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Brasileiros pesquisam até 283% mais por eletrodomésticos e produtos de tecnologia

Como na Black Friday, a Semana do Consumidor, que ocorrerá entre os próximos dias 13 e 17, é vista pelos brasileiros como uma oportunidade de aproveitar promoções e descontos para adquirir itens mais caros e que interferem diretamente nos seus cotidianos. Essa é a tendência indicada pelos números detectados pelo Buscapé, principal assistente de compras inteligentes do País, até uma semana antes de 15 de março, quando se celebra o Dia Mundial do Consumidor. Foram registrados aumentos de pesquisa de até 283% na comparação entre as buscas realizadas em 8 e 1 de março.
O Buscapé observou o volume de procura nas duas quartas-feiras anteriores ao Dia do Consumidor e, assim, foi possível analisar quais devem ser os principais desejos na data que é considerada a segunda mais importante do comércio eletrônico do Brasil – atrás apenas da Black Friday. Na comparação com 1 de março, as dez categorias que mais registram aumentos nas buscas no último dia 8 foram freezer (283,13%), caixa de som Bluetooth (132,67%), monitor (85,59%), lava-louças (66,81%), geladeira (66,44%), lavadora de roupas (48.51%), fogão (42,33%), frigobar (39,25%), TV (33,94%) e forno (29,32%).
A expectativa é de um volume ainda maior nos próximos dias. Em 2022, a Semana do Consumidor, sozinha, representou cerca de 36% das buscas por produtos no mês de março no site do Buscapé, com o crescimento começando em 14 de março, uma segunda-feira, com o pico em 15 de março, exatamente o Dia do Consumidor. As categorias mais buscadas no ano passado foram celular, notebook, fogão, TV e geladeira. Já entre as categorias que mais cresceram em relação à semana anterior, apareceram as máquinas de costura, mouses, peças para automóveis, teclado, console de videogame e controles/joysticks.
“O consumidor brasileiro está cada vez mais habituado a pesquisar valores e se preparar para realizar compras em datas nas quais os grandes varejistas fazem preços competitivos. Temos percebido uma tendência cada vez maior de procurar por eletrodomésticos e produtos de tecnologia, itens de ticket médio mais elevado. A ampliação na procura se justifica pela tradicional oportunidade de encontrar valores mais acessíveis”, analisa Maurício Cascão, CEO da Mosaico, plataforma de conteúdo e originação de vendas para comércio eletrônico que detém o Buscapé.
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Cesan aposta em expressão popular e marketing digital para impulsionar uso de aplicativo em campanha de parcelamento

