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Estudo inédito projeta uma movimentação de R$ 28,2 bilhões em celebrações de casamento para 2024

Parceiro da ABRAFESTA – Associação Brasileira de Eventos –, Casar.com, realizou um estudo detalhado sobre o setor de festas de casamento em conjunto com a Assessoria VIP, que juntos analisaram mais de 200 mil casamentos. O estudo revelou que o segmento ainda gerou R$ 26,8 bilhões no mercado nacional.
Para 2024, a projeção é ainda mais otimista, com uma estimativa de movimentação de R$ 28,2 bilhões, superando os números de 2023. Segundo a pesquisa, espera-se que ocorram 470 mil celebrações de casamento ao longo do ano, o que representa o segundo maior número de festas de casamento registrado entre 2019 e 2024. O recorde foi em 2022, com 585 mil celebrações.
Este crescimento contínuo reflete uma visão positiva para o futuro do setor de eventos de casamento no Brasil. Esse aumento significativo é atribuído à retomada gradual do setor, após os impactos da crise sanitária de 2020, que paralisou temporariamente uma parte substancial do mercado de casamentos. Com o retorno das atividades, a demanda por serviços relacionados a casamentos tem aumentado consistentemente no Brasil.
Além disso, o estudo destaca a diversificação dos serviços e produtos oferecidos no mercado de casamentos, que tem sido um dos principais impulsionadores desse crescimento. Fornecedores têm investido em inovações e experiências personalizadas para atender às expectativas dos casais. Esse foco na personalização e na qualidade dos serviços tem contribuído para a valorização do mercado, atraindo mais investimentos e gerando empregos, o que reforça ainda mais a importância do setor para a economia nacional.
De acordo com Fábio Camillo, CEO do Casar.com, os bons números também refletem no desenvolvimento profissional dos fornecedores envolvidos na organização do casamento, pois passam a contar com mais capacitações, além de gerar oportunidades para novos talentos. “Segundo dados da plataforma, mais de 60% destes profissionais pretendem aumentar suas equipes em 2024. A crescente pela qual o mercado de casamentos está passando também motiva a 22ª edição do Evento Casar.com, que acontece de 24 a 26 de maio no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Há mais de 20 anos o encontro reúne os principais fornecedores do ramo em uma programação repleta de desfiles, degustações, e outras experiências”.
Para Ricardo Dias, presidente da ABRAFESTA, além de sua relevância cultural desta cerimônia, o setor de casamentos desempenha um papel fundamental na economia nacional. “No Brasil, o casamento sempre foi um evento social muito valorizado e amplamente celebrado. Após os desafios enfrentados durante a pandemia, os números crescem e surpreendem positivamente, estamos alinhados com o mercado e preparados para atender e apoiar as necessidades de nossos associados, essa é a nossa missão enquanto associação.”
Eventos
UBRAFE organiza Missão Inovação China para conectar executivos do setor ao mercado global de feiras

