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27º Prêmio ABEMD valida a importância dos dados na comunicação de clientes, anunciantes, agências e outras indústrias

No próximo 21 de outubro, acontece a noite de premiação dos DADOS. Se no passado, a palavra já foi bem próxima de jogos aleatórios ligados ao acaso ou à sorte, hoje representa exatamente o contrário, aponta para a alta performance e resultados efetivos. Hoje não se vive sem DADOS. A cada passo, a cada touch, a cada click, a cada link, os seres humanos deixam pegadas digitais, dados que se transformam, na mão de experientes profissionais, em caminhos assertivos para a criação de campanhas, anúncios, slogans, manifestos, causas, enfim, conteúdos transmitidos pelos mais diversos meios e dirigidos ao público alvo. Por trás de toda campanha premiada, anúncio relevante, slogan efetivo, post viral, toda comunicação bem-sucedida, há hoje um profissional expert na arte de acessar, armazenar, captar, coletar, processar, interpretar, difundir DADOS. Por eles e para eles a ABEMD, Associação Brasileira de Marketing de Dados vêm, há 45 anos, trabalhando para mantê-los sempre bem formados, informados, atualizados e antenados com as últimas novidades, discussões e temáticas do universo do Marketing de Dados. E é em homenagem a eles que realiza em outubro o 27º Prêmio ABEMD, destacando os melhores trabalhos, cases vitoriosos – ouro, prata e bronze – de acordo com 4 categorias: Digital/Mobile; CRM/Loyalty; Campanha/Programa; Call Center/Contact Center. Além das premiações especiais, como Grand Prix, Criação, Agência do Ano, Cliente do Ano e Melhor dos Melhores de cada categoria, Hall of Fame, homenageia um grande profissional que faz diferença por sua trajetória na área. Premiação estendida à Ana Maria Monteiro e Luci Silva em 2020, Fernando Cirne em 2019 e Efraim Kapulski em 2018 ao lado de outros grandes desde o início do prêmio, como Alexandra Periscinoto, Marcio Salem e Roberto Civita, dentre outros. Este ano, o Hall of Fame será de Hugo Rodrigues.
Estudioso do consumo e comportamento do consumidor, Rodrigues foi responsável pela grande virada da Publicis – do 10º ao 2º lugar no ranking das agências brasileiras – e, escolhido para suceder Washington Olivetto no comando da WMcCann, viu a agência ser nomeada a número 1 do País, em abril desse ano, pelo CENP-Meios. “Fazer parte do Hall of Fame de uma instituição tão sacramentada e tão forte, como a ABEMD, me deixa muito feliz. Ainda mais quando falamos sobre dados, que é o que todo nosso mercado tem buscado. Penso que não trabalhamos pelos prêmios, mas para ser útil de alguma forma para nossos clientes e deixar um impacto positivo na sociedade. A premiação é uma consequência e demonstra que estamos fazendo algo corretamente”, pontua Hugo Rodrigues que, com 3 anos e meio na liderança da WMcCann, deu relevância à cultura de dados e tecnologia, anunciando André França, vice-presidente de Dados e Mídia, como o Presidente da WMcCann, passando ele a ocupar a cadeira de Executive Chairman, com o objetivo de focar no posicionamento da agência para os próximos ciclos. “Esse reconhecimento da ABEMD coroa uma trajetória longa de muito trabalho, dedicação e resiliência. Agradeço imensamente a ABEMD, assim como a tantos profissionais que trabalham comigo e aos clientes que acreditam no nosso trabalho.”
Conexão, troca de conhecimento, informação e inovação estão na raiz da ABEMD, desde sempre destacados em sua identidade. “Em 2020, o mundo todo entendeu e comprovou a importância dos DADOS. Isolados devido à Pandemia, os negócios precisaram ser ainda mais assertivos e a comunicação ganhou enorme destaque para a união, educação, transformação e até sobrevivência de muitos. Não havia tempo para errar ou se desviar de seu público alvo, e os DADOS ganharam o protagonismo merecido”, destaca Cláudia Campos, presidente da ABEMD, que, desde que assumiu a instituição ao lado de Toninho Rosa, vem renovando a direção, com uma gestão mais próxima dos associados com a oferta de cursos, webinars e um leque maior de parcerias e convênios. Exatamente este protagonismo tem levado os DADOS para as mesas de debate. O direcionamento certeiro da publicidade e ações de marketing criou a necessidade de se estabelecer limites para que o direito à liberdade e privacidade de cada indivíduo fossem preservados. Precursora do processo da Lei Geral de Proteção de Dados, a ABEMD esteve presente na sanção da Lei, através do assessor Jurídico da instituição, Vitor Morais de Andrade, representante empresarial do Conselho da Autoridade Nacional de Proteção de Dados – ANPD. Além disso, prezando por seus associados para que façam uso dos dados de forma eficiente e em conformidade com a lei, criou o Programa ABEMD Bureau Veritas de Proteção de Dados Pessoais, realizou inúmeros webinars de capacitação, promovendo troca de informações e colocando-se à disposição para ensinar e ajudar empresas e agências a lidarem com a nova LGPD.
