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Especialista lista as tendências de live marketing para 2024

Em 2023, houve um aumento de 16% em relação a 2022 nas ações de “experiências com marca”, ultrapassando a casa dos 100 bilhões de investimentos das empresas que buscam essa área do marketing. Os dados foram publicados na 11a edição do “Anuário Brasileiro de Live Marketing” e segundo Rodrigo Villaboim, publicitário, especialista em live marketing e sócio da agência .be comunica, esse é um cenário que deve se intensificar mais em 2024, com uma procura ainda maior por experiências mais imersivas e conexões com marcasque possuem uma preocupação com a sustentabilidade acentuada e genuína.
“O live marketing é um palco vibrante, onde as marcas podem mostrar sua essência, seus valores, seus propósitos e seus diferenciais de forma criativa, autêntica e impactante. Em 2024, veremos tendências que vão ampliar as possibilidades de criar experiências de marca incomparáveis, que vão além dos limites físicos e que envolvem todos os sentidos do público”, afirma Villaboim.
Confira as seis principais tendências do live marketing para 2024, segundo Villaboim:
Imersão Total: A Era da Realidade Estendida (XR)
A realidade estendida (XR), que abrange a realidade virtual (VR), a realidade aumentada (AR) e a realidade mista, é uma ferramenta revolucionária para criar experiências imersivas, que transportam o público para cenários fantástico, estimulam a imaginação e que geram emoções intensas. Em 2024, veremos eventos que utilizam a XR para criar estandes virtuais cativantes, que permitem ao público explorar os produtos e serviços das marcas de forma interativa, ou para criar interações em tempo real com AR, possibilitando
ao público interagir com personagens, objetos e elementos digitais.
Personalização Pervasiva: Experiências Sob Medida
A personalização é uma necessidade intrínseca dos consumidores, que buscam marcas que os reconheçam, que os entendam e que os atendam de forma única. Em 2024, a personalização pervasiva estará presente em todas as etapas do live marketing, desde a customização de interações em eventos ao vivo, que se adaptam às preferências e ao comportamento do público, até a entrega de conteúdo personalizado, que oferece
informações, dicas e recomendações relevantes para cada indivíduo.
Sustentabilidade Elevada: Eventos Ecoconscientes com Enfoque ESG
A consciência ambiental é entrelaçada nas tendências de 2024, com o ESG (Ambiental, Social e Governança) emergindo como um direcionador ético e necessário. Eventos ecoconscientes não são apenas desejáveis, mas essenciais. O uso responsável de materiais para cenografia e construção de stands, contribuindo para um futuro mais verde, está cada vez mais em alta.
“O live marketing tem um papel fundamental na promoção da sustentabilidade. As marcas precisam mostrar que se preocupam com o meio ambiente e com a sociedade, e que adotam práticas responsáveis em seus eventos. Isso gera credibilidade, confiança e admiração por parte do público, que está cada vez mais consciente e exigente.”, destaca Villaboim.
A Ascensão da Interatividade Digital: Gamificação em Eventos
A gamificação em eventos transcende a mera diversão em 2024, consolidando-se como uma estratégia essencial para envolver o público de forma única. Desafios interativos, recompensas digitais e competições online elevam a participação, transformando espectadores em participantes ativos.
“A gamificação é uma forma de estimular o engajamento, a aprendizagem e a motivação do público. Por meio de elementos lúdicos, como jogos, quizzes, rankings e prêmios, as marcas podem criar experiências divertidas, educativas e competitivas, que geram emoção, satisfação e lealdade. A gamificação também permite a coleta de dados e feedbacks, que podem ser usados para melhorar o relacionamento e a oferta de valor”, ressalta Villaboim.
Integração com o Metaverso: Além dos Limites Físicos
O Live Marketing não está mais confinado ao espaço físico. A integração com o metaverso abre novas fronteiras, permitindo que as marcas se conectem a públicos globais de maneiras inovadoras. O metaverso é um universo digital compartilhado, onde as pessoas podem interagir, socializar, trabalhar e se divertir, usando avatares, dispositivos e plataformas.
“O metaverso é uma tendência que vai revolucionar o live marketing em 2024. As marcas poderão criar eventos híbridos, que combinam o presencial e o virtual, ampliando o alcance e a acessibilidade. Além disso, poderão explorar novas formas de expressão, criatividade e interação, criando experiências imersivas, personalizadas e colaborativas, que vão além dos limites físicos”, diz Villaboim.
