Agências
Evolução do branding esportivo: marcas se adaptam às mudanças no mundo esportivo e criam novas estratégias de conexão com os fãs

Um estádio lotado, vibrando com a energia dos torcedores, as arquibancadas tomadas por fãs vestindo as cores e camisas de seus times, atentos a cada jogada, comemorando cada gol, vivendo intensamente cada momento da partida. No entanto, enquanto todos os olhos estão voltados para o campo, existe outra presença crucial além dos jogadores e do jogo em si: as marcas. Elas estão estrategicamente inseridas nesse universo, seja em placas publicitárias ao redor do gramado, nos uniformes dos atletas ou até mesmo nas redes sociais. É nesse cenário que o marketing esportivo entra em ação, construindo a ponte entre o mundo do esporte e o mercado, criando oportunidades para que empresas se conectem emocionalmente com o público, associando-se à paixão e ao entusiasmo dos torcedores.
Nesse contexto, entra em cena o branding esportivo, que vai além da simples presença das marcas nos eventos. Se o marketing esportivo cria o vínculo inicial entre a marca e o universo do esporte, o branding é o responsável por fortalecer e sustentar essa conexão de forma contínua. Não basta patrocinar uma partida ou associar-se a um atleta de destaque, é necessário desenvolver estratégias consistentes que garantam que a marca permaneça relevante, autêntica e em sintonia com o público ao longo do tempo. O branding esportivo é, portanto, o alicerce para que essa relação entre a marca e o esporte se torne duradoura e se consolide, promovendo um crescimento sólido e sustentável.
Muitas empresas já se adaptaram às mudanças no cenário esportivo, desenvolvendo novas estratégias para se conectar com os fãs de forma mais eficiente e impactante. O aumento nos investimentos é um reflexo direto dessa transformação. Um exemplo é o Campeonato Brasileiro 2024, uma das principais competições de futebol do país, que se estende até dezembro. A expectativa é que os patrocínios gerem aproximadamente R$ 555 milhões para os clubes participantes, representando um crescimento de 66,1% em comparação à edição anterior, quando os valores ultrapassaram R$ 333 milhões.
Além disso, no primeiro trimestre deste ano, o investimento publicitário em conteúdo esportivo na TV e no digital no Brasil aumentou 37%, totalizando R$ 735 milhões, de acordo com a Kantar Ibope. Esses números mostram como o setor tem atraído mais atenção das marcas, que buscam novas formas de engajar o público e ampliar sua visibilidade.
Segundo Newton Neto, CEO da Lean Agency, agência que atende clientes como a Betnacional, a adaptação das marcas ao novo cenário esportivo vai muito além da exposição de logotipos. “Hoje, as empresas buscam criar conexões com os fãs. Não se trata apenas de estar visível, mas de fazer parte da experiência do torcedor, seja no estádio ou nas plataformas digitais”, afirma o especialista.
Evolução das ferramentas digitais e novas mídias
Com o avanço da tecnologia e o aumento do consumo de conteúdo esportivo em plataformas digitais, as marcas também estão explorando novas formas de engajamento. As redes sociais, transmissões em streaming e as plataformas de conteúdo exclusivo estão transformando a forma como os torcedores consomem o esporte, abrindo espaço para estratégias de branding mais complexas.
“As ferramentas digitais possibilitam que as marcas acompanhem o comportamento dos fãs em tempo real e criem campanhas personalizadas. Isso gera um retorno tangível, seja em termos de vendas, aumento de visibilidade ou fortalecimento da relação com o público”, explica Newton. Segundo ele, o uso de dados e a análise de métricas de engajamento são fundamentais para medir o sucesso das ações no marketing esportivo.
Muito além da visibilidade: como tangibilizar os resultados
Uma das principais questões levantadas por marcas que investem em patrocínios esportivos é como tangibilizar os resultados dessas ações. Tradicionalmente, o retorno era medido em termos de exposição da marca – quanto mais vezes o logotipo aparecesse, melhor. Hoje, a métrica vai além.
