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Conheça as 56 melhores expressões sobre dinheiro, segundo o Nubank

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Se você é aquela pessoa que está sempre na missão impossível de não fechar o mês com o saldo negativo, e que sempre dá o jeitinho brasileiro para não passar aperto, com toda certeza vai entender todas as palavras que o Nubank trouxe em seu mais novo ‘Glossário Financeiro Brasileiro’, uma lista com 56 expressões populares sobre dinheiro que estão presentes no dia a dia de todo brasileiro. 

Que o brasileiro precisa ser estudado e que criatividade há de sobra isso ninguém mais tem dúvidas, e quando o assunto é perrengue, aperto ou sufoco o lado criativo e único entra em ação! Infelizmente, muitas famílias ainda passam por esse sufoco, segundo o CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), cerca de 7 em cada 10 famílias brasileiras estão endividadas. 

Por isso, o banco separou algumas delas para que você tenha o que falar quando estiver em uma situação similar. Confira! 

1. A corda está puxando

Usada para descrever uma situação de tensão e pressão que chega próxima ao seu limite. Quase sem possibilidades. Possibilidades de sobrevivência limitadas.

2. Amealhar

Vindo da antiga moeda portuguesa mealha, o verbo é sobre guardar quantidade mínima de qualquer coisa. Agrupar as mealhas, juntar trocos e dinheiros providos de descontos.

Exemplo

“Com tudo que fui amealhando nesse período, eu adiantei algumas contas que estavam pendentes.”

3. Aperreio

Dificuldade, sufoco, aperto. Termo mais comum no Nordeste e no Norte do Brasil, é ligado a situações limites e irritantes.

Exemplo

“E aí fica um almoço divertido, marcante, a gente garante um dia a mais sem aperreio.” 

4. Arcar

Assumir responsabilidades, assumir contas não desejadas ou planejadas. Consequência não esperada, assumir contas de outrem.

Exemplo

“Tudo que eu arcava antes, hoje quem arca é a minha mãe!”

5. Até onde a perna alcança

Sinônimo popular de “até o limite”, “dentro de minhas possibilidades”. É o oposto de “Dar o passo maior que a perna.”

Exemplo: “… saber até onde sua perninha alcança, até onde você pode chegar. Isso para mim é uma coisa básica do controle financeiro.”

6. Atolar em dívida

Estar com tantas dívidas que não consegue se mexer, enterrado em valores, impossibilidade de outras ações, sobrecarga. Expressão amplamente usada quando não há outra opção, quando não se vê outra saída.

Exemplo: “Eu vivia atolado em dívida e o que recebia não era suficiente para suprir as dívidas e manter a casa.”

7. Bico / Fazer um bico

Atividade de trabalho extra e informal que as pessoas fazem, para além de sua fonte oficial e principal de remuneração, com o objetivo de aumentar a renda. Ver “Trocado”.

8. Bola de neve

Aquilo que aumenta progressivamente. Expressão usada para dívidas que aumentam muito por causa de juros crescentes, muitas vezes ocasionando em situações incontroláveis e muito difíceis de reverter.

Exemplo: “Trabalho muito informalmente, às vezes posso não ter dinheiro para pagar lá na frente. Isso vira uma bola de neve.”

9. Boleto

Documentação financeira que se refere a pagamentos. Nas falas cotidianas, está diretamente relacionado a ter vida adulta: ao ter boletos, a pessoa já teria contas a pagar, logo, responsabilidades. O termo “boletos” é muito usado em gírias, memes e piadas sobre crescer.

Exemplo: “Eu passo a ter todas essas coisas no meu nome, chegava no Correio um boleto no meu nome, eu dizia: ‘caramba, sou adulta’.”

10. Contadinho

Resultado de um cálculo feito com cuidado. Valor igual ao limite esperado, obtido com esforço, e sem a possibilidade de extrapolar o montante final.

Exemplo: “Era tudo contadinho. Mas, graças a Deus, comida nunca faltou.”

11. Correr atrás do dinheiro

Luta pela sobrevivência, diz-se que é o esporte marcial de todo o brasileiro. Refere-se a esforço constante, tanto em emprego formal quanto informal. Traz uma perspectiva individual de dar certo, vencer na vida.

Exemplo: “Ter um mínimo de dignidade sabe? Não estar sempre apertada, sempre correndo atrás do dinheiro.”

12. Contar com dinheiro

Significa ter estabilidade, certeza de ter o dinheiro no final de determinado período.

