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Pesquisa revela marcas ganharam posicionamento positivo frente a pandemia Covid-19

O Instituto de Pesquisa & Data Analiytics Croma Insights entrevistou 3978 pessoas divididas em quatro ondas no período de 15 de fevereiro a 03 de abril de 2020, analisando o comportamento do brasileiro na pandemia Covid-19 Coronavírus. A metodologia usada foi painel…

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Destaque para Ambev e Ypê que produziram álcool gel em suas fábricas para hospitais e postos de saúde

O Instituto de Pesquisa & Data Analiytics Croma Insights entrevistou 3978 pessoas divididas em quatro ondas no período de 15 de fevereiro a 03 de abril de 2020, analisando o comportamento do brasileiro na pandemia Covid-19 Coronavírus. A metodologia usada foi painel on-line Toluna aplicada em todo o Brasil e analisada pelo Grupo Croma durante os períodos:

Onda 1 – Segunda quinzena de fevereiro – com 1013 representantes
Onda 2 – Primeira quinzena de março – com 995 representantes
Onda 3 – Segunda quinzena de março – com 965 representantes
Onda 4 – de 27 de março a 03 de abril de 2020 – com 1005 representantes

89% da população está preocupada ou muito preocupada com o Coronavírus, mantendo o mesmo percentual no começo da pesquisa. 63% acreditam que a pandemia terá impacto muito negativo na economia, aumento de 29% comparado ao começo de março. O home office está sendo usado por mais da metade da população, que opta neste momento em colaborar com o isolamento social.

As precauções com higiene são evidentes: 72% das pessoas estão higienizando tudo o que entra em suas casas. Ainda no ambiente doméstico, 38% dos entrevistados dispensaram as empregadas domésticas e assumiram as funções da casa, neste período. 32% dos entrevistados aumentaram o consumo de pedidos de comida delivery.

Quando o assunto é proteção, 82% já compraram algum item para proteger a sua família ou a si próprio, contra 34% dos entrevistados no inicio da pandemia. Produtos de limpeza e de higiene pessoal são os destaques: 45% aumentaram a quantidade comprada de álcool em gel, 43% álcool, 42% sabonetes, 39% desinfetantes, 36% detergentes.

A compra de alimentos passou a ter menos frequência e maior quantidade comprada para 42%, enquanto 51% passaram a comprar em mercados do bairro. Os prestadores de serviços tiveram uma crescente considerável nas ultimas semanas: 74% passaram a usar mais streaming de vídeo (Netflix, Globoplay, Amazon), 48% o internet banking e 43% o streaming de áudio (Spotify, Deezer, etc). Em contrapartida, 40% estão usando menos aplicativos de transporte.

Diversas marcas têm sido reconhecidas positivamente pelo posicionamento frente à pandemia. Dentre as mais de 300 marcas citadas pelos consumidores, destacam-se AmBev (17%) e Ypê (11%) por produzir álcool em gel em suas fábricas para distribuir para hospitais e postos de saúde, além de Vivo, Ifood, Carrefour, O Boticário, Itaú e Santander que completam o time de marcas lembradas pelos brasileiros

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Nissin promove “Batalha de Sabores” para disputar a preferência do consumidor em campanha multiplataforma

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A Nissin Foods do Brasil acaba de lançar a “Batalha de Sabores”, uma ofensiva estratégica de marketing que coloca frente a frente três de seus produtos mais icônicos na versão Galinha Caipira: Nissin Lámen, Cup Noodles e Nissin Yakissoba U.F.O.. A iniciativa visa não apenas ampliar a visibilidade e a penetração do portfólio, mas também reforçar a lembrança de marca ao convidar o público a eleger qual formato do sabor favorito dos brasileiros merece o título de líder.

A narrativa da campanha utiliza o storytelling por meio dos personagens das marcas para destacar os atributos competitivos de cada item. Enquanto o Nissin Lámen foca na versatilidade do preparo caseiro, o Cup Noodles destaca a praticidade do consumo on-the-go e o Nissin Yakissoba U.F.O. aposta na intensidade de sabor como seu principal diferencial.

A partir do dia 23 de fevereiro, a estratégia de live marketing digital entra em uma fase de “modo invasão” nos perfis oficiais @nissinbrasil e @cupnoodlesbrasil. A dinâmica prevê que os personagens batalhem entre si em uma série de conteúdos interativos, contando ainda com o reforço de um time de influencers para gerar proximidade e conversas com a audiência.