“É claro que a visibilidade continua sendo relevante, mas o que realmente faz a diferença para as empresas hoje é o impacto dessas ações no relacionamento com o consumidor. O foco agora é criar experiências que fortaleçam a conexão emocional com os torcedores”, afirma Newton Neto. Ele explica que a Lean Agency desenvolve estratégias integradas, desde o planejamento até a ativação 360°, com o objetivo de garantir que as marcas não apenas sejam vistas, mas também lembradas e valorizadas pelo público. “Trabalhamos para que as marcas se tornem parte da jornada do torcedor, criando laços que perdurem além do momento do jogo”, acrescenta.
Newton Neto destaca dicas para o sucesso no marketing esportivo. Confira:
1. Propósito claro e histórias que conectam
As marcas precisam alinhar-se a um propósito autêntico no esporte. Mais do que apenas patrocinar eventos ou atletas, o objetivo deve ser criar histórias que ressoem emocionalmente com os fãs. Um storytelling forte conecta a empresa aos valores do esporte e aos momentos singulares, tornando a mensagem mais impactante e duradoura.
2. Patrocínios orientados por dados e ativações estratégicas
Utilizar dados para identificar oportunidades e ajustar estratégias é fundamental. Patrocínios baseados em insights de audiência permitem que a marca atinja o público certo no momento ideal. Ativações inteligentes, personalizadas e criadas a partir dessas informações, geram maior engajamento e resultados mais precisos.
3. Retorno garantido através do digital
A presença digital é imprescindível para o marketing esportivo. O consumo de conteúdo em plataformas online, como redes sociais, cresce exponencialmente. Investir neste universo permite não apenas um alcance maior, mas também uma interação direta e em tempo real com os torcedores, aumentando a relevância e o impacto das campanhas.
4. ROI que vai além da exposição tradicional
O retorno sobre o investimento no marketing esportivo não se limita à exposição de marca durante as transmissões. É importante acompanhar o impacto em várias frentes, como engajamento digital, fidelidade do público e conversão em vendas. O valor está em construir relacionamentos e experiências que criam laços duradouros entre a marca e os fãs.
5. Conteúdo relevante como alavanca de resultados
Conteúdos ricos e bem produzidos, como histórias exclusivas dos bastidores, entrevistas com atletas ou insights sobre o esporte, agregam valor e engajam os fãs de maneira mais profunda.
Agências
Origami Eventos abre escritório em Miami e acelera expansão no mercado norte-americano

A Origami Eventos anunciou a abertura de um escritório em Miami, nos Estados Unidos, marcando um novo avanço em sua estratégia de internacionalização. A unidade da empresa brasileira será instalada em Brickell, distrito financeiro da cidade, em um movimento alinhado às estimativas da Allied Market Research, que projeta o mercado global de eventos corporativos em US$ 730,7 bilhões até 2035.
O aporte na nova operação acompanha a retomada dos investimentos corporativos em encontros presenciais, feiras e ativações voltadas ao relacionamento de negócios, lançamentos de produtos e posicionamento de marca. “A cidade de Miami é um dos principais centros de negócios globais, com forte presença nos setores de tecnologia, inovação e finanças, além de sediar grandes eventos corporativos e feiras internacionais ao longo do ano”, afirma Evandro Monteiro, fundador e CEO da Origami Eventos.
Segundo o executivo, a localização estratégica visa aproximação com multinacionais, fundos de investimento e empresas globais sediadas no polo financeiro da Flórida. “Estar fisicamente na cidade amplia nossa capacidade de atender clientes internacionais, ao reduzir o tempo de resposta na interação com fornecedores locais e ao permitir acompanhar de perto a execução dos projetos”, explica Evandro.
A operação nos Estados Unidos adotará uma estrutura híbrida sob a liderança do executivo João Pedro Oliveira Monteiro de Paula. A equipe local responderá pela prospecção comercial, gestão de fornecedores norte-americanos e acompanhamento presencial dos projetos. Já a matriz no Brasil continuará centralizando as etapas de planejamento estratégico, desenvolvimento criativo, inteligência de projeto, produção executiva e suporte operacional.
A abertura da sede física consolida uma atuação internacional prévia da agência. A Origami Eventos traz no portfólio a execução da cerimônia de abertura do IPO da XP Investimentos em solo norte-americano, realizada em 2019, além de projetos corporativos desenvolvidos em países da Europa, Ásia, Oriente Médio e Oceania. Entre as produções realizadas no exterior estão uma experiência corporativa no Rochedo de Gibraltar e a gestão logística de um evento para 1,3 mil pessoas nas Bahamas.
