Empresa
Com software nativo, Aeroscan leva inovação ao mercado de segurança com monitoramento por drones automatizados

Apesar do momento instável que estamos vivendo em diversos setores, o mercado de monitoramento com drones no Brasil se manteve aquecido, além do esperado, encontrando ainda novas oportunidades de atuação e crescimento.
Até setembro de 2020, a ANAC, órgão responsável pelo setor de aviação no Brasil, registrou o crescimento de 150% de cadastramento de drones em relação a 2017, alcançando o número de 77 mil equipamentos registrados, sendo 28 mil cadastrados para uso profissional, gerando empregos e impulsionando a economia. Porém, estima-se que o número total de drones no Brasil seja muito maior, isto é, uma boa parte está funcionando de forma irregular.
Os drones se tornaram ferramentas estratégicas para coletar dados de forma precisa, produtiva e inteligente, independente da área de aplicação. A Aeroscan, empresa que atua no mercado com drones automatizados para segurança, vigilância e inspeção, sentiu “na pele” o crescimento do setor profissional em diversas frentes: condomínios residenciais e empresariais, indústrias, centros logísticos, portos, entre outros.
Há um ano e meio, os sócios Marco Forjaz e Marcelo Musselli Filho, começaram a trabalhar no desenvolvimento de um software próprio para automatização de drones. O resultado é uma solução que permite que o drone, ou inteligência artificial, reconheça formas e sobrevoe regiões inalcançáveis por um vigia pedestre, como água e mata, por exemplo, contando ainda com recursos como câmera de zoom e térmica.
“Nossa solução é totalmente voltada ao mercado de segurança perimetral, desenvolvemos nosso software para atender a demanda de diversos setores, levando inovação e facilidades ao processo de monitoramento com uma plataforma 100% segura”, comenta Marco Forjaz, cofundador e diretor de novos negócios da Aeroscan.
A busca pela ronda automatizada teve crescimento significativo em condomínios residenciais, principalmente no campo e praia devido ao aumento do número de famílias que, durante a pandemia, optaram por se mudar das capitais. Em um condomínio de alto padrão no interior de SP, a solução da Aeroscan atua na intercepção de ladrões que invadiam pela represa, além da pesca ilegal que foi coibida e eliminar as rondas que antes eram realizadas por um motociclista.
Sendo a primeira empresa com selo Drone Compliance LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), em dezembro de 2020, a Aeroscan abriu 10% do seu valor empresarial via Eqseed, principal plataforma de venture capital online do Brasil, em que obteve sucesso recorde na captação. Em apenas 3 dias alcançou a meta de R$850 mil com 60 investidores que compraram as ações com base no plano financeiro da Aeroscan para 2021.
Para o sócio-fundador da EqSeed, Brian Begnoche, o setor de drones tem atraído muito o interesse dos investidores. “Essa tecnologia vem sendo alavancada cada vez mais nos setores. Os drones capacitam cortes significativos nos custos, fazendo com que as empresas possam gerar muito mais valor com muito menos despesa. Cabe perfeitamente com o perfil inovador das startups, que conseguem pegar fatias significativas de grandes mercados utilizando tecnologia inovadora,” pontua.
Com o investimento, os sócios irão investir na contratação de equipe para desenvolvimento e melhoria da plataforma, além de investir em marketing, produtos e aumentar o escopo da solução.
“Entendemos que essa equação deve viabilizar uma receita bruta de R$1,5 milhão em 12 meses. Não é uma meta fácil, mas creio que há demanda e agora teremos fôlego para ocupar esse gap. Com isso, pretendemos aumentar nosso faturamento mensal em 85% até o final de 2021”, finaliza Forjaz.
Segundo o site Futuriste, a Federal Aviation Administration – FAA, órgão responsável pelo setor de aviação dos Estados Unidos, correspondente ao que é a ANAC no Brasil, publicou um relatório em que antecipa o que deve acontecer no setor nas próximas duas décadas, chamando atenção ao mercado de drones para uso profissional. Com crescimento muito mais rápido do esperado, o setor pode triplicar até 2023.
Cases e vantagens de uma ronda automatizada
Após um minucioso estudo de viabilidade no perímetro, os benefícios de uma ronda automatizada são muitos, entre eles reforçar a segurança e ampliar o monitoramento, além de elaborar uma análise de risco, ajudar no planejamento, imagens em tempo real e diminuir a exposição física. Através do controle de uma frota de drones a partir de uma central remota, é possível fazer o gerenciamento de múltiplas missões, com apoio de profissionais especialistas no comando dos equipamentos para qualquer situação em que a intervenção humana seja necessária.
A plataforma oferece a possibilidade de integração com as maiores centrais de monitoramento e outros softwares do mercado de segurança, como VMS, minas eletrônicas e radares. Ou seja, para quem já possui estes sistemas, a inserção do drone não traz qualquer transtorno. Pelo contrário, agrega ainda mais no sistema de segurança.
Atendendo clientes como BASF; Cushman&Wakefield; Hines Brasil Empreendimentos; Grupo Souza Lima; Grupo G4S; Haras e diversos condomínios, a Aeroscan coleciona alguns cases. Na Cushman&Wakefield, além da segurança perimetral, também passaram a utilizar a solução para detectar aglomeração, uso de máscara e respeito a normas de segurança.
Outro case na ronda automatizada para uma indústria que produz fertilizantes no sul do Brasil e escoa a produção por navio em que a solução inibiu a venda ilegal de mercadorias a tripulantes do navio, coibiu a invasão perimetral a 2,5km do porto, passou a identificar focos de queimadas precocemente, além de rapidez na identificação de vazamento de óleo.
Empresa
Tupperware celebra 80 anos com linha artística que transforma produtos icônicos em telas de identidade cultural
A Tupperware, marca de utensílios domésticos e conservação para o lar, acaba de anunciar um movimento estratégico de valorização e conexão com a cultura brasileira. A empresa apresenta uma linha especial desenvolvida em colaboração com artistas nacionais, ampliando seu diálogo com a cena criativa do país. A iniciativa convida ilustradores de diferentes territórios a traduzirem suas referências, cores e histórias em peças exclusivas que unem o design funcional da marca à expressão artística contemporânea.
O projeto transforma os produtos mais icônicos do portfólio da companhia em telas de expressão visual, conectando a utilidade do cotidiano à memória afetiva dos consumidores. O primeiro nome confirmado para inaugurar a série de colaborações é o artista alagoano Herbert Loureiro, reconhecido por seu trabalho vibrante e estéticas que capturam a energia das ruas, das festas populares e do sincretismo brasileiro. Sua criação exclusiva estampará os modelos Pote Master e Instantânea Mágica.
O projeto de design assinado reforça o posicionamento da Tupperware como uma plataforma criativa de fomento à pluralidade regional. Em vez de uma edição única, a marca estruturou uma coleção colaborativa viva que reunirá sete produtos diferentes ao longo de 2026. A estratégia de lançamentos seguirá um cronograma bimestral: a cada dois meses, um novo artista de uma região distinta do Brasil será revelado, trazendo ilustrações que representam as diversas manifestações culturais do país.
Patricia Braga, diretora de marketing da Tupperware para a América Latina, destaca o papel da campanha nas comemorações globais da marca. “Queremos celebrar nossos 80 anos valorizando aquilo que sempre fez parte da nossa história: a presença no cotidiano das pessoas. Ao convidar artistas brasileiros para reinterpretarem nossos produtos, transformamos objetos do dia a dia em peças que carregam memória, identidade e expressão cultural.”
Para dar suporte ao lançamento e garantir capilaridade nacional, a Tupperware aposta em uma estratégia comercial de forte apelo multicanal (omnichannel). As peças colecionáveis assinadas por Herbert Loureiro e pelos próximos artistas convidados estarão disponíveis para compra tanto pelo modelo tradicional de venda direta — por meio da rede de consultoras independentes da marca —, quanto nos canais digitais e marketplaces oficiais da empresa.
Ao unir o valor histórico de suas patentes a narrativas visuais autênticas, a Tupperware renova seu portfólio e atrai novas fatias de consumidores interessados em exclusividade e decor, consolidando sua marca de oito décadas como um elemento dinâmico, moderno e pulsante da cultura brasileira.
Empresa
HubSpot lança ferramentas de AEO para monitorar marcas em respostas geradas por inteligência artificial

