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Eventos

Brasil deverá completar quase 600 mil eventos realizados em 2022

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Com o fim de ano chegando, é natural que as instituições comecem a planejar as famosas festas de confraternização das empresas. Nos anos de 2020 e 2021, as empresas do setor sofreram um prejuízo de 230 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape). A pesquisa também afirma que 97% das empresas foram impactadas, tendo mais de 350 mil eventos cancelados somente em 2020. Porém com a retomada do setor já neste ano, o Brasil deverá completar 590 mil eventos.

Segundo a Associação Brasileira de Eventos, em 2021, houve um crescimento de 400% no setor, comparado ao ano de 2020. Os eventos são responsáveis por 4,32% do PIB nacional, e faturou, mundialmente, US $114.12 bilhões em 2021, segundo Grand View Research.

Muitas empresas estão buscando uma retomada visando eventos como a Copa do Mundo e confraternizações de final de ano. Apesar de não existir uma regra para se planejar um evento, o CEO da Pronto!, Rafael Barroso, explica que, quanto antes as empresas buscarem por agências que realizam estes eventos, melhor. “As empresas que trabalham com estes agendamentos, recebem muitas demandas, e é necessário um certo prazo para que as coisas possam ocorrer bem, como por exemplo, buscar o espaço, a comida, bebidas, artistas, mestres de cerimônia e mais uma infinidade de atrações típicas desta época” afirma.

“A experiência no setor faz toda a diferença. Muitas empresas ainda insistem em organizar os próprios eventos, devido a falta de planejamento, e diversas vezes não sai como o esperado”, afirma o executivo. De acordo com Barroso, como forma de facilitar estes agendamentos, o mercado oferece agências que organizam e produzem estes eventos. Com isso, as empresas podem curtir as festividades sem nenhum tipo de problema ou dor de cabeça.

Para um evento ocorrer com sucesso, é necessário ter bons relacionamentos com os espaços de eventos, ter uma visão ampla do mercado para indicar as atrações mais adequadas para os clientes. “O número de empresas procurando locais disponíveis para eventos de final de ano disparou. Essa alta demanda faz com que as empresas planejem suas festas ou eventos com muita antecedência”, ressalta o executivo.

Responsável pela organização de eventos, congressos e stands para grandes marcas como Roche e Enel, afirma que até o fim do ano, o mercado de eventos deve faturar significativamente. “Além das festas de confraternização, esse ano teremos a Copa do Mundo, que acontecerá nos meses de novembro e dezembro, e com certeza isso elevará o faturamento no setor de eventos”, finaliza Barroso.

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Eventos

UBRAFE organiza Missão Inovação China para conectar executivos do setor ao mercado global de feiras

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Com a proposta de aproximar o mercado nacional de feiras e eventos corporativos das principais inovações do setor no cenário internacional, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (UBRAFE) realizará, entre os dias 14 e 22 de novembro de 2026, a Missão Inovação China. A iniciativa prevê uma imersão técnica de sete dias voltada aos associados da entidade, com um roteiro que inclui passagens por centros de exposições de grande porte, empresas de tecnologia e fornecedores da indústria de eventos global.

A escolha da China como destino fundamenta-se na infraestrutura e nos recursos tecnológicos desenvolvidos pelo país para a realização de grandes encontros de negócios. O itinerário concentra-se na região entre Guangzhou e Shenzhen, polo produtivo e tecnológico que reúne fabricantes e prestadores de serviços para o setor. O programa foi estruturado para profissionais do segmento corporativo, abrangendo visitas técnicas, sessões de networking e reuniões institucionais.

A agenda do grupo inclui visitas a sete centros de convenções e exposições de grande porte, além de reuniões de trabalho com nove empresas desenvolvedoras de soluções para feiras de negócios, quatro entidades representativas do setor e uma promotora de eventos local. A delegação brasileira também integrará a programação do Glocal International Exhibition Industry Summit, em Guangzhou, fórum focado no relacionamento entre lideranças e executivos da indústria internacional.

A ação faz parte da estratégia da UBRAFE para incentivar a atualização técnica e a modernização do mercado brasileiro de feiras e eventos de negócios, estimulando o intercâmbio de conhecimentos e a adoção de novas tecnologias operacionais.

“A inovação deixou de ser um diferencial para se tornar um fator estratégico para a competitividade das feiras e eventos. Ao promover essa missão, a UBRAFE oferece aos seus associados a oportunidade de conhecer, na prática, soluções, modelos de gestão e tecnologias que estão redefinindo o futuro do setor em todo o mundo e ampliando muito a eficiência das ações de Live Marketing“, comenta Paulo Ventura, presidente da UBRAFE.

A participação no projeto é voltada exclusivamente aos associados da entidade, com a limitação de uma vaga por empresa para assegurar o caráter focado do grupo de tomadores de decisão. Além do acesso às agendas técnicas e aos encontros institucionais com organizações chinesas, o pacote da missão contempla hospedagem, transporte interno e serviço de tradução em português durante toda a programação.

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Eventos

Ubrafe defende Marco Regulatório de Eventos e aponta impacto econômico de R$ 30 bilhões no setor

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A indústria brasileira de feiras e eventos corporativos, culturais e de entretenimento movimenta bilhões de reais anualmente, atrai milhões de visitantes e exerce um papel decisivo na macroeconomia, no turismo e na atração de investimentos. Com base nessa relevância, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) reforça a urgência de avançar na tramitação e implementação do Marco Regulatório de Eventos (PL 1905/2026). A proposta legislativa busca estabelecer segurança jurídica, previsibilidade tributária e reconhecimento institucional a um segmento estratégico para o desenvolvimento do país.

De acordo com as lideranças do setor, as convenções e feiras não podem mais ser tratadas unicamente como ferramentas isoladas de marketing ou como alavancas para mitigar a sazonalidade da hotelaria. É o momento de analisar o ecossistema como uma indústria pesada de serviços que gera um efeito multiplicador na economia.

Para dimensionar o impacto financeiro do setor, a Ubrafe mapeou quatro grandes recortes da indústria que, juntos, injetam quase R$ 30 bilhões nas economias locais, ativando cadeias produtivas que englobam a malha de transportes, alimentação, comércio e serviços.

Se os grandes festivais e festas populares (B2C) destacam-se pela mobilização massiva em janelas curtas de tempo, o segmento focado em geração de negócios entre empresas (B2B) atua como um motor econômico contínuo. Em São Paulo, o calendário de feiras corporativas estende-se por cerca de 270 dias ao longo do ano, atraindo 8 milhões de executivos e compradores. Essa regularidade garante uma taxa de ocupação hoteleira perene, além de fomentar o networking, a prospecção de leads qualificados e a assinatura de contratos de longo prazo.

Paulo Ventura, presidente da Ubrafe, defende que a amplitude do setor exige políticas públicas compatíveis com seu tamanho. “Os eventos, independentemente do formato, são vetores de desenvolvimento econômico, geração de emprego, promoção de destinos e fortalecimento de cadeias produtivas inteiras. Quando olhamos para esses números, fica evidente que o setor precisa ser tratado como atividade estratégica para o país, com regras mais claras, segurança jurídica e políticas públicas compatíveis com sua relevância.”

A consolidação do PL 1905/2026 é vista pela entidade como o passo definitivo para aumentar a competitividade internacional do Brasil na captação de grandes congressos globais. “Os eventos com foco na geração de negócios, ou B2B, em especial, têm um papel decisivo nesse debate porque combinam impacto econômico expressivo com regularidade ao longo do ano. É um impacto menos visível do que o de um grande festival, mas extremamente consistente e estratégico”, conclui Ventura.

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