Ao longo de sua história, a empresa assinou projetos em mercados como Inglaterra, Alemanha, França, Emirados Árabes Unidos, Japão, Coreia do Sul, México e Chile, atendendo a segmentos como finanças, tecnologia, saúde, indústria farmacêutica, varejo e educação. “Já realizamos eventos em diversos países, e a abertura do escritório em Miami representa um passo natural nessa trajetória. Agora, buscamos ampliar nossa presença no mercado internacional e consolidar a atuação da Origami na criação de experiências para grandes marcas”, conclui o CEO da companhia.
Agências
Agências da Holding Clube assinam ativações de grandes marcas no Rock in Rio 2026

As agências Samba e Banco_, integrantes do ecossistema da Holding Clube, desenvolveram os projetos de brand experience e ativação para Coca-Cola, Piracanjuba, KitKat, LATAM Airlines, Schweppes e Tic Tac durante o Rock in Rio 2026. A programação, que ocorre de 4 a 13 de setembro na Cidade do Rock, reúne iniciativas voltadas ao engajamento de público, interatividade tecnológica e distribuição de brindes.
“Os festivais de música se tornaram um forte ativo de negócios para as marcas que não se limitam apenas a espaços visualmente bonitos e instagramáveis. É uma lógica simples: em um evento com muitas ofertas, a demanda vai ser direcionada para a ativação que de fato entrega uma experiência que começa na arena e que segue na vida do público para além do momento físico”, aponta Ju Ferraz, sócia, diretora de negócios e RP da Holding Clube.
Coke Studio 2.0, descanso interativo e estrutura cenográfica
Desenvolvido pela agência Samba, o Coke Studio 2.0 da Coca-Cola integra música e consumo com foco no público jovem, trazendo programação sincronizada ao Palco Sunset e ações para personalização de itens colecionáveis, como Micro Bags, patches, chaveiros e discos com tecnologia NFC. A operação inclui pista de dança, bar, DJs e bailarinos, além de transmissão em formato watch party em parceria com o iFood.
A Piracanjuba ProForce estreia no festival com criação da Samba e gestão de conteúdo digital via Lab Digital. Localizado em frente ao palco Supernova, o espaço aberto combina descanso, experimentação de produtos gelados, pontos de recarga de celulares, apresentações de DJs e instalações interativas, como um gerador de GIFs animados por inteligência artificial e o ProForce Loop, dinâmica acionada por movimentos de duas pessoas.
Já a KitKat aplica o conceito “Let’s Rock the Break” em uma estrutura de dois andares com elementos de chocolate em grande escala, bar, áreas de hospitalidade e o Break Charm Bar, espaço para montagem de acessórios exclusivos.
Jornada de embarque, interatividade de público e rotas sensoriais
A LATAM Airlines recriou a jornada de um voo em seu estande, integrando etapas de check-in virtual, corredor de embarque e um jogo focado nas vantagens do programa LATAM Pass. A imersão é finalizada em uma réplica de cabine Premium Business, com experimentação de poltronas e personalização de etiquetas de mala.
A Schweppes Mixed estruturou sua ativação em torno de recursos visuais baseados no estado de espírito do público. Os visitantes podem registrar fotos e vídeos que são projetados nos telões do espaço em tempo real, além de receberem itens funcionais para festivais, como shoulder bags, chapéus bucket, porta-copos e capas impermeáveis para celular.
O espaço da Tic Tac apresenta o conceito “Tic Tac Vibe Journey“, dividido em três estações: uma caixinha gigante da bala para registro fotográfico com distribuição de brindes instantâneos; o Tic Tac Two Dance Battle, desafio de dança focado na linha zero açúcar; e o Tic Tac Remix, área em que o participante combina sabores para personalizar sua própria embalagem.
“A gente acredita que as melhores ideias são aquelas que transformam a presença de uma marca em uma lembrança afetiva. No Rock in Rio cada projeto é pensado para criar conexões genuínas entre marcas e pessoas. Porque experiências memoráveis são aquelas que permanecem vivas muito depois do festival acabar”, conclui Mario Assim, vice-presidente de criação da Holding Clube.








