Eventos
EBS Virtual 2020: mais de 3 mil espectadores acompanharam o evento online

O setor de eventos tem enfrentado uma série de desafios, causados pela pandemia, trazendo obstáculos à realização dos eventos presenciais e retomada das atividades. Para a EBS, dirigida a essa indústria, os desafios foram ainda maiores.
Como o objetivo da feira sempre foi unir o mercado, promovendo debates e discussões, gerando relacionamento e negócios, seguimos em frente, e pela primeira vez, em 18 anos, a Feira EBS foi realizada 100% virtual.
Passadas as incertezas da realização da versão virtual do evento, Marcello Baranowsky, CEO do Grupo EventoFacil comemora os resultados e ressalta a importância dos parceiros para a concretização deste formato.
“Agradeço a todos que passaram pelo palco do Congresso MICE Brasil e aos patrocinadores e expositores que nos apoiaram para realizar com muito sucesso a EBS 2020. O feedback dos compradores participantes das rodadas é positivo. Algumas empresas pretendem realizar seus eventos no formato virtual em 2020, e a maioria já voltou com os planejamentos de marketing para 2021, com a expectativa de retomar com os eventos presenciais o mais breve possível. Estamos muito orgulhosos por ter oferecido uma programação totalmente gratuita ao mercado. Nesse momento precisamos nos apoiar”, declara Baranowsky.
Speed Meeting Virtual EBS: muita interação e networking a distância
Considerada a maior rodada de negócios do mercado, o Speed Meeting Virtual aproxima compradores e fornecedores para o segmento de eventos corporativos, incentivos, treinamentos, congressos e feiras. Os números do ano passado comprovam o sucesso, foram mais de 260 compradores se relacionamento com os 90 expositores.
Em 2020, devido às circunstâncias, foi necessário adaptar o formato para o ambiente virtual, mantendo o objetivo de promover a interação entre os compradores e fornecedores. Estiveram presentes 84 empresas compradoras, representadas por mais de 100 profissionais gestores de marketing, eventos, treinamento e compras. Ao todo, foram 5 horas de rodadas de negócios.
A experiência contou a favor na hora de realizar as rodadas virtuais. Afinal, no ambiente online, um erro pode prejudicar toda a dinâmica do evento. Apesar das dificuldades, a organização do evento conseguiu superar as expectativas, e realizar a maior rodada de negócios virtual dirigida para o segmento MICE e T&D.
Os fornecedores são todos expositores da Feira EBS Virtual. Confira a relação das empresas participantes:
| Empresa | Atuação |
| Brazil TS | Consultoria em idiomas |
| Casa Grande Hotel | Hotéis e resorts |
| Centro de Convenções Rebouças | Auditório, centro de convenções e exposições |
| Click Promocional | Brindes corporativos |
| Club Med | Hotéis e resorts |
| Descomplique Eventos | Soluções interativas e instantâneas |
| Elo Brindes | Brindes corporativos |
| Escape 60 | Experiências corporativas |
| Fantastic Brindes | Brindes corporativos |
| GH Brindes | Brindes corporativos |
| Hoffmann | Tecnologia para eventos |
| Jurerê Beach Village | Hotéis e resorts |
| Mitte Tecnologia | Tecnologia para eventos |
| Ótima Gráfica | Brindes corporativos e soluções gráficas corporativas |
| Palladium Hotel Group | Hotéis e resorts |
| Santos CVB | Destino nacional |
| Senac | Educação corporativa |
| The Space | Tecnologia para eventos |
| Transamerica Expo | Auditório, centro de convenções e exposições |
| Windsor Hotéis | Hotéis e resorts |
5º Congresso MICE Brasil: pandemia presente no formato e temas
A programação da Feira EBS Virtual também contou com o maior evento de conteúdo do país, voltado ao segmento MICE.
O espaço montado para realização e transmissão do Congresso MICE Brasil, no Centro de Convenções Rebouças em São Paulo (SP) seguiu todos os protocolos de prevenção à covid-19, recomendados para o setor. Realizado em um local amplo, com distanciamento entre as cadeiras, alimentos embalados individualmente, disposição de álcool gel, equipe e convidados usando máscara e controle no número de participantes, o congresso provou que é possível o retorno com segurança dos eventos corporativos.
