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RH: Gerações X e Y têm dificuldade de trabalhar a marca pessoal nas redes sociais

As redes sociais ganham cada vez mais espaço dentro e fora das organizações, e um lugar que antes era visto apenas para entretenimento e lazer, passou a ser um local para a construção da marca pessoal. Embora, essa tendência pareça óbvia, para algumas gerações a tarefa de se expor com foco na carreira, pode não ser uma tarefa fácil, especialmente para as gerações X (pessoas nascidas entre 1965 e 1980) e Y (indivíduos que nasceram de 1981 a 1996).
A exposição nas redes sociais de forma profissional não é indicada apenas para quem está se candidatando a uma vaga, mas também para os profissionais que buscam uma ascensão na carreira ou queiram “poder de barganha”, para estabelecer o que desejam das organizações nas quais trabalham. E crescer na carreira ou até mesmo encontrar uma nova oportunidade é o desejo de muitos brasileiros, pois uma pesquisa realizada pela 7waves, revelou que 26,70% de 16.119 pessoas entrevistadas querem crescer na carreira neste ano, enquanto 10,58% pretendem ser promovidos e 8,13% querem encontrar um emprego.
“A construção do personal branding por meio das redes sociais é uma etapa essencial para qualquer pessoa que esteja no mercado de trabalho, isso porque além de indicar inovação e adaptação às novas tecnologias, esse é um espaço em que a pessoa consegue evidenciar os seus atributos, construindo uma autoridade no segmento no qual atua”, explica Liris Gonçalves, mentora de executivos que já esteve na liderança de grandes empresas como C&A e Avon.
Se para a geração Z, pessoas que nasceram de 1997 a 2010, a tarefa de exposição nas redes sociais seja natural – não necessariamente da forma mais indicada para a vida profissional, essa atividade pode ser árdua para as pessoas acima de 30 anos, segundo Gonçalves. “Na maioria das vezes, esses profissionais vêem essa exposição com certa desconfiança e como algo sem relevância”. A especialista explica que além disso, existem outros pontos como o medo da crítica e o perfeccionismo que podem atrapalhar quem quer começar a divulgar a imagem profissional nas redes sociais.
Mas para construir essa imagem nas redes sociais, é preciso uma estratégia que esteja alinhada com os objetivos e o propósito de carreira do profissional. “O colaborador esteja ele em uma posição de liderança ou não, precisa definir quais são as suas metas, para traçar um plano de comunicação alinhado ao seu objetivo, além disso, é necessário que ele defina a linha editorial, ou seja, os temas que pretende abordar, relacionados ao seu segmento, e sempre ficar atento às novidades para trazer conteúdo sobre o assunto”, comenta a mentora.
Além de investir na busca por conexões através das redes sociais com empresas e pessoas, segundo a especialista, Liris Gonçalves, outra forma de intensificar essa relação é dedicar um tempo para interação, comentando em publicações dessas empresas e grupos. “Essa é uma maneira do profissional começar a ser conhecido, tanto pelo setor, quanto por possíveis empregadores”. A mentora de executivos também afirma que é essencial a criação de um perfil profissional exclusivo para a realização dessa divulgação.
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Nomad e Spotify transformam guia de viagem em audioguia imersivo para fones de ouvido

Após o sucesso da ação de co-branding que cruzou preferências musicais e roteiros de viagem no final do ano passado, a Nomad e o Spotify voltam a unir forças em uma iniciativa pioneira para o turismo. As marcas acabam de anunciar o lançamento de uma série de audioguias exclusivos baseados no Nomad Guide, uma plataforma proprietária desenvolvida para ajudar os viajantes brasileiros a descobrirem experiências autênticas e hidden gems (tesouros escondidos) pelos principais destinos globais.
O grande diferencial competitivo do serviço para o turista é o seu formato de curadoria, que foge dos tradicionais algoritmos de inteligência artificial para apostar em uma seleção 100% humana. Ao todo, são mais de 650 recomendações chanceladas por especialistas de mercado, cidadãos brasileiros residentes no exterior e celebridades. A Nomad transformou esse catálogo editorial em uma experiência sonora imersiva — inspirada na dinâmica dos audioguias dos grandes museus internacionais —, em que o usuário precisa apenas dar o play para ser conduzido por descrições detalhadas e ambientadas de cada localidade.
A novidade no streaming funciona como um desdobramento tático de uma robusta campanha de marketing iniciada no mês passado. Assinada pela agência Gut, a estratégia de street marketing espalhou anúncios e dicas em português em peças de mídia out of home (OOH) por 12 capitais e metrópoles globais, incluindo Nova York, Amsterdã e Tóquio. No ambiente digital, o filme principal da ação, estrelado pelo jornalista Zeca Camargo, já rompeu a barreira das 15 milhões de visualizações no YouTube. Com o desembarque na plataforma de áudio, a Nomad inverte a lógica de consumo de conteúdo de turismo: em vez de o cliente pesquisar roteiros apenas na fase de planejamento pré-embarque, ele passa a levar os especialistas diretamente no fone de ouvido durante as caminhadas pelas calçadas estrangeiras, transformando o aplicativo em um guia de bolso em tempo real.
“Mais do que oferecer soluções financeiras, nosso papel hoje é fazer parte da jornada de estilo de vida do cliente. O sucesso da primeira fase da campanha provou que o viajante brasileiro busca conexões reais e menos óbvias com os destinos. Ao transformar o Nomad Guide em uma experiência sonora, transformamos nosso branding em um serviço de utilidade real, acompanhando o usuário exatamente no momento em que ele está vivenciando a cidade”, avalia Thais Souza Nicolau, diretora de marketing da Nomad.
A primeira temporada de episódios traz a locução e a assinatura de um trio de curadores com forte apelo junto ao público brasileiro: Zeca Camargo, o chef e criador de conteúdo Mohamad Hindi e a jornalista e influenciadora de lifestyle Vic Ceridono. Na vertical de gastronomia do projeto, por exemplo, Mohamad Hindi destrincha as nuances das cenas culinárias locais, detalhando o menu e a atmosfera de restaurantes icônicos como o sofisticado Enigma, em Barcelona, e o badalado Thai Diner, em Nova York.
Abrangendo roteiros que vão da América do Sul à Ásia, a produção foi desenhada sob medida para atender a demanda de uma fatia de viajantes que prioriza a imersão cultural sem filtros comerciais. Os episódios e trilhas completas do projeto já estão disponíveis para acesso gratuito no perfil oficial da Nomad no Spotify.
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Budweiser lança o Bud Dome e transforma o ponto de venda em megapalco de entretenimento imersivo

