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Consultoria de inovação 16 01 adquire participação na D20 Culture, marcando expansão estratégica

A consultoria de inovação Hub 16 01, fundada pelos publicitários Eduardo Paraske e Leonardo Brazão, está em processo de expansão e acaba de anunciar o investimento em participação na D20 Culture, uma produtora e desenvolvedora de propriedades intelectuais centradas na cultura geek, especialmente RPG (Role Playing Games) e jogos de tabuleiro. O objetivo é criar projetos inovadores que se integrem organicamente à cultura pop e ao entretenimento, para ampliar as fronteiras desse universo e trazer novas experiências e narrativas.
Além disso, a parceria promete explorar maneiras diferentes de engajamento com o público, aproveitando as tendências emergentes no mundo geek e na cultura pop, combinando o conhecimento especializado em inovação e criatividades da 16 01 com a referência e paixão da D20 Culture pela cultura nerd. O movimento também abre novas oportunidades para a expansão dos negócios do Hub 16 01 no campo do RPG, que já é trabalhado atualmente em projetos como o “O Portal”, o primeiro reality show RPG do Brasil.
Este formato inovador de reality show reúne um elenco diversificado, que inclui artistas, atletas, cantores e humoristas, todos eles mergulhando pela primeira vez no universo do RPG de mesa. A primeira temporada encontra-se atualmente em fase de produção. E a afinidade pela prática do Role-Playing Game (RPG) foi o elo que uniu a consultoria de inovação Hub 1601 à D20 Culture. ‘’Ao unirmos nossas forças, não apenas expandimos nossa capacidade de atuação neste universo, mas também redefinimos os limites do que é possível neste ramo ao oferecer nosso know-how em inovação. É o encontro de duas forças criativas, nós como negócios e inovação e a D20 como criadora de conteúdo’’ explica Edu Paraske, sócio da consultoria de inovação Hub 16 01.
Para Léo Brazão, a vertical é extraordinariamente poderosa e está experimentando um crescimento significativo no país. Os jogos de mesa e RPG estão ganhando destaque, especialmente com a chegada de novas franquias ao Brasil, como o RPG da Avatar. “Trata-se de uma febre em ascensão, com uma comunidade altamente engajada. Nossa parceria tem a intenção de não só possibilitar a democratização do mundo geek, mas também trazer consigo conteúdo e diversão de extrema relevância”, explica.
Fundada por Peterson Rodrigues, a D20 Culture surgiu com a missão de não apenas criar conteúdos de qualidade, mas também de inovar e explorar novas formas de entretenimento. Com Ricardo Wendel como sócio, a empresa reúne uma equipe diversificada, capaz de explorar os desafios e oportunidades do mercado. “A entrada recente de Fábio Porchat como sócio representou um marco importante em nossa caminhada, ao trazer consigo sua expertise no mundo do entretenimento. Agora é a vez de Léo Brazão e Edu Paraske se juntarem a nós com o repertório de marcas, criatividade e inovação”, diz o cofundador e CEO da D20 Culture, Peterson Rodrigues.
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Ticket celebra 50 anos com foco em sua evolução tecnológica rumo à experiência 100% digital

A Ticket acaba de dar o pontapé inicial nas comemorações de seu cinquentenário. Sob a assinatura institucional “Ticket: há 50 anos, evoluindo. Hoje, 100% digital”, a nova campanha publicitária resgata a trajetória histórica da companhia, reposicionando-a como uma logtech focada no futuro, na desmaterialização dos meios de pagamento e na experiência do usuário.
O filme principal da campanha utiliza uma narrativa visual fluida para ilustrar a evolução do setor. A produção percorre a transição dos antigos blocos de papel (os tradicionais “talões”) para os cartões magnéticos corporativos, culminando no ecossistema atual: o cartão 100% digital integrado a carteiras digitais (Apple Pay e Google Wallet) e plataformas de e-commerce. Para materializar essa jornada estética, a agência apostou em tecnologias de modelagem 3D e ferramentas de inteligência artificial.
“A campanha materializa a evolução da Ticket ao longo dos seus 50 anos. Saímos do talão em papel, avançamos para o cartão e hoje oferecemos uma experiência 100% digital, conectada às necessidades dos usuários e RHs. Mais do que acompanhar mudanças, nosso papel sempre foi liderar essa transformação”, destaca Danilo Teixeira, diretor de marketing da Ticket.
Desenvolvida pela Euphoria Creative, a campanha foca na agilidade de ativação do benefício no primeiro dia de trabalho do colaborador, reduzindo a burocracia logística para os departamentos de Recursos Humanos — território onde a Ticket ostenta o título de marca número 1 na preferência dos profissionais de gestão de pessoas.
“O desafio criativo foi traduzir essa transformação de forma tangível. A ideia foi dar forma a essa evolução de um jeito visual e quase físico, mostrando como a Ticket esteve presente em diferentes momentos da vida das pessoas. A linguagem do filme reforça essa passagem do analógico para o digital de maneira fluida e simbólica”, detalha Marcelo Rizério, cofundador e CCO da Euphoria Creative.
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Oferta de anúncios internacionais dispara no e-commerce brasileiro antes mesmo de nova política tributária

