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Encontro de Montagem reúne grandes nomes do cinema nacional e internacional

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Evento conta com a participação de montadores consagrados, como Willen Dias, de “Meu Nome É Bagdá”; Eduardo Serrano, de “Aquarius” e “Bacurau”; Karen Harley, de “Que Horas Ela Volta?”; Leticia Giffoni, de “Última Parada 174” e “Flores Raras”, além de executivos do setor de streaming , como Haná Vaisman, da Netflix; e Tetel Queiroz, da Disney

A Associação de Montadores de Cinema da São Paulo (AMC) e a Associação de Profissionais de Edição Audiovisual, do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (edt.), se uniram para realizar um grande evento nos próximos dias 21 e 22 de março, na Unibes Cultural, em São Paulo. Com o objetivo de discutir e trocar experiências acerca de técnicas de montagem, além de debater o mercado de audiovisual brasileiro, o 1º Grande Encontro de Montagem irá reunir nomes de peso da montagem e do segmento audiovisual como um todo.

Um dos nomes presentes no evento é Willem Dias, de “Meu Nome É Bagdá”, filme de Caru Alves de Souza recentemente premiado no Festival Internacional de Cinema de Berlim deste ano. Destacam-se ainda Eduardo Serrano, de “Aquarius” e “Bacurau”; Karen Harley, de “Que Horas Ela Volta?”; Leticia Giffoni, de “Última Parada 174” e “Flores Raras”; Lucas Gonzaga, de “Marighella” e a série “O Mecanismo”; Karen Akerman, de “Simonal – Ninguém Sabe O Duro Que Dei”; além dos executivos do setor de streaming Haná Vaisman, Creative Manager da Netflix; e Tetel Queiroz, Senior Manager Content and Development da Disney, entre muitos outros.

“Esse encontro tem a intenção de abrir um espaço de debate não apenas para profissionais da edição, como também para todos os membros da cadeia criativa do audiovisual. O objetivo é promover a troca de ideias sobre montagem, tanto do ponto de vista da criação, mas também mercadológico e técnico. Queremos criar pontes entre as ilhas de edição e o mercado”, afirma Karina Vilela, presidente da AMC.

Karina acrescenta ainda que o encontro não é somente voltado a profissionais já consolidados no mercado, mas sobretudo, é uma oportunidade para quem está começando. “É um evento aberto e gratuito mas ainda estamos na etapa de financiamento coletivo. Queremos criar ponte entre os jovens que desejam entrar nesse mercado e os profissionais mais experientes e que já estão consolidados”.

Para o presidente da edt., Pedro Bronz, o evento é extremamente importante não só para reunir os profissionais do setor, como também para a atualização e qualificação dessas pessoas. “Nossa profissão necessita de uma renovação constante, técnica, tecnológica e artística. Tanto a AMC quanto a edt. estão comprometidas com esse propósito e já haviam realizado eventos isoladamente com esse objetivo. Agora, estamos muito felizes por promover um grande encontro de forma coletiva. A ideia é que esse seja o primeiro de muitos e que consigamos, uma vez por ano, promover um encontro como esse em uma capital diferente do País”, comemora.

Tendência internacional

A organização de congressos voltados especificamente ao mercado de montagem não é um fenômeno restrito ao Brasil. Segundo Vilela, há fortes movimentos na Europa e nos Estados Unidos. De maneira geral, esses encontros procuram não apenas promover debates sobre o setor, mas especialmente sinalizam um posicionamento a favor das artes e da cultura.

“Todo encontro que visa fortalecer a cultura é um ato político e o nosso não poderia ser diferente. A montagem é o coração do filme, do vídeo, da série, da peça publicitária. E os montadores e editores do Brasil precisam saber que não estão sozinhos e que esse não é um movimento exclusivamente brasileiro, ou mesmo latino- americano, mas mundial. A título de exemplo, no ano passado, foi fundada na Alemanha a Associação Internacional de Editores, a TEMPO, da qual a EDA – Asociación Argentina de Editores Audiovisuales – faz parte como parceira fundadora. Essa instituição reúne associações e sindicatos de todo o mundo, unindo forças para os objetivos comuns que temos em cada associação: defesa e visibilidade do nosso ofício. Então o setor está se integrando em escala global e estamos orgulhosos em participar disso”, detalha.