E, como não poderia deixar de ser, a pandemia e suas consequências para o mercado de eventos, foi o tema presente em todas as palestras. Afinal, 98% dos eventos foram cancelados no Brasil e de acordo com a Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta), o setor teve queda de mais de 90% nos serviços.
O setor vive uma paralisação há meses e, desde então, vem cobrando insistentemente das autoridades, uma posição definitiva em relação à retomada. No último dia do congresso, Marcello Baranowsky fez um apelo, principalmente para o governo do estado de São Paulo, o maior destino de feiras de negócios e eventos corporativos do país.
“Espero que São Paulo, o maior destino para eventos do Brasil, possa se espelhar nos exemplos de outros estados, como o do Rio Grande do Sul, que entendeu a importância das feiras e eventos corporativos e reconhece que eles podem ser realizados seguindo os protocolos de segurança e saúde”, enfatiza Baranowsky.
Confira um resumo das apresentações dos três dias do 5º Congresso MICE Brasil:
O primeiro dia teve uma programação intensa focada em temas sobre o momento atual, como a adaptação aos eventos digitais e planejamento para a retomada no próximo ano.
Os resultados da pesquisa inédita pesquisa “Termômetro MICE Brasil by MPI”, elaborada pela Meeting Professionals International (MPI) em parceria com a Feira EBS foram apresentados por Igor Tobias, presidente da MPI Brazil e diretor de relações Sustentáveis da AMPRO, logo no início do evento.
A pesquisa foi realizada com profissionais de companhias do segmento financeiro, de seguros, farmacêutico, de consumo, associações, tecnologia e agro. Participaram do levantamento, 184 pessoas de 162 empresas, que teve como objetivo entregar para o mercado MICE um termômetro e uma perspectiva do que pode acontecer nos próximos meses.
Conheça os resultados:
Segundo os dados coletados, 30,19% dos participantes, no ano de 2019, responderam que foi de 50% a 70%, o percentual da verba de marketing investida em ações presenciais (como feiras, eventos, ativações de marca, viagens de incentivo e etc.)
Na opinião de 37,74% dos entrevistados, o tipo de evento que faz mais falta durante o isolamento social, são as ações de relacionamento, enquanto que 25,47% respondeu que a participação em feiras é o que faz mais falta. Já 20,75% responderam que são as convenções. Seguidas das ações de ativação de marca (6,60%), viagens de incentivo (5,66%) e lançamento de produtos (3,77%).
Entre os entrevistados, 40,95% responderam que tiveram sua verba de eventos cortada após a pandemia. Já 26,67% disseram que a verba foi direcionada para ações de conteúdo/marketing digital e 22,86% dos entrevistados responderam que o valor equivalente foi investido em eventos virtuais.
Em relação a retomada dos eventos, 51,43% responderam que a empresa não tem previsão de quando os eventos presenciais serão retomados. Já 29,52% acreditam que os eventos presenciais devem retornar no segundo semestre de 2021.
Os eventos híbridos são a aposta de 67,62% dos participantes da pesquisa. Para 29,52% o “novo normal” fará com que alguns tipos de eventos nunca mais sejam presenciais, assim como alguns tipos de eventos só farão sentido presencialmente. Apenas 2,86% acreditam que os eventos virtuais deixarão de ter importância.
Para 47,17%, ainda há uma indefinição do percentual de investimento em eventos em 2021. Já 26,42% responderam que ficará dentro dos mesmos patamares e 14,15% que será até 30% menor.
A garantia quanto aos padrões de higiene e limpeza, é a principal preocupação para 65,09% dos entrevistados. Seguida do respeito ao distanciamento social (16,98%), higiene e limpeza dos espaços de eventos (12,26%) e apenas 5,66% disseram estar preocupados com a higiene e limpeza dos serviços de alimentos e bebidas.
“O setor entendeu que alguns eventos funcionam no modelo online e que nunca mais precisarão ser presenciais, como mini meetings e treinamentos. Acredito que alguns dos encontros não fazem sentido acontecer no virtual. A mensagem importante que queremos passar com a pesquisa, é que realmente precisamos abraçar essas mudanças e incorporar as qualidades e competência dos eventos digitais nas nossas vidas”, afirma Igor Tobias.
