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Creators Economy está em expansão e causa grande impacto na cultura do mercado digital

Os criadores de conteúdo encontram um mercado extremamente aquecido, ainda que muitos não acreditem, a revolução da Creators Economy está a cada dia mais acontecendo e tem causado um impacto grande na cultura e no mercado digital.
Um levantamento feito pela CB Insights mostrou que esse mercado movimentou algo em torno de R$6,5 bilhões em 2021, além do crescimento de 30% no todo anual. A tendência é que no final deste ano os números continuem altos pelo crescimento desse mercado.
A especialista em marketing de influência, Ana Lima, da Alma Creative tem consciência de que os criadores precisam analisar o comportamento do mercado. “Sabemos que esse trabalho deve ser bem analisado e muito bem amarrado com as marcas, já que com as redes sociais ficou mais fácil de se comunicar de forma bem assertiva. As opções são muitas e o potencial de cada rede é estrondoso quando feito corretamente”.
“Passei de um emprego CLT em uma grande multinacional para minha própria empresa. Vi que meu conhecimento em tecnologia poderia ser bem aproveitado na internet e hoje administro dois canais no Youtube que são bem segmentados. Com o conhecimento e aprendizado adquirido ao longo de anos, hoje também ofereço consultoria de Youtube para novos criadores e empresas que queiram transformar suas redes sociais em um negócio”, explica Everton Vianna, criador do “Canal Fala Vertão” e “Como é, Como Faz”, e especialista certificado pelo Youtube.
Além de influenciar seus seguidores, os criadores de conteúdo podem encontrar uma forma de empreender, como o casal Carol e Edu, fundadores do canal TuristandoSP, que no começo do mês, lançou oficialmente o aplicativo TurSP, onde os dois dão dicas e listam um guia de experiência aos usuários, sendo assim mais uma fonte de comunicação com a fiel audiência que eles já tem.
“O que era um hobby virou uma profissão, nós começamos a pensar em empreender depois de ouvir muitos feedbacks de seguidores, porque já tínhamos a conta mesmo trabalhando em profissões diferentes. Decidimos mudar de carreira quando notamos que o que fazemos hoje é muito mais prazeroso do que fazíamos antes e quando conseguimos uma estabilidade financeira demos esse passo em nossa carreira”, conta o casal.
Para Raphael Dagaz, CEO da Dagaz Influencer e especialista em marketing de influência digital, as agências precisam estar atentas a esse tipo de trabalho para não deixar escapar seus parceiros. “Antigamente era muito comum de se ver agencias que só intermediavam as publicidades, mas com o crescimento desse mercado, quem não se atentar nas demandas e na crescente do meio, ficaram para trás sem dúvida”.
Para o CEO e fundador do Canal Escolha Segura, Bruno Lagoela, a rentabilidade da empresa de um influencer vai além das publicidades que são fechadas. “Aqui no Escolha Segura diversificamos as linhas de faturamento em diferentes frentes – veiculação de anúncios dentro da plataforma, campanhas digitais, produção e até mesmo uso de imagem. Além disso, os afiliados são uma importante frente para o canal, já que nos posicionamos do meio para o fim do funil ao informar e ajudar na escolha dos melhores produtos e serviços em diversas categorias. Mesmo assim, é necessário sempre estar atento para qual direção seguir, em cada momento do ano uma coisa vai melhor e você precisa ir equilibrando.” explica.
O setor de marketing de influência movimenta altas cifras, uma pesquisa feita pelo Business Insider prevê que até dezembro de 2022, o mercado valha perto de R$78 milhões.
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Participação de vendedores americanos no volume de vendas internacionais do Mercado Livre quase triplica em 16 meses

