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Vendas on-line de natal devem atingir os R$ 17,32 bilhões em 2022

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O Natal deste ano promete movimentar a economia do Brasil. De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas do e-commerce devem atingir os R$ 17,32 bilhões. O número representa aumento de 3,82% em relação ao mesmo período de 2021, que foi de R$ 16,6 bilhões.

Este ano, o ticket médio está projetado em R$ 450 na compra dos consumidores. No ano passado, a média do valor de compras foi de R$ 445. O número de pedidos deve chegar a 38,5 milhões, também maior que os 37,5 milhões registrados no Natal de 2021.

O aumento previsto tem gerado otimismo entre consumidores e lojistas e vem aquecendo o mercado do e-commerce já no terceiro trimestre de 2022. No período, o segmento de vendas on-line chegou aos R$ 43 bilhões de faturamento, com 94 milhões de pedidos registrados.

“Em um Natal que consolida a retomada econômica pós-pandemia, a intenção de consumo das famílias aumentou e a confiança do empresário também registrou altas seguidas este ano. A data é uma das mais importantes do varejo internacional e, aliada às perspectivas positivas para o Brasil no ano que vem, devemos contar com um Natal bem aquecido”, avalia Mauricio Salvador, presidente da ABComm.

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ActionAid lança campanha de arrecadação para imprimir livro sobre impactos climáticos ilustrado por crianças

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A ActionAid acaba de lançar uma campanha nacional de arrecadação de fundos com o objetivo de viabilizar a impressão e a distribuição do livro ilustrado “Pequenos grandes saberes: Um glossário climático pelo olhar de crianças e adolescentes”. A iniciativa de mobilização social busca levantar recursos financeiros para cobrir os custos gráficos da publicação, permitindo que os exemplares físicos cheguem gratuitamente a mais de 10 mil jovens que integram os projetos sociais e educacionais da organização humanitária em todo o território nacional. As contribuições podem ser realizadas diretamente na plataforma digital da campanha.

A obra literária inédita foi totalmente construída a partir do protagonismo infantojuvenil, reunindo relatos, definições conceituais e desenhos de 350 crianças e adolescentes, com idades entre 7 e 17 anos. Os autores residem em comunidades e territórios historicamente vulnerabilizados, severamente impactados por problemas estruturais como a falta de saneamento básico, episódios de calor extremo, alagamentos recorrentes e outras vertentes de injustiça socioambiental. O livro coroa um ciclo pedagógico de três anos de duração, estruturado em oficinas de educação não formal promovidas pela ActionAid em parceria com lideranças e coletivos locais.

O processo de imersão e escuta ativa cobriu sete territórios estratégicos distribuídos por seis estados brasileiros, garantindo uma amostragem plural das realidades climáticas do país. Entre as localidades participantes figuram o Complexo da Maré (RJ), a comunidade de Heliópolis (SP), o território indígena Xakriabá (MG), comunidades rurais do semiárido de Pernambuco, territórios quilombolas na Bahia e comunidades tradicionais de quebradeiras de coco babaçu no Tocantins.

Durante os ciclos de oficinas, o público infantojuvenil foi estimulado a verbalizar e ilustrar as transformações geográficas de seus ecossistemas e os impactos diretos do clima na rotina escolar, na saúde e no bem-estar comunitário. O resultado é um glossário que traduz termos complexos da ciência climática sob uma ótica humanizada, transformando a publicação em uma poderosa ferramenta de sensibilização e advocacy para a sustentabilidade.

Com o lançamento da campanha de financiamento coletivo (crowdfunding), a ActionAid expande sua atuação de live marketing social, conectando a responsabilidade social corporativa e o doador individual a uma causa urgente de letramento ecológico.

A meta da organização é fazer com que o material impresso retorne a esses territórios para servir como material de apoio didático em escolas públicas e centros comunitários, fortalecendo a resiliência comunitária, o sentimento de pertencimento e a formação de novas lideranças focadas na defesa de seus direitos territoriais e na justiça climática global.