Na sequência, para debater os resultados do levantamento, Igor Tobias juntou-se à Roberta Nonis, fundadora e CEO da Evento Único, Thaís Santos, gerente sênior de Eventos, Viagens e Cartões na MSD e coordenadora do Comitê de Eventos da Alagev, Ana Lúcia Guedes, gerente de mídia e planejamento na Warner Bross Picture.
Em seguida, o painel “O poder da liderança em momentos de crises” levou ao palco do congresso Tatyane Luncah, fundadora e CEO da agência Grupo Projeto, Leila Bueno, diretora da Bueno Arquitetura Cenográfica e contou ainda com a participação de Linda Pereira, CEO CPL Events e presidente da Spring Up Europe, diretamente de Portugal. As convidadas fizeram uma reflexão sobre o momento atual do mercado e debateram os desafios, incertezas e as superações a serem alcançadas em relação a liderança feminina na retomada das atividades.
Painel AMPRO
Finalizando as apresentações do primeiro dia, o painel “Os impactos da pandemia e os novos rumos do Live Marketing” foi o tema do painel mediado pela AMPRO – Associação de Marketing Promocional. Comandado por Alexis Pagliarini, presidente executivo da AMPRO, o painel teve as participações de Silvana Torres, CEO da Markup, Marcio Esher, sócio-diretor da Holding Clube e Conselheiro AMPRO, Marcos Jochimeck, diretor-executivo da V3A e VP Regional da AMPRO, e Hebert Lacava, sócio-diretor da A Cuca, que também representou o Comitê de Relações Sustentáveis da AMPRO.
A entidade convidou os espectadores do evento a acessar um QR code, e responder ao vivo uma rápida pesquisa sobre o desempenho de suas empresas durante a pandemia, e, em seguida, com base nos resultados, perguntou ao painelistas se refletiam a realidade de suas empresas.
“É mais uma oportunidade da AMPRO identificar os impactos da pandemia, por intermédio de uma pesquisa durante o evento, e contribuir com insights para o futuro”, afirma Alexis Pagliarini.
Hebert explicou que inicialmente a pesquisa foi feita com algumas agências da AMPRO e que agora a intenção é amplificar para entender o cenário real do segmento, para poder trazer soluções e entender quais rumos devem ser tomados de agora em diante. “A pesquisa é bem objetiva e tem o intuito de entender como e que está a situação de cada um de vocês, para possamos discutir com os colegas e entender realmente o que o setor está enfrentando. De uma maneira geral, somos criativos e podemos buscar soluções. Acreditamos na retomada de uma maneira consciente”, afirma Hebert.
Para 75% que responderam a pesquisa, a crise provocou uma redução no budget dos eventos realizados para os clientes. 30% das empresas responderam que sobrevivem a 2020, 25% acreditam que chegam até o primeiro semestre de 2021 e 40% respondeu que vai conseguir superar a crise.
“Estamos levando em conta a situação como está hoje. Esperamos que haja uma mudança desse quadro, e aparentemente, já começamos a ter uma perspectiva de mudança. O mercado de live marketing não se resume a eventos, mas é o setor onde teve um impacto muito forte”, explica Alexis.
Alexis perguntou aos convidados se a pesquisa, de uma maneira geral, reflete a realidade das suas empresas.
Para Silvana, todas as agências de live marketing vão se encontrar, de alguma maneira, refletidas na pesquisa. “Tivemos sim um impacto. Todos os nossos eventos desse semestre foram cancelados, depois o mercado foi buscando soluções e os eventos que foram cancelados, foram sendo substituídos por eventos digitais, e os programas de incentivo ganharam uma importância. Sofremos um impacto, mas esses se comparado aos novos rumos que tivemos de encontrar foram muito benéficos”.
Marcio Esher também acredita que o resultado da pesquisa reflete o cenário atual do mercado como um todo. “Tivemos de nos reinventar. Mas a verdade é que ninguém sabia o que fazer. Agora a gente planeja a semana, cada semana é um passo à frente pra entender o que fazer. Nosso primeiro movimento foi: vamos repensar a estrutura”.
