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NVIDIA e TDFX viabilizam a criação de mundos virtuais e experiências no metaverso

Criar mundos e espaços virtuais não é uma tarefa simples, são necessários tecnologia de ponta e conhecimento avançado. É essencial também não só ter o projeto em mente, mas equipamentos com alta capacidade de processamento para que ideias tão complexas como essas saiam do papel. Com o uso das soluções da divisão Enterprise da NVIDIA, os estúdios de produção virtual têm capacidade para desenvolver de forma ágil e consistente os mais diversos projetos nas áreas de efeitos visuais, vídeos, criações de mundos ou personagens em 3D.
Um dos exemplos é o TDFX, estúdio de efeitos visuais (VFX) que integra o ecossistema Transformação Digital (TD), grupo brasileiro que atua na realização de eventos digitais e híbridos. O estúdio dispõe de dez GPUs NVIDIA para trabalhar na criação de experiências virtuais que incluem cenários para eventos online, clipes musicais, propagandas de produtos, experiências em realidade virtual (VR), produção de cenas em realidade aumentada (AR) para TV e criação de avatares virtuais para clientes como Samsung, Cimed, XP Investimentos, Grupo Bandeirantes e Lojas Renner.
Entre os destaques das tecnologias utilizadas pelo estúdio, está o RTX Voice, plug-in que usa as GPUs NVIDIA e os recursos de IA para remover o ruído de fundo que pode atrapalhar transmissões, chats por voz e reuniões por videoconferência, por exemplo. Isso permite que os usuários façam lives ou participem de reuniões sem ter que se preocupar com ruídos indesejados, como digitação no teclado ou outros sons altos do ambiente. O plug-in também diminui o ruído de fundo de jogadores em ambientes barulhentos, facilitando a compreensão do áudio de entrada.
Outra solução que facilitou a rotina de produção do TDFX é o Audio2Face, aplicação que integra a plataforma NVIDIA Omniverse e que simplifica a animação de personagens 3D para que corresponda à faixa de dublagem, seja na animação de games e filmes ou assistentes digitais em tempo real. É possível captar a voz real e aplicá-la em avatares de forma prática, já que a pessoa no qual o avatar se espelha não precisa estar presente durante as gravações.
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Ubrafe obtém liminar na Justiça Federal que reduz retenção de imposto de renda sobre dividendos de associadas

A União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) obteve uma liminar favorável junto à Justiça Federal do Distrito Federal que reduz a alíquota de retenção do Imposto de Renda (IR) incidente sobre lucros e dividendos distribuídos a sócios pessoas físicas. A medida beneficia as empresas associadas à entidade em todo o país e abrange repasses mensais compreendidos na faixa entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.
Concedida no âmbito do Mandado de Segurança Coletivo nº 1109346-72.2026.4.01.3400, em trâmite na 4ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do DF, a decisão visa alinhar a retenção na fonte à alíquota projetada na declaração de ajuste anual, evitando a antecipação excessiva de tributos e preservando a liquidez das operações do setor de eventos.
“A decisão permite que a retenção de IR sobre pagamentos mensais entre R$ 50 mil e R$ 100 mil acompanhe a tributação anual projetada, reduzindo a antecipação de valores que poderiam permanecer retidos até o ajuste anual. A medida beneficia as associadas da Ubrafe independentemente do regime tributário, enquanto a questão específica da dupla tributação no lucro presumido será analisada na sentença”, explica Alessandro Ragazzi, advogado responsável pelo acompanhamento jurídico da entidade.
Para a aplicação da liminar, as companhias filiadas devem manter arquivados o comprovante de associação e a cópia da decisão judicial, orientando o processo de escrituração contábil até a consolidação da declaração de ajuste anual.
“A atuação da Ubrafe busca justamente identificar questões que impactam diretamente as empresas do setor e buscar soluções que tragam mais segurança e previsibilidade para os associados. Neste caso, a decisão evita que uma retenção mensal de 10% gere um desembolso antecipado maior do que o imposto que poderá ser efetivamente devido no ajuste anual, preservando recursos importantes para a operação das empresas”, destaca Paulo Octávio Pereira de Almeida (P.O.), presidente-executivo da Ubrafe.
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Apro+Som fortalece atuação em direitos autorais, internacionalização e regulamentação da produção sonora nacional

O setor audiovisual brasileiro vivencia um paradoxo histórico: embora o som represente metade da experiência de qualquer obra, sua produção ainda busca equivalência institucional, econômica e criativa em relação à imagem. Para transformar o reconhecimento do áudio em novas oportunidades de negócios, remuneração e projeção internacional, a Associação Brasileira das Produtoras de Som (Apro+Som), sob a liderança de sua presidente Bia Ambrogi, tem intensificado sua agenda de ações e articulações institucionais.
À frente da entidade desde 2022, Ambrogi vem liderando diálogos estratégicos com o poder público e entidades do setor. Uma das frentes prioritárias é a viabilização da arrecadação de direitos autorais e patrimoniais pela execução pública de obras sonoras na publicidade. A partir de conversas com a Secretaria de Direito Autoral e Intelectual, a entidade identificou a inexistência de impedimentos legais para essa cobrança, iniciando a estruturação do modelo junto às entidades de gestão coletiva.
“A possibilidade de arrecadação pode criar uma nova fonte de remuneração para autores e profissionais envolvidos na produção sonora e, ao mesmo tempo, reforçar o reconhecimento do valor econômico do áudio dentro da cadeia audiovisual. Durante muito tempo, ele foi tratado como complemento da imagem, quando, na verdade, são duas linguagens que se unen para formar uma obra. Nosso trabalho é fazer o mercado reconhecer, valorizar e remunerar essa metade”, afirma Bia Ambrogi.
No âmbito internacional, a associação estrutura a iniciativa Áudio Brasil, voltada à exportação da produção sonora nacional em parceria com ApexBrasil e Sebrae. A entidade também integra o movimento Brasil para o Mundo (BPOM), do qual Ambrogi é cofundadora, com foco na geração de negócios e contratos internacionais para a economia criativa. No ambiente de premiações globais, a presidente destaca como avanço a inclusão, na edição de 2026 do festival El Ojo de Iberoamérica, da categoria dedicada à melhor produtora de áudio e som da região.
A atuação abrange ainda frentes legislativas no Congresso Nacional. A Apro+Som acompanha o Projeto de Lei 1.776/2025, conhecido como “Pague em 15”, que propõe o teto de 15 dias corridos para pagamentos de contratos de até R$ 200 mil no setor criativo, e participa ativamente da Frente IA Responsável nos debates sobre o Projeto de Lei 2.338/2023, defendendo a transparência, o consentimento e a remuneração pelo uso de obras no treinamento de ferramentas de inteligência artificial.
Para os próximos anos, o plano de trabalho da entidade prevê a criação de uma base de dados consolidada da produção sonora brasileira, a implementação de guias de boas práticas e a realização do primeiro Fórum de Produção Sonora.







