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Campanha “Junho Vermelho” reforça a importância da doação de sangue

No dia 14 de junho comemoramos o Dia Mundial do Doador de Sangue, além disso o mês recebe a campanha “Junho Vermelho”, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue e incentivar a doação em todo o país. No Brasil, menos de 2% da população é doadora de sangue (o ideal seria ao menos 3% da população), de acordo com o Ministério da Saúde.
Desde o início da pandemia do novo coronavírus, os estoques de sangue seguem críticos devido à queda significativa no número de doações. Só no último mês, o Banco de Sangue parceiro do GRAACC, a Sociedade Beneficente de Coleta de Sangue (COLSAN) registrou uma queda de 40% no número de doadores. Esse déficit prejudica pacientes que eventualmente, necessitem de transfusão.
No caso do Hospital do GRAACC, referência no tratamento e cura de crianças com câncer, os pacientes apresentam grande demanda transfusional, tanto por conta dos tratamentos de alta complexidade (quimioterapias agressivas, quadros de infecção ou nos procedimentos cirúrgicos), quanto pela própria doença de base (como as leucemias). Há também dois grupos ainda mais críticos que são os pacientes internados em UTI e aqueles submetidos ao transplante de medula óssea.
Por ser um hospital exclusivamente de oncologia pediátrica, a grande maioria dos pacientes não pode ter seus procedimentos adiados. “Continuamos atendendo normalmente todos os casos novos e pacientes que já estavam em tratamento, mesmo com demanda de transfusão elevada” explica a Dra. Paula Guedes, médica responsável pelo serviço de Hemoterapia do GRAACC.
Quem pode doar
– Pessoas em boas condições de saúde com idade entre 16 (autorização do responsável) e 69 anos (sendo que a primeira doação deve ter sido realizada até os 60 anos).
– Pesar no mínimo 50 kg.
– Estar devidamente alimentado (evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação).
– Apresentar documento original com foto, legível e emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).
Segurança em tempos de Covid-19
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde atualizaram os critérios de doação de sangue em todo o país, a fim de reforçar a prevenção contra o novo coronavírus.
Os locais destinados à doação de sangue são seguros e frequentados por pessoas saudáveis e estão investindo em cuidados redobrados para garantir a segurança dos doadores (como distância segura entre as cadeiras de coleta, disponibilização de álcool em gel, entre outras medidas).
Candidatos à doação que tiveram diagnóstico clínico ou laboratorial de infecção pelo SARS-CoV-2, serão considerados inaptos à doação por um período de 30 dias após completa recuperação.
Candidatos que tiveram contato, nos últimos 30 dias, com pessoas que apresentaram diagnóstico clínico ou laboratorial de SARS-CoV-2, deverão ser considerados inaptos por até 14 dias após o último contato com a pessoa.
Candidatos que permaneceram em isolamento devido sintomas possíveis de infecção por SARS-CoV-2, também serão considerados inaptos por um período de 14 dias sem sintomas.
Candidatos que tenham se deslocado para outros países serão considerados inaptos por 14 dias após o retorno.
Para informações dos locais de coleta de sangue, acesse
http://graacc.org.br/doacaodesangue
http://www.colsan.org.br/site/doador/locais-para-doacao-de-sangue.html
Para doar sangue ao Hospital do GRAACC, identifique a unidade de coleta da Colsan (Sociedade Beneficente de Coleta de Sangue) mais próxima da sua casa. A doação de sangue é um procedimento rápido e seguro.
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Nissin promove “Batalha de Sabores” para disputar a preferência do consumidor em campanha multiplataforma