A transformação digital avança a passos largos na prestação de serviços públicos essenciais, e a Cesan (Companhia Espírito-Santense de Saneamento) acaba de lançar sua mais nova campanha de renegociação de débitos para acelerar esse processo. Desenvolvida pela agência Ampla, a iniciativa adota uma jornada com foco na conversão digital, projetada para direcionar consumidores das categorias residencial, comercial e industrial para os canais digitais da concessionária, permitindo a regularização de pendências financeiras com total conveniência.
O grande destaque do projeto de comunicação está em seu posicionamento criativo, que gira em torno do mote “Quem parcela não se aperta”. O conceito foi extraído diretamente de uma expressão popular para dialogar de forma leve, empática e imediata com a realidade do público. Thauana Moreira, head de criação da Ampla-ES, explica a estratégia por trás da linguagem adotada: “Ao utilizar essa abordagem, conseguimos dar máxima visibilidade ao benefício principal da ação – o parcelamento especial em até 100 vezes sem juros -, mostrando que colocar as contas em dia com a Cesan pode ser muito mais simples do que parece.”
A campanha utiliza recursos visuais que se complementam ao discurso institucional. Nos layouts das peças publicitárias, a palavra “par-ce-la” aparece grafada de forma dividida e silábica. De acordo com Bruno Reis, diretor de criação da Ampla, esse recurso atua como um trocadilho visual para reforçar o conceito de flexibilidade e o fôlego financeiro oferecido pela empresa.
A agência estruturou um plano de mídia focado prioritariamente no ecossistema digital. O objetivo central é incentivar o download e a utilização do aplicativo mobile da Cesan, plataforma que foi totalmente atualizada e blindada para garantir a realização de acordos de forma rápida e segura. Para guiar a jornada do usuário até a conversão, todas as peças dão protagonismo absoluto à chamada para ação (Call to Action) “Baixou, parcelou no app Cesan”. “Essa assinatura remete diretamente à sistemática, funcionando como uma ferramenta estratégica para contabilizar tanto os novos downloads do app quanto o volume de quitações de débitos dentro da plataforma”, complementa Bruno Reis.
O território visual da campanha foi planejado para transmitir uma sensação de tranquilidade e alívio, simulando o bem-estar do consumidor ao quitar suas pendências financeiras. As peças trazem fotografias de pessoas em situações leves e cotidianas, abandonando o tom burocrático e austero que geralmente acompanha comunicados de cobrança.
A direção de arte preservou o azul corporativo como a cor dominante para assegurar a identificação imediata da marca Cesan pelo público. Como elemento de modernização e dinamismo, foram inseridas formas circulares e detalhes em tons de rosa como cores complementares, conferindo energia e apelo contemporâneo às composições gráficas e consolidando o aplicativo como o principal ponto de contato entre a empresa e a comunidade.
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Saggezza desenvolve inteligência artificial capaz de reduzir em até 35% os custos de execução no PDV

A retailtech Saggezza traz ao mercado soluções baseadas em inteligência artificial e realidade aumentada que prometem revolucionar o trade marketing e a gestão de redes de franquias. O principal objetivo da empresa é demonstrar como a falta de conformidade entre as diretrizes planejadas pelas matrizes e a execução real nas lojas gera prejuízos severos para franqueados e franqueadores. Para dimensionar o problema, a companhia apoia-se em dados da One Door Retail Solutions, que apontam que falhas operacionais dessa natureza geraram perdas de US$ 125 bilhões apenas no mercado dos Estados Unidos em 2025.
O mesmo levantamento revela os impactos diretos dessas inconsistências na jornada de compra: 49,9% dos consumidores abandonam o estabelecimento quando um produto não está disponível ou sofre com problemas de exposição, enquanto 73,4% manifestam insatisfação imediata com a reputação da marca quando a execução no ponto de venda falha. Renato Paschoal, CEO da Saggezza, resume o gargalo enfrentado pelo setor varejista. “Campanha lançada não é campanha executada e, sem evidências, não há como fazer uma avaliação fidedigna. Hoje, o que existe é muito processo, pouco dado visível e nenhuma leitura do que foi realmente efetivo, refletindo em investimento desperdiçado e perda de vendas.”
Para solucionar esses pontos de fricção, a startup de tecnologia estruturou um sistema de auditoria que utiliza algoritmos de reconhecimento de imagem para validar a instalação de peças de comunicação, apontando desvios e gerando relatórios automatizados por loja. O processo oferece escala às redes por meio de relatórios com comprovação fotográfica geolocalizada e métricas precisas de conformidade. Complementarmente, a plataforma disponibiliza uma ferramenta de realidade aumentada que mapeia as dimensões e a profundidade física do ponto de venda, permitindo que as equipes simulem o posicionamento exato dos materiais de visual merchandising antes da produção.
Outro pilar estratégico destacado pela empresa é a centralização da jornada operacional. Ao contrário de modelos tradicionais de mercado, que dividem a cadeia entre consultorias que entregam apenas dashboards analíticos e transportadoras focadas exclusivamente na logística, a plataforma consolida todas as etapas, cobrindo do briefing inicial ao controle de entrega na ponta. “Somos uma empresa de tecnologia para o varejo que não atua apenas no ambiente digital, mas também na complexidade prática da operação”, complementa o executivo.








