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Google leva Gemini às ruas do Rio e São Paulo com campanha interativa criada pela IA

As ruas de São Paulo e Rio de Janeiro vão experimentar um pouco da interatividade promovida pelo Gemini, assistente de inteligência artificial (IA) do Google, em dezembro. Para promover a chegada da ferramenta de geração de imagens ImaGen à plataforma, por uma semana, mais de 30 mil telas de digital-out-of-home estarão dedicadas aos Babies Pets, imagens criadas usando a inteligência artificial do Google que mostram animais durante tarefas inusitadas, como um cachorrinho pedalando na orla, um gatinho andando de skate, um bebê capivara trabalhando e uma ovelha fazendo crochê.
“Apostamos em destacar o potencial ilimitado do Gemini em dar vida aos mais versáteis pedidos dos usuários, dos mais simples aos mais engenhosos e criativos”, afirma Maria Clara Fleury, head de marketing de consumidor e IA do Google.
A campanha vai ser ainda mais especial em três endereços: quem estiver passando pelo Shopping Boulevard Tatuapé ou Avenida Paulista, em frente à Cásper Líbero, em São Paulo, e Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, poderá interagir com o Gemini diretamente pelo DOOH por meio de comandos (prompts) em tempo real. Será possível criar um roteiro de viagens em Salvador, saber curiosidades sobre a Paulista e até pedir dicas de presentes para os amigos secretos de final de ano.
Lançado em 2023, o Gemini caiu no gosto dos brasileiros ao se tornar um parceiro inteligente para o dia a dia das pessoas. Com ele é possível gerar conteúdo, identificar tendências, criar rascunhos e fazer a revisão de e-mails, entre outras coisas, funcionando como uma “mãozinha” para tarefas simples e complexas.
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Pesquisa revela que 51% dos profissionais de Marketing veem a qualidade da produção de IA como equivalente à de humanos

Com aplicações que vão da otimização de estratégias à automação de tarefas e à personalização de experiências para clientes, a Inteligência Artificial tem transformado rapidamente o setor de marketing no Brasil. Apesar da adoção massiva, menos de 20% dos profissionais avaliam esses impactos como majoritariamente positivos, segundo estudo realizado pela agência Enlink com colaboradores da área, entre setembro e dezembro de 2025.
Levantamentos conduzidos pelo IAB Brasil em parceria com a Nielsen, divulgados em fevereiro deste ano, indicavam o uso de IA por 80% das agências brasileiras. Já o novo estudo da pesquisa Enlink aponta que a tecnologia está presente em 100% das iniciativas de marketing analisadas, sendo que 40% fazem uso frequente dessas ferramentas.
Entre as soluções mais utilizadas, o ChatGPT lidera com ampla vantagem, sendo apontado como ferramenta preferida por 97,7% dos entrevistados, seguido pelo Gemini, citado por 31%. Esse uso intensivo reflete-se na percepção sobre a qualidade do conteúdo gerado, que, segundo 51% dos profissionais, já alcança um nível equivalente ao humano.
Apesar do amplo uso, características das ferramentas preocupam os profissionais, sobretudo quanto à imprecisão de informações, fato que gera desconfiança em mais de 50% dos entrevistados, os quais ressaltam a importância de checar as informações antes de concluir a aplicação. Mesmo com o receio, mais de 43% das iniciativas pretendem ampliar o uso ao longo do próximo ano.
Conforme detalha Manu Sanches, fundadora da Enlink, a pesquisa realizada teve como principal finalidade compreender de que forma a IA pode impactar o tráfego orgânico, mas os profissionais entrevistados parecem não ter chegado a um consenso sobre isso. “Ouvimos pessoas de diversas agências das regiões Sul e Sudeste, mas o que mais nos chamou atenção foi o quanto os profissionais estão longe de um denominador comum quanto ao impacto da IA sobre o tráfego orgânico. Ouvimos desde que essa finalidade está em declínio e gera ‘migalhas’, até que ela será a maior fonte para aquisição desse tipo de ativo no próximo ano”, explica.
Os dados apontam, portanto, um cenário em que a Inteligência Artificial já está amplamente incorporada às rotinas do Marketing brasileiro, ao mesmo tempo em que desperta percepções distintas entre os profissionais do setor. Enquanto parte dos entrevistados destaca ganhos operacionais e reconhece avanços na qualidade dos conteúdos







