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Change.org agora é propriedade da Change.org Fundation

A Change.org, plataforma de abaixo-assinados, anunciou oficialmente que passa por uma transição para tornar-se 100% de propriedade sem fins lucrativos da Change.org Foundation. A mudança é consequência de doações recebidas por mais de 50 investidores, liderados por Reid Hoffman e incluindo Bill Gates, Arianna Huffington, Ashton Kutcher, Sir Richard Branson, Ray Dalio, Evan Williams, Jerry Yang e Sam Altman.
A nova estrutura de propriedade e governança sem fins lucrativos estabelece a independência permanente da plataforma, bem como sua responsabilidade legal com a missão de capacitar e empoderar as pessoas em todos os lugares para criarem a mudança que desejam ver na sociedade.
“Na última década, mais de 450 milhões de pessoas passaram a confiar na Change.org como uma plataforma para levantar sua voz sobre as questões que lhes interessam. À medida que os serviços digitais se tornam mais integrados à vida das pessoas, eles estão se tornando os novos serviços públicos essenciais. E é por causa desse poder cada vez maior que trabalhamos para garantir que a Change.org continue comprometida e alinhada com o interesse público à medida que aumentamos”, disseram em nota Ben Rattray, fundador, Nick Allardice, CEO, e Preethi Herman, diretora-executiva global da organização.
A transição anunciada garante a gestão de longo prazo da Change.org como um serviço público digital comprometido com o interesse público. Com essa nova estrutura, a organização também se posiciona para uma próxima fase de crescimento: partindo de uma empresa com um único produto focada em petições para uma plataforma de infraestrutura cívica, que capacita pessoas em todos os lugares do mundo a usarem sua voz, recursos e tempo para construir sociedades democráticas mais saudáveis, participativas e responsivas.
Nos últimos anos, a Change.org passou por uma “explosão” de crescimento. Atualmente, a plataforma é utilizada em 196 países. Em algumas nações, o uso é próximo ao número total de eleitores. A cada mês, mais de 70.000 campanhas são lançadas.
Brasil
No Brasil desde 2012, a Change.org é utilizada por mais de 34 milhões de pessoas. O país é o segundo com a maior quantidade de usuários do planeta. Ao longo dessa trajetória de nove anos, a organização acumula mais de 1.000 campanhas com finais felizes, provando que a união de vozes e o ativismo digital alcançam conquistas que impactam vidas e a sociedade.
Somente no Brasil, a Change.org registra 70 mil petições já criadas por cidadãos comuns, coletivos ou organizações, com uma média de 26 milhões de assinaturas a cada ano. Na pandemia, a plataforma teve aumento de 160% de engajamento popular em campanhas.
No país, a Change.org já era uma organização sem fins lucrativos, que se sustenta unicamente por meio de doações. Para garantir completa independência, não aceita recursos de partidos políticos, publicidade ou empresas. Além disso, 100% das doações são usadas pela Fundação Change.org para apoiar movimentos liderados por cidadãos, sendo revertidas em ações de impacto para os abaixo-assinados e manutenção da plataforma e sua equipe.
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IVC reformula auditoria de eventos e passa a oferecer certificação ‘ad hoc’ com desduplicação de dados presenciais e remotos

O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) anunciou uma reestruturação em seu serviço de auditoria para o setor de eventos. A partir da mudança, a verificação deixa de figurar como uma categoria fixa de filiação e passa a ser oferecida na modalidade ad hoc para veículos filiados e empresas organizadoras associadas como assinantes. A evolução metodológica abrange a aferição de públicos híbridos (presenciais e virtuais) com desduplicação total de dados.
O serviço atende a diferentes formatos do mercado, incluindo encontros B2B, B2C, feiras técnicas, congressos científicos, simpósios e webinars. A auditoria é estruturada em três eixos principais: controle e validação de acessos de visitantes únicos (cruzando credenciamento, catracas e bilheteria); inteligência de perfil demográfico e cargos decisórios; e certificação documental de expositores, palestras paralelas e ações promocionais. “A medida é parte de uma das principais metas do Instituto de trazer aos decisores de marketing e comunicação dados que possam integrar os pontos de contato da mídia com suas audiências, em uma estratégia de presença cada vez mais omnichannel. Neste sentido, o Instituto pode agregar dados de impresso, websites, newsletters, streaming, eventos e, ocasionalmente, redes sociais”, afirma Pedro Silva, presidente-executivo do IVC.
A contratação do serviço pode ser solicitada via canal oficial do instituto antes do início do evento, com custo fixo de R$ 782,60 por edição, além de despesas operacionais em caso de acompanhamento in loco.
O aperfeiçoamento da metodologia acompanha a expansão econômica do segmento. Dados do Observatório da Indústria/SENAI estimam que a cadeia de eventos no Brasil movimentará mais de R$ 1,5 bilhão até 2035, representando cerca de 5% do PIB nacional. “À medida que o segmento de eventos cresce, aumenta proporcionalmente a demanda de anunciantes e patrocinadores por transparência, com dados precisos de audiência. Desta forma, o IVC transforma números declarados em informações certificadas imprescindíveis para investimentos seguros, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do governo”, destaca Marco Aurélio Souza, gerente de auditoria e projetos de mídia do IVC.
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Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.
Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.
O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.
Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.