Já Marcos Jochimeck conta que a empresa fez um trabalho de entender o entorno e tomou a frente de um projeto para construção de dois hospitais de campanha para a Rede D’Or, financiados por empresas que entendem a necessidade de saber olhar ao redor. Em sua opinião, essa iniciativa também é live marketing, além de muito propósito. “Para o Rio de Janeiro foi muito importante, para a V3 foi uma marca que vamos carregar na nossa história. Precisamos entender tudo o que está acontecendo e tentar enxergar uma série de oportunidades. Temos que olhar para os stakeholders de uma maneira mais ampla”, opina.
Para Hebert, a pesquisa reflete bastante a realidade da sua empresa. “Ficamos conhecidos como uma agência com ênfase em eventos, por isso sentimos bastante a paralisação do mercado. Nos reestruturamos e disponibilizamos uma espaço da sede para acoplar profissionais da área, uma espécie de coworking colaborativo do mercado. Também estamos nos aproximando de alguns parceiros estratégicos e de outros players. Acredito que é um momento muito importante para que os clientes entendam suas agências como parceiro estratégico. Mais do que nunca, o mercado nos dá mais oportunidades de fazer parte da estratégia da empresa, e eu estou tentando colaborar com essa consciência do mercado”, conclui.
O segundo dia abordou a experiência do cliente, a valorização das pessoas e desafios e oportunidades para os grandes eventos.
Na palestra “AC/DC a experiência do cliente nunca mais será a mesma”, Manoel Carlos Junior, palestrante internacional e criador do método “Experiencialize”, falou sobre como o mercado está se adaptando para a nova era em que estamos vivendo, e como as tendências em experiência do cliente podem contribuir na adequação das empresas. Para o palestrante, as mudanças foram aceleradas pela pandemia e a experiência do cliente, do hóspede ou do viajante será diferente bem diferente do que era antes.
“Muitas empresas estão se adaptando e na área de eventos não está sendo diferente. O mundo mudou rapidamente. Vivemos em uma era onde há excesso de tecnologia e escassez de afeto. As pessoas nunca sofrerem tanto depressão como hoje em dia. Que nível de afeto você está entregando aos clientes, dando atenção verdadeira, fazendo contato olho no olho, como está sendo sua capacidade de criar empatia”, questiona.
Na sequência Gilmar Pinto Caldeira, que atua no mercado de incentivos e viagens de incentivos há mais de 25 anos, moderou o painel “Ressignificando a importância do incentivo: A valorização das pessoas como força impulsionadora na retomada”, juntamente com Adrianne Pereira, diretora de viagens de incentivo da MCI Brasil, Luis Fernando Ferreira, com vasta experiência no desenvolvimento e gestão de programas de fidelização e incentivos, além de Manoel Carlos Junior.
O debate refletiu sobre a importância da valorização das pessoas para o sucesso das empresas e de como o incentivo pode ser uma ferramenta para ajudar no processo de retomada e impulsionamento dos negócios.
Terceiro dia
Iniciando o terceiro e último dia do congresso com o “Manifesto Humanista – Resetar, Recall, Reciclar, Ressignificar”, apresentado por Daniel Ramirez, CEO do Grupo GAR (Grupo Azevedo Ramirez), a palestra convidou líderes e suas equipes para pensarem no modelo atual de trabalho, relacionamento, e provocou inquietações ao abordar um dos períodos mais conturbados vividos pelo mundo, como uma oportunidade de gerar questionamentos em relação ao papel da liderança.
Na palestra “A evolução dos eventos” desenvolvida especialmente para o congresso, Dani Martins, produtora de eventos, compartilhou a o que aprendeu e vem aprendendo sobre eventos online e híbridos. A palestrante apresentou cases de mercado, mostrando as adaptações, dificuldades e novidades do setor de eventos. “Marketing + Vendas: Muito além da geração de leads”, foi o tema da palestra conduzida por Jonas Rogério Carvalho, coordenador de vendas corporativas no atendimento corporativo do Senac São Paulo. “O conflito que ainda existe sobre as áreas de marketing e vendas nas empresas, muitas vezes, tomam caminhos opostos em busca de um objetivo, que deveria ser comum, alcançar as metas com sustentabilidade. Apenas as empresas com foco total na geração de negócios vão sobreviver no período pós-pandemia”, ressalta.
No mesmo dia em que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) entrou em vigor no país, “As implicações da LGPD no Live Marketing”, foi o tema apresentado por Paulo Focaccia, advogado da Focaccia Amaral e Lamonica Advogados.