Exemplo: “Estabilidade né? Você poder contar com aquele dinheiro.“

13. Contas redondinhas

Usadas por pessoas que não devem nada, têm orçamento doméstico bem equilibrado. Contas que fecham, sem dever em pagamento, contas exatas.

Exemplo: “Fiquei com as contas todas redondinhas.”

14. Dar a volta por cima

Quando um indivíduo se encontra em uma situação em que não gostaria de estar e faz tudo que for possível para superá-la, para sair dessa situação vitorioso e bem-sucedido.

Exemplo: “No passado, não tinha planejamento, vivíamos afundados em dívidas e precisávamos de dinheiro para comer, ajuda de amigos e familiares. Mas com o nosso negócio, demos a volta por cima.”

15. Dar o passo maior que a perna

Querer fazer aquilo que está acima das suas possibilidades ou fora do seu alcance.

Exemplo: “Família me ajudou, mas tenho muita dificuldade em pedir ajuda, por isso fico tentando às vezes não dar o passo maior que a perna.”

16. Dar um jeito

Encontrar soluções independentemente dos meios. No geral, implica em soluções criativas e de diferentes perspectivas para resolver grandes problemas. Frase de alento, consolo e motivação que pode vir junto do ditado popular, como: “para tudo se dá um jeito na vida.”

Exemplo: “Tem amigos meus que ganham menos que eu, que têm filho, dá-se um jeito.”

17. Dar suporte

Oferecimento de condições para determinada ação. Amplamente usado para simbolizar o apoio familiar ou de amigos, que cria condições de conforto e atendimento das necessidades do indivíduo em qualquer situação.

Exemplo: “Ainda mais a gente que tem família para dar suporte, se for o caso. Então isso não é o que mais preocupa a gente.”

18. Descer conta bancária

Redução de valores de conta pessoal, referente a conta com oscilações para baixo.

Exemplo: “Ah mudou muita coisa né? Minha conta bancária desceu bastante.”

19. Despir um santo pra cobrir o outro

Significa que, ao tentar resolver um problema ou situação, a pessoa pode acabar ocasionando outro problema. Muito utilizada para se referir a escolhas de uso de recursos (dinheiro, tempo, entre outros) que implicam em consequências negativas para aquilo que foi preterido.

20. Dinheirinho

Diminutivo de dinheiro. Especialmente usado para se referir a economias (dinheiro físico, conta ou outro tipo de investimento). O sufixo “inho”, nesse caso, significa principalmente pequena quantidade e afeto (feito com cuidado e esmero, obtido com esforço). Em alguns casos, pode significar deboche ou descaso.

Exemplo: “Como eu passei muito perrengue, a minha essência seria de guardar dinheiro, ter um dinheirinho guardado e tal.”

21. Dinheiro limpo / suado vs. Dinheiro sujo

Dinheiro limpo e dinheiro suado são sinônimos, valores obtidos por meio de trabalho honesto e legal. Dinheiro sujo é oposto de dinheiro limpo ou suado, ou seja, valor obtido por meio de práticas desonestas ou ilegais.

Exemplo: “Esse dinheiro vem da minha vida, de horas de trabalho. Há um respeito pela minha pessoa, pela minha vida, pelo meu trabalho e pelo dinheiro suado.”

22. Dinheiro diário

Dinheiro usado para gastos do dia a dia, normalmente separado de vínculos empregatícios – resultado de bicos, escambos ou vendas de objetos pessoais. Algumas vezes é usado como sinônimo de sustento.

Exemplo: “Às vezes eu vendo alguma coisa, só para meu dinheiro diário.”

23. Dinheiro do próprio bolso

Dinheiro pessoal, de reserva. Expressão normalmente usada para se referir a quando a pessoa usa dinheiro de fundo pessoal para pagar algo que não deveria, por falta de outros recursos.

Exemplo: “Acabou tendo que tirar dinheiro do próprio bolso.”

24. Dinheiro grandinho

Quantidade de dinheiro maior do que a pessoa está acostumada a possuir ou circular.

Exemplo: “Eu ia viajar para fazer um dinheiro grandinho, voltar com essa grana melhor e ficar com um dinheirinho na mão.”

25. Dinheiro na mão / Pegar em dinheiro

Ter dinheiro disponível, tocar fisicamente no dinheiro em espécie. Usado para imediatamente após a pessoa ter algum recebimento, doação ou transferência. Usado de forma literal, implicando dinheiro de papel em mãos, ou em sentido figurado.

Exemplo: “Eu simplesmente pego o dinheiro, vejo o que tenho que pagar e pronto.”

26. Dinheiro vivo

Moeda em espécie, notas. Em muitos lugares do Brasil é a única forma de dinheiro. Por suas características físicas, apresenta inúmeras formas de organização e disposição.

