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Magalu lança campanha de Dia dos Namorados em formato de novela mexicana

O Magalu lançou a sua nova campanha para o Dia dos Namorados, intitulada “Presente Sem Drama”. Criada pela agência Ogilvy Brasil, a produção mostra que no Magalu não há erro na hora de escolher o presente para o seu par. Inspirado nas novelas mexicanas e com roteiro baseado nas famosas D.R. (discussões de relacionamento), o material apresenta quatro episódios que prometem emoção e diversão, mostrando a diversidade de sortimento que existe na companhia.
“Apostamos na construção de uma campanha totalmente elaborada para as redes sociais, com a linguagem da internet e alinhada às tendências do TikTok e reels, com forte potencial para engajamento”, diz Silvia Machado, CMO do Magalu. Esta ação também terá uma novidade no formato de reverberação, um desafio lançado para criadores de conteúdo através do formato TTCC (TikTok Creative Challenge), que vai permitir que mesmo os criadores que não foram contratados diretamente para as gravações originais da webnovela, possam ter também a oportunidade de criarem suas novelinhas de maneira orgânica e serem remunerados pelo conteúdo.
Quem nunca exagerou em uma D.R. com o parceiro? Quando se trata de presente na principal data dos casais, o 12 de junho, essa situação pode se tornar ainda pior. Por isso, o Magalu é o destino certo para comprar o presente ideal, evitar o drama e ter um final feliz neste Dia dos Namorados. Para contar essa história, foram convidados os influenciadores Reeh Augusto, Yasmin Castilho, Leonardo Bagarolo e Rafa Cesar. O formato de web novela foi escolhido justamente pela popularidade entre diferentes audiências, especialmente no TikTok. A proposta nasceu a partir de um insight coletado pelo time de redes sociais do Magalu, com base em pesquisas e social listening realizados a partir de plataformas parceiras como Sprinklr e Winnin Insights.
“Foi muito gostoso trabalhar nessa campanha do Magalu, eles trouxeram uma equipe em casa e uma produtora que faz um trabalho mais profissional. A gente adora o audiovisual, então, para gente foi muito satisfatório transformar nossa casa num set de filmagem. O Magalu já é parceiro de longa data, e quanto mais a gente trabalha com marca que dá liberdade para gente coproduzir, melhor, porque nós temos o nosso público e conhecemos a nossa audiência, e a marca escolhe a gente por isso, né, para se encaixar também nas pessoas que a gente atinge”, destaca Léo Bagarolo, Influenciador.
“No resumo, vamos dramatizar o momento de presentear no estilo de uma novela, com dublagens, DRs e mostrar como tudo se resolve com o presente certo do Magalu. Essa ‘novela’ será protagonizada em parceria com criadores de conteúdo, utilizando formatos nativos das redes sociais e referências a memes do cotidiano, garantindo uma conexão divertida e autêntica com o público. Essa é uma campanha que traz a voz da marca priorizando o conteúdo de entretenimento, uma estratégia eficiente na construção da consideração do Magalu como destino de compra para a data”, afirma Cristian Santoro, diretor-executivo de criação da Ogilvy Brasil.
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2a1 Cenografia une engenharia e inteligência cenográfica para estruturar a Casa Warner em Brasília

