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Estudo da Creators revela que planejamento da Black Friday começa meses antes e reforça papel dos influenciadores

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A disputa pela atenção do consumidor na Black Friday antecipou o calendário de planejamento das marcas no mercado brasileiro. É o que aponta o estudo Open Black – Report Black Friday 2026, desenvolvido pela Creators LLC, hub de inteligência, dados e creator marketing. O levantamento reuniu dados de comportamento, mercado e plataformas para mapear o impacto da estratégia de influência em todas as fases do funil de vendas.

Pesquisas da Gauge citadas no relatório revelam que 53% dos brasileiros iniciam o planejamento de compras para a data em julho — 4 meses antes do evento —, enquanto 48% afirmam decidir por impulso para aproveitar ofertas imediatas. O cenário aponta para um comportamento que mescla pesquisa prévia com gatilhos de conversão no momento do desconto.

A Creators defende uma atuação em duas fases: de agosto a outubro, com conteúdos de consideração (reviews, tutoriais e inserção do produto na rotina), e em novembro, com foco em conversão por meio de cupons rastreáveis, live commerce e programas de afiliados. “A Black Friday não começa quando o desconto entra no ar. Quando novembro chega, o consumidor já pesquisou, comparou, salvou conteúdos e criou referências sobre aquilo que pretende comprar. O desafio das marcas é construir essa relação antes da disputa mais intensa por atenção e usar os creators não apenas como mídia de conversão, mas como parte da jornada de decisão”, analisa Nohoa Arcanjo, CEO da Creators.

Dados da YOUPIX em parceria com a Nielsen Brasil destacam que 80% dos consumidores tomam a decisão de compra fora do clique imediato, realizando buscas ou salvando conteúdos para transações posteriores. Além disso, 58% das conversões ocorrem em até sete dias após a visualização de publicações com influenciadores.

O estudo aponta ainda que 81% dos brasileiros já adquiriram produtos recomendados por criadores de conteúdo e 64% utilizam cupons ou links patrocinados com frequência. Em relação aos critérios de escolha dos perfis, 62% declaram que o número de seguidores tem pouco ou nenhum impacto na confiança, enquanto 44% descobrem novas marcas por meio de creators — superarando indicações de amigos e familiares (33%). “Os dados mostram que influência não é uma equação de tamanho de audiência. Para converter, é preciso encontrar quem tem legitimidade para falar daquele assunto e construir recorrência. O consumidor precisa reconhecer aquela indicação como algo coerente com a pessoa que está falando, e não simplesmente como mais uma publicidade de Black Friday no feed“, ressalta a executiva.

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IVC reformula auditoria de eventos e passa a oferecer certificação ‘ad hoc’ com desduplicação de dados presenciais e remotos

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O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) anunciou uma reestruturação em seu serviço de auditoria para o setor de eventos. A partir da mudança, a verificação deixa de figurar como uma categoria fixa de filiação e passa a ser oferecida na modalidade ad hoc para veículos filiados e empresas organizadoras associadas como assinantes. A evolução metodológica abrange a aferição de públicos híbridos (presenciais e virtuais) com desduplicação total de dados.

O serviço atende a diferentes formatos do mercado, incluindo encontros B2B, B2C, feiras técnicas, congressos científicos, simpósios e webinars. A auditoria é estruturada em três eixos principais: controle e validação de acessos de visitantes únicos (cruzando credenciamento, catracas e bilheteria); inteligência de perfil demográfico e cargos decisórios; e certificação documental de expositores, palestras paralelas e ações promocionais. “A medida é parte de uma das principais metas do Instituto de trazer aos decisores de marketing e comunicação dados que possam integrar os pontos de contato da mídia com suas audiências, em uma estratégia de presença cada vez mais omnichannel. Neste sentido, o Instituto pode agregar dados de impresso, websites, newsletters, streaming, eventos e, ocasionalmente, redes sociais”, afirma Pedro Silva, presidente-executivo do IVC.

A contratação do serviço pode ser solicitada via canal oficial do instituto antes do início do evento, com custo fixo de R$ 782,60 por edição, além de despesas operacionais em caso de acompanhamento in loco.

O aperfeiçoamento da metodologia acompanha a expansão econômica do segmento. Dados do Observatório da Indústria/SENAI estimam que a cadeia de eventos no Brasil movimentará mais de R$ 1,5 bilhão até 2035, representando cerca de 5% do PIB nacional. “À medida que o segmento de eventos cresce, aumenta proporcionalmente a demanda de anunciantes e patrocinadores por transparência, com dados precisos de audiência. Desta forma, o IVC transforma números declarados em informações certificadas imprescindíveis para investimentos seguros, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do governo”, destaca Marco Aurélio Souza, gerente de auditoria e projetos de mídia do IVC.

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Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

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Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.

Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.

O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.

Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.

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