Sensações Vivas: Criando Experiências Memoráveis para o Corpo e Alma
A importância de despertar sensações reais irá ganhar destaque neste ano. Criar experiências memoráveis que as pessoas vivenciem de corpo e alma torna-se uma prioridade. Para isso, as marcas precisam estimular os cinco sentidos do público, usando recursos como sons, aromas, sabores, texturas e cores. “O live marketing é uma forma de tocar o coração das pessoas, gerando emoções positivas e duradouras. Para isso, as marcas precisam criar experiências que envolvam o corpo e a alma do público, que façam com que ele se sinta parte da história, que ele se identifique com os valores e a missão da marca. As sensações vivas são a essência do live marketing, que busca criar laços afetivos e emocionais entre as marcas e seus consumidores”, comenta Villaboim.
Diversidade e Acessibilidade: Construindo Eventos Inclusivos
Em 2024, a diversidade e acessibilidade não são apenas ideias, mas práticas essenciais. Promover equipes diversas para trabalhar nos eventos e garantir acessibilidade em todas as dimensões, proporcionando uma experiência plena a todos os públicos impactados, é uma obrigação das marcas.
“As marcas precisam respeitar e valorizar as diferenças de gênero, raça, etnia, orientação sexual, idade, religião, cultura, deficiência, entre outras. Além disso, precisam garantir que todos tenham acesso aos seus eventos, seja por meio de recursos físicos, tecnológicos e comunicacionais. A diversidade e a acessibilidade são pilares para a construção de eventos mais humanos, éticos e democráticos”, conclui Villaboim.
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TIM revoluciona creator economy com lançamento da TIM House e premiação de R$ 50 mil

A TIM acaba de anunciar a criação da TIM House, a primeira plataforma proprietária de uma operadora no Brasil dedicada exclusivamente à gestão e monetização de creators. O projeto, que nasce de uma joint venture estratégica entre as agências Mynd e Stage, marca um ponto de inflexão na creator economy, transformando o relacionamento entre marca e influenciadores em um ecossistema profissional, escalável e orientado a resultados.
Na campanha de estreia, a operadora aposta alto: os 30 conteúdos com melhor performance serão premiados. O grande vencedor levará para casa R$ 50 mil, um iPhone 17 e a oportunidade de uma collab exclusiva com a influenciadora Pequena Lô. O objetivo central é acelerar talentos emergentes, oferecendo capacitação e visibilidade em um ambiente que conecta briefings claros a recompensas financeiras e experiências exclusivas da marca.
“A TIM House é o nosso convite para que creators emergentes conquistem novos espaços. Construímos um hub para ampliar conversas, acelerar talentos e abrir possibilidades de monetização, sempre valorizando as vozes que tornam as redes mais plurais e autênticas”, explica Marcos Lacerda, vice-presidente de comunicação e marca da TIM. Segundo o executivo, a iniciativa aproxima a marca de narrativas diversas e relevantes, transformando tecnologia em liberdade de criação.
A mecânica da TIM House foi desenhada para ser intuitiva e dinâmica. O influenciador realiza o cadastro no portal oficial, acessa o briefing vigente, produz o conteúdo e o envia para aprovação via plataforma. Uma vez aprovado e publicado, o creator torna-se elegível para remunerações que variam entre valores em dinheiro, benefícios do ecossistema TIM ou acesso a ativações proprietárias.
O primeiro desafio convida a comunidade a criar conteúdos inovadores sobre o patrocínio da TIM no Big Brother Brasil 26 e o plano TIM Controle + Globoplay. Para participar, o criador deve ter mais de 18 anos e uma base mínima de mil seguidores no Instagram, reforçando o foco da operadora nos microinfluenciadores e na cauda longa da influência digital.
“A creator economy já se consolidou como uma das principais forças da comunicação contemporânea. Nosso papel foi ajudar a estruturar um ambiente em que creators tenham acesso a oportunidades reais de monetização e conexão direta com grandes marcas”, comenta Fátima Pissarra, CEO da Mynd. Fabrizio Galardi, sócio-diretor da Stage Digital, reforça que a intenção é transformar consumidores em porta-vozes engajados.
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Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.
De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.
Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.
Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.
“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.