No mercado de live marketing e entretenimento, a transição de um conceito criativo para uma estrutura física de grande porte é frequentemente vista como um ato puramente intuitivo. No entanto, para a 2a1 Cenografia, empresa referência no setor com mais de 27 anos de experiência e responsável por grandes produções na América Latina e nos Estados Unidos, essa transformação é o resultado de um rigoroso processo de engenharia, estratégia de fluxo e viabilidade técnica.
A empresa defende que o sucesso de uma ativação não depende apenas da estética, mas de uma metodologia que garanta que a ideia original sobreviva à execução física sem perder sua essência. O exemplo mais recente desse rigor metodológico pode ser conferido pelo público na edição da Casa Warner em Brasília, onde universos icônicos do entretenimento ganham vida através de cenários detalhados e interativos.
Para a 2a1, transformar ideias em experiências físicas exige uma visão 360º que vai muito além do design. Envolve entender o comportamento do visitante, a durabilidade dos materiais e a logística de montagem em tempo recorde. Cada decisão, do posicionamento de uma luz à textura de uma parede, é baseada em dados e objetivos de marca. “Muitas pessoas acreditam que criar uma experiência como a Casa Warner é um processo puramente artístico, movido pela inspiração. Na realidade, é o oposto: é um processo altamente estruturado, composto por decisões estratégicas e técnicas. Para que uma ideia se torne uma experiência física de impacto, precisamos traduzir o lúdico para a engenharia. Se não houver estratégia por trás da criatividade, o projeto é apenas um cenário; conosco, ele se torna uma jornada emocional e funcional para o público”, afirma Danielle Paulino, CCO da 2a1.
A exposição, realizada em parceria com a Warner Bros. Discovery Global Experiences (WBDGE) e instalada no ParkShopping Brasília, serve como o laboratório perfeito para demonstrar essa filosofia de trabalho. Ao transpor franquias globais para o espaço físico, a 2a1 aplicou inteligência cenográfica para garantir que o fã se sinta, de fato, dentro de seus filmes e séries favoritos.
A precisão na execução garante que a escala, as cores e a interatividade funcionem de forma orgânica, suportando o alto fluxo de visitantes diários e consolidando o espaço como um case de sucesso em brand experience e engenharia de entretenimento.
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Descompasso estratégico limita o retorno sobre o investimento na Creator Economy brasileira

A consolidação do marketing de influência como uma das principais forças do branding contemporâneo é incontestável, mas a execução das campanhas ainda esbarra em dores estruturais. No Brasil, embora 94% das corporações reconheçam que parcerias contínuas e de longo prazo com criadores de conteúdo geram retornos mais consistentes, expressivos 70% do mercado ainda concentram suas verbas em ativações puramente táticas e pontuais. Os dados são da Pesquisa ROI & Influência, realizada pela YOUPIX em parceria com a Nielsen.
Este descompasso ganhou contornos mais urgentes após os debates do SXSW 2026. O festival global de inovação chancelou a Creator Economy como uma agenda estratégica de alta liderança e geração de novos negócios, pressionando as marcas a abandonarem os vícios de formatos analógicos de publicidade.
Para Thyago Iasino, diretor de estratégias digitais, canais e conteúdo da HouseCricket, a indústria precisa recalibrar sua visão operacional. “O influenciador deixou de ser mídia. Quem ainda trata creator como espaço publicitário está comprando alcance e abrindo mão do principal ativo dessa relação, que é a confiança construída com a audiência”, pontua o executivo.
Essa transformação é empurrada por uma mudança drástica no comportamento do consumidor. Atualmente, 65% dos internautas brasileiros já efetuaram compras motivados por recomendações nas redes sociais (Opinion Box), ao passo que, na esfera global, o índice de pessoas impactadas por criadores em suas decisões financeiras chega a 86%. O cenário prova que a métrica de sucesso migrou do alcance em massa para a profundidade da conexão.
Um dos grandes consensos do mercado corporativo em 2026 é a transição dos influenciadores de meros canais de distribuição para verdadeiras unidades de negócio independentes. O ecossistema caminha para um modelo onde os creators assumem papéis consultivos, atuando no planejamento de campanhas, na validação de portfólios em laboratórios de inovação e, frequentemente, como sócios e cocriadores de linhas de produtos em regime de joint venture.
Essa sofisticação eleva a régua da cobrança por eficiência. O investimento no setor deixou a gaveta de verbas experimentais de live marketing e passou a exigir um impacto nítido nos principais indicadores de performance (KPIs) das empresas, como custo de aquisição de clientes (CAC), conversão em vendas e ganho de market share.
Apesar do amadurecimento conceitual, a comprovação de dados continua sendo o calcanhar de Aquiles das agências e marcas. De acordo com o relatório Influencer Trends 2026, assinado pela Ogilvy, metade dos profissionais de marketing globais (50%) admite não ter ferramentas ou processos claros para provar o retorno financeiro (ROI) de suas ações com influenciadores. Mais grave ainda: 44% das campanhas rodam sem metas preestabelecidas.
Com o aumento expressivo dos aportes financeiros na Creator Economy, o mercado caminha a passos largos para um cenário de severa cobrança por maturidade profissional. As marcas que saírem na frente serão aquelas que entenderem que o marketing de influência não se resume a um post pago no feed, mas sim a uma construção de reputação a longo prazo, cujo ativo final é a confiança do consumidor.