Por anos, conquistar as primeiras posições no Google foi sinônimo de relevância digital, mas essa lógica está sendo reescrita pela inteligência artificial. Com a popularização dos mecanismos de resposta direta — plataformas que entregam textos prontos ao usuário em vez de uma lista tradicional de links —, uma fatia crescente das buscas online deixou de gerar tráfego para os sites das empresas. Dados da consultoria SparkToro revelam que o tráfego orgânico proveniente do Google recuou 27% em 2025 na comparação com o ano anterior.
Esse fenômeno criou um cenário desafiador para o digital trade marketing e estratégias de conteúdo: o canal tradicional encolhe e os novos ecossistemas ainda não compensam o volume de acessos. Diante disso, marcas que ficam de fora dos resumos de IA perdem visibilidade no momento mais crítico da jornada de compra, quando o consumidor já apresenta uma intenção de consumo definida.
Para responder a essa mudança, consolida-se no mercado o Answer Engine Optimization (AEO), ou otimização para mecanismos de resposta. A prática consiste em estruturar dados e conteúdos para que uma marca seja citada diretamente por assistentes como ChatGPT, Gemini e Perplexity. A diferença em relação ao SEO tradicional é estrutural: em vez de competir por um clique na página de resultados, o AEO disputa menções e recomendações dentro de uma resposta sintetizada que o usuário pode ler sem nunca clicar em um link externo.
Se o SEO baseia-se em critérios relativamente estáveis de rastreamento e indexação, o ecossistema de AEO destaca-se por sua volatilidade. Os grandes modelos de linguagem (LLMs) geram respostas dinâmicas a partir de múltiplas fontes integradas. Consequentemente, qualquer atualização interna nos algoritmos pode alterar quais marcas são recomendadas, sem aviso prévio e sem um relatório de posições claro para consulta.
No mercado nacional, essa transição já dita o ritmo das agências e departamentos de comunicação. De acordo com a pesquisa Panorama do Go-to-Market no Brasil 2026, realizada pela HubSpot com mais de 700 profissionais, 57% das equipes de marketing já trabalham ativamente para melhorar a visibilidade de suas marcas em plataformas de inteligência artificial. Contudo, a grande maioria desses times ainda opera no escuro, sem ferramentas específicas para monitorar e auditar como seus produtos são exibidos.
Rakky Curvelo, gerente de marketing da HubSpot Brasil, analisa o momento de transição e a importância de dados estruturados para o setor: “O AEO ainda é um campo nascente, sem consenso sobre métricas e sem garantia de comportamento estável dos modelos. No entanto, o tráfego está mudando de caminho e as nossas soluções existem para que as equipes de marketing possam enxergar onde estão nesse novo mapa e agir com base em dados, não em suposições.”
Com o lançamento dessas ferramentas, o mercado publicitário ganha uma base analítica para profissionalizar o gerenciamento de marcas na era da inteligência artificial generativa, transformando a incerteza dos novos algoritmos em estratégias mensuráveis de conversão e presença digital.









You must be logged in to post a comment Login