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WOW abre edital com Ipanema para selecionar artistas para estampar a Coleção Verão 2025

Fundado pela curadora e pesquisadora contemporânea Marina Bortoluzzi, o WOW – Women on Walls – plataforma colaborativa e mundial que visa o reconhecimento e o profissionalização de mulheres e pessoas não-binárias nas artes visuais, lança seu terceiro edital em parceria com as Sandálias Ipanema. Três a cinco artistas serão premiadas com R$ 15 mil cada, além de serem selecionadas para desenvolver as estampas da Coleção Verão 2025 da marca (aqui o regulamento). Com mais de 3 mil mulheres cadastradas no Brasil e no mundo, incluindo artistas e estudantes das artes visuais, produtoras e curadoras, o WOW vem assumindo o mapeamento de potencialidades nas artes, reverberando diferentes realidades, subjetividades e experiências. “O WOW, além do caráter profissional, age como um apoio emocional para essas mulheres, amparando, facilitando processos e eliminando o fenômeno da impostora, muito comum entre mulheres das artes que não são valorizadas e, consequentemente, não se valorizam”, diz Marina.
Este ano a plataforma celebra dois anos, porém, com início durante a pandemia como suporte às mulheres da área no Brasil e no mundo, o WOW contou com a parceria da Ipanema em seu projeto piloto. Com o objetivo de sair da curadoria convencional, desde 2021 já foram lançados dois editais, com o último registrando mais de mil inscrições.
Para o edital deste ano, os cadastros podem ser feitos até 26 de setembro no site, com o tutorial prático e rápido disponível no Instagram do WOW. A seleção será feita pela comissão julgadora da Ipanema, e o resultado sairá até dia 21 de outubro de 2024. As candidatas deverão aplicar suas artes nas sandálias, inspirando-se no conceito da marca: leve, solar e feminina.
“As iniciativas para promover o trabalho de mulheres artistas no Brasil vêm de uma jornada que se iniciou em 2018 e se consolida a cada novo projeto. Pelo terceiro ano consecutivo, essa frente se dá a partir de um edital em parceria com a plataforma WOW, que convida mulheres artistas de todo o país a se inscreverem para estampar as sandálias da Ipanema a fim de promover conexões reais entre quem faz a arte com a mulher que veste as sandálias”, afirma Daiane Fischer, gerente de marca da Ipanema.
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Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.
De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.
Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.
Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.
“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.
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BYD escolhe o Rio de Janeiro para instalar seu primeiro centro de testes e pesquisa fora da China

A BYD consolidou mais um capítulo de sua expansão em solo brasileiro ao anunciar a criação de seu primeiro Centro de Testes e Avaliação Automotiva no país. Localizado no complexo do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, o projeto nasce com um investimento de R$ 300 milhões e funcionará como uma robusta plataforma de Experience e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O movimento reafirma o Brasil como o principal mercado da companhia fora da China e eleva o país ao status de polo global de inovação para mobilidade sustentável.
Com uma área total superior a 180 mil m², o espaço foi inspirado na unidade de Zhengzhou e terá infraestrutura completa para aferição de potência, resistência e durabilidade. Entre os diferenciais de live marketing e demonstração tecnológica, o centro contará com circuitos off-road e uma piscina gigante projetada para o teste de flutuação do modelo U8 — uma das vitrines de engenharia da marca.
A cerimônia de anúncio contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, evidenciando o peso institucional da iniciativa. “A chegada desse projeto de pesquisa e desenvolvimento mostra a confiança da BYD no potencial do país e no papel do Rio como centro de inovação”, afirmou Paes.
Para Stella Li, vice-presidente executiva global e CEO da BYD Américas e Europa, a unidade carioca será vital para a tropicalização das tecnologias da marca. “Além de ampliar nossa presença no país, o espaço vai nos permitir gerar dados em condições tropicais, o que é essencial para desenvolver e adaptar tecnologias com ainda mais precisão para os países em que atuamos”, explicou a executiva.
Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto, reforça que o centro materializa a confiança na engenharia local. “Estamos criando uma estrutura que vai aproximar ainda mais tecnologia, conhecimento e desenvolvimento local, permitindo que a empresa avance com mais consistência na adaptação de soluções ao nosso mercado”, pontuou.
O novo complexo também terá prioridade no desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma voltadas para o mercado latino-americano. As obras estão previstas para começar no fim de 2026, com inauguração projetada para 2028. Segundo Tyler Li, CEO da BYD no Brasil, o centro marca uma nova fase da atuação local, “com mais capacidade de desenvolver soluções conectadas à realidade da região e de apoiar o futuro da mobilidade elétrica na América Latina”.