Exemplo: “Era dinheiro vivo mesmo, eu guardava meus montinhos, botava dentro de envelopes e escrevia assim: gastos com roupa.”

27. Doer no bolso

Frase usada para retratar prejuízo, valor acima do esperado ou custo não planejado.

28. Duro / Dura

Alguém que está sem dinheiro ou recursos. Gíria antiga mas ainda com aderência, se opõe a um conforto “macio” de quem tem dinheiro e é uma palavra mais usada em centros urbanos. Ver “Quebrado.”

Exemplo: “A gente sabe que tem sempre alguém mais duro que o outro.”

29. Enforcar

Quando usado em relação a dinheiro, o verbo enforcar significa não pagar determinada conta ou mais de uma conta. Pode ser aplicado a compromissos e eventos.

Exemplo: “A van é cara, eu posso enforcar outras coisas para poder pagar.”

30. Fazer milagre

Fazer os recursos renderem, realizar algo impossível. Relacionado a táticas inventivas para garantir a sobrevivência. Fazer algo que, à primeira vista, pode ser considerado impossível.

31. Financiamento familiar

Empréstimo ou doação financeira para entes da mesma família ou próximos. Por sua informalidade, no geral não é cobrado uma taxa de juros e as regras do pagamento são negociáveis.

Exemplo: “Eu ia atrás de financiamento familiar: você vai com algum parente rico e chora miséria, apela para os laços emocionais e vê se ele consegue te dar uma grana.”

32. Fortalecer

Ajudar, colaborar, somar esforços. Utilizado também para aportes financeiros.

Exemplo: “A pessoa que tem interesse em me ouvir, ajudar, me fortalecer, com certeza eu já confio.”

33. Investimento

Energia direcionada em prol de um objetivo. Normalmente vinculada a questões financeiras, mas não somente a produtos ou serviços financeiros.

Exemplo: “Se você investe num estudo específico, vai aprender, se investe num concurso, vai passar. Tudo é investimento, o dinheiro também.”

34. Jeitinho

Palavra muito utilizada para descrever o comportamento brasileiro com conotações positivas (criatividade, adaptação, improviso) e negativas (corrupção, solução ilegal). Característica de quem se porta de maneira esperta, com o propósito de conseguir algo, mas que a maioria das pessoas considera árduo ou difícil.

Exemplo: “A gente vai dando um jeitinho aqui, outro ali.”

35. Juntar dinheiro

Usada como sinônimo de guardar em um mesmo ambiente (seja físico ou por meio de algum serviço financeiro) diferentes quantias de dinheiro ao longo de um tempo.

Exemplo: “Juntei dinheiro por três meses, pedi pra minha mulher guardar.”

36. Mão de vaca

Poupador em potencial, pessoas que não gastam em supérfluo. Quando usada positivamente se refere ao poupador, quando usada negativamente se refere a avareza. Ver “Sovina”.

37. Mesada / semanada

Montante que os filhos recebem mensalmente, ou semanalmente, dos pais e cuidadores. A prática é introduzida, normalmente, em crianças em idade escolar para que comprem doces ou alimentos vendidos na escola.

38. Modo economia

Ação de prevenção, é quando, por determinado tempo, uma pessoa ou grupo reduzem o dinheiro gasto no cotidiano.

Exemplo: “Entrei num modo economia agora, ver qual o mínimo que consigo gastar ao longo do mês.”

39. Passar aperto

Passar por dificuldades, situações difíceis. Ver “Perrengue” e “Aperreio”.

Exemplo: “Pela estrutura familiar que eu tive, nunca passei aperto, vivia bem.”

40. Pé de meia

Dinheiro ou recursos guardados para um futuro confortável, com conotação positiva e independente de tamanho e tipo.

Exemplo: “Quero ter um pé de meia bom. Meus pais sempre tiveram subemprego, se acontecesse alguma coisa, já era.”

41. Pensar no depois

Programar-se, planejar-se. Fazer uma reserva para o futuro. Guardar algo (dinheiro, recursos) para momentos futuros.

42. Perrengue

Dificuldade momentânea, situação difícil.

Exemplo: “Queria trabalhar para ajudar em casa, a gente passava muito perrengue.”

43. Quebrado / Quebrada

Estar em falência, ter pouco dinheiro, estar com muitas dívidas. Ver “Duro”.

44. Rachar

Ação de dividir a conta, salário ou montante.

45. Rodar dinheiro

Movimento do dinheiro em diversas transações: compra, venda, lucro, prejuízo, investimento, etc.

