Empresa
Eletromidia e Azul assinam acordo para exploração de mídia com base no uso de dados e experiências

Reconhecidas por reimaginar premissas e antecipar movimentos nos seus respectivos mercados, a Azul e a Eletromidia anunciam a assinatura de um memorando de entendimento (MoU), em caráter vinculante, com relação à exploração publicitária nos canais da empresa. A parceria prevê impactar 2,8 milhões de clientes embarcados por mês.
Para atingir esse público, a Eletromidia utilizará logojet, revista Azul, ações promocionais a bordo, base de dados e canais digitais da companhia aérea. Essa operação envolverá 19 mil telas instaladas em 200 aeronaves, que alcançam 150 cidades no Brasil e sete destinos internacionais.
Além da comercialização dos atuais canais publicitários da Azul, a parceria entre as duas empresas traz o compromisso de desenvolver novas experiências de marca a bordo: uma mídia que poderá ser interativa, conectada e personalizada, utilizando inteligência aplicada à criatividade, formatos inovadores, dados em tempo real e conectividade. Uma oportunidade única para explorar uma plataforma capaz de entregar, de forma integrada, o potencial combinado das jornadas de solo, voo e digital.
A proposta é transformar a plataforma de mídia da Azul em um ecossistema vivo, capaz de entregar valor não só para os anunciantes, mas também para os clientes, com serviços mais personalizados e experiências mais relevantes. “Essa parceria abre novos caminhos para a Eletromidia. Levar nossa expertise em mídia out-of-home para o ambiente aéreo, ao lado de uma companhia como a Azul, é uma oportunidade única de inovar em formatos, integrar jornadas com dados e gerar ainda mais valor para marcas e consumidores. Vamos transformar esse novo canal em uma extensão natural do nosso ecossistema, com impacto, sofisticação e inteligência de dados”, afirma Alexandre Guerrero, CEO da Eletromidia.
De acordo com John Rodgerson, CEO da Azul, “estamos bastante empolgados com a parceria com a Eletromidia. Ter uma empresa líder ao nosso lado reforça nosso compromisso em oferecer sempre a melhor experiência para nossos clientes, sejam aqueles que viajam a bordo das nossas aeronaves ou anunciantes que desejam ter sua marca exposta em um dos nossos canais. Também reforça o movimento de transformação que a Azul está vivendo este ano”, destaca o executivo.
Empresa
IVC reformula auditoria de eventos e passa a oferecer certificação ‘ad hoc’ com desduplicação de dados presenciais e remotos

O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) anunciou uma reestruturação em seu serviço de auditoria para o setor de eventos. A partir da mudança, a verificação deixa de figurar como uma categoria fixa de filiação e passa a ser oferecida na modalidade ad hoc para veículos filiados e empresas organizadoras associadas como assinantes. A evolução metodológica abrange a aferição de públicos híbridos (presenciais e virtuais) com desduplicação total de dados.
O serviço atende a diferentes formatos do mercado, incluindo encontros B2B, B2C, feiras técnicas, congressos científicos, simpósios e webinars. A auditoria é estruturada em três eixos principais: controle e validação de acessos de visitantes únicos (cruzando credenciamento, catracas e bilheteria); inteligência de perfil demográfico e cargos decisórios; e certificação documental de expositores, palestras paralelas e ações promocionais. “A medida é parte de uma das principais metas do Instituto de trazer aos decisores de marketing e comunicação dados que possam integrar os pontos de contato da mídia com suas audiências, em uma estratégia de presença cada vez mais omnichannel. Neste sentido, o Instituto pode agregar dados de impresso, websites, newsletters, streaming, eventos e, ocasionalmente, redes sociais”, afirma Pedro Silva, presidente-executivo do IVC.
A contratação do serviço pode ser solicitada via canal oficial do instituto antes do início do evento, com custo fixo de R$ 782,60 por edição, além de despesas operacionais em caso de acompanhamento in loco.
O aperfeiçoamento da metodologia acompanha a expansão econômica do segmento. Dados do Observatório da Indústria/SENAI estimam que a cadeia de eventos no Brasil movimentará mais de R$ 1,5 bilhão até 2035, representando cerca de 5% do PIB nacional. “À medida que o segmento de eventos cresce, aumenta proporcionalmente a demanda de anunciantes e patrocinadores por transparência, com dados precisos de audiência. Desta forma, o IVC transforma números declarados em informações certificadas imprescindíveis para investimentos seguros, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do governo”, destaca Marco Aurélio Souza, gerente de auditoria e projetos de mídia do IVC.
Empresa
Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.
Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.
O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.
Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.







