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As engrenagens secretas do TikTok Shop

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O TikTok Shop chegou ao Brasil com grandes promessas, vindas de um histórico de sucesso ao redor do mundo. Só no ano passado, a “lojinha” do app movimentou cerca de US$ 33 bilhões globalmente, segundo a Statista. O impacto já começa a ser sentido por aqui, mas as marcas ainda têm muito a aprender sobre o assunto — desde o uso de vídeos como máquinas de vendas até funcionalidades particulares que não existem em qualquer outro lugar.

Henrique Troitinho, CEO da agência de inovação em marketing digital Score Media, afirma que as regras do TikTok Shop não são as mesmas de qualquer outra ferramenta de e-commerce. “Em primeiro lugar, a loja virtual se baseia no conteúdo e não o contrário. Os vídeos são o motor de venda, o que exige uma abordagem TikTok First e uma gestão de marketing especializada para alcançar todo o potencial do shop. Além disso, há especificações da plataforma, tanto no que diz respeito a restrições quanto às oportunidades”, comenta.

Portanto, segundo o especialista, as marcas não podem esperar apenas realizar um cadastro e começar a vender. É preciso entender os mecanismos do app e trabalhar com eles de maneira estratégica.

Um exemplo é a lista de produtos restritos ou proibidos. “Para seguir as políticas do TikTok como um todo, há uma série de bens e serviços que não podem ser vendidos por lá”, explica Henrique. “É essencial ter certeza de que nenhum item acabou entrando no mix, porque isso pode afetar todo o score da loja e reduzir sua relevância”. Entre as proibições estão armas, animais ou produtos de origem animal, produtos de segurança e privacidade, produtos financeiros, drogas ilegais e acessórios para drogas. Já a lista de restritos inclui medicamentos, alguns dispositivos médicos, produtos para perda de peso, produtos e serviços sexuais, automóveis e peças automotivas, produtos de mídia, álcool, tabaco e cigarros eletrônicos, entre outros.

Trabalhar com profissionais especializados no manejo do app ajuda a marca a ter acesso a todos os itens e a entender as melhores maneiras de atender às regras. Da mesma forma, as oportunidades próprias do TikTok Shop devem ser aproveitadas por quem quer se destacar; é o caso das competições, com direito a rankings de maior quantidade de vendas por categoria.

“As competições em live são as principais, pois seguem uma tendência já em alta em outros países, do live commerce”, aponta Troitinho. O formato é em tempo real, com o consumo de conteúdo ao vivo e compras ao mesmo tempo, gerando um giro de negócio que vale para todos os setores e tamanhos de empresas. “A China já domina essa técnica há um bom tempo, mas, agora, o mundo todo está entrando na onda. A expectativa é que plataformas de live commerce alcancem US$ 7,2 bilhões até 2030”, complementa o empresário, referindo-se a uma previsão da Research and Markets.

O que o TikTok Shop propõe, então, é um ranking para as lojas e criadores que mais vendem durante lives, com benefícios para quem ficar no topo. São vantagens como cupons de desconto para fornecer aos clientes, premiações em dinheiro, recursos de tráfego e até troféus. A exposição no ranking também é, por si só, um impulsionamento da imagem da marca.

“O TikTok Shop apresenta várias possibilidades e objetivos diferentes. Você pode ficar no top 10 da sua categoria se quiser trabalhar com lives, ou pode alavancar as vendas de outra maneira. O importante é entender que, qualquer que seja o caminho escolhido, estamos falando de uma transformação do e-commerce e não apenas um novo canal. Comece com a mente aberta e pronto para expandir sua atuação online de verdade”, conclui o CEO.

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TIM revoluciona creator economy com lançamento da TIM House e premiação de R$ 50 mil

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A TIM acaba de anunciar a criação da TIM House, a primeira plataforma proprietária de uma operadora no Brasil dedicada exclusivamente à gestão e monetização de creators. O projeto, que nasce de uma joint venture estratégica entre as agências Mynd e Stage, marca um ponto de inflexão na creator economy, transformando o relacionamento entre marca e influenciadores em um ecossistema profissional, escalável e orientado a resultados.

Na campanha de estreia, a operadora aposta alto: os 30 conteúdos com melhor performance serão premiados. O grande vencedor levará para casa R$ 50 mil, um iPhone 17 e a oportunidade de uma collab exclusiva com a influenciadora Pequena Lô. O objetivo central é acelerar talentos emergentes, oferecendo capacitação e visibilidade em um ambiente que conecta briefings claros a recompensas financeiras e experiências exclusivas da marca.

“A TIM House é o nosso convite para que creators emergentes conquistem novos espaços. Construímos um hub para ampliar conversas, acelerar talentos e abrir possibilidades de monetização, sempre valorizando as vozes que tornam as redes mais plurais e autênticas”, explica Marcos Lacerda, vice-presidente de comunicação e marca da TIM. Segundo o executivo, a iniciativa aproxima a marca de narrativas diversas e relevantes, transformando tecnologia em liberdade de criação.

A mecânica da TIM House foi desenhada para ser intuitiva e dinâmica. O influenciador realiza o cadastro no portal oficial, acessa o briefing vigente, produz o conteúdo e o envia para aprovação via plataforma. Uma vez aprovado e publicado, o creator torna-se elegível para remunerações que variam entre valores em dinheiro, benefícios do ecossistema TIM ou acesso a ativações proprietárias.

O primeiro desafio convida a comunidade a criar conteúdos inovadores sobre o patrocínio da TIM no Big Brother Brasil 26 e o plano TIM Controle + Globoplay. Para participar, o criador deve ter mais de 18 anos e uma base mínima de mil seguidores no Instagram, reforçando o foco da operadora nos microinfluenciadores e na cauda longa da influência digital.

“A creator economy já se consolidou como uma das principais forças da comunicação contemporânea. Nosso papel foi ajudar a estruturar um ambiente em que creators tenham acesso a oportunidades reais de monetização e conexão direta com grandes marcas”, comenta Fátima Pissarra, CEO da Mynd. Fabrizio Galardi, sócio-diretor da Stage Digital, reforça que a intenção é transformar consumidores em porta-vozes engajados.

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Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

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O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.

De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.

Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.

Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.

“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.

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