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Com o crescimento acelerado da retail media e o risco de fragmentação, o mercado varejista depende de colaboração e unificação

Com o rápido crescimento da retail media, os profissionais de marketing de todas as regiões enfrentam desafios cruciais que exigem colaboração e unificação. À medida que o mercado da América LAtina procura amadurecer e aproveitar ao máximo os benefícios da retail media, é essencial compreender a mudança de paradigma que a retail media trouxe para as relações entre varejistas e marcas.
De acordo com a pesquisa 2023 Latin America Marketing and Retail Media Trends da eMarketer, 54,8% dos ad buyers na América Latina usarão retail media para colocar anúncios digitais nos próximos 12 meses. À medida que os profissionais de marketing brasileiros começam a perceber o potencial deste ecossistema crescente, eles têm a vantagem de olhar para mercados mais maduros, como os EUA, para enfrentar os desafios e aprendizados que certamente surgirão com o rápido crescimento no mercado local.
“A retail media permite que as marcas aumentem a visibilidade na prateleira digital, de forma semelhante às gôndolas, que dão maior destaque a determinados produtos na loja física. À medida que o mercado LATAM continua investindo no espaço e amadurecendo, a indústria publicitária como um todo deve trabalhar para eliminar qualquer atrito associado à rápida adoção”, aponta Tiago Cardoso, managing director para América Latina na Criteo.
A fragmentação e a falta de padronização em toda a indústria ainda impedem os varejistas, marcas e agências de atingirem o seu pleno potencial com a retail media, impactando os negócios de diferentes formas. O mercado da América Latina é relativamente novo neste aspecto, o que significa que os profissionais de marketing brasileiros devem analisar como os mercados mais evoluídos estão se ajustando para lidar com esses desafios e evitar obstáculos semelhantes.
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Nestlé implementa novo modelo global de marketing no Brasil para acelerar crescimento e conexão cultural

A Nestlé deu um passo decisivo na atualização de sua estratégia global ao realizar, neste mês de março, o rollout do Brand Building the Nestlé Way (BBNW) no mercado brasileiro. A nova abordagem, que orienta as práticas da companhia em mais de 180 países, visa acelerar o crescimento orgânico e fortalecer o equity das marcas por meio de um modelo que integra ciência de dados, agilidade operacional e uma profunda conexão com a cultura contemporânea.
A evolução marca uma transição estrutural na gigante do setor de alimentos: a saída de uma lógica centrada em campanhas isoladas para a adoção de um framework de crescimento unificado. Este modelo conecta estratégia, produto, preço, distribuição e comunicação de forma indissociável. “Estamos em um ponto de virada. Marcas tradicionais carregam carinho, confiança e credibilidade, mas também podem se conectar à cultura atual. O impacto do marketing hoje depende da capacidade de unir essas marcas à relevância cultural”, afirma Tilman Moe, head de marketing da Zona Américas da Nestlé.
A estratégia brasileira, sob o comando de Ionah, vice-presidente de marketing, comunicação corporativa & ESG da Nestlé Brasil, foca na qualidade das decisões e na clareza de prioridades. “Isso passa por foco nas marcas com maior potencial e uso cada vez mais estruturado de dados para orientar estratégia e investimento”, explica a executiva. O novo modelo operacional aposta no uso intensivo de analytics e inteligência artificial, além de um ecossistema mais fluido com criadores de conteúdo e parceiros criativos.
O BBNW se sustenta em quatro pilares fundamentais: superioridade, valor, visibilidade e comunicação. Essas alavancas orientam desde a inovação do portfólio até a presença física e digital nos pontos de venda. Segundo Ionah, o marketing agora é um esforço coletivo: “Quando conectamos dados, criatividade, cultura e execução de modo consistente, conseguimos responder mais rápido ao consumidor e gerar impacto real para o negócio”.
A disciplina na gestão de investimentos também ganha novos contornos com a introdução de uma geração inédita de KPIs (Key Performance Indicators). Além das métricas financeiras tradicionais, a Nestlé passa a mensurar a experiência de marca, a execução criativa e a capacidade de gerar impacto cultural. A escolha do Brasil como um dos primeiros mercados a receber a nova versão do modelo reitera o papel do país como um dos principais polos de inovação e marketing da companhia globalmente.
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Cenoteka expande portfólio com quatro novas agências e projeta dobrar de tamanho em 2026

A Cenoteka, empresa especializada em cenografia que vem ganhando tração no mercado de live marketing, acaba de anunciar a chegada de quatro contas de peso ao seu portfólio: as agências Atenas, Carbono, People e TSBEtc. Para os novos clientes, a companhia atuará no desenvolvimento de soluções integradas que abrangem desde a concepção estratégica até a produção e implementação de estruturas inteligentes, desenhadas para elevar a experiência de marca no ambiente físico.
O movimento reflete o posicionamento da Cenoteka em tratar a cenografia não apenas como um suporte operacional para eventos, mas como uma plataforma de comunicação estratégica capaz de gerar valor e diferenciação competitiva. Contando com equipe e galpão próprios, a empresa aposta em um modelo de negócio que hibridiza a robustez da produção cenográfica com a inteligência de planejamento característica das agências.
De acordo com Milene ViSo, CEO da Cenoteka, a proposta é ressignificar a entrega técnica no setor. “Redesenhamos o papel da cenografia no ecossistema de marketing. Não entregamos apenas estruturas, mas experiências de marca que geram valor. Unimos capacidade produtiva a uma visão de planejamento, garantindo que o espaço físico deixe de ser um cenário para se tornar protagonista da estratégia com uma premissa clara: a inteligência de agência aplicada à execução técnica é o que transforma espaços em ativos de comunicação”, explica a executiva.