Marcelo Pimenta, professor da ESPM-SP e especialista em inovação e criatividade, apresentou o tema: “IKIGAI: Fazer o que se ama e ganhar dinheiro vai fazer você viver mais!”. Na palestra, ele ensina como a ferramenta pode ajudar as pessoas a ganharem dinheiro fazendo o que amam.
No painel “A transformação no mercado de eventos – experiência híbrida”, Guilherme Miotto, sócio-diretor do Grupo Hoffmann, abordou a transição dos eventos presenciais para os virtuais, e posteriormente, híbridos. Ele apresentou um contexto do mercado, e das dificuldades enfrentadas pelo grupo, de como vêm se reinventando e de como, na sua visão, o mercado começa a superá-las.
Ele apresentou as características de uma plataforma para apresentação de um evento híbrido: capilaridade, escalabilidade, convidados remotos e presenciais, experiência interativa, mescla de expertise, plataforma para interligar tecnologias, isso tudo tendo como pilares: planejamento, experiência, conteúdo e tecnologia.
Na sequência, Guilherme convidou Peterson Prado, vice-presidente de operações da AVIPAM e Fernando Palauso, diretor comercial da Valur Pró-Marketing, para discutir os impactos da pandemia nos eventos das empresas e de como eles têm feito para se reinventar.
O painel “Depois dos protocolos, finalmente vem a Retomada?”, moderado por Paulo Octavio de Almeida (P.O), diretor da Live Marketing consultoria e com as participações de Eduardo Linhares, sócio da Trio Eventos e Malu Sevieri, profissional que está à frente da idealização da edição brasileira da Feira MEDICA, finalizou as apresentações do congresso com uma ampla e importante discussão sobre o cenário atual dos eventos, os próximos passos e como deve ser essa retomada.
O debate encerrou o 5º Congresso MICE Brasil deixando os seguintes questionamentos: “Depois de diversos protocolos sabatinados, nos quais foram levantados os itens de sanitários e de segurança que devem ser seguidos por quem organiza eventos, sejam eles grandes, médios ou pequenos, o mercado como um todo se pergunta “até quando devemos esperar. Já temos os protocolos. Quando virá a retomada de verdade?
EBS 2020 continua aberta para visitação virtual até o final do ano
Para quem não teve oportunidade de acompanhar a Semana Virtual da EBS, a boa notícia é que o acesso gratuito à Feira Virtual e ao conteúdo do 5º Congresso MICE Brasil, continuam disponíveis gratuitamente na plataforma do evento, até dezembro de 2020. As rodadas de negócios virtuais realizadas no Speed Meeting, também seguem até o final do ano.
As inscrições gratuitas seguem abertas aos que quiserem continuar gerando relacionamento a aprendendo mais sobre o segmento MICE.
“Continuamos trabalhando em prol do mercado de eventos, incentivos, congresso e feiras. A expectativa é que com essa iniciativa, o número de participantes do evento seja triplicado até o final do ano”, conclui Baranowsky.
A Feira EBS 2021 já data confirmada para 2021, será presencialmente, nos dias 15 e 16 de junho, no Centro de Convenções Rebouças em São Paulo.
Serviço:
Feira EBS Virtual 2020
Congresso MICE Brasil 2020
www.congressomicebrasil.com.br
Speed Meeting Virtual
Eventos
UBRAFE organiza Missão Inovação China para conectar executivos do setor ao mercado global de feiras

Com a proposta de aproximar o mercado nacional de feiras e eventos corporativos das principais inovações do setor no cenário internacional, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (UBRAFE) realizará, entre os dias 14 e 22 de novembro de 2026, a Missão Inovação China. A iniciativa prevê uma imersão técnica de sete dias voltada aos associados da entidade, com um roteiro que inclui passagens por centros de exposições de grande porte, empresas de tecnologia e fornecedores da indústria de eventos global.
A escolha da China como destino fundamenta-se na infraestrutura e nos recursos tecnológicos desenvolvidos pelo país para a realização de grandes encontros de negócios. O itinerário concentra-se na região entre Guangzhou e Shenzhen, polo produtivo e tecnológico que reúne fabricantes e prestadores de serviços para o setor. O programa foi estruturado para profissionais do segmento corporativo, abrangendo visitas técnicas, sessões de networking e reuniões institucionais.