Exemplo: “Dinheiro é para circular, não pode ficar parado. Ou você investe ou você gasta, tem que circular, rodar.”

46. Ser / ter pé no chão

Conectar-se com a realidade, focar naquilo que é viável, buscar segurança. Alguém que não se arrisca muito.

Exemplo: “Eu sempre perdia a cabeça, mas colocava o pé no chão depois.”

47. Se virar

Buscar uma forma de resolver algum desafio, apesar de qualquer dificuldade. Conseguir resolver algo, mesmo sem ter as ferramentas ou condições necessárias para isso. Também pode significar ter que fazer uma coisa sozinho, por sua própria conta.

Exemplo: “Quando eu recebo, já pago logo o aluguel por ser o principal, mas o resto da conta eu me viro.”

48. Sovina

Pessoa que não quer ou não gosta de gastar dinheiro. Ver “Mão de vaca”.

Exemplo: “Dizem que eu sou sovina, mas é que eu gosto de segurar o dinheiro para pagar as contas essenciais.”

49. Sustento / Sustentar-se

Sinônimo de trabalho, fonte de renda, alimentação, nutrição. Ato ou efeito de manter-se e alimentar- se.

Exemplo: “A única pessoa que admito gritar comigo é minha mãe, porque ela me sustenta.”

50. Ter estrutura familiar

Implica nos benefícios e obrigações resultantes da composição socioeconômica de determinada família ou agrupamento que promove bem estar e condições melhores de vida. A ausência pode tornar o desenvolvimento econômico individual mais difícil.

Exemplo: “Com a estrutura familiar que eu tive, eu nunca passei aperto.”

51. Tirar leite de pedra

Fazer o impossível, sobreviver à seca. A origem da expressão faz alusão à seca do sertão, quando produtores tentavam manter seu gado vivo para tirar leite, quando só existia um deserto de pedras (sem vegetação) para alimentar o gado. Ver “Fazer milagre”.

Exemplo: “Precisa ir tirando leite de pedra, fazer sobrar a comida de hoje pra comer amanhã de novo. Vai inventando, dando um jeitinho.”

52. Tostão

Moeda de níquel ou prata. Usado como gíria para se referir a dinheiro, normalmente na expressão “sem nenhum tostão”.

53. Trabalhar por dinheiro vs. Trabalhar por amor

As duas expressões são opostas: quando alguém trabalha por dinheiro, não importa o que se faz, apenas o que se ganha. Trabalhar por amor implica em devoção, um gosto pelo que se faz (importando menos o valor recebido).

54. Trocado

Quando usado como substantivo, é o retorno do excedente de uma transação de compra e venda. Quando usado como gíria, se refere ao valor pequeno recebido por trabalhos pontuais e esporádicos.

Exemplo: “Dinheiro trocado é aquele que não é inteiro. Se você vai gastar 50, vai trazer em notas menores, de 10 e 5. ”

55. Tudo o que vem fácil, vai fácil

Utilizada como forma de valorizar o esforço empregado em conseguir um objetivo. Traz uma noção de desconfiança (ilegalidade, desonestidade) diante de propostas que prometem alcançar algo sem muito esforço.

56. Vaquinha

Ato ou efeito de arrecadar, coletivamente, dinheiro para um determinado fim. Usada como sinônimo de financiamento coletivo.

E aí, já usou alguma expressão sobre dinheiro listada acima? Quem nunca deu um passo maior que a perna, não é mesmo? E na sua casa, qual é a expressão mais usada? Faltou alguma? Comenta aí! Para saber mais, basta entrar no blog do Nubank. Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/

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2a1 Cenografia une engenharia e inteligência cenográfica para estruturar a Casa Warner em Brasília

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No mercado de live marketing e entretenimento, a transição de um conceito criativo para uma estrutura física de grande porte é frequentemente vista como um ato puramente intuitivo. No entanto, para a 2a1 Cenografia, empresa referência no setor com mais de 27 anos de experiência e responsável por grandes produções na América Latina e nos Estados Unidos, essa transformação é o resultado de um rigoroso processo de engenharia, estratégia de fluxo e viabilidade técnica.

A empresa defende que o sucesso de uma ativação não depende apenas da estética, mas de uma metodologia que garanta que a ideia original sobreviva à execução física sem perder sua essência. O exemplo mais recente desse rigor metodológico pode ser conferido pelo público na edição da Casa Warner em Brasília, onde universos icônicos do entretenimento ganham vida através de cenários detalhados e interativos.

