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Nilson Filatieri – Como gerar reputação para sua marca?

Entre as prioridades de uma empresa, sem dúvidas, está a reputação da marca, para que a organização se mantenha competitiva no mercado e aumente o valor do seu negócio aos consumidores. Ao obter uma boa reputação, a companhia conseguirá diversos benefícios, como maior valor de marca e facilidade para conquistar novos clientes. Esse é um desafio cada vez mais comum para as organizações e por isso é preciso separar os principais pontos para se conseguir gerar uma boa credibilidade.
E qual o primeiro passo para conseguir isso? Saber quem é o seu público e como você quer que sua marca seja vista por ele. É fundamental definir esse posicionamento e direcionar suas ações para construir essa imagem entre seus consumidores. Uma vez que se tenha definido o público e como falar com ele, ou seja, qual a forma de contato e a comunicação esperada, fica mais fácil construir uma boa reputação, atendendo às necessidades desse público e focando esforços para sua satisfação.
Para que se consiga oferecer um atendimento, as empresas necessitam de bons planos de comunicação que saibam construir uma imagem e usar seus canais de contato com os clientes de forma inteligente. O mais adequado é fazer uso dos meios nos quais seu público está presente, como redes sociais ou lojas online. Mais que do que isso, é preciso planejar qual ocasião ideal para efetuar contatos, seja para oferecer produtos, novidades ou conteúdo.
Uma excelente dica é projetar todas as ações de comunicação da empresa com antecedência, produzindo conteúdo e revisando tudo antes de liberar qualquer peça para divulgação. Analise se o conteúdo faz sentido para o seu público e se passa a mensagem correta. Além disso, garanta que não haja nenhum erro que possa comprometer a imagem da empresa, como erros de português, oferta de preços incorretos. Isso, quando incorreto, pode causar irritação no consumidor.
Para se definir quais são as melhores ações e abordagens, é preciso usar a base de dados de seus clientes. Utilize canais de feedback e colete informações importantes sobre como sua marca é vista pelo público consumidor. Forneça um ambiente aberto a críticas, realize pesquisas de satisfação com seus consumidores online e até mesmo realize o treinamento de seus colaboradores para sempre ouvirem críticas feitas ao serviço, produto ou até mesmo características do ambiente de loja. Utilize todas as informações que conseguir para melhorar os diversos aspectos da empresa, e por consequência, sua reputação.
Um erro comum que venho notando e que influencia na respeitabilidade das marcas é o de não garantirem a boa comunicação interna da empresa. Isso acaba fazendo com que as ações de diferentes áreas não estejam alinhadas. Um exemplo claro é a Black Friday. Se uma equipe de marketing planeja uma ação que dará desconto de 50% nos produtos, mas isso não foi alinhado com a equipe de logística, que por motivos de capacidade, não consegue realizar as entregas nos prazos prometidos, teremos problemas na reputação da empresa. O consumidor acaba pensando que se trata de uma empresa que não cumpre aquilo que promete.
Alinhar as ações com sua equipe, definir um plano estratégico e entender o seu público são fatores primordiais para construir uma marca credível e garantir os benefícios que isso pode trazer para a sua empresa. Mas lembre-se: não é somente construir a reputação da sua marca, sua operação deve cumprir e sustentar esse posicionamento. É uma questão de coerência.
Nilson Filatieri é CEO e co-fundador da HeroSpark, solução para empreendedores digitais
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O novo valor de estar lá

*Rodrigo Villaboim
Em um mundo onde quase tudo pode ser criado por inteligência artificial, viver algo de verdade ganha outro peso.
Tenho pensado bastante sobre o impacto da IA no marketing. E, quanto mais observo o que ela já é capaz de fazer, mais chego a uma conclusão que, à primeira vista, parece contraditória: a inteligência artificial pode tornar o Live Marketing ainda mais importante.
Hoje já conseguimos criar textos, imagens, filmes, músicas e campanhas inteiras em uma velocidade que seria inimaginável poucos anos atrás. A capacidade de produzir, testar e personalizar conteúdo tende a crescer ainda mais.