A Nissin Foods do Brasil acaba de lançar a “Batalha de Sabores”, uma ofensiva estratégica de marketing que coloca frente a frente três de seus produtos mais icônicos na versão Galinha Caipira: Nissin Lámen, Cup Noodles e Nissin Yakissoba U.F.O.. A iniciativa visa não apenas ampliar a visibilidade e a penetração do portfólio, mas também reforçar a lembrança de marca ao convidar o público a eleger qual formato do sabor favorito dos brasileiros merece o título de líder.
A narrativa da campanha utiliza o storytelling por meio dos personagens das marcas para destacar os atributos competitivos de cada item. Enquanto o Nissin Lámen foca na versatilidade do preparo caseiro, o Cup Noodles destaca a praticidade do consumo on-the-go e o Nissin Yakissoba U.F.O. aposta na intensidade de sabor como seu principal diferencial.
A partir do dia 23 de fevereiro, a estratégia de live marketing digital entra em uma fase de “modo invasão” nos perfis oficiais @nissinbrasil e @cupnoodlesbrasil. A dinâmica prevê que os personagens batalhem entre si em uma série de conteúdos interativos, contando ainda com o reforço de um time de influencers para gerar proximidade e conversas com a audiência.
“Sabemos que Galinha Caipira é o sabor preferido dos brasileiros. Com a Batalha de Sabores, mostramos como cada produto entrega uma experiência diferente dentro do universo dos macarrões instantâneos e convidamos o público a escolher o seu favorito”, explica Ana Fossati, gerente de marketing da Nissin Foods do Brasil.
Para Ricardo Dolla, Chief Creative Officer da Dentsu Creative, a ação eleva um conceito tradicional da marca a um novo patamar de execução. “A Batalha de Sabores é um clássico do universo Nissin. Só que, desta vez, não ficamos apenas no sabor. Acrescentamos novas texturas à disputa, cruzando linguagens e códigos para deixar a comunicação tão irresistível quanto o produto”, afirma o executivo.
Com veiculação prevista até o dia 15 de março, a campanha marca presença em um ecossistema digital robusto, englobando Facebook, Instagram, TikTok, YouTube, Twitch e Kwai, garantindo que a disputa atinja diferentes perfis de consumidores em seus respectivos ambientes de lazer e entretenimento digital.
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Smartphones não precisam ouvir conversas para prever desejos, aponta especialista em dados

Uma cena recorrente no cotidiano digital alimenta uma das maiores teorias da conspiração da atualidade: após uma conversa em voz alta, sem qualquer busca ativa, o usuário é impactado por um anúncio sobre o exato tema discutido. A sensação de vigilância é real e confirmada por estudos, como o da Universidade de Amsterdã, que aponta que a falta de compreensão sobre a coleta de dados gera especulações sobre uma possível “escuta” via microfone. No entanto, para especialistas do setor, a realidade tecnológica é ainda mais sofisticada — e menos cinematográfica.
Caio Motta, cofundador da Elementar Digital e especialista em marketing de performance, afirma que as plataformas não precisam do áudio para serem precisas. “Trabalho há mais de uma década com marketing de performance e dados. Posso afirmar com segurança que as plataformas não precisam do seu microfone porque elas têm algo muito mais poderoso”, explica. O segredo reside no machine learning e na capacidade de predição de gigantes como Google e Meta, que analisam múltiplas camadas de comportamento para antecipar desejos.
A engenharia por trás da “coincidência”
O rastreamento vai muito além do histórico de buscas. Envolve uma cadeia de correlação que inclui o endereço IP, conexões Wi-Fi e o comportamento de pessoas próximas. “Se sua esposa pesquisou colchões, o algoritmo sabe que vocês dividem o mesmo endereço e estão relacionados. Não precisa de microfone para conectar esses pontos”, pontua Motta.
Soma-se a isso o compartilhamento de dados offline. O tradicional CPF informado na farmácia em troca de descontos conecta compras físicas ao perfil digital. Assim, a compra de um suplemento na terça-feira pode disparar, na quinta, anúncios de roupas de ginástica ou aplicativos de exercícios, criando a ilusão de que o celular “ouviu” um plano de treino.
O viés de confirmação e o mercado de R$ 38 bilhões
O fenômeno psicológico conhecido como viés de confirmação completa a experiência. Em meio a centenas de anúncios ignorados diariamente, o cérebro registra apenas aquele que coincide com uma conversa recente, descartando os “erros” do algoritmo.
Esse ecossistema move cifras bilionárias. No Brasil, o investimento em publicidade digital atingiu R$ 37,9 bilhões em 2024, segundo o Digital AdSpend 2025 do IAB Brasil. “Esse dinheiro não se sustenta em conspiração, se sustenta em resultado mensurável”, ressalta o executivo. Para ele, embora a personalização ajude pequenas empresas e facilite a descoberta de produtos, ela exige vigilância ética contra práticas discriminatórias de segmentação.
Literacia digital e privacidade
Motta destaca que o maior risco à privacidade muitas vezes não vem das grandes empresas auditadas e sujeitas à LGPD, mas de aplicativos menores e data brokers obscuros que solicitam permissões abusivas. A recomendação para quem busca limitar o rastreamento inclui o uso de navegadores focados em privacidade, como o Brave Browser, e a revisão constante de permissões de aplicativos.
“Entender como a publicidade digital funciona virou alfabetização básica para qualquer pessoa conectada”, finaliza Caio Motta. “É uma realidade muito menos cinematográfica, mas, mesmo sem ouvir, os algoritmos sabem muito sobre você e fazem isso com o seu consentimento, escondido naqueles termos de uso que ninguém lê”.









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