Outro evento programado para esse ano é o 1° Congresso Iberoamericano de Editores Audiovisuais que acontecerá em Buenos Aires de 14 a 17 de Agosto e tanto o AMC quanto edt. foram convidados a participar. “Esse será o primeiro de muitos, pois ano que vem ele acontecerá no Rio de Janeiro e quem sabe em outra capital no ano subsequente. Queremos que este seja o primeiro de muitos”, finaliza Karina.

Serviço

1º Grande Encontro de Montagem

Onde: Unibes Cultural – Rua Oscar Freire 2500, Sumaré, São Paulo

$: entrada é gratuita. Os interessados devem se inscrever no site https://unibescultural.byinti.com/#/ticket/ e aguardar a confirmação por e-mail, pois as vagas são limitadas. A expectativa da organização é que cerca de 300 pessoas compareçam aos dois dias de evento.

Evento no facebook: https://web.facebook.com/events/144641996576757/

PROGRAMAÇÃO DO SÁBADO: DIA 21/03*

10h: Abertura do evento

11h: Debate Desafios de Montagem

Convidados: Willem Dias, AMC, montador; Karen Harley, edt., montadora e Lucas Gonzaga, AMC, montador

Mediação: Leticia Giffoni, montadora (“Última Parada 174″e “Flores Raras”)

13h: Almoço

14h30: Mini Palestras | Momento Tecnologia e Futuro da Edição I

Planos da Avid para o futuro – Cristiano Moura, instrutor certificado da Avid e Carlos Moura, especialista técnico em vendas.

Novas tecnologias – novos desafios. A necessidade de atualização permanente – Horácio Velasquez, Sócio-diretor Proclass SP

15h30: Debate Montagem de séries na era VOD

Convidados: Haná Vaisman – Netflix, Tetel Queiroz – Disney, Marcia Vinci – Coiote Films Mediação: Helena Maura, AMC, montadora (séries “O Negócio”, “Carcereiros” e “Sintonia”)

17h30: Coffee Break

18h30: Mini Palestras | Momento Tecnologia e Futuro da Edição II

Inovações Adobe em Edição e Pós-produção com Luis Bechthold, gerente estratégico da Adobe

Obsolescência programada – Thiago Taboada, montador e consultor técnico (Canal Woohoo e Polo do audiovisual do Velho Oeste)

Sorteios de licenças e cursos

19h30: Entrevista com Eduardo Serrano

Pofessora do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará Milena Szafir, entrevista o montador de “Bacurau” e “Aquarius”

20h30: Coquetel

PROGRAMAÇÃO DO DOMINGO: DIA 22/03* **

14h30 – 16h30: Masterclass I com Karen Akerman, edt.

16h30 – 17h30: Coffee Break

17h30 – 19h30: Masterclass II com Giba Assis Brasil, edt.

19h30 – 20h: Encerramento

*A programação está sujeita a alteração

** Haverá prioridade de entrada na sala para associados AMC e edt. com as anuidades em dia.

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Minuano investe em mídia exterior em São Paulo, Goiás e Distrito Federal para celebrar 40 anos de marca

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Para marcar as celebrações de quatro décadas de atuação no mercado, a Minuano expandiu sua estratégia de comunicação com uma nova frente de mídia out-of-home (OOH). A cobertura abrange os estados de São Paulo, Goiás e o Distrito Federal, visando reforçar o conhecimento de marca e incentivar a conversão de vendas em regiões próximas a estabelecimentos varejistas e atacadistas parceiros.

A veiculação é operada em parceria com a Eletromidia e reúne diferentes formatos de exibição, incluindo mobiliário urbano, telas em elevadores de edifícios residenciais e corporativos, além de circuitos no transporte metroviário. As peças trazem a identidade visual comemorativa de aniversário com a participação da jornalista e apresentadora Fernanda Gentil, embaixadora da marca.

