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PretaHub se une à Deboo para impulsionar iniciativas de acesso à Web3

A PretaHub – hub de criatividade, arte, tendências e fomento ao empreendedorismo preto do país – firmou uma parceria com a Deboo – startup que desenvolve projetos e soluções em Web3 – para promover a capacitação e entrada de empreendedores negros nessa nova economia, que é suportada pela tecnologia blockchain e gerida através de contratos inteligentes. A intenção dessa parceria é acelerar o desenvolvimento e a autonomia dessa comunidade no Brasil, criando soluções com o que há de mais moderno e inovador em termos de tecnologia, comunicação e geração de negócios.
Dentre os principais compromissos da Deboo no projeto está o auxílio na aproximação dos participantes do hub e demais públicos que com ele se relacionam, com os principais conceitos da Web3, através da produção de conteúdo e do desenvolvimento de produtos e serviços baseados em blockchain, viabilizando a aplicação e experimentação prática dos conceitos e tecnologias. A primeira entrega do trabalho consiste na elaboração de conteúdos e materiais de educação que visam aproximar o público do hub e entusiastas do projeto nos conceitos da chamada terceira onda da internet.
No início do projeto a Deboo ofereceu aos times uma profunda imersão no tema e conduziu os integrantes da PretaHub na co-criação de soluções e possíveis caminhos de atuação nesse novo universo digital. “A Web3 promove uma evolução dos modelos de negócios, na forma como as pessoas se relacionam umas com as outras e também como interagem com a própria internet. Ela surge a partir da tecnologia blockchain, que viabiliza de forma segura, transparente e descentralizada, novas formas de produzir e consumir conteúdos, produtos e serviços, diretamente de usuários para usuários ou comunidades para comunidades, sem a necessidade de intermediários. Assim como a sociedade, a internet está sob um contínuo processo de transformação, e é compromisso da Deboo impulsionar e facilitar o entendimento dessas iniciativas relacionadas ao tema, além de trazer para o debate os empreendedores da comunidade negra como parte dessa enorme transformação’, pontua Léo Brazão, co-fundador da Deboo.
A essência da parceria está em compartilhar conhecimento, oportunidades e aplicabilidade dos conceitos de Web3 em produtos e serviços no ambiente digital, mostrando a transformação de uma ideia em realidade, além de salientar a necessidade de levar ações inovadoras para as atividades lideradas por Adriana Barbosa, fundadora e CEO da PretaHub e da Feira Preta. ‘’Com a chegada da Web3 e com o surgimento de inúmeros termos sobre as novas tecnologias, buscamos aprofundar nosso conhecimento sobre blockchain, NFTs, criptomoedas, organizações autônomas descentralizadas (DAOs) e metaverso. São temas totalmente atuais que só irão funcionar quando todos estiverem inseridos. É o futuro, e o nosso esforço é para que nele a população negra esteja envolvida e fazendo parte das decisões. Por essa razão queremos ser referência de educação sobre Web3 em nossa comunidade’’ explica Adriana Barbosa.
Ainda nessa primeira fase, será lançada uma série de NFTs, criadas por um artista atuante e proeminente na comunidade PretaHub, que serão comercializadas como cotas de patrocínio das iniciativas do hub – é a tokenização dos processos de apoio e patrocínio.
As artes digitais exclusivas poderão ser compradas por empresas, que além da propriedade sobre as peças e a possibilidade de utilizá-las em suas comunicações, ativações e redes sociais, ainda receberão em contrapartida uma série de produtos e serviços oferecidos pela Preta Hub – que vão de oficinas especializadas para o desenvolvimento dos colaboradores e lideranças – chamados de AfroLabs – a participação das marcas em uma série de eventos da casa, como a Feira Preta.
O Projeto Preta Hub Label Web 3.0 está oferecendo 10 cotas de patrocínio, com valor equivalente a ouro, prata e bronze. As cotas são divididas em 2 Kampala (ouro), 3 Mombasa (prata) e 5 Durban (bronze). As empresas patrocinadoras também terão acesso a uma série de benefícios exclusivos.
Educação sobre Web3
O termo Web3, que remete a uma internet descentralizada e organizada em comunidade, vem se tornando popular nos últimos anos. Foi um dos temas discutidos durante a programação de um dos projetos desenvolvidos pela PretaHub, o Festival Feira Preta, que aconteceu até 4 de dezembro de 2022, em diversas regiões de São Paulo. E sendo um tema tão inovador como esse, é fundamental a disseminação do conhecimento. Por essa razão, Adriana almeja tornar o espaço de criação digital para afroempreendedores referência em educação sobre Web3, por intermédio de palestras, lives, conteúdos em redes sociais, artigos, trazendo provocações para reais mudanças na sociedade.
