Empresa
Fundação Grupo Boticário faz 1º Mapa de Empreendedorismo Sustentável da Grande Reserva Mata Atlântica

Negócios que promovem impacto positivo para a conservação da natureza e para o desenvolvimento socioambiental nos litorais sul de São Paulo, do Paraná e norte de Santa Catarina têm a oportunidade de ganhar visibilidade e passar por mentoria para aprimorar processos e alavancar resultados. Interessados em participar do 1º Mapa de Empreendedorismo Sustentável na Grande Reserva Mata Atlântica podem se inscrever até o dia 10 de maio.
A iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, com apoio da plataforma Pipe.Social, tem o objetivo de mapear e dar visibilidade a negócios que trazem impacto ambiental positivo para a região. “A partir desta chamada, queremos ter um retrato dos negócios de impacto positivo para a natureza nos 46 municípios que fazem parte da Grande Reserva, o maior remanescente de Mata Atlântica do Brasil. Uma região com imenso potencial e rica diversidade histórica, cultural, gastronômica e de atrativos naturais”, afirma o coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, Guilherme Karam.
Além da inscrição de startups, empreendimentos e organizações da sociedade civil, a chamada também convoca protótipos que tenham modelos de negócio sustentáveis com o propósito de beneficiar o meio ambiente. “Estas informações nos ajudarão a traçar ações para região nos próximos cinco anos e a conectar diferentes atores com o intuito de fortalecer os negócios”, explica Karam.
O mapeamento será apresentado em junho e é voltado para negócios com cadeias de valor nas seguintes áreas: turismo sustentável; cadeias produtivas da biodiversidade; fortalecimento de áreas protegidas; conservação de ecossistemas e da biodiversidade; sustentabilidade marinha; agropecuária sustentável; produtos e serviços sustentáveis; tecnologias para a conservação da natureza; e educação/comunicação para a conservação.
“A Pipe realiza o mapeamento de soluções com impacto socioambiental positivo pelo Brasil todo. Já fizemos mapas de clima, da Amazônia, de soluções para Educação etc., mas a Mata Atlântica ainda não esteve nesse holofote. Estamos muito focados em descobrir inovações e soluções que possam receber apoio e crescer!”, diz Mariana Fonseca, CEO e cofundadora da Pipe.Social.
Ainda em 2020, 10 negócios serão selecionados para uma entrevista em profundidade. Destes, pelo menos três iniciativas serão selecionadas para participar de um programa personalizado de mentoria para aprimorar e fortalecer os negócios. Informações sobre elegibilidade, critérios de avaliação e cronograma podem ser acessadas no regulamento completo no site Pipe.Social
Empresa
Estudo da Troiano aponta o branding como ativo estratégico para o crescimento da indústria farmacêutica no Brasil

