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Smartphones não precisam ouvir conversas para prever desejos, aponta especialista em dados

Uma cena recorrente no cotidiano digital alimenta uma das maiores teorias da conspiração da atualidade: após uma conversa em voz alta, sem qualquer busca ativa, o usuário é impactado por um anúncio sobre o exato tema discutido. A sensação de vigilância é real e confirmada por estudos, como o da Universidade de Amsterdã, que aponta que a falta de compreensão sobre a coleta de dados gera especulações sobre uma possível “escuta” via microfone. No entanto, para especialistas do setor, a realidade tecnológica é ainda mais sofisticada — e menos cinematográfica.
Caio Motta, cofundador da Elementar Digital e especialista em marketing de performance, afirma que as plataformas não precisam do áudio para serem precisas. “Trabalho há mais de uma década com marketing de performance e dados. Posso afirmar com segurança que as plataformas não precisam do seu microfone porque elas têm algo muito mais poderoso”, explica. O segredo reside no machine learning e na capacidade de predição de gigantes como Google e Meta, que analisam múltiplas camadas de comportamento para antecipar desejos.
A engenharia por trás da “coincidência”
O rastreamento vai muito além do histórico de buscas. Envolve uma cadeia de correlação que inclui o endereço IP, conexões Wi-Fi e o comportamento de pessoas próximas. “Se sua esposa pesquisou colchões, o algoritmo sabe que vocês dividem o mesmo endereço e estão relacionados. Não precisa de microfone para conectar esses pontos”, pontua Motta.
Soma-se a isso o compartilhamento de dados offline. O tradicional CPF informado na farmácia em troca de descontos conecta compras físicas ao perfil digital. Assim, a compra de um suplemento na terça-feira pode disparar, na quinta, anúncios de roupas de ginástica ou aplicativos de exercícios, criando a ilusão de que o celular “ouviu” um plano de treino.
O viés de confirmação e o mercado de R$ 38 bilhões
O fenômeno psicológico conhecido como viés de confirmação completa a experiência. Em meio a centenas de anúncios ignorados diariamente, o cérebro registra apenas aquele que coincide com uma conversa recente, descartando os “erros” do algoritmo.
Esse ecossistema move cifras bilionárias. No Brasil, o investimento em publicidade digital atingiu R$ 37,9 bilhões em 2024, segundo o Digital AdSpend 2025 do IAB Brasil. “Esse dinheiro não se sustenta em conspiração, se sustenta em resultado mensurável”, ressalta o executivo. Para ele, embora a personalização ajude pequenas empresas e facilite a descoberta de produtos, ela exige vigilância ética contra práticas discriminatórias de segmentação.
Literacia digital e privacidade
Motta destaca que o maior risco à privacidade muitas vezes não vem das grandes empresas auditadas e sujeitas à LGPD, mas de aplicativos menores e data brokers obscuros que solicitam permissões abusivas. A recomendação para quem busca limitar o rastreamento inclui o uso de navegadores focados em privacidade, como o Brave Browser, e a revisão constante de permissões de aplicativos.
“Entender como a publicidade digital funciona virou alfabetização básica para qualquer pessoa conectada”, finaliza Caio Motta. “É uma realidade muito menos cinematográfica, mas, mesmo sem ouvir, os algoritmos sabem muito sobre você e fazem isso com o seu consentimento, escondido naqueles termos de uso que ninguém lê”.
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Bob’s escala Márcia Sensitiva em campanha de Halloween criada pela Artplan para destacar o Milk Shake Crocante

A rede de fast-food Bob’s apresentou sua campanha de Halloween com foco no produto mais icônico do seu cardápio de sobremesas: o Milk Shake Crocante. Desenvolvida pela agência Artplan sob o conceito “O Milk Shake do Bob’s dá medo na concorrência”, a iniciativa aposta em humor, cultura digital e na participação de Márcia Sensitiva para movimentar o engajamento e as vendas nas redes sociais.
A narrativa publicitária utiliza clichês de produções cinematográficas de terror com uma inversão cômica: um palhaço assustador entra em pânico ao se deparar com o milk-shake da marca. A amplificação da campanha nas plataformas digitais (Instagram e TikTok) é protagonizada por Márcia Sensitiva, que publica conteúdos especiais entre 28 e 30 de outubro associando signos, pesadelos e previsões à provocação bem-humorada contra as redes rivais.
“Queríamos aproveitar o Halloween de um jeito divertido, trazendo uma provocação que tem tudo a ver com a personalidade do Bob’s. Nosso Milk Shake é um dos grandes ícones da marca e brincar com a ideia de que ele é o pesadelo da concorrência foi uma maneira criativa de reforçar essa conexão com os consumidores. A Márcia Sensitiva entra nessa história com seu humor único, ajudando a transformar a campanha em uma conversa leve, divertida e com potencial de engajamento nas redes sociais”, ressalta Felipe Diniz, gerente de marketing do Bob’s.
A mecânica comercial inclui também uma estratégia de conversão direta: os usuários que comentarem com o emoji de palhaço na postagem oficial da marca desbloqueiam cupons de desconto exclusivos para a compra do produto.
Com a ação, o Bob’s alia entretenimento e marketing de influência à sazonalidade do Halloween, consolidando a identidade de marca e estimulando o tráfego nos restaurantes físicos e canais digitais de venda.
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Dori Ferrara lança primeira plataforma nacional de Halloween com personagens proprietários e ativações no varejo

A fabricante de doces e confeitos Dori Ferrara anunciou o lançamento de sua primeira plataforma nacional dedicada exclusivamente ao Halloween. A estratégia visa capturar a crescente relevância da data no calendário do varejo brasileiro, reunindo lançamentos de produtos temáticos, personagens inéditos, embalagens especiais e um pacote integrado de comunicação e trade marketing.
O portfólio sazonal apresenta os personagens originais Funtasma — em versões de bala de gelatina de 60g nos sabores morango e abacaxi — e Aboobora, na opção sabor laranja (60g). A companhia também vestiu itens clássicos de seu catálogo com a identidade visual da campanha, incluindo edições comemorativas das balas Gomets (60g), Gomets Tubo (32g), Regaliz Uva Azedinho (17g) e Gelatina Boca (13g).
“O Halloween entrou definitivamente na rotina de compras dos consumidores brasileiros e este era o momento certo para a Dori Ferrara investir em uma plataforma dedicada à data. Queremos aproveitar esse movimento para criar experiências diferenciadas, fortalecer nossa conexão com os consumidores e gerar oportunidades de crescimento para o varejo”, afirma César Nicolau, diretor de marketing e trade da Dori Ferrara.
Para apoiar a execução nos pontos de venda em todo o país, a empresa estruturou um enxoval cenográfico completo, composto por ilhas promocionais, portais temáticos e displays customizados destinados a maximizar o impacto visual nos corredores e estimular a compra por impulso. “Nossa expectativa é aumentar a visibilidade dos produtos, estimular a experimentação e ajudar o varejo a capturar o potencial de crescimento que o Halloween vem trazendo para a categoria”, complementa Nicolau.
Com a nova frente estratégica, a Dori Ferrara busca consolidar sua participação na sazonalidade de doces e posicionar a celebração como uma das principais alavancas de crescimento de volume e branding da marca para os próximos anos.