Em Cannes Lions 2026, a IA esteve, obviamente, no centro das discussões. Mas um dado apresentado pela McKinsey me chamou a atenção: quase 60% dos profissionais de marketing já utilizam IA várias vezes por semana, mas apenas 10% redesenharam de fato seus processos para capturar um impacto relevante no negócio.
Estamos usando muito. Mas ainda estamos aprendendo o que fazer com tudo isso.
A própria McKinsey aponta cinco pilares que devem moldar o futuro do marketing: insights, criatividade, personalização, comércio com agentes de IA e orquestração.
Tudo indica que teremos cada vez mais capacidade de produzir conteúdo em escala. E talvez esse seja justamente o ponto.
O conteúdo está ficando abundante.
O problema dos próximos anos talvez não seja mais produzir. Será conseguir atenção. E, principalmente, conseguir confiança.
Uma pesquisa da Deloitte mostra que 70% das pessoas familiarizadas com IA generativa dizem que conteúdos criados por inteligência artificial tornam mais difícil confiar no que veem online. Além disso, 59% afirmam ter dificuldade para distinguir conteúdos produzidos por humanos daqueles gerados por IA.
É nesse cenário que, para mim, o mundo físico começa a ganhar um valor diferente.
Porque existe uma coisa que continua difícil de sintetizar: estar lá.
Entrar em um estádio. Encontrar alguém. Experimentar um produto. Participar de uma convenção. Cantar junto. Conversar. Se emocionar. Voltar para casa contando para alguém o que aconteceu. São experiências que não dependem apenas do conteúdo que consumimos, mas daquilo que sentimos quando estamos presentes.
A Freeman vem estudando justamente o papel da confiança nas experiências presenciais. Seu Trust Report aponta que, enquanto a confiança em diferentes fontes de informação vem caindo, os eventos ao vivo continuam sendo espaços importantes para construir conexões confiáveis.
E aqui existe um paradoxo interessante. Quanto mais tecnologia tivermos, talvez mais valor tenha aquilo que é genuinamente humano.
Não acredito, porém, que isso seja uma disputa entre inteligência artificial e experiência humana. É justamente o contrário.
A IA pode ajudar o Live Marketing a entender melhor os públicos, personalizar jornadas, produzir conteúdos, eliminar tarefas operacionais e melhorar a capacidade de mensurar resultados. Pode tornar uma experiência mais relevante antes, durante e depois de ela acontecer. O ponto é entender onde a tecnologia deve entrar.
Talvez o melhor uso da IA no Live Marketing não seja fazer com que ela apareça mais. Seja permitir que a experiência apareça mais. Durante muito tempo, discutimos como levar o físico para o digital. Criamos experiências híbridas, transmissões, ativações nas redes sociais e diferentes formas de ampliar o alcance de um evento. Talvez agora também seja hora de pensar no movimento contrário: como usar o digital para aumentar o valor do encontro físico.
Outro dado da Deloitte reforça essa possibilidade: 76% das pessoas que já utilizaram IA generativa em projetos ou tarefas dizem que ela amplifica a criatividade humana.
Eu concordo. A tecnologia pode assumir parte daquilo que é escalável, operacional e repetitivo. E, justamente por isso, podemos dedicar mais energia àquilo que não é tão facilmente automatizado: criar encontros, provocar emoções, gerar pertencimento e construir memórias.
Em um mundo onde uma imagem pode não ser real, uma voz pode não ser real, um vídeo pode não ser real e até uma pessoa pode não ser real, viver alguma coisa de verdade ganha outro peso. Talvez esse seja um dos grandes diferenciais do Live Marketing nos próximos anos. Não competir com a tecnologia. Usá-la para tornar a experiência humana ainda mais relevante. A IA vai transformar profundamente o marketing. E eu quero usá-la cada vez mais.
Mas existe uma frase que talvez fique cada vez mais valiosa para as marcas:
Eu estava lá.
*Rodrigo Villaboim – Sócio-fundador da Agência .be Comunica
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Quanto mais dados temos sobre o cliente, mais precisamos aprender a conhecê-lo