A expansão dos anúncios internacionais no e-commerce brasileiro já vinha ganhando tração antes mesmo da entrada em vigor da nova política tributária sobre importações anunciada pelo Governo Federal. É o que aponta um levantamento realizado pela JoomPulse, plataforma de analytics e inteligência de dados amparada por inteligência artificial, apresentado durante o evento “O Futuro do E-commerce”, em São Paulo.
De acordo com os dados mapeados, apenas em abril de 2026, o Mercado Livre recebeu 14,1 milhões de novos anúncios internacionais, mantendo o patamar recorde registrado em março, quando o volume alcançou 14,6 milhões. O movimento indica que a internacionalização do catálogo já vinha sendo acelerada pelos grandes marketplaces antes da redução das alíquotas federais.
A mudança tributária tende a acelerar um movimento estrutural recente. Entre abril de 2025 e abril de 2026, a fatia dos pedidos internacionais no Mercado Livre saltou de para , enquanto a participação no GMV (Gross Merchandise Volume) avançou de para . “A redução da ‘taxa das blusinhas’ tende a acelerar ainda mais esse movimento e aumentar a presença de anúncios internacionais em categorias nas quais o consumidor é mais sensível a preço e variedade”, afirma João Sartini, head de vendas da JoomPulse.
O primeiro trimestre de 2026 marcou uma quebra de patamar na presença internacional dentro do marketplace. O avanço acelerou drasticamente a partir de fevereiro de 2026, quando o volume atingiu 4,8 milhões de anúncios (ante modestos 400 mil registrados em janeiro de 2025). Em março, a entrada de itens estrangeiros triplicou em apenas 30 dias, alcançando a marca histórica de 14,6 milhões.
Em determinadas verticais de consumo, o catálogo vindo do exterior já se tornou majoritário. Confira as categorias com maior concentração de anúncios internacionais ativos:
Esse cenário altera a dinâmica competitiva e eleva a pressão sobre os lojistas locais. “No e-commerce, eficiência operacional deixou de ser diferencial e virou questão de sobrevivência. As margens são cada vez mais apertadas, então o seller precisa ter uma gestão muito disciplinada de custos, logística e operação”, pondera Gabriel Bollico, fundador do e-commerce Puro.
Apesar da explosão no volume de produtos cadastrados, o levantamento da JoomPulse revela um descompasso: a oferta cresce mais rápido do que as vendas efetivas. Os anúncios estrangeiros apresentam um giro menor por item e um ticket médio mais baixo, indicando que a estratégia foca, inicialmente, no ganho de cauda longa e variedade de catálogo.
Para especialistas do setor, o avanço do catálogo internacional exigirá que os lojistas brasileiros adotem tecnologias de processamento de dados para proteger suas fatias de mercado. Ferramentas de IA passam a ser fundamentais para monitoramento de preços em tempo real e otimização de estoque.
“Hoje, a inteligência artificial permite que até pequenos sellers tenham acesso a análises, otimização de anúncios e produção de conteúdo de uma forma que antes era restrita a grandes operações. O empreendedor consegue tomar decisões mais rápidas e entender melhor o mercado sem necessariamente precisar de uma grande estrutura por trás”, explica Alexandre Nogueira, fundador da Universidade Marketplaces.
João Sartini conclui traçando um paralelo global: “Nos Estados Unidos e na Europa, plataformas de inteligência e processamento de dados já fazem parte da rotina da maior parte dos sellers. No Brasil, esse mercado ainda está em estágio inicial, mas a IA está mudando rapidamente esse cenário ao permitir decisões mais rápidas e redução de riscos”.