“Traremos de forma clara conteúdos sobre os conceitos da Web 3. Seremos, em conjunto com a Deboo, facilitadores na compreensão desse novo ecossistema, recorrendo a vídeos curtos (pílulas) que reforcem os conteúdos divulgados em nossas redes sociais, como forma de engajar nosso público alvo e manter a comunidade informada sobre as novidades, despertando o interesse, a curiosidade e a disseminação das informações” completa Adriana. Para ela, é necessário acontecer mudanças estruturais na sociedade e no mercado para que seja possível absorver essa população não apenas em seus processos de consumo, mas no respeito à sua existência enquanto potência criativa e empreendedora, dando lugar aos protagonistas em suas carreiras.
Outra etapa da parceria será o suporte à criação de comunidades, como forma de provocar debates, assim como facilitar a aproximação de grupos cripto, que poderão auxiliar e promover debates relevantes do ecossistema Web3 e cooperar com a curadoria de conteúdos de interesse a serem veiculados.
‘’O impacto das transformações propostas pela Web3 possuem múltiplas possibilidades. É importante garantir que o espaço cresça tendo a diversidade e equidade como pilares fundamentais, assim, nessa tríade – conteúdo, plataformas e inclusão – possamos explorar as oportunidades, principalmente em projetos tão relevantes como os desenvolvidos pelo hub, que colocam a comunidade preta como protagonista na liderança dessa transformação’’ finaliza Léo Brazão, co-fundador da Deboo.
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Netshoes cria circuito proprietário de bares em São Paulo para se conectar ao torcedor por meio do brand experience

Com o objetivo estratégico de estreitar os laços com os apaixonados por futebol durante o Mundial, a Netshoes decidiu tirar o time do ambiente estritamente digital e apostar em cheio na experiência presencial. A gigante do e-commerce esportivo estruturou um circuito proprietário de bares espalhados pela cidade de São Paulo. A operação foi desenhada e executada pela Macunaíma.ag, agência especializada em brand experience, em uma parceria com a agência Gira. Juntas, as empresas transformaram cinco tradicionais estabelecimentos da capital paulista em pontos oficiais de encontro para a torcida ao longo de todo o calendário da competição.
O projeto de live marketing contempla uma série de ativações simultâneas nos bares Orfeu, Seu Justino, Juarez, Posto 6 e Beleléu. A meta é criar uma jornada de consumo totalmente integrada, capaz de amarrar entretenimento de qualidade, forte engajamento de público e presença ostensiva de marca em um dos períodos de maior apelo emocional para os brasileiros.
A iniciativa foi arquitetada para inserir a Netshoes no coração do ritual coletivo de assistir aos jogos fora de casa, dividindo a mesa e os momentos de tensão com os amigos. Para materializar esse conceito, a Macunaíma.ag e a Gira desenvolveram dinâmicas interativas que transformam os balcões e salões desses estabelecimentos em verdadeiras extensões físicas da campanha de comunicação do anunciante. “A Copa do Mundo é um dos poucos momentos capazes de mobilizar milhões de pessoas em torno de uma mesma paixão. Nossa estratégia foi transformar essa energia em experiências memoráveis, criando pontos de contato relevantes entre marca e consumidor em ambientes onde as emoções acontecem de forma genuína”, pontua João Felipe Villanova, CEO da Macunaíma.ag.
Entre os pilares da ativação de trade marketing e relacionamento urbana, destaca-se a criação da Carteirinha do Torcedor Raiz. A mecânica promocional de fidelidade incentiva os clientes a realizarem uma espécie de pub crawl, visitando os diferentes bares integrantes do circuito para acumular selos e carimbos de experiência. Ao completar o desafio, o público pode trocar suas participações por brindes exclusivos produzidos pela Netshoes, incluindo cordões para celular, meias estilizadas, chaveiros, cartelas de adesivos e mini câmeras vintage com design inspirado no universo da bola.
A inteligência da campanha também preencheu as lacunas de tempo entre as transmissões com o Quiz da Seleção. A ativação gamificada testa o conhecimento da mesa com perguntas sobre estatísticas do campeonato, curiosidades históricas dos mundiais e a trajetória da Seleção Brasileira, estimulando a competitividade e a descontração durante os intervalos e no aquecimento pré-jogo.
Cuidando de cada detalhe da jornada do torcedor no ponto de venda, as agências também assinam toda a cenografia e a comunicação visual unificada do circuito. O minucioso projeto de ambientação inclui desde molduras personalizadas para os televisores e telões de transmissão até descansos de copo temáticos, copos americanos estilizados, baldes de gelo, porta-garrafas, windbanners na calçada, barris cenográficos e mesas bistrô totalmente customizadas. A tática garante que a marca esteja presente de maneira orgânica em todos os pontos de contato visual, gerando alto potencial de compartilhamento nas redes sociais e fixando a Netshoes como a grande anfitriã da torcida paulistana.