A representatividade dos vendedores norte-americanos no volume bruto de mercadorias (GMV) transacionado via cross-border no Mercado Livre avançou de 8,7% em abril de 2025 para 25,9% em agosto de 2026. Os dados constam em um levantamento realizado pela JoomPulse, plataforma de inteligência e análise de dados baseada em inteligência artificial. O movimento ocorre em um cenário no qual os itens de origem internacional já equivalem a 45,9% do catálogo ativo da plataforma de e-commerce e a 77,5% dos novos anúncios publicados.
A movimentação financeira associada ao segmento dos Estados Unidos registra um valor médio por pedido de R$ 352,00 — cifra 4,8 vezes superior à média dos vendedores oriundos da China, fixada em R$ 73,00. Apesar do avanço norte-americano, a China e Hong Kong permanecem na liderança da modalidade, respondendo por 71,9% do GMV cross-border do marketplace.
O estudo da JoomPulse monitorou 12 mil unidades de manutenção de estoque (SKUs) no Mercado Livre entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, cobrindo categorias como brinquedos, joias e vestuário. O levantamento indica que o volume de anúncios internacionais que geraram conversão de vendas cresceu 83 vezes no período, enquanto o número total de pedidos desses produtos aumentou seis vezes.
O desempenho do segmento internacional transcorre de forma paralela às reformulações na tributação de compras importadas no país. A legislação que trata da isenção do imposto de importação para encomendas de até US$ 50,00 abrange 94,25% dos pedidos e 68,78% do GMV cross-border. Para transações entre US$ 50,00 e US$ 3 mil, cuja alíquota máxima passou para 30%, concentra-se uma fatia de 5,75% dos pedidos, mas que responde por 31,22% do volume financeiro. Devido ao ticket médio superior, os vendedores dos Estados Unidos concentram suas operações predominantemente nesta segunda faixa.
A análise da consultoria não identificou oscilações nos preços finais ao consumidor após as adequações fiscais. O valor médio dos pedidos situados na faixa entre US$ 30,00 e US$ 50,00 manteve-se estável em R$ 193,00 ao longo de todo o período observado.
No que tange às categorias específicas monitoradas pela legislação — como brinquedos, joias, cosméticos e vestuário —, a participação do comércio internacional sobre o GMV total dessas áreas não apresentou elevação no trimestre encerrado em agosto. Em brinquedos e hobbies, o índice passou de 2,50% em maio para 2,18% em agosto; em joias e relógios, recuou de 2,10% para 1,05%; em beleza e cuidados pessoais, alterou-se de 1,46% para 0,95%; e no segmento de calçados, vestuário e bolsas, passou de 0,47% para 0,38%.
As condições de logística e entrega também figuram como fator competitivo no setor. Nas compras abaixo de US$ 10,00 — faixa que engloba 48,37% dos pedidos internacionais —, apenas 0,1% dos anúncios de fora do país oferecem frete gratuito, ante 73,0% dos vendedores nacionais. Nas faixas de preço acima de US$ 30,00, a oferta de gratuidade no envio se equipara entre itens locais e importados. “Em maio, mostramos que o crescimento do cross-border no Brasil havia começado antes da reforma tributária”, afirma Ivan Kolankov, chief executive officer (CEO) da JoomPulse. “Agora analisamos qual segmento está crescendo mais rapidamente do que os demais. Os sellers precisam entender em qual faixa de preço e categoria entrar, a que preço e sob quais condições de frete. As condições tributárias mudaram, mas de forma diferente entre as faixas de preço, e apenas o analytics pode mostrar onde uma vantagem de fato surgiu. Monitoramos de perto cada tendência e queremos permitir que todos os sellers baseiem suas decisões em dados.”
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Gad lança sétima edição do Gad Insights com análise sobre o futuro do branding e a relevância das marcas

A consultoria de branding e design Gad’ apresentou a 7ª edição do seu estudo proprietário anual, o Gad Insights 2026. A pesquisa analisa as transformações no comportamento do consumidor ao longo do último ano e sintetiza suas conclusões em dez diretrizes direcionadas a apoiar empresas nas tomadas de decisão de gestão de marca e posicionamento de mercado.
Sob o tema “O Desafio da Relevância – Como continuar importando em um mundo indiferente?”, o relatório deste ano contextualiza um cenário marcado pelo avanço tecnológico, pela saturação de conteúdos e por um público mais impaciente. O levantamento argumenta que o atributo da diferenciação isolada perdeu eficiência, exigindo que as marcas demonstrem utilidade e propósito prático na rotina de seus públicos. “Em um mundo de alternativas abundantes, ser diferente não garante ser importante. É preciso considerar os consumidores em sua complexidade e construir experiências capazes de devolver sentido em um presente fragmentado. O report de 2026 mostra que ter uma marca forte talvez já não resolva todo o problema”, destaca Luciano Deos, chief executive officer (CEO) do Gad’.
A publicação anual, iniciada em 2020, já abordou tópicos como as reconfigurações de consumo na pandemia, a reputação corporativa e o storydoing em 2022, o conceito de marcas inteligentes em 2023, o fenômeno do overbranding em 2024 e a busca pelo resgate das origens das empresas em 2025.
Na edição atual, a pesquisa mapeia vetores de transformação no mercado global. O documento aborda a busca por autenticidade frente à padronização de materiais via inteligência artificial, o combate ao chamado FOMO corporativo — a tendência de marcas perseguirem movimentos passageiros sem sinergia estratégica — e a ascensão do Generative Engine Optimization (GEO), em resposta ao dado de que 58% dos consumidores globais utilizam IAs generativas em substituição aos buscadores tradicionais. “Vivemos a passagem de uma economia da atenção para uma economia da impaciência. Isso atravessa o consumo, mas também nossa relação com trabalho, conhecimento, entretenimento e até com outras pessoas. Diante de um mercado com tantas alternativas, ninguém quer mais ficar preso a algo, e a lealdade às marcas precisa ser reconquistada todos os dias”, observa Deos.
O estudo traz ainda recortes populacionais e econômicos, citando dados da empresa de arquitetura e design Gensler de que entre 15% e 20% da população mundial é neurodivergente, o que exige adaptações sensoriais no varejo físico. O levantamento destaca também a expansão da silver economy, voltada ao público com 60 anos ou mais — segmento que movimenta US$ 4,2 trilhões anualmente no mundo —, e aponta um estudo da BALT indicando que 77% dos consumidores brasileiros exigem evidências concretas para validar compromissos socioambientais anunciados pelas empresas. “Ser relevante hoje é resolver uma necessidade; continuar sendo relevante amanhã exige reconhecer que aquela mesma pessoa terá outro corpo, outra família, outros projetos e outras prioridades. O desafio é construir uma marca capaz de acompanhar essas mudanças, sem gerar dependência ou presumir que sua presença será imutável”, finaliza Deos.