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Estudo da Go Magenta revela que brasilidade domina o streaming em esportes e realities, mas perde espaço na ficção

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O Brasil é reconhecido globalmente como um celeiro de talentos nas mais diversas modalidades esportivas, do automobilismo ao tênis, passando por natação, basquete e beisebol. No entanto, é o futebol que atua como o verdadeiro catalisador da paixão nacional nas telas. A constatação faz parte de um estudo contínuo conduzido pela consultoria de pesquisas e insights Go Magenta, que monitora os hábitos de consumo de conteúdo no ecossistema de streaming. Ao analisar as preferências do público em diferentes gêneros audiovisuais com um questionamento direto sobre a predileção entre produções nacionais e internacionais, o levantamento apontou que 64% dos brasileiros preferem conteúdos esportivos locais, contra 36% que optam pelas exibições estrangeiras.

O forte apelo ganha ainda mais relevância no contexto  da Copa do Mundo de 2026, período em que marcas de live marketing e plataformas de mídia aceleram ativações voltadas a amplificar o senso de brasilidade e a identidade coletiva. Fora das arenas, as produções caseiras também demonstram força em gêneros que espelham o cotidiano e os costumes do público, como os realities (55% de preferência) e os documentários (45%), além de programas voltados ao formato de lifestyle.

Apesar do orgulho nacional manifestado no esporte e no confinamento, o comportamento do espectador brasileiro muda drasticamente quando o assunto é o entretenimento de ficção. Categorias como comédia, true crime, romance e drama registram maior consumo de obras estrangeiras. O cenário é ainda mais desafiador para a ficção científica, o horror e o suspense, que somados detêm apenas 12% da preferência por produções locais — o que significa que 88% dos consumidores preferem as obras de fora.

De acordo com a análise da Go Magenta, os dados apontam para uma necessidade de chancela internacional para que o produto ficcional brasileiro ganhe relevância em seu próprio território. O sentimento do mercado é sintetizado pela percepção de que, se uma obra nacional virou assunto e recebeu elogios no exterior, ela passa a ser valorizada internamente. Embora o movimento brasilcore tenha conquistado espaço na moda, nas trilhas musicais e na estética das redes sociais, a barreira do colonialismo cultural ainda dita as regras nas telas de cinema e streaming.

Este dilema de consumo não é uma exclusividade do Brasil. O mapeamento da Go Magenta identificou que vizinhos como Argentina, Chile, Colômbia e México replicam exatamente o mesmo padrão de comportamento, reservando o entusiasmo local para os gramados e para os dramas humanos da TV aberta, enquanto cedem os mercados de aventura e drama para os grandes estúdios internacionais.

O contraste fica evidente ao analisar mercados consolidados como os da Austrália e do Canadá. Mesmo sem o peso de exportação massiva de Hollywood, ambos os países registram um consumo de produções locais maduro e equilibrado. No cenário canadense, o consumo de conteúdo nacional quase empata com o estrangeiro em praticamente todos os gêneros avaliados, refletindo uma relação sólida da população com sua própria indústria cultural.

A impermeabilidade do público brasileiro, contudo, encontra suas exceções quando amparada por grandes motores de distribuição digital. Um exemplo mapeado pelo social listening da consultoria foi o sucesso de Emergência Radioativa, série documental da Netflix sobre o acidente radiológico de Goiânia. A produção viralizou ao resgatar um fato histórico nacional que era desconhecido por grande parte do público, mas o engajamento massivo e a credibilidade inicial ainda dependeram do selo de uma plataforma global.

Enquanto programas consolidados como o Big Brother Brasil mantêm sua liderança em repercussão no formato de reality, séries internacionais como The Boys e Bridgerton continuam dominando os principais fandoms e as conversas digitais. O estudo conclui que, embora o brasileiro vibre com a seleção e levante a bandeira nacional, a preferência por roteiros de ficção complexos ainda tem sotaque estrangeiro, mantendo o mercado audiovisual do país dependente da validação externa para consolidar suas produções de gênero.

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