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Marketing digital é uma das grandes apostas do Grupo Stefanini, que anuncia aquisição da Ecglobal

Com um faturamento de R$ 5 bilhões em 2021 e expectativa acima de R$ 6 bilhões este ano, utilizando uma estratégia baseada em crescimento orgânico e aquisições, o Grupo Stefanini dá mais um passo para ampliar seu ecossistema de inovação composto por mais de 30 empresas. Dessa vez, o foco é complementar o portfólio de soluções do ecossistema de marketing digital, batizado de Haus, com a aquisição da Ecglobal, uma empresa brasileira, com operações no exterior – países da América Latina e Estados Unidos -, que desenvolveu uma plataforma colaborativa, com tecnologia proprietária, para criar comunidades e redes sociais. O objetivo é que marcas e consumidores se engajem, colaborem e cocriem melhores produtos e experiências, sendo os dados de propriedade das empresas.
Responsável por divulgar anualmente o Net Love Score – NLS, estudo que revela as marcas que conquistaram o Brasil, a Ecglobal busca entender a evolução das tendências comportamentais dos consumidores, a partir da combinação de social listening em comunidades, com metodologias de pesquisas quantitativas e qualitativas. Sua plataforma promove uma participação ativa na rotina das pessoas por meio da automação e inteligência de dados e consegue interagir rapidamente em torno de uma causa ou propósito, impulsionando novos negócios.
Pela rede Ecglobal, as equipes de marketing, inovação e CX/UX podem desenvolver e validar conceitos, próximas inovações, experiências, posicionamento e comunicação. Da mesma maneira, a área de pesquisa pode gerar insights estratégicos para os departamentos de marketing e branding. É um espaço onde os participantes podem ouvir e ser ouvidos, receber informações e influenciar decisões de marcas e organizações que admiram.
Para o Managing Partner da Haus, Guilherme Stefanini, a chegada da Ecglobal ao grupo reforça a estratégia de aportar cada vez tecnologia e inteligência ao marketing para trazer resultados. Ao unir expertises, as empresas ampliam a capacidade de analisar dados, geram mais inteligência, se aproximam dos clientes e criam comunidades, que podem ser segmentadas por interesses comuns, discutem alternativas para tomar decisões mais assertivas e agregar valor ao negócio.
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Pesquisa revela que 51% dos profissionais de Marketing veem a qualidade da produção de IA como equivalente à de humanos

Com aplicações que vão da otimização de estratégias à automação de tarefas e à personalização de experiências para clientes, a Inteligência Artificial tem transformado rapidamente o setor de marketing no Brasil. Apesar da adoção massiva, menos de 20% dos profissionais avaliam esses impactos como majoritariamente positivos, segundo estudo realizado pela agência Enlink com colaboradores da área, entre setembro e dezembro de 2025.
Levantamentos conduzidos pelo IAB Brasil em parceria com a Nielsen, divulgados em fevereiro deste ano, indicavam o uso de IA por 80% das agências brasileiras. Já o novo estudo da pesquisa Enlink aponta que a tecnologia está presente em 100% das iniciativas de marketing analisadas, sendo que 40% fazem uso frequente dessas ferramentas.
Entre as soluções mais utilizadas, o ChatGPT lidera com ampla vantagem, sendo apontado como ferramenta preferida por 97,7% dos entrevistados, seguido pelo Gemini, citado por 31%. Esse uso intensivo reflete-se na percepção sobre a qualidade do conteúdo gerado, que, segundo 51% dos profissionais, já alcança um nível equivalente ao humano.
Apesar do amplo uso, características das ferramentas preocupam os profissionais, sobretudo quanto à imprecisão de informações, fato que gera desconfiança em mais de 50% dos entrevistados, os quais ressaltam a importância de checar as informações antes de concluir a aplicação. Mesmo com o receio, mais de 43% das iniciativas pretendem ampliar o uso ao longo do próximo ano.
Conforme detalha Manu Sanches, fundadora da Enlink, a pesquisa realizada teve como principal finalidade compreender de que forma a IA pode impactar o tráfego orgânico, mas os profissionais entrevistados parecem não ter chegado a um consenso sobre isso. “Ouvimos pessoas de diversas agências das regiões Sul e Sudeste, mas o que mais nos chamou atenção foi o quanto os profissionais estão longe de um denominador comum quanto ao impacto da IA sobre o tráfego orgânico. Ouvimos desde que essa finalidade está em declínio e gera ‘migalhas’, até que ela será a maior fonte para aquisição desse tipo de ativo no próximo ano”, explica.
Os dados apontam, portanto, um cenário em que a Inteligência Artificial já está amplamente incorporada às rotinas do Marketing brasileiro, ao mesmo tempo em que desperta percepções distintas entre os profissionais do setor. Enquanto parte dos entrevistados destaca ganhos operacionais e reconhece avanços na qualidade dos conteúdos