A agenda do grupo inclui visitas a sete centros de convenções e exposições de grande porte, além de reuniões de trabalho com nove empresas desenvolvedoras de soluções para feiras de negócios, quatro entidades representativas do setor e uma promotora de eventos local. A delegação brasileira também integrará a programação do Glocal International Exhibition Industry Summit, em Guangzhou, fórum focado no relacionamento entre lideranças e executivos da indústria internacional.
A ação faz parte da estratégia da UBRAFE para incentivar a atualização técnica e a modernização do mercado brasileiro de feiras e eventos de negócios, estimulando o intercâmbio de conhecimentos e a adoção de novas tecnologias operacionais.
“A inovação deixou de ser um diferencial para se tornar um fator estratégico para a competitividade das feiras e eventos. Ao promover essa missão, a UBRAFE oferece aos seus associados a oportunidade de conhecer, na prática, soluções, modelos de gestão e tecnologias que estão redefinindo o futuro do setor em todo o mundo e ampliando muito a eficiência das ações de Live Marketing“, comenta Paulo Ventura, presidente da UBRAFE.
A participação no projeto é voltada exclusivamente aos associados da entidade, com a limitação de uma vaga por empresa para assegurar o caráter focado do grupo de tomadores de decisão. Além do acesso às agendas técnicas e aos encontros institucionais com organizações chinesas, o pacote da missão contempla hospedagem, transporte interno e serviço de tradução em português durante toda a programação.
Eventos
Ubrafe defende Marco Regulatório de Eventos e aponta impacto econômico de R$ 30 bilhões no setor

A indústria brasileira de feiras e eventos corporativos, culturais e de entretenimento movimenta bilhões de reais anualmente, atrai milhões de visitantes e exerce um papel decisivo na macroeconomia, no turismo e na atração de investimentos. Com base nessa relevância, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) reforça a urgência de avançar na tramitação e implementação do Marco Regulatório de Eventos (PL 1905/2026). A proposta legislativa busca estabelecer segurança jurídica, previsibilidade tributária e reconhecimento institucional a um segmento estratégico para o desenvolvimento do país.
De acordo com as lideranças do setor, as convenções e feiras não podem mais ser tratadas unicamente como ferramentas isoladas de marketing ou como alavancas para mitigar a sazonalidade da hotelaria. É o momento de analisar o ecossistema como uma indústria pesada de serviços que gera um efeito multiplicador na economia.
Para dimensionar o impacto financeiro do setor, a Ubrafe mapeou quatro grandes recortes da indústria que, juntos, injetam quase R$ 30 bilhões nas economias locais, ativando cadeias produtivas que englobam a malha de transportes, alimentação, comércio e serviços.
Se os grandes festivais e festas populares (B2C) destacam-se pela mobilização massiva em janelas curtas de tempo, o segmento focado em geração de negócios entre empresas (B2B) atua como um motor econômico contínuo. Em São Paulo, o calendário de feiras corporativas estende-se por cerca de 270 dias ao longo do ano, atraindo 8 milhões de executivos e compradores. Essa regularidade garante uma taxa de ocupação hoteleira perene, além de fomentar o networking, a prospecção de leads qualificados e a assinatura de contratos de longo prazo.
Paulo Ventura, presidente da Ubrafe, defende que a amplitude do setor exige políticas públicas compatíveis com seu tamanho. “Os eventos, independentemente do formato, são vetores de desenvolvimento econômico, geração de emprego, promoção de destinos e fortalecimento de cadeias produtivas inteiras. Quando olhamos para esses números, fica evidente que o setor precisa ser tratado como atividade estratégica para o país, com regras mais claras, segurança jurídica e políticas públicas compatíveis com sua relevância.”
A consolidação do PL 1905/2026 é vista pela entidade como o passo definitivo para aumentar a competitividade internacional do Brasil na captação de grandes congressos globais. “Os eventos com foco na geração de negócios, ou B2B, em especial, têm um papel decisivo nesse debate porque combinam impacto econômico expressivo com regularidade ao longo do ano. É um impacto menos visível do que o de um grande festival, mas extremamente consistente e estratégico”, conclui Ventura.








