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Ambev encontra novo formato de mídia seguindo tendência de vídeos satisfatórios

Quem nunca se deparou com aqueles vídeos interessantes enquanto navegava no TikTok? Coisas quebrando ou sendo amassadas, objetos sendo cortados, vídeos de organização e limpeza. O formato é viral e muitas vezes divide a tela com outros conteúdos, como cortes de podcasts. Pensando nisso, em parceria com a agência Africa Creative, a Ambev criou o seu próprio banco de vídeos satisfatórios, chamado Cortes Ambev.
A plataforma possui conteúdos autorais, produzidos com referências ao universo em que a marca está inserida, ou seja, vídeos de bebidas, como gelos sendo quebrados, garrafas sendo abertas e copos sendo enchidos com líquidos. O acesso é gratuito, livres de uso e disponível para qualquer pessoa maior de 18 anos que queira usar esses vídeos em suas redes sociais, além de editores e criadores de conteúdo.
“O Cortes Ambev vai além de uma coleção de vídeos satisfatórios; é uma plataforma de cocriação e expressão criativa. Queremos potencializar o trabalho dos criadores, oferecendo conteúdos de alta qualidade gratuitamente, criados a partir do comportamento nativo do entretenimento. Acreditamos que através da colaboração e da inovação, fortalecemos a relação das nossas marcas ao talento e à criatividade da comunidade de criadores”, afirma Alexandre Costa, diretor de marketing da Ambev.
Para o projeto, a Ambev contará com O Podpah e Sérgio Sacani, creator de ciência e um dos maiores hits do formato de cortes, para anunciar a iniciativa aos editores de vídeos. Além disso, a marca também terá squad de influenciadores de diferentes nichos divulgando o banco de vídeos.
“A ideia por trás do Cortes Ambev foi aproveitar a popularidade desses vídeos emblemáticos para criar algo que unisse entretenimento e o universo da marca de forma inovadora. Ao disponibilizá-los gratuitamente e sem restrições de uso, não estamos apenas fortalecendo a presença digital da Ambev, mas também oferecendo uma ferramenta criativa para editores e criadores do mundo todo”, afirma Heloisa Pupim, co-COO da Africa Creative.
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IVC reformula auditoria de eventos e passa a oferecer certificação ‘ad hoc’ com desduplicação de dados presenciais e remotos

O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) anunciou uma reestruturação em seu serviço de auditoria para o setor de eventos. A partir da mudança, a verificação deixa de figurar como uma categoria fixa de filiação e passa a ser oferecida na modalidade ad hoc para veículos filiados e empresas organizadoras associadas como assinantes. A evolução metodológica abrange a aferição de públicos híbridos (presenciais e virtuais) com desduplicação total de dados.
O serviço atende a diferentes formatos do mercado, incluindo encontros B2B, B2C, feiras técnicas, congressos científicos, simpósios e webinars. A auditoria é estruturada em três eixos principais: controle e validação de acessos de visitantes únicos (cruzando credenciamento, catracas e bilheteria); inteligência de perfil demográfico e cargos decisórios; e certificação documental de expositores, palestras paralelas e ações promocionais. “A medida é parte de uma das principais metas do Instituto de trazer aos decisores de marketing e comunicação dados que possam integrar os pontos de contato da mídia com suas audiências, em uma estratégia de presença cada vez mais omnichannel. Neste sentido, o Instituto pode agregar dados de impresso, websites, newsletters, streaming, eventos e, ocasionalmente, redes sociais”, afirma Pedro Silva, presidente-executivo do IVC.
A contratação do serviço pode ser solicitada via canal oficial do instituto antes do início do evento, com custo fixo de R$ 782,60 por edição, além de despesas operacionais em caso de acompanhamento in loco.
O aperfeiçoamento da metodologia acompanha a expansão econômica do segmento. Dados do Observatório da Indústria/SENAI estimam que a cadeia de eventos no Brasil movimentará mais de R$ 1,5 bilhão até 2035, representando cerca de 5% do PIB nacional. “À medida que o segmento de eventos cresce, aumenta proporcionalmente a demanda de anunciantes e patrocinadores por transparência, com dados precisos de audiência. Desta forma, o IVC transforma números declarados em informações certificadas imprescindíveis para investimentos seguros, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do governo”, destaca Marco Aurélio Souza, gerente de auditoria e projetos de mídia do IVC.
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Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.
Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.
O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.
Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.