A indústria farmacêutica atravessa uma transformação no modo de construir valor e relacionamento com seus públicos. Em um cenário impulsionado pelo avanço dos genéricos, digitalização da jornada de saúde e evolução dos hábitos de consumo, a diferenciação estritamente técnica deixou de ser suficiente para garantir a liderança de mercado. É o que aponta o relatório O Pulso do Mercado – Construção de Marca e Geração de Valor na Indústria da Saúde e Bem-Estar, desenvolvido pela consultoria Troiano.
O levantamento destaca dados da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e da consultoria IQVIA, que mostram que o mercado farmacêutico brasileiro movimentou R$ 246,1 bilhões em 2025, o que representa uma expansão de 11% na comparação com o ano anterior. Paralelamente, o setor ampliou seus investimentos publicitários, passando a disputar a preferência de médicos e consumidores em um ambiente onde reputação, confiança e experiência ganham protagonismo nas decisões de compra. “À medida que a ciência avança e os produtos se tornam tecnicamente semelhantes, a discussão deixa de ser apenas sobre qual molécula é mais eficiente. A disputa migra para o campo das percepções humanas. O branding é o que transforma um produto funcional em uma escolha desejada e duradoura”, analisa Cecília Russo, CEO da Troiano.
O relatório mapeia os principais vetores dessa transição no setor de saúde: a simplificação da jornada do paciente, a personalização de tratamentos apoiada por inteligência artificial, a convergência entre saúde e estilo de vida, o fortalecimento de canais diretos de relacionamento com o cliente e a busca por experiências integradas ao longo de todo o ecossistema de cuidado.
Conforme a análise da Troiano, a consolidação dos medicamentos genéricos acelera essa dinâmica. Diante de produtos com paridade técnica e funcional, as farmacêuticas buscam diferenciação competitiva ao construir atributos como credibilidade, conveniência e vínculo emocional com o público final.
O estudo cita o caso do Ozempic como um dos exemplos recentes da sinergia entre inovação científica e gestão de marca. Além do desempenho terapêutico, o fármaco tornou-se um fenômeno cultural e econômico global, ilustrando a capacidade do branding de potencializar o alcance de um produto para além de suas especificações funcionais. “O futuro da indústria será definido não apenas pela capacidade de desenvolver novas soluções, mas também pela habilidade de construir marcas relevantes, capazes de gerar confiança, simplificar experiências e ocupar um espaço legítimo na vida das pessoas”, conclui Cecília Russo.
Clique aqui para ver o estudo completo.
Empresa
Executivos e especialistas transformam o LinkedIn e expandem a Creator Economy para o ambiente corporativo

A definição da palavra creator, historicamente associada a influenciadores de entretenimento, youtubers e criadores de conteúdo para redes sociais de massa, vem passando por uma reconfiguração no mercado corporativo. Uma nova frente de produtores de conteúdo cresce no ambiente digital: executivos, CEOs, advogados, médicos, investidores e empreendedores que utilizam o LinkedIn como plataforma para construir autoridade, compartilhar conhecimentos técnicos e gerar oportunidades B2B.
Nesse cenário, a rede profissional assumiu papel estratégico na comunicação institucional. Publicações assinadas diretamente por lideranças executivas frequentemente alcançam níveis de engajamento e alcance superiores aos das páginas corporativas oficiais, aproximando diretores e fundadores de clientes, investidores, parceiros de negócios e profissionais de imprensa.
Para Victor Cabral, especialista em creator economy e fundador da Cabral Levers — hub de conexão entre influenciadores e marcas —, essa transição sinaliza a profissionalização e maturação da influência digital. “A creator economy deixou de ser um mercado exclusivo do entretenimento. Hoje, a influência também nasce da experiência, da capacidade de compartilhar conhecimento e da construção consistente de autoridade. O novo creator pode estar à frente de uma grande empresa, liderar uma área estratégica ou ser uma referência técnica no seu segmento”, analisa.
A mudança acompanha novas abordagens em gestão de reputação de marcas. A comunicação corporativa tradicional, antes centralizada unicamente nos canais institucionais da empresa, passa a ser distribuída também pelos perfis de seus porta-vozes, humanizando organizações por meio da exposição de bastidores, narrativas de negócios e posicionamentos de mercado.
A evolução desse formato demandou a estruturação de equipes dedicadas ao suporte dessas lideranças. Atualmente, executivos recorrem a profissionais de jornalismo, social media, estrategistas de comunicação e ghostwriters para transformar experiências do cotidiano corporativo em artigos, newsletters, vídeos e publicações estratégicas integradas ao planejamento da empresa.
Segundo Cabral, o movimento consolida uma nova etapa no ecossistema de conteúdo. “Estamos vendo nascer uma economia da influência baseada em conhecimento, não em entretenimento. O ativo mais valioso desses profissionais não é a quantidade de seguidores, mas a credibilidade construída ao longo da carreira. É uma influência que gera negócios, atrai talentos, fortalece marcas e abre espaço para novas oportunidades”, conclui o executivo.