Para a 2a1, transformar ideias em experiências físicas exige uma visão 360º que vai muito além do design. Envolve entender o comportamento do visitante, a durabilidade dos materiais e a logística de montagem em tempo recorde. Cada decisão, do posicionamento de uma luz à textura de uma parede, é baseada em dados e objetivos de marca. “Muitas pessoas acreditam que criar uma experiência como a Casa Warner é um processo puramente artístico, movido pela inspiração. Na realidade, é o oposto: é um processo altamente estruturado, composto por decisões estratégicas e técnicas. Para que uma ideia se torne uma experiência física de impacto, precisamos traduzir o lúdico para a engenharia. Se não houver estratégia por trás da criatividade, o projeto é apenas um cenário; conosco, ele se torna uma jornada emocional e funcional para o público”, afirma Danielle Paulino, CCO da 2a1.

A exposição, realizada em parceria com a Warner Bros. Discovery Global Experiences (WBDGE) e instalada no ParkShopping Brasília, serve como o laboratório perfeito para demonstrar essa filosofia de trabalho. Ao transpor franquias globais para o espaço físico, a 2a1 aplicou inteligência cenográfica para garantir que o fã se sinta, de fato, dentro de seus filmes e séries favoritos.

A precisão na execução garante que a escala, as cores e a interatividade funcionem de forma orgânica, suportando o alto fluxo de visitantes diários e consolidando o espaço como um case de sucesso em brand experience e engenharia de entretenimento.

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Descompasso estratégico limita o retorno sobre o investimento na Creator Economy brasileira

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A consolidação do marketing de influência como uma das principais forças do branding contemporâneo é incontestável, mas a execução das campanhas ainda esbarra em dores estruturais. No Brasil, embora 94% das corporações reconheçam que parcerias contínuas e de longo prazo com criadores de conteúdo geram retornos mais consistentes, expressivos 70% do mercado ainda concentram suas verbas em ativações puramente táticas e pontuais. Os dados são da Pesquisa ROI & Influência, realizada pela YOUPIX em parceria com a Nielsen.

Este descompasso ganhou contornos mais urgentes após os debates do SXSW 2026. O festival global de inovação chancelou a Creator Economy como uma agenda estratégica de alta liderança e geração de novos negócios, pressionando as marcas a abandonarem os vícios de formatos analógicos de publicidade.

Para Thyago Iasino, diretor de estratégias digitais, canais e conteúdo da HouseCricket, a indústria precisa recalibrar sua visão operacional. “O influenciador deixou de ser mídia. Quem ainda trata creator como espaço publicitário está comprando alcance e abrindo mão do principal ativo dessa relação, que é a confiança construída com a audiência”, pontua o executivo.

Essa transformação é empurrada por uma mudança drástica no comportamento do consumidor. Atualmente, 65% dos internautas brasileiros já efetuaram compras motivados por recomendações nas redes sociais (Opinion Box), ao passo que, na esfera global, o índice de pessoas impactadas por criadores em suas decisões financeiras chega a 86%. O cenário prova que a métrica de sucesso migrou do alcance em massa para a profundidade da conexão.

Um dos grandes consensos do mercado corporativo em 2026 é a transição dos influenciadores de meros canais de distribuição para verdadeiras unidades de negócio independentes. O ecossistema caminha para um modelo onde os creators assumem papéis consultivos, atuando no planejamento de campanhas, na validação de portfólios em laboratórios de inovação e, frequentemente, como sócios e cocriadores de linhas de produtos em regime de joint venture.

Essa sofisticação eleva a régua da cobrança por eficiência. O investimento no setor deixou a gaveta de verbas experimentais de live marketing e passou a exigir um impacto nítido nos principais indicadores de performance (KPIs) das empresas, como custo de aquisição de clientes (CAC), conversão em vendas e ganho de market share.

Apesar do amadurecimento conceitual, a comprovação de dados continua sendo o calcanhar de Aquiles das agências e marcas. De acordo com o relatório Influencer Trends 2026, assinado pela Ogilvy, metade dos profissionais de marketing globais (50%) admite não ter ferramentas ou processos claros para provar o retorno financeiro (ROI) de suas ações com influenciadores. Mais grave ainda: 44% das campanhas rodam sem metas preestabelecidas.

Com o aumento expressivo dos aportes financeiros na Creator Economy, o mercado caminha a passos largos para um cenário de severa cobrança por maturidade profissional. As marcas que saírem na frente serão aquelas que entenderem que o marketing de influência não se resume a um post pago no feed, mas sim a uma construção de reputação a longo prazo, cujo ativo final é a confiança do consumidor.

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