Um motivo para enaltecer ainda mais a realização deste 27º Prêmio com uma noite vitoriosa para muitos pela validação de uma posição estratégica, inteligente e efetiva por um júri composto por 40 profissionais do mercado, que analisam juntos cada case, premiando os melhores, oferecendo grande visibilidade e credibilidade para a agência e a marca, que vê ali concretizada sua performance de ótimos resultados. “O Grupo OM Marketing & Comunicação ao qual pertenço ganhou mais de 50 prêmios, eu já participei umas 7 vezes como júri e é uma honra poder presidir agora. Venho somar minha experiência ao modelo tão bem estruturado do prêmio. Para nós é um grande reconhecimento de uma ótima relação profissional e emocional desenvolvida em anos de trabalho”, afirma Patricia Tavares, diretora de planejamento na HouseCricket Digital Direct que preside o júri do 27º Prêmio ABEMD. “Pessoalmente, ser presidente deste júri significa a coroação de uma história que fui construindo ao longo de anos, desde os primeiros cursos da ABEMD para incremento da carreira nos tempos da faculdade, até hoje, quando a cada sala de discussão, temos uma verdadeira aula pelo padrão dos trabalhos e do júri que, com rigor e dedicação, analisa e elenca os melhores cases”, complementa Patricia, que contribuiu bastante para esta 27ª edição, propondo a realização de workshops que ajudaram a elucidar para as empresas o passo a passo, da inscrição aos critérios de avaliação a que os cases seriam submetidos, incrementando ainda mais a qualidade do prêmio.
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Netshoes cria circuito proprietário de bares em São Paulo para se conectar ao torcedor por meio do brand experience

Com o objetivo estratégico de estreitar os laços com os apaixonados por futebol durante o Mundial, a Netshoes decidiu tirar o time do ambiente estritamente digital e apostar em cheio na experiência presencial. A gigante do e-commerce esportivo estruturou um circuito proprietário de bares espalhados pela cidade de São Paulo. A operação foi desenhada e executada pela Macunaíma.ag, agência especializada em brand experience, em uma parceria com a agência Gira. Juntas, as empresas transformaram cinco tradicionais estabelecimentos da capital paulista em pontos oficiais de encontro para a torcida ao longo de todo o calendário da competição.
O projeto de live marketing contempla uma série de ativações simultâneas nos bares Orfeu, Seu Justino, Juarez, Posto 6 e Beleléu. A meta é criar uma jornada de consumo totalmente integrada, capaz de amarrar entretenimento de qualidade, forte engajamento de público e presença ostensiva de marca em um dos períodos de maior apelo emocional para os brasileiros.
A iniciativa foi arquitetada para inserir a Netshoes no coração do ritual coletivo de assistir aos jogos fora de casa, dividindo a mesa e os momentos de tensão com os amigos. Para materializar esse conceito, a Macunaíma.ag e a Gira desenvolveram dinâmicas interativas que transformam os balcões e salões desses estabelecimentos em verdadeiras extensões físicas da campanha de comunicação do anunciante. “A Copa do Mundo é um dos poucos momentos capazes de mobilizar milhões de pessoas em torno de uma mesma paixão. Nossa estratégia foi transformar essa energia em experiências memoráveis, criando pontos de contato relevantes entre marca e consumidor em ambientes onde as emoções acontecem de forma genuína”, pontua João Felipe Villanova, CEO da Macunaíma.ag.
Entre os pilares da ativação de trade marketing e relacionamento urbana, destaca-se a criação da Carteirinha do Torcedor Raiz. A mecânica promocional de fidelidade incentiva os clientes a realizarem uma espécie de pub crawl, visitando os diferentes bares integrantes do circuito para acumular selos e carimbos de experiência. Ao completar o desafio, o público pode trocar suas participações por brindes exclusivos produzidos pela Netshoes, incluindo cordões para celular, meias estilizadas, chaveiros, cartelas de adesivos e mini câmeras vintage com design inspirado no universo da bola.
A inteligência da campanha também preencheu as lacunas de tempo entre as transmissões com o Quiz da Seleção. A ativação gamificada testa o conhecimento da mesa com perguntas sobre estatísticas do campeonato, curiosidades históricas dos mundiais e a trajetória da Seleção Brasileira, estimulando a competitividade e a descontração durante os intervalos e no aquecimento pré-jogo.
Cuidando de cada detalhe da jornada do torcedor no ponto de venda, as agências também assinam toda a cenografia e a comunicação visual unificada do circuito. O minucioso projeto de ambientação inclui desde molduras personalizadas para os televisores e telões de transmissão até descansos de copo temáticos, copos americanos estilizados, baldes de gelo, porta-garrafas, windbanners na calçada, barris cenográficos e mesas bistrô totalmente customizadas. A tática garante que a marca esteja presente de maneira orgânica em todos os pontos de contato visual, gerando alto potencial de compartilhamento nas redes sociais e fixando a Netshoes como a grande anfitriã da torcida paulistana.