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Computação quântica promete redefinir a personalização e desafia o futuro da economia criativa no Brasil

Enquanto as agências e marcas ainda consolidam suas estratégias baseadas nos impactos da inteligência artificial generativa, os bastidores da tecnologia já movimentam uma nova fronteira que promete chacoalhar o mercado global. Trata-se da IA quântica. Embora ainda restrita a laboratórios de ponta e centros de pesquisa avançados, analistas do setor garantem que o advento dessa nova tecnologia representará um salto disruptivo tão profundo quanto o impacto provocado pelo surgimento do ChatGPT e das ferramentas generativas nos últimos anos.
Se a IA generativa transformou a criação de conteúdo e o modelo multimodal expandiu a interpretação de diferentes linguagens de forma simultânea, a IA quântica chega com a promessa de acelerar o processamento de dados a uma velocidade exponencial. Essa evolução apoia-se em uma arquitetura computacional radicalmente distinta da atual. Em vez dos bits tradicionais, a engrenagem opera por meio de qubits processados por QPUs (Quantum Processing Units), permitindo a análise matemática de múltiplos cenários e volumes massivos de dados ao mesmo tempo. Cálculos complexos que demandariam décadas nos computadores mais potentes de hoje poderão ser desatados em poucos minutos, abrindo horizontes inéditos para a logística, a ciência e, de forma muito particular, para o live marketing e a economia criativa.
Acompanhando de perto essa transição e os desdobramentos regulatórios do setor, Bia Ambrogi, presidente da APRO+SOM (Associação Brasileira de Produtoras de Som), analisa o panorama com o olhar de quem vivencia a intersecção entre negócios e comportamento humano. Atualmente cursando MBA em IA Aplicada a Negócios e pós-graduação em Neurociências e Comportamento na FAAP, a executiva monitora a tramitação do Projeto de Lei 2.338/2023, que visa estabelecer as diretrizes para o desenvolvimento e o uso da IA no Brasil, liderando discussões integradas ao movimento frente IA responsável, que hoje congrega mais de 50 entidades da economia criativa.
Na visão de Ambrogi, o avanço quântico dará às marcas e criadores uma capacidade sem precedentes de leitura de audiência e profundidade analítica. Ao cruzar instantaneamente variáveis culturais, preferências históricas e tendências comportamentais, o sistema conseguirá prever padrões de consumo com precisão cirúrgica. Na prática do entretenimento e das ativações de marca, isso significa que experiências sonoras e audiovisuais poderão se moldar em tempo real de acordo com as reações de cada usuário.
Diferente da IA generativa, que analisa o passado para criar combinações lógicas dentro de um repertório preexistente, a vertente quântica propõe ir além. O sistema terá robustez para processar simultaneamente o nível de atenção do espectador, seu estado emocional, o ambiente social ao redor e sinais comportamentais sutis que hoje operam dispersos. Um desdobramento prático seria o desenvolvimento de trilhas sonoras customizadas para um indivíduo que retorna de uma viagem sob o efeito da nostalgia. No ecossistema audiovisual, as plataformas superariam a simples recomendação de gêneros parecidos para sugerir narrativas conectadas intimamente ao momento de vida do consumidor, seja uma fase de transição, reflexão ou descoberta.
No entanto, essa hiperpersonalização também acende alertas importantes no mercado publicitário e cultural. A líder da APRO+SOM adverte para os riscos de uma cultura excessivamente moldada pela previsibilidade matemática e pela entrega de conteúdos baseados na média do conhecimento humano, o que poderia sufocar o verdadeiro motor da criatividade: o insight inesperado, as produções independentes e o olhar do outsider. O perigo reside em uma curadoria algorítmica engessada que privilegie apenas fórmulas consagradas, inibindo propostas experimentais e o surgimento de novos talentos que desafiem o consenso de mercado. “Os algoritmos quânticos continuarão com a análise do passado para prever o futuro. Por isso, tendem a apontar sempre para o que já funcionou. O risco é ficarmos presos em um ciclo de repetição, investindo cada vez mais no que é familiar e reduzindo espaço para aquilo que ainda não foi testado”, pondera Bia Ambrogi.
A executiva reforça que a quebra de padrões é essencial para a oxigenação do mercado criativo. “Os grandes avanços da arte, da música, do cinema e da comunicação muitas vezes vieram de projetos considerados apostas arriscadas. Se toda decisão passar a ser baseada em previsões de sucesso quase garantido, onde ficará o espaço para o inesperado?”, completa.
À medida que a computação quântica desenha seu caminho rumo à viabilidade comercial, o debate no universo do live marketing e da comunicação extrapola os limites técnicos. O desafio central que se desenha para os próximos anos reside em equilibrar a eficiência analítica com a preservação do espaço para a ousadia e o erro criativo. Para lideranças como Ambrogi, a evolução tecnológica precisa caminhar em simetria com a valorização do elemento estritamente humano que máquina nenhuma conseguiu replicar: a intuição, a sensibilidade artística e a capacidade de conceber o amanhã a partir do absoluto zero.