A Budweiser acaba de apresentar ao mercado o Bud Dome, sua nova plataforma global de entretenimento imersivo voltada para redefinir a experiência do consumidor durante o Mundial de futebol de 2026. Concebido e assinado pela Score Agency — agência de Brand & Shopper Experience integrante do ecossistema Biosphera.ntwk —, o projeto é uma das principais apostas mundiais da marca da Ambev para este ciclo esportivo. A agência brasileira liderou todas as etapas de inteligência, design, execução e logística da iniciativa, cuja produção de engenharia foi realizada em parceria com a Global Products.
Muito além de uma simples peça de merchandising, a estrutura foi projetada para atuar como um hub que costura conteúdo, transmissões ao vivo, tecnologia interativa e ativações promocionais. O objetivo é elevar a presença de gôndola da fabricante ao patamar do entretenimento imersivo de grande escala, posicionando o varejo físico como um destino cultural e emocional para o público.
A estratégia de lançamento prevê, nesta primeira fase, a implementação de cinco Bud Domes instalados em três mercados considerados vitais para a expansão da multinacional. A China abriu os trabalhos no final de maio com duas unidades na rede RT Mart. A Índia receberá uma estrutura na cidade de Bangalore, enquanto o Brasil abriga duas operações. Em solo nacional, a ativação em Curitiba ocorre no Muffato Portão e estende-se até 31 de julho de 2026. Já na capital paulista, a atração ocupa o Atacadão Barra Funda no mesmo período. A expansão carimba a estreia de um modelo proprietário totalmente replicável e adaptável aos passion points globais da marca.
A megaoperação logística por trás da experiência impressiona pelos números. Cada cúpula combina uma complexa estrutura metálica cenográfica a cerca de 700 telas de LED de alta definição, totalizando aproximadamente 3.500 painéis distribuídos pelo mundo. Os componentes técnicos foram fabricados na China e demandaram uma engenharia de coordenação internacional para assegurar a padronização estética nos diferentes continentes.
No Brasil, os canteiros de obras mobilizaram cerca de 75 profissionais especializados — sendo 50 dedicados exclusivamente à montagem artística da cenografia e 25 focados nas etapas de precisão técnica e infraestrutura elétrica. O cronograma de implementação consumiu sete dias de pré-montagem e outros oito dias de montagem final dentro dos hipermercados parceiros. “O Bud Dome representa uma nova forma de pensar a presença de Budweiser nos grandes momentos culturais. A Copa é um território de emoção coletiva, e queríamos criar uma plataforma capaz de levar essa energia para onde os fãs estão, transformando cada ponto de contato em uma experiência de celebração”, aponta Rodrigo Caballero, premium brands director da ABI.
Com traços arquitetônicos e identidade visual inspirados na silhueta da própria marca, o domo foi projetado para receber camadas flutuantes de experiência do cliente (shopper journey). O miolo da estrutura abriga áreas de exposição de produtos, dinâmicas digitais gamificadas, uma fan store com itens exclusivos da marca e mecânicas de compre e ganhe. “Com o Bud Dome, mostramos como shopper experience pode ultrapassar o ponto de venda e se transformar em uma plataforma de entretenimento, cultura e conexão com o consumidor. Além de marcar um novo patamar para a Score em projetos globais, essa também é nossa primeira iniciativa executando projetos para a ABI em diferentes partes do mundo, levando uma solução criada no Brasil para uma escala global”, orgulha-se Lucas Elias, COO da Score.
A iniciativa consolida uma transformação estrutural no varejo moderno. Se antes o PDV era visto pelos departamentos de trade marketing apenas como um espaço frio focado em exposição de portfólio e conversão imediata, projetos disruptivos como este chancelam o conceito de varejo como mídia (retail media) e destino de entretenimento. “Com o Bud Dome, criamos uma plataforma que vai além da campanha de Copa. Ele estreia nesse grande momento, mas foi desenhado para continuar vivo em diferentes iniciativas da marca, recebendo novos conteúdos, formatos e experiências. É uma estrutura proprietária que traduz o papel da Budweiser como marca que cria celebrações, não apenas comunica sobre elas”, conclui Marcia Neris, global marketing director da ABI.
A plataforma física, tecnológica e emocional estreia sob o pretexto do futebol, mas foi arquitetada com flexibilidade modular para se manter como uma infraestrutura viva de celebração. Nos próximos anos, os domos devem ser reempacotados para abraçar os grandes momentos de música, comportamento e comunidade que ditam o ritmo da marca ao redor do globo.








