV, projeta um volume de visualizações que nenhum canal de TV aberta pode replicar sozinho na plataforma que consolidou uma nova geração de audiência esportiva no Brasil.
Para as marcas que apostaram nas transmissões digitais, a Copa de 2026 representa o primeiro teste em escala máxima desse modelo de patrocínio. O resultado devbe orientar os próximos ciclos de negociação no mercado esportivo brasileiro e, provavelmente, redefinir o peso relativo entre uniforme e streaming nas estratégias de quem precisa chegar ao torcedor onde ele está.