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Computação quântica promete redefinir a personalização e desafia o futuro da economia criativa no Brasil

Enquanto as agências e marcas ainda consolidam suas estratégias baseadas nos impactos da inteligência artificial generativa, os bastidores da tecnologia já movimentam uma nova fronteira que promete chacoalhar o mercado global. Trata-se da IA quântica. Embora ainda restrita a laboratórios de ponta e centros de pesquisa avançados, analistas do setor garantem que o advento dessa nova tecnologia representará um salto disruptivo tão profundo quanto o impacto provocado pelo surgimento do ChatGPT e das ferramentas generativas nos últimos anos.
Se a IA generativa transformou a criação de conteúdo e o modelo multimodal expandiu a interpretação de diferentes linguagens de forma simultânea, a IA quântica chega com a promessa de acelerar o processamento de dados a uma velocidade exponencial. Essa evolução apoia-se em uma arquitetura computacional radicalmente distinta da atual. Em vez dos bits tradicionais, a engrenagem opera por meio de qubits processados por QPUs (Quantum Processing Units), permitindo a análise matemática de múltiplos cenários e volumes massivos de dados ao mesmo tempo. Cálculos complexos que demandariam décadas nos computadores mais potentes de hoje poderão ser desatados em poucos minutos, abrindo horizontes inéditos para a logística, a ciência e, de forma muito particular, para o live marketing e a economia criativa.
Acompanhando de perto essa transição e os desdobramentos regulatórios do setor, Bia Ambrogi, presidente da APRO+SOM (Associação Brasileira de Produtoras de Som), analisa o panorama com o olhar de quem vivencia a intersecção entre negócios e comportamento humano. Atualmente cursando MBA em IA Aplicada a Negócios e pós-graduação em Neurociências e Comportamento na FAAP, a executiva monitora a tramitação do Projeto de Lei 2.338/2023, que visa estabelecer as diretrizes para o desenvolvimento e o uso da IA no Brasil, liderando discussões integradas ao movimento frente IA responsável, que hoje congrega mais de 50 entidades da economia criativa.
Na visão de Ambrogi, o avanço quântico dará às marcas e criadores uma capacidade sem precedentes de leitura de audiência e profundidade analítica. Ao cruzar instantaneamente variáveis culturais, preferências históricas e tendências comportamentais, o sistema conseguirá prever padrões de consumo com precisão cirúrgica. Na prática do entretenimento e das ativações de marca, isso significa que experiências sonoras e audiovisuais poderão se moldar em tempo real de acordo com as reações de cada usuário.
Diferente da IA generativa, que analisa o passado para criar combinações lógicas dentro de um repertório preexistente, a vertente quântica propõe ir além. O sistema terá robustez para processar simultaneamente o nível de atenção do espectador, seu estado emocional, o ambiente social ao redor e sinais comportamentais sutis que hoje operam dispersos. Um desdobramento prático seria o desenvolvimento de trilhas sonoras customizadas para um indivíduo que retorna de uma viagem sob o efeito da nostalgia. No ecossistema audiovisual, as plataformas superariam a simples recomendação de gêneros parecidos para sugerir narrativas conectadas intimamente ao momento de vida do consumidor, seja uma fase de transição, reflexão ou descoberta.
No entanto, essa hiperpersonalização também acende alertas importantes no mercado publicitário e cultural. A líder da APRO+SOM adverte para os riscos de uma cultura excessivamente moldada pela previsibilidade matemática e pela entrega de conteúdos baseados na média do conhecimento humano, o que poderia sufocar o verdadeiro motor da criatividade: o insight inesperado, as produções independentes e o olhar do outsider. O perigo reside em uma curadoria algorítmica engessada que privilegie apenas fórmulas consagradas, inibindo propostas experimentais e o surgimento de novos talentos que desafiem o consenso de mercado. “Os algoritmos quânticos continuarão com a análise do passado para prever o futuro. Por isso, tendem a apontar sempre para o que já funcionou. O risco é ficarmos presos em um ciclo de repetição, investindo cada vez mais no que é familiar e reduzindo espaço para aquilo que ainda não foi testado”, pondera Bia Ambrogi.
A executiva reforça que a quebra de padrões é essencial para a oxigenação do mercado criativo. “Os grandes avanços da arte, da música, do cinema e da comunicação muitas vezes vieram de projetos considerados apostas arriscadas. Se toda decisão passar a ser baseada em previsões de sucesso quase garantido, onde ficará o espaço para o inesperado?”, completa.
À medida que a computação quântica desenha seu caminho rumo à viabilidade comercial, o debate no universo do live marketing e da comunicação extrapola os limites técnicos. O desafio central que se desenha para os próximos anos reside em equilibrar a eficiência analítica com a preservação do espaço para a ousadia e o erro criativo. Para lideranças como Ambrogi, a evolução tecnológica precisa caminhar em simetria com a valorização do elemento estritamente humano que máquina nenhuma conseguiu replicar: a intuição, a sensibilidade artística e a capacidade de conceber o amanhã a partir do absoluto zero.