A estratégia busca intensificar a presença nos mercados de maior volume comercial, conectando a mensagem de comunicação ao momento que antecede a decisão de compra nos supermercados e atacarejos. “Celebrar 40 anos é também olhar para o futuro e encontrar novas formas de estar presente na vida dos consumidores. A campanha amplia a presença de Minuano em mercados estratégicos e leva para as ruas a nossa comunicação de aniversário, com a Fernanda Gentil como parte importante dessa construção. Ao combinar a força da marca, a proximidade com o consumidor e uma presença relevante nos territórios onde temos grande amplitude comercial, somada a ações diferenciadas de execução, estimulamos a conexão de Minuano com variadas gerações e seguimos construindo os próximos capítulos dessa história”, afirma Nicole Mandil, diretora de marketing da Flora, indústria detentora da marca.

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Milano Beauty Week evidencia papel da inteligência artificial nas operações e resgata valor do presencial no mercado de beleza

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A realização da Milano Beauty Week, entre 16 e 20 de setembro em Milão, ofereceu um panorama das novas diretrizes estratégicas que orientam o setor internacional de beleza. Projetado como um festival cultural e sensorial urbano, o evento serviu de plataforma para analisar a aplicação da tecnologia nas operações industriais, a arquitetura de espaços físicos e as transformações na dinâmica de consumo presencial.

Os debates foram acompanhados por executivos da agência Brand&Stories, especializada em estratégia, neurociência e experiências de marca. Na avaliação da sócia cofundadora e head de estratégia e gestão corporativa, Luciana Andrade, e do sócio e cientista de comportamento humano, Natanael Sena, os movimentos observados na Itália revelam uma separação clara entre a eficiência operacional no ambiente digital e a construção de relacionamento no universo presencial.

O uso de inteligência artificial consolida-se com relevância na análise de dados, na personalização de ofertas, no gerenciamento de estoque e na automação de conteúdo. Em contrapartida, no ponto de contato direto com o público, as marcas priorizam o atendimento consultivo, espaços de convivência e dinâmicas que exigem presença física. “O que vi em Milão é uma escolha consciente sobre onde colocar a tecnologia. Ela entra para resolver escala, repetição e análise, e sai de cena quando o objetivo é criar vínculo. Isso muda a lógica do investimento: não é sobre estar em todos os canais, é sobre decidir quais momentos merecem o custo de uma experiência presencial bem feita”, afirma Luciana Andrade.

A integração entre marcas concorrentes em praça pública foi apontada como um dos diferenciais do modelo europeu em relação às feiras corporativas tradicionais promovidas no Brasil. “Hoje no Brasil, as marcas trabalham seus objetivos de divulgação de forma separada. Cada uma em um evento, ativação ou espaço. Aqui as marcas se unem em um evento a céu aberto o que possibilita proporcionar ao consumidor final uma experiência única sem burocracias, credenciais e ingressos como normalmente acontece nas grandes feiras realizadas no Brasil”, explica Natanael Sena.

A exibição de processos produtivos em formatos didáticos também integrou a programação. “Além disso, as marcas conseguem mostrar ao consumidor final suas novas tecnologias na linha de produção com experiências lúdicas que traduzem todo o processo de forma didática ao consumidor. Não se trata apenas de visitar um stand e sair com uma amostra grátis. Esse processo promove inclusão, conhecimento e envolvimento profundo do público. Quando as empresas se reúnem em prol de um evento de um determinado segmento, ele ganha mais força e movimenta ainda mais a economia do setor e da cidade que ganha o palco do evento”, completa a empresária.

A análise aponta ainda para a importância de curadoria e medição de retorno financeiro. Para os especialistas, concentrar investimentos em ativações focadas gera maior retenção de memória do que pulverizar orçamentos em múltiplos pontos de contato. “Fazer menos e melhor é uma decisão estratégica, não uma limitação. Quando você concentra o investimento em um momento que realmente importa para o público, consegue medir, ajustar e repetir. Quando espalha, você entrega presença e não entrega memória”, declara Luciana Andrade.

Em relação à tropicalização dessas tendências ao ecossistema brasileiro de live marketing, a adequação exige atenção aos custos logísticos, à extensão geográfica e ao perfil cultural do consumidor local. “Copiar formato é o caminho mais rápido para gastar dinheiro sem resultado. O que se transfere é o raciocínio por trás da decisão, não o cenário. A pergunta não é como fazer aquilo aqui, mas qual problema aquilo resolveu lá e qual é o nosso problema equivalente”, conclui Natanael Sena.

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