“Sabemos que Galinha Caipira é o sabor preferido dos brasileiros. Com a Batalha de Sabores, mostramos como cada produto entrega uma experiência diferente dentro do universo dos macarrões instantâneos e convidamos o público a escolher o seu favorito”, explica Ana Fossati, gerente de marketing da Nissin Foods do Brasil.

Para Ricardo Dolla, Chief Creative Officer da Dentsu Creative, a ação eleva um conceito tradicional da marca a um novo patamar de execução. “A Batalha de Sabores é um clássico do universo Nissin. Só que, desta vez, não ficamos apenas no sabor. Acrescentamos novas texturas à disputa, cruzando linguagens e códigos para deixar a comunicação tão irresistível quanto o produto”, afirma o executivo.

Com veiculação prevista até o dia 15 de março, a campanha marca presença em um ecossistema digital robusto, englobando Facebook, Instagram, TikTok, YouTube, Twitch e Kwai, garantindo que a disputa atinja diferentes perfis de consumidores em seus respectivos ambientes de lazer e entretenimento digital.

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Smartphones não precisam ouvir conversas para prever desejos, aponta especialista em dados

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Uma cena recorrente no cotidiano digital alimenta uma das maiores teorias da conspiração da atualidade: após uma conversa em voz alta, sem qualquer busca ativa, o usuário é impactado por um anúncio sobre o exato tema discutido. A sensação de vigilância é real e confirmada por estudos, como o da Universidade de Amsterdã, que aponta que a falta de compreensão sobre a coleta de dados gera especulações sobre uma possível “escuta” via microfone. No entanto, para especialistas do setor, a realidade tecnológica é ainda mais sofisticada — e menos cinematográfica.

Caio Motta, cofundador da Elementar Digital e especialista em marketing de performance, afirma que as plataformas não precisam do áudio para serem precisas. “Trabalho há mais de uma década com marketing de performance e dados. Posso afirmar com segurança que as plataformas não precisam do seu microfone porque elas têm algo muito mais poderoso”, explica. O segredo reside no machine learning e na capacidade de predição de gigantes como Google e Meta, que analisam múltiplas camadas de comportamento para antecipar desejos.

A engenharia por trás da “coincidência”

O rastreamento vai muito além do histórico de buscas. Envolve uma cadeia de correlação que inclui o endereço IP, conexões Wi-Fi e o comportamento de pessoas próximas. “Se sua esposa pesquisou colchões, o algoritmo sabe que vocês dividem o mesmo endereço e estão relacionados. Não precisa de microfone para conectar esses pontos”, pontua Motta.

Soma-se a isso o compartilhamento de dados offline. O tradicional CPF informado na farmácia em troca de descontos conecta compras físicas ao perfil digital. Assim, a compra de um suplemento na terça-feira pode disparar, na quinta, anúncios de roupas de ginástica ou aplicativos de exercícios, criando a ilusão de que o celular “ouviu” um plano de treino.

O viés de confirmação e o mercado de R$ 38 bilhões

O fenômeno psicológico conhecido como viés de confirmação completa a experiência. Em meio a centenas de anúncios ignorados diariamente, o cérebro registra apenas aquele que coincide com uma conversa recente, descartando os “erros” do algoritmo.

Esse ecossistema move cifras bilionárias. No Brasil, o investimento em publicidade digital atingiu R$ 37,9 bilhões em 2024, segundo o Digital AdSpend 2025 do IAB Brasil. “Esse dinheiro não se sustenta em conspiração, se sustenta em resultado mensurável”, ressalta o executivo. Para ele, embora a personalização ajude pequenas empresas e facilite a descoberta de produtos, ela exige vigilância ética contra práticas discriminatórias de segmentação.

Literacia digital e privacidade

Motta destaca que o maior risco à privacidade muitas vezes não vem das grandes empresas auditadas e sujeitas à LGPD, mas de aplicativos menores e data brokers obscuros que solicitam permissões abusivas. A recomendação para quem busca limitar o rastreamento inclui o uso de navegadores focados em privacidade, como o Brave Browser, e a revisão constante de permissões de aplicativos.

“Entender como a publicidade digital funciona virou alfabetização básica para qualquer pessoa conectada”, finaliza Caio Motta. “É uma realidade muito menos cinematográfica, mas, mesmo sem ouvir, os algoritmos sabem muito sobre você e fazem isso com o seu consentimento, escondido naqueles termos de uso que ninguém lê”.

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