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Com investimento de US$130 milhões, Kavak anuncia operações no Oriente Médio

A Kavak, empresa que atua na compra e venda digital de carros usados, anuncia o lançamento oficial de suas operações nos Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita, como o primeiro passo de seus planos de expansão para o Oriente Médio, com investimento de mais de US 130 milhões.
A empresa liderada globalmente por Carlos García Ottati, CEO da Kavak, lançou as bases em países emergentes para transformar a indústria de compra e venda de carros seminovos e usados para o futuro, ao criar um modelo que garante ao consumidor qualidade e confiança, apostando no controle de todas as etapas da experiência, incluindo inspeções de alto padrão; recondicionamento dos veículos; serviços de garantia e de pós-venda. Ao propor mudanças significativas na experiência de compra e venda de seminovos por meio da tecnologia, a empresa também implementou soluções financeiras baseadas em dados e inteligência artificial, permitindo que diferentes clientes possam ter o carro desejado, com um financiamento adequado às suas necessidades.
Através da fusão com a empresa local Carzaty, a Kavak utilizará a infraestrutura da companhia fundada em Omã para estabelecer o seu modelo de negócios no país e nos Emirados Árabes Unidos, onde reforçará a sua operação territorial com 120 funcionários e inventário de 500 veículos, distribuídos em três centros logísticos, localizados nas cidades de Dubai e Mascate, capital do Sultanato de Omã. Nesse país, a empresa já está construindo os maiores centros de recondicionamento de automóveis, com capacidade para processar 1.500 carros por mês.
Já na Arábia Saudita, a Kavak irá desembarcar com uma operação orgânica, onde contratará mais de 500 funcionários, além de estabelecer duas operações em Riad, capital da Arábia Saudita e a maior cidade da Península Arábica, incluindo o maior centro de recondicionamento de veículos do país.
Para liderar as operações mais recentes da empresa, Marwan Chaar e Hassan Jaffar, cofundadores da Carzaty, passam a assumir a posição de co-CEOs da Kavak no GCC, seguindo com a missão de resolver os pontos críticos que envolvem a compra ou venda de carros usados e as ineficiências comerciais que cercam a indústria, como, por exemplo, a falta de confiança e transparência no que diz respeito à procedência e o histórico de veículos usados.
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Estudo da Troiano aponta o branding como ativo estratégico para o crescimento da indústria farmacêutica no Brasil

A indústria farmacêutica atravessa uma transformação no modo de construir valor e relacionamento com seus públicos. Em um cenário impulsionado pelo avanço dos genéricos, digitalização da jornada de saúde e evolução dos hábitos de consumo, a diferenciação estritamente técnica deixou de ser suficiente para garantir a liderança de mercado. É o que aponta o relatório O Pulso do Mercado – Construção de Marca e Geração de Valor na Indústria da Saúde e Bem-Estar, desenvolvido pela consultoria Troiano.
O levantamento destaca dados da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e da consultoria IQVIA, que mostram que o mercado farmacêutico brasileiro movimentou R$ 246,1 bilhões em 2025, o que representa uma expansão de 11% na comparação com o ano anterior. Paralelamente, o setor ampliou seus investimentos publicitários, passando a disputar a preferência de médicos e consumidores em um ambiente onde reputação, confiança e experiência ganham protagonismo nas decisões de compra. “À medida que a ciência avança e os produtos se tornam tecnicamente semelhantes, a discussão deixa de ser apenas sobre qual molécula é mais eficiente. A disputa migra para o campo das percepções humanas. O branding é o que transforma um produto funcional em uma escolha desejada e duradoura”, analisa Cecília Russo, CEO da Troiano.
O relatório mapeia os principais vetores dessa transição no setor de saúde: a simplificação da jornada do paciente, a personalização de tratamentos apoiada por inteligência artificial, a convergência entre saúde e estilo de vida, o fortalecimento de canais diretos de relacionamento com o cliente e a busca por experiências integradas ao longo de todo o ecossistema de cuidado.
Conforme a análise da Troiano, a consolidação dos medicamentos genéricos acelera essa dinâmica. Diante de produtos com paridade técnica e funcional, as farmacêuticas buscam diferenciação competitiva ao construir atributos como credibilidade, conveniência e vínculo emocional com o público final.
O estudo cita o caso do Ozempic como um dos exemplos recentes da sinergia entre inovação científica e gestão de marca. Além do desempenho terapêutico, o fármaco tornou-se um fenômeno cultural e econômico global, ilustrando a capacidade do branding de potencializar o alcance de um produto para além de suas especificações funcionais. “O futuro da indústria será definido não apenas pela capacidade de desenvolver novas soluções, mas também pela habilidade de construir marcas relevantes, capazes de gerar confiança, simplificar experiências e ocupar um espaço legítimo na vida das pessoas”, conclui Cecília Russo.
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Executivos e especialistas transformam o LinkedIn e expandem a Creator Economy para o ambiente corporativo

A definição da palavra creator, historicamente associada a influenciadores de entretenimento, youtubers e criadores de conteúdo para redes sociais de massa, vem passando por uma reconfiguração no mercado corporativo. Uma nova frente de produtores de conteúdo cresce no ambiente digital: executivos, CEOs, advogados, médicos, investidores e empreendedores que utilizam o LinkedIn como plataforma para construir autoridade, compartilhar conhecimentos técnicos e gerar oportunidades B2B.
Nesse cenário, a rede profissional assumiu papel estratégico na comunicação institucional. Publicações assinadas diretamente por lideranças executivas frequentemente alcançam níveis de engajamento e alcance superiores aos das páginas corporativas oficiais, aproximando diretores e fundadores de clientes, investidores, parceiros de negócios e profissionais de imprensa.
Para Victor Cabral, especialista em creator economy e fundador da Cabral Levers — hub de conexão entre influenciadores e marcas —, essa transição sinaliza a profissionalização e maturação da influência digital. “A creator economy deixou de ser um mercado exclusivo do entretenimento. Hoje, a influência também nasce da experiência, da capacidade de compartilhar conhecimento e da construção consistente de autoridade. O novo creator pode estar à frente de uma grande empresa, liderar uma área estratégica ou ser uma referência técnica no seu segmento”, analisa.
A mudança acompanha novas abordagens em gestão de reputação de marcas. A comunicação corporativa tradicional, antes centralizada unicamente nos canais institucionais da empresa, passa a ser distribuída também pelos perfis de seus porta-vozes, humanizando organizações por meio da exposição de bastidores, narrativas de negócios e posicionamentos de mercado.
A evolução desse formato demandou a estruturação de equipes dedicadas ao suporte dessas lideranças. Atualmente, executivos recorrem a profissionais de jornalismo, social media, estrategistas de comunicação e ghostwriters para transformar experiências do cotidiano corporativo em artigos, newsletters, vídeos e publicações estratégicas integradas ao planejamento da empresa.
Segundo Cabral, o movimento consolida uma nova etapa no ecossistema de conteúdo. “Estamos vendo nascer uma economia da influência baseada em conhecimento, não em entretenimento. O ativo mais valioso desses profissionais não é a quantidade de seguidores, mas a credibilidade construída ao longo da carreira. É uma influência que gera negócios, atrai talentos, fortalece marcas e abre espaço para novas oportunidades”, conclui o executivo.