Com a proposta de aproximar o mercado nacional de feiras e eventos corporativos das principais inovações do setor no cenário internacional, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (UBRAFE) realizará, entre os dias 14 e 22 de novembro de 2026, a Missão Inovação China. A iniciativa prevê uma imersão técnica de sete dias voltada aos associados da entidade, com um roteiro que inclui passagens por centros de exposições de grande porte, empresas de tecnologia e fornecedores da indústria de eventos global.
A escolha da China como destino fundamenta-se na infraestrutura e nos recursos tecnológicos desenvolvidos pelo país para a realização de grandes encontros de negócios. O itinerário concentra-se na região entre Guangzhou e Shenzhen, polo produtivo e tecnológico que reúne fabricantes e prestadores de serviços para o setor. O programa foi estruturado para profissionais do segmento corporativo, abrangendo visitas técnicas, sessões de networking e reuniões institucionais.
A agenda do grupo inclui visitas a sete centros de convenções e exposições de grande porte, além de reuniões de trabalho com nove empresas desenvolvedoras de soluções para feiras de negócios, quatro entidades representativas do setor e uma promotora de eventos local. A delegação brasileira também integrará a programação do Glocal International Exhibition Industry Summit, em Guangzhou, fórum focado no relacionamento entre lideranças e executivos da indústria internacional.
A ação faz parte da estratégia da UBRAFE para incentivar a atualização técnica e a modernização do mercado brasileiro de feiras e eventos de negócios, estimulando o intercâmbio de conhecimentos e a adoção de novas tecnologias operacionais.
“A inovação deixou de ser um diferencial para se tornar um fator estratégico para a competitividade das feiras e eventos. Ao promover essa missão, a UBRAFE oferece aos seus associados a oportunidade de conhecer, na prática, soluções, modelos de gestão e tecnologias que estão redefinindo o futuro do setor em todo o mundo e ampliando muito a eficiência das ações de Live Marketing“, comenta Paulo Ventura, presidente da UBRAFE.
A participação no projeto é voltada exclusivamente aos associados da entidade, com a limitação de uma vaga por empresa para assegurar o caráter focado do grupo de tomadores de decisão. Além do acesso às agendas técnicas e aos encontros institucionais com organizações chinesas, o pacote da missão contempla hospedagem, transporte interno e serviço de tradução em português durante toda a programação.
Eventos
Ubrafe defende Marco Regulatório de Eventos e aponta impacto econômico de R$ 30 bilhões no setor

A indústria brasileira de feiras e eventos corporativos, culturais e de entretenimento movimenta bilhões de reais anualmente, atrai milhões de visitantes e exerce um papel decisivo na macroeconomia, no turismo e na atração de investimentos. Com base nessa relevância, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) reforça a urgência de avançar na tramitação e implementação do Marco Regulatório de Eventos (PL 1905/2026). A proposta legislativa busca estabelecer segurança jurídica, previsibilidade tributária e reconhecimento institucional a um segmento estratégico para o desenvolvimento do país.
De acordo com as lideranças do setor, as convenções e feiras não podem mais ser tratadas unicamente como ferramentas isoladas de marketing ou como alavancas para mitigar a sazonalidade da hotelaria. É o momento de analisar o ecossistema como uma indústria pesada de serviços que gera um efeito multiplicador na economia.
Para dimensionar o impacto financeiro do setor, a Ubrafe mapeou quatro grandes recortes da indústria que, juntos, injetam quase R$ 30 bilhões nas economias locais, ativando cadeias produtivas que englobam a malha de transportes, alimentação, comércio e serviços.
Se os grandes festivais e festas populares (B2C) destacam-se pela mobilização massiva em janelas curtas de tempo, o segmento focado em geração de negócios entre empresas (B2B) atua como um motor econômico contínuo. Em São Paulo, o calendário de feiras corporativas estende-se por cerca de 270 dias ao longo do ano, atraindo 8 milhões de executivos e compradores. Essa regularidade garante uma taxa de ocupação hoteleira perene, além de fomentar o networking, a prospecção de leads qualificados e a assinatura de contratos de longo prazo.
Paulo Ventura, presidente da Ubrafe, defende que a amplitude do setor exige políticas públicas compatíveis com seu tamanho. “Os eventos, independentemente do formato, são vetores de desenvolvimento econômico, geração de emprego, promoção de destinos e fortalecimento de cadeias produtivas inteiras. Quando olhamos para esses números, fica evidente que o setor precisa ser tratado como atividade estratégica para o país, com regras mais claras, segurança jurídica e políticas públicas compatíveis com sua relevância.”
A consolidação do PL 1905/2026 é vista pela entidade como o passo definitivo para aumentar a competitividade internacional do Brasil na captação de grandes congressos globais. “Os eventos com foco na geração de negócios, ou B2B, em especial, têm um papel decisivo nesse debate porque combinam impacto econômico expressivo com regularidade ao longo do ano. É um impacto menos visível do que o de um grande festival, mas extremamente consistente e estratégico”, conclui Ventura.








