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Marabraz investe em digitalização e se torna marketplace

A Marabraz, empresa especialista em móveis e decoração, acaba de abrir sua plataforma para pequenos e médios vendedores do segmento para que possam oferecer seus produtos. A plataforma será uma vitrine e possibilitará esse “encontro” com o consumidor final. Essa nova modalidade aplicada no e-commerce da marca deverá responder por quase 30% das vendas do site.
A estratégia de mercado visa fortalecer a gama de produtos oferecidos, que hoje somam mais de 15 mil itens. Serão adicionados a essa lista produtos de utilidade doméstica e de casa, mesa e banho, climatização, telefonia, além de claro, móveis, eletrodomésticos, entre outras novas categorias que irão complementar o portfólio oferecido no e-commerce da empresa a fim de transformar a marca em um marketplace de referência no nicho de casa e decoração.
De acordo com Nader Fares, CEO da empresa, o marketplace da Marabraz surge seguindo uma tendência de mercado B2C. “Ele nasce com o propósito de se tornar uma vitrine e contribuir com indústrias, pequenos e médios empresários. A empresa quer unir sua marca conhecida e forte a fim de auxiliar outras a venderem seus produtos de uma forma eficaz, oferecendo além de um tráfego de qualidade, uma maior visibilidade.”
Os benefícios para a marca que atua a mais de 35 anos no mercado de móveis serão principalmente logísticos, pois não precisará de espaço físico, para alocar produtos em estoque, e de transporte, uma vez que os vendedores parceiros serão responsáveis por ambas partes. Isso permitirá um crescimento exponencial da empresa e não mais um crescimento sempre atrelado a sua capacidade de produção.
Além de poupar esses vendedores de um investimento e gasto considerável para desenvolver o próprio e-commerce e melhorar a exposição dos produtos, a Marabraz propõe uma facilidade no processo de compra e vendas entre as partes, que será totalmente administrada pela varejista. E, ainda, algo muito importante é que não existirá qualquer tipo de assinatura mensal ou fidelidade para dispor os produtos na plataforma, somente será cobrada uma taxa de manutenção quando houver vendas, algo que é praxe no mercado.
Para participar desse marketplace, o setor de qualidade da Marabraz fará o levantamento da reputação da empresa por meio de canais que exponham a satisfação e opinião de consumidores. “Em compromisso com a qualidade dos produtos oferecidos na loja, somente as melhores empresas avaliadas positivamente ingressarão à plataforma. Uma das maiores preocupações é trazer para o site marcas que ofereçam produtos de qualidade, além de um perfeito atendimento ao cliente final, garantindo, assim, uma ótima experiência de compra”, explica Felipe Cazita, head de Marketplace da Marabraz.
O ingresso da empresa nessa modalidade abre as portas para os pequenos players do nicho em que atua. Uma oportunidade para colocar em prática uma relação ganha-ganha, que alinha a expertise e público extremamente qualificado da Marabraz a uma maior gama de produtos na plataforma. Sendo assim, o marketplace adotado pela empresa visa alavancar as vendas dos pequenos e médios varejistas do setor.
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IVC reformula auditoria de eventos e passa a oferecer certificação ‘ad hoc’ com desduplicação de dados presenciais e remotos

O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) anunciou uma reestruturação em seu serviço de auditoria para o setor de eventos. A partir da mudança, a verificação deixa de figurar como uma categoria fixa de filiação e passa a ser oferecida na modalidade ad hoc para veículos filiados e empresas organizadoras associadas como assinantes. A evolução metodológica abrange a aferição de públicos híbridos (presenciais e virtuais) com desduplicação total de dados.
O serviço atende a diferentes formatos do mercado, incluindo encontros B2B, B2C, feiras técnicas, congressos científicos, simpósios e webinars. A auditoria é estruturada em três eixos principais: controle e validação de acessos de visitantes únicos (cruzando credenciamento, catracas e bilheteria); inteligência de perfil demográfico e cargos decisórios; e certificação documental de expositores, palestras paralelas e ações promocionais. “A medida é parte de uma das principais metas do Instituto de trazer aos decisores de marketing e comunicação dados que possam integrar os pontos de contato da mídia com suas audiências, em uma estratégia de presença cada vez mais omnichannel. Neste sentido, o Instituto pode agregar dados de impresso, websites, newsletters, streaming, eventos e, ocasionalmente, redes sociais”, afirma Pedro Silva, presidente-executivo do IVC.
A contratação do serviço pode ser solicitada via canal oficial do instituto antes do início do evento, com custo fixo de R$ 782,60 por edição, além de despesas operacionais em caso de acompanhamento in loco.
O aperfeiçoamento da metodologia acompanha a expansão econômica do segmento. Dados do Observatório da Indústria/SENAI estimam que a cadeia de eventos no Brasil movimentará mais de R$ 1,5 bilhão até 2035, representando cerca de 5% do PIB nacional. “À medida que o segmento de eventos cresce, aumenta proporcionalmente a demanda de anunciantes e patrocinadores por transparência, com dados precisos de audiência. Desta forma, o IVC transforma números declarados em informações certificadas imprescindíveis para investimentos seguros, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do governo”, destaca Marco Aurélio Souza, gerente de auditoria e projetos de mídia do IVC.
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Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.
Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.
O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.
Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.







